O festival Lollapalooza divulgou, nesta segunda-feira, 15, a programação para sua 2ª edição brasileira. Entre 29 e 31 de março de 2013, São Paulo receberá shows de bandas como Pearl Jam, The Killers, The Black Keys, deadmau5, Queens Of The Stone Age e Planet Hemp. Mais de 60 bandas vão dividir os cinco palcos que serão montados no Jockey Club de São Paulo.
Além da Planet Hemp, o Lollapalooza terá shows de artistas brasileiros, como Agridoce, Criolo, Copacabana Club, Ludov e Vivendo do Ócio, entre outros.
A venda dos ingressos começa à 0h01 desta terça-feira, 16, no site do Lollapalooza Brasil www.lollapaloozabr.com) e das 12h às 20h na bilheteria oficial, no Jockey Club, aberta de terça a domingo.
Os ingressos para entrada no festival, Lolladay, terão valor de R$ 330 para cada dia (R$ 165 para estudantes), válido até 31 de dezembro de 2012. A partir da 0h01 do dia 1º de janeiro de 2013 os valores dos ingressos passam a ser de R$ 360 por dia (R$ 180 para estudantes).
Confira a programação completa:
29 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA
The Killers, Deadmau5, The Flaming Lips, Knife Party, Cake, Passion Pit, Crystal Castles, Porter Robinson, The Temper Trap, Of Monsters and Men, Feed Me, Technostalgia Feat. DJ Marky & Bid, Agridoce, Holger, Dirtyloud, Tokyo Savannah, Copacabana Club, Boss in Drama, Perrosky, Bruno Barudi.
30 DE MARÇO – SÁBADO
The Black Keys, Queens of the Stone Age, A Perfect Circle, Franz Ferdinand, Steve Aoki, Two Door Cinema Club, Criolo, Tomahawm, Nas, Madeon, Alabama Shakes, Zeds Dead, Toro y Moi, Gary Clark, Jr., Ludov, Graforréia Xilarmônica, Stop Play Moon, Lennox, Classic, William Naraine.
31 DE MARÇO – DOMINGO
Pearl Jam, Planet Hemp, Kaskade, The Hives, Kaiser Chiefs, Hot Chip, Foals, Major Lazer, Puscifer, Gui Boratto, Rusko, Lirinha + Eddie, Vanguart, Vivendo do Ócio, Mix Hell, Wehbba, Wannabe Jalva, Baia, República, Database.

A organização do festival Lollapalooza divulgou, nesta segunda-feira 01, as atrações da edição que será realizada no Brasil em 2013. Pearl Jam, The Killers e The Black Keys estão entre os principais nomes.
O evento, que acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de março no Jockey Club, em São Paulo, contará com mais de 50 nomes. Diversos grupos que já passaram pelo país estarão de volta, como Franz Ferdinand, Flaming Lips, Kaiser Chiefs, Queens of the Stone Age, Hot Chip e Passion Pit. Entre os artistas brasileiros confirmados estão Criolo, Vanguart, Holger e Agridoce.
O valor dos ingressos para os três dias do evento é de R$ 900 (inteira) e R$ 450 (meia). A pré-venda, para quem se cadastrou no site do festival, começa à meia-noite desta segunda, 01. Em 15 de outubro, começa a venda para os dias individuais. Mais informações, você encontra no site do Lollapalooza.
João Paulo Carvalho – estadão.com.br
Terminou na noite deste domingo, 8, no Jockey Club de São Paulo, a primeira edição do Festival Lollapalooza realizada no Brasil. Com mais de 140 mil pessoas, o evento organizado pelo líder da banda Jane’s Addiction, Perry Farrell, acertou em muitos pontos como horário – todos os shows terminaram pontualmente – mas perdeu no quesito serviços – comida, banheiro, transporte, trânsito e ingressos, por exemplo.
O maior destaque do Lollapalooza foi a única atração mainstream do festival. O Foo Fighters fez um show memorável e deu uma verdadeira aula de rock and roll para as mais de 75 mil pessoas que estiveram presentes no show do último sábado, 7. A banda presenteou os fãs com All My Life, Best of You, Times Like These, Big Me, Monkey Wrench e Everlong.
As surpresas ficaram por conta das apresentações enlouquecidas do Foster The People, Cage the Elephant, Gogol Bordello e MGMT. O Arctic Monkeys fez um show simplório, mas enérgico e repleto de hits.
Os brasileiros também se destacaram. No sábado, O Rappa, que sofreu com problemas técnicos do palco, ganhou o público com hits da carreira.
A grande decepção do festival foi o Friendly Fires, que chegou ao País com a promessa de fazer um show movimentado e dançante. Prejudicados por problemas técnicos de som do palco, o trio inglês não emplacou e teve uma performance dispersa e apática.
Saiba mais sobre o festival em nosso especial do Lollapalooza 2012

João Paulo Carvalho – estadão.com.br
Se simplicidade é de fato uma das características mais importantes da vida, os britânicos do Arctic Monkeys mostraram neste domingo, 8, no segundo e último dia do Festival Lollapalooza, no Jockey Club de São Paulo, que a regra é básica inclusive para o rock and roll de qualidade.
Tal virtude engloba a banda inglesa em todos os artefatos sonoros: da entrada pontual no palco, passando pela bateria rítmica e cadenciada de Mathew Helders, aos hits emblemáticos e letras inspiradas.
O show do Arctic Monkeys é cru, mas nem por isso sem graça. Tudo que mais inspira os jovens na maneira atual de ver o mundo está ali, nas duas guitarras pesadas e no jeito desleixado do vocalista Alex Turner.
“Olá, São Paulo. Como vocês estão?”, disse Alex depois da música Crying Lighting. “Acho que está na hora de dar uma voltinha nesta enorme passarela”, reforçou, referindo-se à longa estrutura do palco. “Vou até aí”, cravou, sem se preocupar com a chuva.
Os maiores sucessos do Arctic Monkeys não ficaram de fora do show: Brianstorm, When the Sun Goes Down, I Bet You Look Good on the Dancefloor e Fluorescent Adolescent incendiaram as mais de 70 mil pessoas que marcaram presença no encerramento do festival.
Setlist do Arctic Monkeys:
1 – Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
2 – Teddy Picker
3 – Crying Lighting
4 – The Hellcat Spangled Shalalala
5 – Library Pictures
6 – Brianstorm
7 – The View From The Afternoon
8 – I Bet You Look Good On The Dancefloor
9 – Brick by Brick
10 – This House is a Circus
11 – Still Take You Home
12 - Evil Twin
13 – Pretty Visitors
14 – If You Were There, Beware
15 – Suck it and See
16 – Do Me a Favour
17 – R U Mine?
18 – When The Sun Goes Down
19 – Fluorescent Adolescent
20 – 505
Mais cedo foi a vez da banda Jane’s Addiction, do organizador do festival, Perry Farrell, se apresentar no palco Butantã. A apresentação não chegou a empolgar, mas a performance teatral de Perry chamou a atenção pela excentricidade e a mescla entre rock pesado e canções acústicas.
“Estou muito orgulhoso de trazer minha banda e esse festival ao Brasil. Que noite linda, não acham? Então vamos aproveitar”, disse Perry antes de se dar conta da fina chuva que caia na capital paulista.
Saiba mais sobre o festival em nosso especial do Lollapalooza 2012

Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo
Debaixo de uma associação de imagens que foi de Malcolm X e os Panteras Negras (no telão) até os Titãs (homenageados por Mano Brown com os versos de Polícia), os Racionais MCs ancoraram seu circo de política & rimas no encerramento do Lollapalooza Festival. Ignoraram a chuva fina e um início de rebelião do público, que vaiou o atraso do show (quase uma hora), e fez um show de impacto e vigor, como é de hábito.
O púlico era mais aburguesado do que de costume, mas era também iniciado em Racionais, cantando com facilidade seus hits, como Por Amor Por Dinheiro e Negro Drama. Um garoto na frente do palco sacudia uma camisa do Santos FC, time de Mano Brown. O escritor Marçal Aquino estava na plateia conferindo.
O som dos Racionais já assume o soul, com um vocalista de voz macia ao estilo Marvin Gaye, mas ainda não admite nenhuma feminilidade no palco. Só sobe homem, só se fala grosso. Mas, das atrações nacionais, foi a única que mostrou som, potência e legitimidade no mesmo nível dos gringos.
Saiba mais sobre o festival em nosso especial do Lollapalooza 2012

Roberto Nascimento – O Estado de S.Paulo
Título de um desfecho justo para o primeiro Lollapalooza brasileiro: banda inglesa de rock sem firulas leva uma multidão adolescente ao delírio. Foi o que se passou quando Alex Turner, o garotão convencido do Arctic Monkeys, subiu ao palco principal para incendiar a plateia com guitarras ronronantes e refrões que já estavam na língua do público.
Turner faz um charme rockabilly com topetão e inglês balbuciado a la Elvis. E sua banda segura a onda, desferindo riffs dissonantes em velocidade durante um set agressivo, sem deixar o público respirar. A consistência da apresentação vai de mão em mão com a comentada maturidade do Arctic Monkeys, que lançou em 2011 o elogiado quarto disco, Suck it and See.
No palco eletrônico, a grande supresa ficou por conta do popular DJ Skrillex. As produções do garoto, tramas maximalistas de barulhos hidraulicos, que soam como se um Transformer defeituoso tivesse sido sampleado, há tempos são motivo de piadas entre os puristas.
E de fato, requinte é a última coisa que se pode esperar de Skrillex. Mas em um show lotado na tenda eletrônica, Skrillex consegue levar manos e minas ao delírio com beats variados e projeções vistosas, como um impagável vídeo de duas mulatas de bíquini, rebolando seus astronômicos traseiros. Isto compõe uma experiência audiovisual condizente com a realidade conectada, em que vídeos ridículos se mesclam com clipes de pop stars, do cotidiano jovem.
Na set list de Skrillex, batidas que se alternam entre pancadões e hard techno num piscar de olhos, impulsionadas pelos graves cibernéticos do dubstep.
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Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo
A grande surpresa do festival até agora foi uma banda de… pop. Com carisma, nenhuma canção ruim no repertório, disposição para divertir, público disposto a dançar, um grande vocalista (Mark Foster), um baterista animal e um vácuo no mundo do pop para multidões (os megastars do gênero ou morreram, como Michael Jackson, ou ficaram repetitivos, como Madonna), os Foster The People botaram o festival no bolso com um coquetel que mistura progressivo, tecnopop, dance, rock’n'roll, KC and Sunshine Band e outros condimentos.
Quando os rapazes de Los Angeles entraram no palco, tocando Houdini, com suas roupas arrumadinhas, caras de playboys, parecia que não ia funcionar. Quando encerraram, com Pumped Up Kicks, o público já os queria de volta. “Eu não te falei que a gente muitas vezes se engana?”.
Hits como Call it What You Want, cantados em coro pela plateia, eram emendados uns nos outros, e Mark Foster se divertia correndo pelos lados do palco, passarela. No final, ficou em pé no meio do público. Não fazem uma música pretenciosa e não posam de stars. A reação do público foi fantástica, foi se deixando convencer e logo já havia por ali uns 50 mil fãs de última hora da banda.
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Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo
Nada poderia ser mais sintomático: relâmpagos cruzavam o céu durante a execução de Electric Feel, hit do grupo nova-iorquino MGMT, e o público aplaudia os relâmpagos.
“Feliz páscoa!”, brincou o vocalista Andrew VanWyngarden, que forma com Ben Goldwasser o grupo neopsicodélico que estourou em 2008 e foi ficando mais sofisticado, com uma música mais encorpada, cada vez menos comercial, entretanto. O que assusta os fãs. VanWyngarden tocou uma música nova, uma balada, e os fãs começaram a sair da chuva em que entraram por sua causa.
Mas, quando tocaram somente as velhas, como o megasucesso Kids (“um bebê nasceu, chorando por atenção”), foi uma doideira, um festival de capas de chuvas voando.
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João Paulo Carvalho – estadão.com.br
A banda americana MGMT reviveu a década de 1960 no início da noite deste domingo, 8, no Festival Lollapalooza.
O grupo formado por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, além dos músicos de apoio James Richardson, Matt Asti e Will Berman, não falou muito com o público.
Hits como Electric Feel e Time to Pretend trataram de espantar a garoa que caia no início da noite no Jockey Club de São Paulo.
Com uma iluminação amplamente azul, e dois telões em preto e branco, o MGMT deixava a plateia anestesiada diante da introspecção musical do grupo do Brooklyn.
Hot Smoke Wars e It’s Working trataram de deixar o show mais leve e cadenciado. “Congratulations”, disse Andrew, antes de deixar o palco.
Expectativa. Apesar da mudança de temperatura, mais de 70 mil pessoas marcam presença no segundo dia do Festival Lollapalooza, segundo a assessoria de imprensa do evento.
Esta noite ainda sobem aos palcos os britânicos do Arctic Monkeys, Janes’s Addiction, Racionais MCs e Velhas Virgens.
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João Paulo Carvalho – estadão.com.br
O Friendly Fires tinha tudo para fazer um show animado, mas acabou desapontando o público no segundo dia do Festival Lollapalooza, no Jockey Club de São Paulo, na tarde deste domingo, 8, na capital paulista.
O trio inglês formado por Edd Gibson, Ed Macfarlane e Jack Savidge foi bastante burocrático e não despertou na plateia a sinergia do dance rock dos discos lançados pelo grupo.
Apesar do desânimo, a banda, que já havia se apresentado no Brasil em 2009, não deixou de fora hits como On Board, Your Love, It’s Over Now e Strobe.
Canções do álbum Pala, lançado em 2011, também estiveram no repertório. O Friendly Fires trouxe para o País instrumentos de sopro, saxofones e até trompetes. A banda também se apresentou na capital paulista no último sábado, 7, no Cine Joia, e no Rio de Janeiro, na sexta-feira 6, no Circo Voador.
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