Amy Winehouse em todas as suas versões no palco durante a turnê de cinco shows no Brasil. Fotos: AE
Quem saiu frustrado dos shows de Amy Winehouse no Brasil deveria ter assistido, antes das apresentações da musa de Rehab por aqui, ao único registro oficial em DVD da cantora. Lançado em 2007, I Told I Was Trouble – nome retirado de trecho da música You Know I’m No Good, do álbum Black to Black (2006) -, dá uma ideia de como costumam ser as apresentações dela.
Não houve propaganda enganosa, da perspectiva artística. Desde o anúncio, a turnê foi vendida como sendo “nos mesmos moldes dos shows intimistas que faz nos pubs londrinos” e com “seus principais sucessos”. Com a postura frágil típica de quem costuma buscar refúgio no álcool e nas drogas para esquecer problemas pessoais, e após um afastamento de dois anos dos palcos, ela cumpriu satisfatoriamente, sim, o que estava prometido.
É uma pena saber que houve quem pagasse até R$ 500 para ir ao show esperando por escândalos ou efeitos visuais da engenharia que tomaram conta dos espetáculos de música pop. Na plateia, era fácil ouvir comentários maldosos toda vez que Amy levava uma das mãos ao nariz ou cambaleava um pouco enquanto chacoalhava o corpo com aquele jeito peculiar de dançar. Não é postura de fã.
Imperdoáveis mesmo foram os erros cometidos pela produção do evento. E não foi só a falta de cerveja gelada na pista VIP (na comum, nem quente tinha) antes mesmo de o show começar. Seguranças mal treinados empurravam com truculência a plateia porque três ou quatro espertalhões tentavam acessar a área VIP pelo estreito corredor lateral que ligava as duas pistas. Quem passou mal com o calor também teve muita dificuldade para conseguir chegar a um dos postos médicos.
A conversa não é nova, mas sempre vale insistir: o ingresso custa muito caro para tratarem o público como gado.
• Leia mais sobre o show de Amy Winehouse em São Paulo

A BBC divulgou nesta segunda-feira, 6, a lista anual das 15 apostas da rede britânica de novas bandas e cantoras, feita a partir de uma sondagem com mais de 160 produtores de rádio, apresentadores de TV, críticos de mídia impressa e on-line, além de blogueiros respeitados no Reino Unido.
O top 5 e o vencedor do Sound of 2011 serão revelados na primeira semana de janeiro. No ano passado, a inglesinha Ellie Goulding foi escolhida pela BBC como o som do ano.
É uma disputa em que vale a pena ficar de olho: nos nove anos de existência, já coroou Mika, Adele, Keane, 50 Cent, Corinne Bailey Rae, entre outros. Nomes como Florence & The Machine, Duffy, Ting Tings e Franz Ferdinand chegaram ao top 5.
Vamos à lista do BBC Sound 2011. Você pode ver highlights deles clicando aqui. E está convidado a voltar depois, para deixar suas impressões nos comentários.
Anna Calvi
Clare Maguire
Daley
Esben & the Witch
Jai Paul
James Blake
Jamie Woon
Jessie J
Mona
Nero
The Naked & Famous
The Vaccines
Warpaint
Wretch 32
Yuck
Tia Ciata (esq) com tia Josefa; reza a lenda que foi no quintal do nº 119 da rua Visconde de Itaúnas, no Rio, o local onde nasceu o samba, tal como o conhecemos
Tem gente que deve achar um exagero. Para que comemorar? Todo dia toca-se samba no Brasil. Pode até ser verdade. Mas é importante marcar uma data para se celebrar uma das criações mais brasileiras em matéria de música. Agora, porque se escolheu o dia 2 de dezembro, é uma boa história.
O vereador baiano Luís Monteiro da Costa resolveu instituir a data em Salvador. Acontece que o compositor Ary Barroso, mineiro de nascimento e carioca por adoção, cantara histórias baianas, como na famosa Baixa do Sapateiro, mas nunca tinha ido à Bahia. Pois no dia 2 de dezembro de 1940 ele fez sua primeira visita. Em 1963, a data tornou-se nacional.
Ainda que a homenagem tenha nascido na Bahia, a maioria dos estudiosos considera que o samba, tal como o conhecemos, uma invenção criada no Rio de Janeiro, mais especificamente numa região central da cidade chamada no começo do século 20 como “Pequena África”. Ali, no quintal de uma BAIANA conhecida como Tia Ciata vários ‘sambistas’ se reuniam e criavam o gênero que seria o mais famoso do País.
Hoje, há comemorações em todo o Brasil. Rio e Salvador, claro, além de São Paulo têm grandes manifestações, mas mesmo cidades menos associadas a este ritmo de origem negra, como Curitiba, também celebram a data.
Quem anda pelo Rio atualmente tem certeza de que é o funk a música popular do momento. E esta parece ser uma característica da história do samba. O gênero, institucionalizado como tal com a gravação da música Pelo Telefone, em 1916, sofreu a concorrência de muitas “músicas do momento”, como bolero, fox, rumba, rock, sertanejo, eletrônico… Como diz uma canção famosa, “samba, agoniza mas não morre”. Se modifica…
Leia também:
- No Rio, Trem do Samba chega à 15ª edição
- Celebração em grande estilo no Sesc Vila Mariana, em São Paulo (mais…)
Isso é o que garante a revista Rolling Stone Brasil. Segundo eles, a banda irlandesa U2 pretende fazer dois shows da turnê 360º em São Paulo e um em Porto Alegre em abril do ano que vem. Ainda não há datas confirmadas.
A informação não consta no site oficial do U2, mas, de fato, há um buraco na agenda da banda, sem apresentações previstas entre fevereiro e maio. Segundo a Rolling Stone, o show paulistano deve ocorrer no Morumbi, único local na cidade capaz de receber a estrutura de palco da turnê.
Só resta esperar a confirmação oficial. A última vez que a banda irlandesa se apresentou no Brasil foi em 2006.
Por Jotabê Medeiros
Segundo informações do Grand Hotel Hyatt, onde estava hospedado, o ex-Beatle Paul McCartney e sua banda deixaram o hotel hoje pela manhã. Embarcaria ainda pela manhã em direção ao Reino Unido. O cantor apresentou-se para cerca 178 mil pessoas no País em três apresentações, nos estádios do Beira-Rio (Porto Alegre) e Morumbi (São Paulo). Seu site não traz informações ainda sobre qual será seu próximo concerto.
Além dos shows, McCartney deixou uma boa imagem de simpatia e elegância. Blogs e sites ainda exibem fotos de seu passeio de bicicleta pela cidade (andou pelo Itaim Bibi e foi até o Parque do Povo, no sábado).
A chuva que insistiu em cair desde a tarde desta segunda (22) não conseguiu embaçar o brilho do show de Paul McCartney, em sua segunda noite em São Paulo. Ele entrou, cantou uma música, provocou a plateia citando Chove Chuva de Jorge Ben Jor e, pouco depois, a chuva parou. Estava aberto o caminho para outra noite memorável.
O show durou as três horas prometidas, terminando por volta de 0h40 desta terça com uma fusão de Sgt Pepper com outra bem sugestiva: The End. Houve algumas trocas no playlist e o público vibrou com a energia do ex-Beatle, que tem 68 anos de idade e tinha tomado um escorregão no final da apresentação de domingo.
Entre as inclusões, a abertura com Magical Mystery Tour, Got to Get You Into My Life e Two Of Us. Outra alteração foi Letting Go, no lugar de Drive My Car.
Paul ficou neste show ainda mais perto do público em tom de despedida. Chamou quatro meninas ao palco. Elas, que tinham tatuagens com a assinatura dele nos braços, ganharam um beijo do astro. No final, o ex-Beatle disse ter sido ‘muito bom estar na América Latina’.
Foram vários momentos emocionantes durante o show como pode se ver, por exemplo, neste vídeo de @LeoSobel da canção The Long and Winding Road.
Apesar de a organização ter anunciado 64 mil pagantes, mesma lotação do dia anterior, quem esteve na primeira noite teve a impressão de que esta despedida estava mais tranquila. Tinha gente com espaço suficiente para dançar na pista.
A nota negativa foi levantada por quem estava na parte frontal da área de pista, próxima à área vip. Elas reclamaram que a divisória entre estes dois setores era feita por um tapume que atrapalhava a visão de quem estava no setor ‘comum’ – se é que R$ 300 pode ser considerado um preço ‘suave’.
Apesar das dificuldades, a maioria dos que foram ao Morumbi saiu de lá com a sensação de ter visto um show memorável.
Veja algumas imagens do show que volta a emocionar o Morumbi. Os flagras são do repórter fotográfico Ernesto Rodrigues/AE.
Os fãs inveterados que resolveram assistir aos dois shows de Paul McCartney em São Paulo se deram bem. O repertório está diferente nesta segunda noite no Morumbi.
Se no domingo, a apresentação começou com Venus and Mars e Rock Show, nesta segunda (22), a abertura coube a Magical Mystery Tour. Em seguida vieram Jet e All My Loving, na mesma ordem da playlist anterior. Foi uma mudança que também ocorreu na segunda noite de Buenos Aires.
Foram inclusas também Got to Get You Into My Life e Two Of Us. Outra alteração foi Letting Go, no lugar de Drive My Car.
Foto: Ernesto Rodrigues/AE
De terno roxo, Paul McCartney entrou no palco bem-humorado por volta de 21h40. Mesmo com a chuva que cai desde a tarde desta segunda (22) na cidade, o público lotou o Morumbi. Público, aliás, de todas as partes do Brasil.
Assim que entrou, Sir Paul comentou sobre a chuva, citando a música de Jorge Ben Jor: “chove, chuva”, disse, para empolgar a plateia.
Foto: Ernesto Rodrigues/AE
A fiscalização fez jogo duro na entrada do Morumbi. A polícia não deixa entrar nem com garrafa de água (de plástico). Agora, o que é mais estranho: estão barrando homenagens ao ex-beatle.
O jornalista Júlio Maria, editor do C2 + Música do Estadão, relata que os policiais barraram cartazes com dizeres como ‘I Love You, Paul’ e um outro com um submarino amarelo pintado. Segundo o oficial, a restrição serve para evitar que se coloque fogo nestas peças. Vai entender…
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