ir para o conteúdo
 • 

Radar Cultural

O Strokes foi a última atração do palco principal do Planeta Terra. A banda, que lançou o quarto álbum este ano – após um hiato de cinco anos – entrou apenas 6 minutos atrasada (1h36) e pegou os fãs animadíssimos. O vocalista Julian Casablancas, usando skinny jeans, boné e óculos escuros, se comunicou com a plateia em português e chamou atenção para o baterista Fabrizio Moretti, carioca de nascimento, radicado em Nova York.  Os fãs não tinham o que reclamar: a banda mas emendou uma sucessão de hits que satisfez bastante o público. 

O palco principal teve ainda o ex-Oasis Liam Gallagher comandando o Beady Eye, duas bandas que se inspiram em Joy Division – Interpol e White Lies -, e os canadenses do Broken Social Scene. As presenças nacionais foram do manguebeat da Nação Zumbi e o rapper Criolo.

Groove Armada foi a última atração a subir no palco alternativo, com atraso de meia hora possivelmente para não coincidir com o show do Strokes.  Eles foram antecedidos por Bombay Bicyle Club, o duo Goldfrapp – que fez playback durante praticamente todo o show – Gang Gang Dance e Toro y Moi.

A abertura do palco indie ficou por conta da banda vencedora do concurso Todo Hit Todo Som, chamada Selvagens à Procura de Lei. Por este palco também passaram The Name e Garotas Suecas, que levou o dançarino Jacaré do grupo de axé É o Tchan como convidado especial.

Comentários (2)| Comente!

O misto de folk com indie rock da banda inglesa Bombay Bicycle Club espalhou a meiguice de seu som por todas as partes.

Enquanto Beady Eye tocava no Main Stage, o Bombay atraia um público fiel, bem receptivo e disposto a dançar. Um show simples, no melhor sentido da palavra, cheio de solos de guitarra mais bateria, jogos de luzes que, somados à empolgação do quarteto, arrancaram aplausos.

As 16 músicas que compunham o repertório foram retiradas dos três álbuns do grupo. Entre os sucessos, Shuffle, Open House, Ivy and Gold e Always Like This.

Porém, a medida que o tempo ia passando e o horário do show da banda novaiorquina Strokes, a mais aguardada da noite, ia se aproximando, o que se viu foi uma diminuição gradual de público, restando cerca de 250 pessoas para presenciar o término da apresentação.

Talvez, se o grupo tivesse se apresentado em outro horário, a história poderia ser diferente.

Setlist:

Shuffle
Your Eyes
Dust on the Ground
Open House
Bad Timing
Leave It
Lights Out, Words Gone
Ivy and Gold
Evening/Morning
Cancel on Me
Lamplight
Sleep
Magnet
What You Want
Always Like This What If

Comente!

O quarteto Beady Eye, liderado pelo ex-Oasis Liam Gallagher, foi a penúltima atração do palco principal do Planeta Terra.

Um pouco menos marrento que em seu tempo de Oasis, Liam bem que tentou, mas não teve adesão de boa parte do público, a não ser de quem se aglomerava logo à  frente do palco. A poucos metros, via-se grupos sentados e até deitados no chão. 

A banda apresentou faixas do único álbum, lançado em fevreiro deste ano, Different Gear, Still Speeding.

Setlist:

Four Letter Word
Beatles and Stones
Millionaire
Three Ring Circus
Roller
Bring the Light
Standing on the Edge
Kill for a Dream
The Beat Goes On
Man of Misery
Morning Son
WigWam
Sons of the Stage

Comente!



Setlist

Braços ao ar, gritos, danças, pulos e uma infinidade de pessoas. Esse foi o cenário presenciado pelo vocalista do Interpol, Paul Banks, durante toda a sua apresentação no palco principal na noite deste sábado, 5, no PlayCenter.

A banda deu sequência à pontualidade das bandas anteriores e subiu ao placo às 22h02. Durante os 60 minutos de apresentação o grupo criado em 1998 tocou sucessos dos 4 álbuns, entre eles Hands Way, Slow Hands, Obstacle 1 e C´mere.

É verdade que a banda formado por Paul Banks, Sam Fogarino e Daniel Kesser pareceu não fazer muita questão de interagir e ser simpáticos com aqueles que cantavam em voz alta as 15 canções que grupo cantou nos 60 minutos de apresentação. O público fez sua parte, faltou a animação por parte do Interpol.

Success
Angels
Narc
Hands Away
Barricade
C’mer
The New
Evil
Lenght of Love
Lights
Heinrich
Cruise
Slow Hands
Jail
Obstacle 1

Comente!

O duo eletrônico Goldfrapp apresentou-se pela primeira vez em São Paulo levando seu som eletrônico ao palco Claro Indie Stage do Planeta Terra.

A vocalista Alison Goldfrapp vestia um casaco preto cheio de tiras que fazia belo efeito com o vento no palco. Dreaming, Believer e Happiness foram algumas das canções do repertório, mas a banda, infelizmente, abusou do playback durante a apresentação.

Setlist

Crystalline Green
You Never Know
Dreaming
Number One
Happiness
Believer
Satin Chic
Rocket
Shiny and Warm
Train
Horse
Ohh La La
Strict

Comente!

Por Jotabê Medeiros – O Estado de S. Paulo

Show do grupo foi um mix de tudo que se ouvia no indie rock de uma década, mas com uma nova onda de convicção e envolvimento

Tocando uma espécie de patchwork musical que misturava reminiscências de Pavement, Sonic Youth, Yo la Tengo e outras instituições do indie rock dos anos 1990, a banda Broken Social Scene fez o primeiro concerto convincente do Planeta Terra Festival, na noite deste sábado. Tocando para cerca de 20 mil pessoas, público estimado pela organização no horário, 21h30 aproximadamente, o grupo que põe 17 integrantes no palco digressão com canções melódicas e dançáveis, agradando ao público que já lotava o Playcenter naquele momento.

Alternando vocalistas, o sexteto mostrou boa parte do repertório do discoe Forgiveness Rock Record, de 2010, que foi produzido por John McEntire, do Tortoise (grupo que ama o velho vanguardista brasileiro Tom Zé).  Improvisações longuíssimas, ataques antimelódicos, dissonâncias: todo o ideário do alt rock esquentou a noite na Marginal do Tietê.

O palco principal teve sua primeira atração internacional já no começo da noite, com os ingleses do White Lies. Pela segunda vez no Brasil (a primeira foi num show durante um desfile de moda no hotel Unique), o White Lies mostrou como um derivado do Joy Division pode não ter compreendido nada além da superfície da música do seu originador.

Com cabelo cortado igual ao do vocalista Ian Curtis, o cantor do White Lies tem voz, tem potência, tem uma banda boa ao lado, mas não tem boas ideias ainda. Apenas o colarinho apertado como um pregador mórmon. Suas composições, como Is Love e Farewell to the Fairground, são pueris, perto da poesia romântica e radical de suas influências.

1 Comentário | Comente! !

Pontualmente às 20h30, os canadenses Broken Social Scene subiram ao palco Main Stage. Apenas com os primeiros acordes da música World Sick, a banda arrancou palmas da plateia que aos poucos foi chegando ou se levantando.

A tecladista Brendan Cannig, uma das fundadoras do grupo, dividiu os vocais com Kevin Drew em 7/4 (Shoreline), música do terceiro álbum do grupo, Broken Social Scene (2005), considerado o melhor da banda.

Das 12 músicas que o grupo tocou, poucas tiraram o público do chão. A responsabilidade ficou por conta da sequência Stars and Sons, Fuzz, esta instrumental, e o refrão de Killing in the Name, consagrada banda Rage Against the Machine. A banda tinha tudo para dar certo, se não fosse a ansiedade do público pelos próximos shows.

Comente!

Maiara Camargo e Pedro Antunes – Jornal da Tarde

Desde julho, a procura por ingressos para o Planeta Terra foi concorrida. Os 25 mil ingressos foram vendidos em 14 horas. A usual e concorrida procura por bilhetes na entrada do festival foi atenuada com a presença de ingressos falsos. Até às 18h, com cerca de 12 mil pessoas no festival – metade do total, de 25 mil – foram quase 150 ingressos apreendidos pela organização do evento.

Caso do casal de estudantes Pablo Flores Lourenço, de 26 anos, e Ana Clara Magalhães, de 22. Como não conseguiram comprar ingressos para o festival durante a venda oficial, eles procuraram nas redes sociais algum desistente interessado em vender as entradas.

Eles foram procurados por uma mulher identificada como Carla Silva, que estava vendendo entradas pelo site Comprei e Não Vou, uma espécie de classificados na rede, no qual os usuários colocam à venda bilhetes de shows que não poderão ir. Inicialmente Carla pediu R$ 600, mas Pablo e Ana negociaram e pagaram R$ 500 no par.

Na entrada, os ingressos foram identificados como falsos – o papel é mais frágil do que o original, que também tem detalhes em laranja. O casal ligou para Carla:  “Atendeu um homem, que negou que as entradas fossem falsas”, explicou Pablo. O JT também tentou entrar em contato com a vendedora, mas o celular estava desligado. A organização oficial do Planeta Terra desconhece a existência das entradas falsificadas.

A estudante ainda conta que encontrou outras sete pessoas na mesma situação. A saída foi se juntar às pessoas  na entrada do festival em busca de ingressos. O casal conseguiu e, ao se despedir da reportagem, já se dirigiu ao show da Nação Zumbi, também no palco Sonora, o principal.

Na porta, o preço é negociável, mas gira em torno de R$ 300 a unidade. Os próprios cambistas alertam sobre os ingressos falsos. “Olha, tem um com um adesivo no meio. Esse não compra, não”, explicou um deles à reportagem.

Comentários (2)| Comente!

O trio britânico White Lies retornou a São Paulo menos de um ano após sua estreia em palcos brasileiros. A banda, que tocou para um pequeno público em show fechado em dezembro de 2010 na cidade, volta a São Paulo tocando para uma plateia bem maior.

O grupo, que existe desde 2007, foi a primeira atração internacional do palco Main Stage. O repertório teve músicas dos únicos dois álbuns da banda, To Lose My Life… (2009) e Ritual (2011).

Set list:

Farewell to the Fairground
Strangers
To Lose My Life
Holy Ghost
E.S.T.
Is Love
Price of Love
A Place to Hide
Death
Unfinished Business
Power & Glory
Bigger Than us

Comente!

Por Mariana Belley – estadão.com.br

Conversando sob o sol escaldante com os outros integrantes do sexteto paulista Garotas Suecas, o vocalista Guilherme Saldanha, parou para falar rapidamente com a reportagem do estadão.com.br

Vocês prepararam um show especial pro festival?

Vamos fazer o show com praticamente todas as músicas do Escaldante Banda, nosso primeiro disco e vamos trazer o Jacaré, da banda É o Tchan pra dançar o Banho de Ducha.

E a primeira vez que vocês tocam em um festival desse tamanho?

No Brasil é a primeira vez.

E lá fora?

Lá fora já tocamos no Primavera Sound em Barcelona e no Bumbershoot em Seattle, nos Estados Unidos.

Vocês estão animados para o show?

Estamos apreensivos!!! (risadas!)

O que vocês estão esperando do show?
Acho que vai ser muito legal! O Playcenter tem um belo ‘vizu’.

A banda toca no palco Claro Indie Stage às 18h30.

Comente!

Comentários recentes

  • Alexandre: Vandalismo, drogas e pancadarias: a cultura dos jovens paulistas é exatamente essa. Esperavam o que da...
  • Marco Antonio Pires: Me desculpe, caro repórter, mas estava próximo ao palco S João na hora do ocorrido e não...
  • Eduardo xambre: Esse tipo de incidente já era esperado, em gerAl falta cidadania. A lei de Gerson aqui fala alto e...
  • Nat: O que dizer de um povo que nem fazer fila sabe?
  • abadom: O grande erro dos organizadores desse LOLLAPALOOZA, é que eles desprezam os veteranos do Rock.Fizeram isso...

Enquete

Qual foi o melhor show do Lollapalooza?

View Results

Loading ... Loading ...

Arquivo

Seções

Blogs do Estadão