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Radar Cultural

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Julio Maria – O Estado de S. Paulo

O show do cantor cearense Fagner começou com 1 horas de atraso, o que irritou o público que o esperava em uma fila gigante que dava a volta completa no Teatro Municipal. Rumores de que o cantor chegou atrasado revoltou o público. “Isso é um desrespeito”, disse o senhor que que se mostrava indignado.  Já uma das recepcionistas do teatro disse “é uma falta de vergonha”.

O show estava previsto para começar às 21h e só começou às 21h55.

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Clarisse Cudischevitch – O Estado de S. Paulo

Suplicy cantou a música Blowin the Wind para a platéia que esperava o show da Gal Costa na Virada Cultural, na esperança de que devolvessem seu celular.

Ele teve o aparelho e a carteira levados quando chegava no show de Daniela Mercury pelo meio do publico. O senador vinha de Ribeirão Preto e tinha 400 reais na carteira, além de cartões e documentos. Após um pedido da cantora Daniela Mercury para que devolvessem seus pertences,  o Senador recuperou a carteira de identidade e a de motorista. Ele chegou a voltar ao palco após o fim do show.

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Camila Hessel – O Estado de S. Paulo

O tradicionalíssimo restaurante francês La Casserole, no Largo do Arouche, participa da Virada pela primeira vez. O movimento ainda è tranquilo, com uma fila de pouco mais de 20 pessoas.  Há Sopa de cebola por R$5, Quiches a R$10 e Boeuf Bourguignon a R$ 15.

Os pratos são servidos na calçada e, como a casa fica bem em frente ao mercado das flores, as pessoas se sentam no meio fio diante das barracas de flores, para saborear os pratos. Mas o chefe alerta que os estoques ja estão baixos e a comida deve acabar bem antes do esperado, por volta das 22h30.

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Clarisse Cudischevitch – O Estado de S. Paulo

O Senador Eduardo Suplicy teve a carteira e o celular furtados durante o show de Daniela Mercury. Após o fim do show, a cantora voltou ao palco com o Suplicy para pedir que devolvessem ao menos os documentos. Minutos depois, os documentos foram devolvidos e o Senador pediu que, se possível, devolvessem também o celular. Ele também aproveitou para parabenizar Daniela por assumir sua homossexualidade.

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Murilo Bonfim – O Estado de S. Paulo

Por problemas técnicos, a Cia. Elevador Panorâmico subiu às 18h15 para abrir a programação do Palco Praça Roosevelt. Alguns microfones dos atores falharam no início da apresentação do espetáculo “Ifigênia”, releitura da obra do grego Eurípedes. A versão do grupo, que já teve temporada em São Paulo, é marcada pelo elenco que, dominando o texto integralmente, entoa algumas das falas em coro.

A inclusão de um palco na Praça Roosevelt é uma das novidades da Virada Cultural de 2013. Recém-inaugurado, o local é ponto de encontro da classe teatral paulistana e honra sua vocação sendo espaço para 11 espetáculos. Nesta madrugada, às 3h45, a atriz Maria Alice Vergueiro apresenta “As Três Velhas”. Amanhã, destaque para Denise Fraga e Claudia Mello, que encenam “Chorinho” às 15h30.

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Beto Nascimento – O Estado de S. Paulo

Acompanhada pelo Zimbo Trio, Daniela Mercury pediu o impeachment de Marco Feliciano e igualdade perante a lei para os homossexuais brasileiros no início desta noite de sábado, durante o show de abertura da Virada Cultural.

“O brasileiro é um povo muito interessante e diverso para ser vítima de preconceito”, disse, em resposta a uma faixa erguida no meio da plateia, que dizia “Mais Daniela, Menos Feliciano”.  ”A gente tem que pedir o impeachment desse deputado”, continuou, referindo-se ao pastor evangélico e presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias.

Ao fundo, o piano de Amilton Godoy sustentava o suingue com Upa Neguinho. E a cantora baiana, que este ano assumiu sua homossexualidade em público, não parou por aí: “Precisamos participar mais, porque esses idiotas de plantão usam a força dos que não se preocupam”, continuou, ovacionada pela plateia, antes de finalizar, pedindo a aceitação de inversões de papeis com ” adoro homem na cozinha”. Além dos tons políticos, foi um belo show de Daniela e os veteranos do samba jazz.

Na set-list transitaram por clássicos do repertório de Elis Regina, e de Maria Bethânia, além de cobrir alguns marcos  de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A combinação mostrou-se interessante, pois enquanto Amilton e seu trio a acompanhavam com a classe de um automóvel de luxo, a cantora respondia com o dendê brejeiro de seu DNA musical, inflamando o suingue do grupo. Você Não Entende Nada, uma das mais próximas de seu repertório natural, balançou arrastado, quase enveredando por um samba reggae, antes de cair no ritmo baiano com O Mais Belo dos Blocos. Na plateia, inspirada pela mensagem de Daniela o casal de Yasmim e Marcia Balades, integrantes da Liga Brasileira de Lésbicas, vibrou com o som e a mensagem de Daniela, embora foram céticas quanto ao impeachment: “Foi mais fácil derrubat o Collor”, disse Márcia.

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Jotabê Medeiros – O Estado de S. Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, abriu agora há pouco, às 17h, no Vale do Anhangabaú, a 9ª edição da Virada Cultural. Estava acompanhado da mulher, Estela, e do secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira. “A Virada é mais uma demonstração do vigor de São Paulo”, disse Haddad. “É preciso alcançar a periferia, mas isso pode ser feito em outros dias do ano, em eventos menores. Hoje é o Dia do Centro, é dia de celebrar o centro de São Paulo, trazer a população para desfrutar de sua cidade”, afirmou.

Haddad assistiu a uma apresentação dos índios Pankararu. Estava vestido informalmente, de tênis e sem gravata, e quase sem segurança. Ouviu queixas e elogios de paulistanos pelo trajeto. Por volta das 17h20, ele saiu com sua comitiva para assistir o show de Daniela Mercury, no Palco Julio Prestes.

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Julio Maria – O Estado de S. Paulo

O Palco da Viradinha, na estação da Luz, começou com vários problemas no som, o que fez o show  da banda Mirim atrasar. Contudo a banda fez um empolgante show para cerca de 400 pessoas que estavam na pista.

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Lauro Lisboa Garcia – Especial para o ‘Estado’

Prestes a completar 70 anos, em 22 de junho, o compositor, músico e arranjador carioca Eumir Deodato, radicado nos EUA desde o final da década de 1960, faz uma rara aparição em São Paulo para tocar o repertório de seu álbum Deodato 2, no Teatro Municipal, às 15 h do domingo, na Virada Cultural.

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Como em anos anteriores do evento, está previsto que cada artista que se apresente naquele palco recrie na íntegra um álbum importante de sua carreira. Com apenas cinco longos temas, Deodato 2 tem duas composições próprias (Skyscrapers e Super Strut) e rearranjos para peças de George Gershwin (Rhapsody in Blue), Maurice Ravel (Pavane for a Dead Princess) e Justin Hayward (Nights in White Satin).

Deodato diz que, no seu caso, vai fazer algumas adaptações. “Infelizmente, algumas coisas não têm ritmo. Nights in White Satin precisa de orquestra, a do Ravel só tem piano solo na gravação. Então, resolvi aumentar o repertório do concerto com Summertime, que também é do Gershwin, e mais alguma coisa.”

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Como afirma que os músicos brasileiros são melhores que os americanos, Deodato não vai trazer nenhum com ele. “Mas tem de escolher os caras certos, não é qualquer um.” Os músicos que vão acompanhá-lo são o baixista Marcelo Mariano, que vem de Manaus e atualmente toca na banda de Djavan, e o baterista Renato Massa, com quem o pianista já excursionou.

Além dessa apresentação, Deodato esteve recentemente no Rio ensaiando com uma banda os arranjos que criou para clássicos de Tom Jobim, que serão interpretados pela cantora Vanessa da Mata no dia 26 no Parque da Juventude, dentro do projeto Nívea Viva. “Muitas dessas canções estão com boas ideias dela mesma. A minha parte foi principalmente organizar o conjunto. Fiz arranjos de cordas para 16 músicas. Era muita coisa e, para isso, contei com a ajuda dos músicos”, diz Deodato. “Trabalhei muitos anos com Tom e ele tinha pavor de gente trocando harmonias, se sentia ofendido. Se você for fazer arranjo para músicas do Tom e puder fazer melhor, faça. Senão, não faça nada que fique pior.”

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