O Estado de S.Paulo
O escritor Fausto Fawcett participa de um debate sobre literatura e o grupo teatral Cemitério de Automóveis, hoje às 19 horas, no teatro Estação Caneca.
A conversa é parte do projeto Cemitério de Automóveis 30 Anos – Artes do Subterrâneo, que traz, ao longo deste mês, entrevistas com autores sobre literatura e a relação de seus trabalhos com o grupo paulistano.
Além de Fawcett, participam Daniel Galera e Clarah Averbuck, todos mediados pelo diretor Mário Bortolotto.
Todas as sextas-feiras de maio, às 19 h. Estação Caneca, Rua Frei Caneca, 384, tel. (11) 2371-5744. Entrada grátis. Pegar senha 1 hora antes na bilheteria do teatro. 50 lugares.

Os ingressos para as quatro apresentações do espetáculo Hair, que encerram a temporada em São Paulo no Auditório Ibirapuera, já estão esgotados.
Como é usual no Auditório, havendo desistências, os lugares livres serão colocados à venda no dia da apresentação tendo como critério a ordem de chegada dos espectadores.
O musical Hair é ambientado em 1968 e mostra os passos do hippie John Berger, que comanda uma tribo de rapazes e moças em Nova York.
Serviço:
Hair
De 26 a 29 de abril (quinta-feira a domingo)
Quinta-feira a sábado, às 21h; domingo, 19h.
Duração: 130 minutos (mais intervalo de 15 minutos)
Classificação indicativa: 14 anos

A Companhia de Teatro Os Satyros estreia nesta sexta-feira, 13, Satyros’ Satyricon, espetáculo inspirado em obra do romano Petrônio escrita por volta do ano 60 d.C. Satyricon retrata de forma jocosa os valores e tipos sociais da elite romana e é considerada uma das mais importantes novelas da literatura clássica romana.
O projeto, dirigido por Rodolfo García Vázquez, é composto por três partes (Trincha, Satyricon e Suburra) que dialogam entre si. Cada parte será apresentada em dias e horários distintos pelo grupo e podem ser vistas independentemente no Espaço dos Satyros Dois, localizado na Praça Roosevelt.
Para mais informações, você pode acessar o site da Companhia de Teatro Os Satyros.

Um dos maiores sucessos da Broadway, Shrek, o Musical já tem previsão de estreia por aqui. Será em dezembro deste ano no Rio de Janeiro. E os preparativos para o espetáculo já começaram. Atores, bailarinos e cantores podem se inscrever no site do musical para os testes de seleção dos 28 profissionais do elenco.
Atualmente, o musical está em turnê pelos Estados Unidos e a versão britânica, que iniciou suas apresentações no West End de Londres no ano passado, segue em cartaz.
Mais informações sobre a montagem brasileira, realizada pelas produtoras XYZ Live e a Kabuki Produções, serão divulgadas em breve.
6 de setembro – NOVA SESSÃO – Reynaldo Gianecchini voltou ao hospital Sírio- Libanês para mais uma sessão de quimioterapia, como parte do tratamento contra o linfoma não-Hodgkin de células T com o qual foi diagnosticado em agosto deste ano. O ator já havia enfrentado uma primeira etapa do tratamento quimioterápico e recebera alta do hospital em 26 de agosto dizendo-se “muito forte”.
26 de agosto - A SAÍDA DO HOSPITAL – O ator Reynaldo Gianecchini deixou o Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo, após receber alta médica. Gianecchini conversou rapidamente com a imprensa e agradeceu o carinho do público. O ator foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin de células T, um tipo mais raro da doença que afeta os linfócitos (células de defesa). O início do tratamento de quimioterapia precisou ser adiado depois que o ator apresentou um sangramento durante a introdução do cateter venoso central, no último dia 20.
23 de agosto – QUIMIOTERAPIA - Mais de uma semana depois do diagnóstico de linfoma, o ator enfim deu início ao tratamento quimioterápico. A quimioterapia deveria ter começado na semana anterior, mas foi adiada por causa de problemas durante a cirurgia para implantação de um cateter venoso central – tubo plástico usado para aplicar o medicamento. Na cirurgia, realizada pelo médico Raul Cutait, segundo a assessoria do hospital, houve uma perfuração da veia subclávia – o que provocou um sangramento que teve de ser estancado. Por isso, a quimioterapia foi adiada.
12 de agosto – SEM PREVISÃO DE ALTA - Antes de dar início à quimioterapia, o ator precisou se curar de uma faringite. As informações são do infectologista David Uip, membro da equipe médica que acompanha o ator. ”Acredito que entre hoje (ontem) e amanhã (hoje) vamos conseguir saber com certeza qual é o tipo de tumor que o afeta. Antes disso não é possível dar início ao tratamento ou prever quanto tempo ele deve durar”, afirmou o médico, desmentindo os boatos de que o Gianecchini teria alta já na próxima semana.
11 de agosto – INTERNAÇÃO - O ator Reynaldo Gianecchini está com linfoma não Hodgkin. A doença, que atinge os linfócitos (células de defesa do organismo), foi diagnosticada após o ator ser internado no Hospital Sírio-Libanês com suspeita de faringite. ”Estou pronto para a luta”, disse o ator em nota emitida pela TV Globo. “Conto com o carinho e o amor de todos vocês”, afirmou no documento. O ator continua internado e não tem previsão de alta.
OUTROS FAMOSOS QUE LUTARAM CONTRA ALGUM TIPO DE CÂNCER
CARREIRA
Reynaldo Gianecchini iniciou como ator de TV num papel de destaque da novela das 8 da Globo, “Laços de Família”, em 2000. “Não quero ser galã a vida toda: quero ser reconhecido como ator”, disse na época. Ele já namorava a jornalista Marília Gabriela há dois anos quando estreou. Em 1999, ele declarou que “não duvido que na minha cidade, Birigui, digam que estou com ela para aparecer, mas nós dois sabemos que isso não é verdade.” Eles ficaram juntos até 2006, quando anunciaram a separação.
O ator acabou emendando um trabalho atrás do outro na TV e também no cinema. Fez as novelas “Filhas da Mãe” (2001), “Esperança” (2002), “Mulheres Apaixonadas” (2003), “Da Cor do Pecado” (2004), “Belíssima” (2005-2006), “Sete Pecados” (2007-2008) e “Passione” (2010), a última novela. No cinema, participou de Avassaladoras (2002), Sexo com Amor (2008), Entre Lençóis (2008), Natal do Menino Imperador (2009) e Divã (2009).
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PERFIL
Nome: Reynaldo Gianecchini Jr.
Data de nascimento: 12/11/1972
Signo: Escorpião
Profissão: Ator
Cidade de nascimento: Birigui (SP)
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O Teatro Oficina irá celebrar o Natal em grande estilo. O estacionamento que fica ao lado do prédio, que pertence ao Grupo Silvio Santos, será cedido para abrigar quatro espetáculos em uma arena com capacidade para 2 mil lugares. Os espetáculos Taniko, Cacilda, Bacantes e Banquete têm apresentações programadas entre os dias 17 e 20 de dezembro em horários variados e integram o Dionísicas em Viagem junto com as oficinas.
Dentro de um Teatro de Extádio, assim chamado por vivermos tempos de êxtase, 29 atores irão atuar em interação com a multidão. A cena mistura música, dança, teatro e vídeo.
As peças são gratuitas e acontecem após a passagem por sete capitais brasileiras sob o mesmo formato de palco. A companhia já negocia para levar a Dionisíacas até Fortaleza, em janeiro.
Parte do projeto, as práticas oficinas Usinas Uzonas já estão acontecendo desde a última sexta-feira, 26, sempre às 14h. Quem participa pode atuar nas peças da companhia. A partir do final desta semana, as oficinas serão transformadas em ensaios abertos. Mais informações pelo site.
Serviço
Dionisíacas
Taniko – 17/12, às 20h
Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!! – 18/12, às 18h
Bacantes – 19/12, às 18h
O Banquete – 20/12, às 19h
Onde: Rua Jaceguai, 520 (Bexiga). Fone: 3104 0678
Um enterro tomou o Cenamix no final deste domingo, 28, no encerramento das Satyrianas. O cortejo fúnebre começou fora da tenda, logo na entrada do terreno na esquina da Rua Augusta e Caio Prado. Embalado pelo canto operístico da atriz Simone Limase, o público assistiu Erika Forlim (parte do elenco na foto) picotar pouco a pouco o vestido de noiva que trajava. Os pedaços foram distribuídos a cada um dos espectadores. Em seguida, a plateia foi convidada a colocar cada pedacinho sobre o caixão.
O velório durou mais alguns minutos. Um dos atores – Rodrigo Zappa – participava de outro espetáculo. Com a chegada dele, alinharam-se todos e puseram-se à leitura dramática de Correnteza, de Gabriela Mellão, que esteve presente entre o público. Cada ator encadeadou uma fala sobre as relações entre familiares, um filho conta as mágoas do pai e a fluidez da água que tudo leva e transforma. A direção foi de Maurício Paroni de Castro. Participaram ainda da leitura: Raissa Peniche, Fernando Guimarães e Josué Torres, Pedro Barreiro e Mario Chimanovitch.

Nesta edição da Satyrianas o homenageado foi Alberto Guzik – crítico do Jornal da Tarde, dramaturgo e ator – morto em junho deste ano.
Se o cinema são imagens em movimento, por que não também o teatro? Ao menos em Roberto Zucco essa afirmação é verdadeira e faz parte dos trunfos do espetáculo que está em cartaz no Espaço dos Satyros e integra o Festival Satyrianas neste final de semana. O grupo, exímio pesquisador de novas propostas de encenação, fez, aí, um trabalho bastante elogiável nesse campo.
Na entrada, um aviso: quem sofre de vertigem é aconselhável não se sentar em lugares altos. A plateia, dividida em duas arquibancadas, é posta, durante os 80 minutos do espetáculo, de um lado a outro, configurando várias interpretações para o espaço cênico. Aproximando o público das cenas e, ao mesmo tempo, criando múltiplos espaços para as mesmas, Rodolfo Garcia Vásquez, o diretor da montagem, conseguiu colocar um elenco de quase 20 pessoas no palco sem que ele parecesse amontoado. O termo ‘subutilizado’ aqui não existe. Todos os cantos do espaço recebem a ação. Mesmo com uma movimentação das estruturas que sustentam o público a qual precede quase todas as cenas, em nenhum momento há queda no ritmo. Ágil e preciso, o tempo-ritmo das cenas está à altura da proposta cênica.
Escrita por Bernard-Marie Koltès em 1989, que não chegou a vê-la montada uma vez que faleceu no mesmo ano, Roberto Zucco trata de um assassino serial e solitário e também muito safo – nenhuma cadeia consegue segurá-lo por mais que algumas horas. O personagem, que dá nome ao espetáculo, vaga pelas ruas de Paris com aambição de ser um indívíduo invísivel, “transparente” como ele afirma. O rosto bonito – além do indefectível ar de mistério que carrega – atrai algumas pessoas. Entre elas, uma garota que com o assassino perde a virgindade e ganha uma obsessão. O espetáculo acompanha os passos e crimes de Zucco e, ao mesmo tempo, a transformação da garota e o que isso acarreta em sua família.
Mesmo com muitos atores jovens, o elenco é quase uniforme quanto a qualidade da interpretação. Robson Catalunha, que interpreta o assassino, dá a dimensão certa de um personagem que oscila do frágil ao perverso, que é incapaz de desenvolver afeto genuíno por um ser humano, seja ele quem for. Cléo de Páris, como a irmã obcedada da jovem que é deflorada pelo anti-herói, apresenta nuances de voz poderosas que fornecem a sustentação para um papel difícil de uma jovem que transtorna de maneira gradual, ascendente e irreversível.
Os elementos visuais integram-se às cenas de forma não só plasticamente bela como bastante funcional. A cena do parque onde o assassino fará mais uma de suas vítimas é exemplo de recursos bem usados e boa disposição do numeroso elenco no palco.
Ao final, embarcamos nos universos da jovem, de sua irmã, da cafetina, da madame e, claro, de Roberto Zucco de tal maneira que nos sentimos cúmplices de seus dissabores, da amargura e desilusão que carregam, ingredientes caros aos personagens do universo de Koltès. Na saída, a praça Roosevelt, ao lado de fora, pode continuar movimentada pelas animadas conversas regadas à muita cerveja da classe teatral, mas um pouco desses seres tão solitários ficará conosco.
Roberto Zucco – Espaço dos Satyros. Pça Roosevelt, 214, Consolação, tel: 3258-6345. Quinta, 20h; sexta-feira, 21h; sábado, 21h e domingo, 18h30. Em cartaz até 19/12.
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