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Radar Científico

17.outubro.2011 15:21:07

O gene do Twitter

O envio de mensagens no microblog Twitter não seria possível se não existisse o FOXP2, um gene essencial para a comunicação entre os seres humanos

TwitterLogo.png

Um tweet parece simples, certo? São apenas 140 caracteres, às vezes uma só frase. No entanto, esse pequeno gesto requer que as áreas de linguagem do nosso cérebro realizem o trabalho de encaixe das palavras para que as outras pessoas consigam compreender a mensagem enviada. Pareceu mais complicado? Pois esse é o trabalho do gene FOXP2, primeiro de uma série de posts sobre genes importantes para o ser humano que está sendo publicada pelo Guardian.

O mais interessante é que o gene FOXP2 também existe em outros animais, como as aves, e o símbolo do Twitter nada mais é do que um gracioso passarinho. O bom funcionamento desse gene também auxilia na comunicação entre as aves, ou seja, eles conseguem cantar e compreender a cantoria dos outros. Mas se o FOXP2 falhar, nada de tweeting (gorjeio). Nem para eles, nem para nós.

Nome: FOXP2
Localização: cromossomo 7
Duração: 607.463 pares de bases
Papel: Discurso e desenvolvimento da linguagem
Local de ação: Principalmente no cérebro, mas também no coração, pulmões e intestino

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Você deve se lembrar que já falamos algumas vezes aqui no blog do aniversário de 50 anos da ida do homem ao espaço neste ano. Para continuar as comemorações do aniversário, a Nasa realiza um projeto bastante diferente: o Space Farm 7, que se inspira nos ‘crop circles’ (conjuntos de figuras geométricas que aparecem em plantações e que muitos atribuem a pousos alienígenas) para homenagear os voos espaciais. Os internautas também podem escolher sua imagem favorita e votar no site do projeto.

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Por Wanise Martinez, do estadão.com.br

Para finalizar nossa busca por conhecimento e diversão na web, apresentamos as últimas indicações de aplicativos, projetos e programas que incentivam os chamados ‘cientistas-cidadãos’. Agradecemos aos internautas que mandaram sugestões e esperamos ter conseguido inspirar, mais um pouco, os amantes da Ciência e da tecnologia. (Você também pode relembrar a primeira parte e a segunda parte)

Fique de olho no Sol
Outro opção de ferramenta online para quem gosta de astronomia é o Solar Storm Watch, um projeto voltado para a ciência solar. Isso quer dizer que você pode auxiliar cientistas a localizarem diferentes explosões solares. A meta é conseguir rastrear esses eventos através do espaço até a Terra, para que sejam estudados e possam ajudar a criar novas estratégias de defesa contra radiação – um grande perigo enfrentado pelos astronautas nos programas espaciais. Vale pelo desafio e pela interatividade, já que você pode compartilhar as descobertas nas redes sociais com todos os seus amigos.

Nos confins do gelado universo
Não é somos órfãos de Plutão que não podemos achar outros objetos gelados no universo, não é mesmo? Esse é o lema do Ice Hunters, um programa da Nasa que busca por corpos de gelo desconhecidos em nossa galáxia. Quem se dispuser a ser um caçador vai ajudar os cientistas a analisar imagens telescópicas da misteriosa zona conhecida como Kuiper Belt (ou Cinturão de Kuiper), que fica além de Netuno e próxima de Plutão. Nessa região espacial, estão localizados milhares de cometas e objetos que datam da formação do nosso Sistema Solar.

Um céu na tela do computador
Para aqueles que preferem só observar, saibam que também há opção na web. O Stellarium é um aplicativo gratuito, e muito bem estruturado, que funciona como um planetário. A simulação da abóbada celeste, feita em 3D, permite observar planetas, constelações, nebulosas e outros elementos espaciais. Ou seja, é um céu ao alcance de qualquer pessoa e em tempo real. O programa também nos deixa alterar datas, para voltar ou avançar no tempo. E o mais bacana: há um versão em português. Vale deixar de lado, pelo menos por ora, nossos companheiros telescópios e binóculos para contemplar o show pelo PC.

É hora de brincar de médico!
Esse projeto disponibiliza uma série de jogos online relacionados à saúde e tecnologia. Dá para transplantar células-tronco, operar um joelho ou um coração e também aprender a desenvolver um telefone celular. O bacana é que as simulações são sempre orientadas e há também muita informação sobre as carreiras. Quem se interessa pelo assunto vai gostar e aprender bastante. E quem quiser também pode ajudar a Edheads, já que ela funciona como organização sem fins lucrativos, apoiada por médicos e instituições de saúde.

Faça parte da missão Juno
Quem tal participar de uma missão espacial em Júpiter? A Nasa está convidando interessados em descobrir mais sobre o planeta. Funciona assim: a sonda espacial Juno, que deixou a Terra em 5 de agosto, irá enviar fotos coloridas detalhadas sobre a superfície de Júpiter usando uma câmera especial, a JunoCam. Enquanto o equipamento realiza um trabalho nos céus, você faz outro aqui da Terra, ajudando a agência espacial a decidir que imagens devem ser escolhidas e em que momento. Vale ressaltar que a jornada inédita vai permitir aos cientistas uma visão privilegiada de Júpiter. Ou seja, qualquer característica percebida sobre o maior de nossos vizinhos já é bem importante. Saiba mais sobre a missão Juno.


 


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12.agosto.2011 11:33:48

Me dê motivo…

 

O que essas imagens têm em comum? As duas são retratos da galáxia Andrômeda, mas uma passou pelo Photoshop e perdeu estrelas e uma galáxia inteira. E, para a vergonha da Apple, a imagem que passou pela edição desnecessária (a segunda aqui do post) é o papel de parede padrão do OS X 10.7. A farsa foi “desmascarada” pelo especialista Robert Gendler e divulgada pelo site Boing Boing (que também fez um gif animado mostrando as estrelas que foram “varridas do mapa” pela empresa).

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Estudantes da Universidade da Califórnia pretendem levar Kinects para um sítio arqueológico na Jordânia em alguns meses. E não vai ser para aproveitar o tempo livre durante as pesquisas. A equipe de San Diego desenvolveu um método de criar modelos 3D instantâneos usando o desejado videogame.

Para isso, foi desenvolvido um software chamado StarCAVE, que transforma o aparelho em uma interessante ferramenta científica. A tecnologia deve ajudar na exploração arqueológica, mapeando sítios de maneira prática e barata.

Segundo os pesquisadores, o aparelho é leve e relativamente barato, o que facilita o seu uso. Além disso, como os modelos são criados em tempo real, isso facilita a correção de qualquer erro ou preenchimento de qualquer “buraco”.

Até agora, só é possível realizar mapas de pessoas ou objetos pequenos, mas em breve os cientistas esperam conseguir escanear também grandes prédios ou bairros inteiros. Saiba mais sobre a pesquisa aqui.

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Já sonhou em saber mais sobre a papirologia? A internet agora pode te ajudar com isso também. O projeto Ancient Lives, da Universidade de Oxford em parceria com a Sociedade de Exploração do Egito, disponibiliza o Papiro Oxirrinco online e pede a ajuda de ‘cientistas-cidadãos’ na sua tradução.

Através da interface do projeto até quem não fala grego pode trabalhar, basta identificar os caracteres no papiro e digitar o teclado virtual. O texto formado é enviado para futura avaliação dos cientistas da universidade.

O conjunto de fragmentos que formam o Papiro de Oxirrinco foi encontrado entre 1897 e 1907 por dois pesquisadores de The Queen’s College no que seria o depósito de lixo de uma antiga cidade grega no Egito chamada Oxirrinco. Nestes 11 anos, Bernard Grenfell e Arthur Hunt desenterraram 700 caixas contendo potencialmente 500 mil fragmentos, todos em grego, provenientes da época em que o Egito foi dominado, como explica o site do projeto.

Até hoje, um porcentual muito pequeno desses papiros já foi decifrado, o que incentivou o pedido de ajuda na internet. Os textos incluem literatura, cartas, receitas e até fofocas. Saiba mais sobre o Papiro de Oxirrinco aqui.

Você também pode ajudar a descobrir novos planetas aqui.

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Aqui no estadão.com.br nós já noticiamos algumas vezes os esforços dos cientistas da Nasa e da ESA de registrar em 3D imagens do Sol, de Marte e até mesmo do cotidiano dos astronautas na ISS. Mas o que você provavelmente não sabe é que imagens em 3D do espaço não são novidade há pelo menos 30 anos. Um grupo de pesquisa do Centro Ames da Nasa remasterizou uma gravação em 3D realizada em 1979 pela missão Viking em Marte. Gravado em 16mm, o filme tem importante valor histórico e estava degradado. A agência espacial tem planos de exibir as imagens nos cinemas, mas enquanto isso não acontece você pode conferir a gravação abaixo. Mais informações aqui.

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Há 40 anos, em 26 de julho de 1971, os astronautas americanos David R. Scott, Alfred M. Worden e James B. Irwin iniciavam a missão Apollo 15, que levou mais uma vez o homem à Lua.

Nesta missão, os astronautas dirigiram um jipe pela superfície do satélite. Foi a primeira vez que a Nasa utilizou o jipe lunar criado pela Boieng especialmente para a missão na Lua. Durante uma das missões externas, o comandante Scott disse o seguinte: “Eu meio que percebi que há uma verdade fundamental em nossa natureza. O homem tem que explorar. E isto é exploração no seu máximo.” O veículo, movido à bateria, permitiu que os astronautas coletassem material mais diversificado da superfície lunar.

Um fato curioso sobre o Apollo 15 foi um experimento que o comandante fez para provar o que Galileu já tinha dito. Ele soltou um martelo e uma pena no vácuo para ver se ambos chegavam ao mesmo tempo ao chão, independentemente de sua massa. E adivinhem… eles chegaram.

Para comemorar a viagem do Apollo 15, a Nasa destacou em seu site oficial dois vídeos sobre a missão. Lá também é possível encontrar material sobre as outras viagens do projeto, incluindo a do Apollo 11, do primeiro astronauta a pisar na Lua, Neil A. Armstrong.

Clique na imagem abaixo para assistir aos vídeos (em inglês com legendas) e ver as fotos da missão do Apollo 15 no site da Nasa.


*Fotos retiradas do site da Nasa

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A Nasa TV transmitiu a aterrissagem do Atlantis nesta quinta-feira.  Assista clicando na imagem abaixo:

Foto: Joe Skipper/Reuters

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