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Radar Cultural

Por Jotabê Medeiros

Banda que construiu seu culto nos anos 1990, o Pavement viveu uma década brilhante, e depois viveu de juros e correção monetária. No início desta madrugada de domingo, no Playcenter de São Paulo, o grupo, reformado, mostrou que ainda tem lenha para queimar. A plateia  é que se animou muito pouco, somente nos hits, como Grounded (a segunda da noite), Shady Lane e Cut Your Hair.

O ápice da retomada do Pavement se deu quando Stephen Malkmus, o mais famoso desafinado do rock, entoou a canção Stereo. Até aí, o publico ainda estava ligado. Mas depois foi caindo, embora o show tivesse um bom sabor do indie noventista, aquela desencanação típica de uma época.

Malkmus falou pouco, manteve a fleuma de garoto-enxaqueca do alt-rock. O percussionista Bob Nastanovich deu um show à parte, com berros lancinantes e uma lição de hiperatividade no palco, ao contrário dos colegas de banda. “Brasil, finalmente”, disse apenas o guitarrista. O Pavement, em alguns momentos, parece datado, mas também se mostra visionário em outros – antecipou alguns dos movimentos dos noughties, sem dúvida.

Stephen Malkmus

Stephen Malkmus (Foto: Leonardo Soares/AE)

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21.novembro.2010 05:31:38

Planeta Terra IV, um resumo

20 mil indies no Playcenter. A 4ª edição do Planeta Terra trouxe atrações inéditas como o cantor Mika e o Pavement, na noite neste sábado, 20, a São Paulo.

Festival concorrido. Os ambulantes deram lugar a fãs que não conseguiram entrada. “Compro ingresso”, dizia a plaquinha segurada por Rodrigo Medeiros na fila da festa. Dois meses e meio antes do evento, as entradas estavam esgotadas.

Quem conseguiu entrar viu a tão aguardada apresentação do Phoenix – sem o Daft Punk, que a gente tanto esparava, mas tudo bem. A banda da França foi, sem dúvida, a maior atração do festival. O vocalista Thomas Mars terminou o show passeando nas mãos do público, num stage diving emocionante.

Mika entrou com o hit Relax, Take It Eaesy e mandou outos hits tão conhecidos do público dele – boa parte gay, presente massivamente – que fez o Playcenter tremer. Do outo lado do parque, no palco indie, pouco depois, tocavam os australianos do Empire of the Sun.

O Smashing Pumpkins, convidado para encerrar a festa  no Playcenter, mesclou hits antigos com os da nova safra. Tocou Today, mas ficou devendo 1979, que todo mundo ali queria ouvir. Pena.

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