
O supercomputador Watson da IBM irá operar em breve no Brasil, segundo informações do site itweb. Seu foco dessa vez será menos divertido que sua última aparição pública: a máquina deverá ser adaptada para o uso em atendimento ao cliente e serviços públicos. A adaptação para o uso em português, que deve ser muito trabalhosa, será realizada aqui mesmo no País.
O Watson, especificamente, é uma “máquina que responde perguntas” pelas quais os pesquisadores da inteligência artificial lutaram durante dezenas de anos – um computador semelhante ao de Star Trek, que compreende as perguntas feitas numa linguagem simples e as responde.
O Watson mostrou que é imperfeito, mas os pesquisadores da IBM e de outras companhias já estão criando usos para as tecnologias do Watson que poderão influir significativamente na prática médica e na compra de produtos pelos consumidores.
Watson recebeu seu nome devido ao fundador da IBM, Thomas J. Watson. Ele já venceu dois humanos no jogo ‘Jeopardy’ esse ano. No primeiro jogo, Jennings e Rutter ganharam, respectivamente, US$4.800 e US$10.400. O computador, Watson, saiu da rodada com US$35.734. No segundo dia, Watson ganhou US$41.413, Jennings ganhou US$19.200 e Rutter chegou a apenas US$11.200. Watson foi criado com tecnologias que já estão no mercado, e não acessou a internet para responder às questões.
Por ter conseguido vencer seus adversários nos dois jogos, o computador também levou o grande prêmio de US$1 milhão para casa, ou para a IBM, que informou que doará toda a quantia para a caridade.
A competição evoca o episódio em que a IBM desenvolveu o computador Deep Blue para competir com o campeão de xadrez Garry Kasparov em 1997. O computador ganhou de Kasparov. No entanto, o formato de perguntas e respostas de Jeopardy é um tipo diferente de desafio, pois o computador terá que lidar frequentemente com sutilezas, trocadilhos e enigmas, além de ter que encontrar as respostas rapidamente. / com agências internacionais

Quer resistir a uma tentação? Um novo estudo sugere que pensar pode colocar tudo a perder.
Pode ser um doce para quem está de dieta, uma taça de vinho para quem luta contra o alcoolismo ou uma mulher atraente para um homem casado. Como frear o impulso de sucumbir à tentação e permanecer fiel a seus objetivos de longo prazo?
Cientistas da Northwestern University mostram que parar para pensar no assunto pode por tudo a perder. Os autores resolveram estudar o tema para tentar conciliar dois pressupostos contraditórios encontrados na literatura: um diz que a presença da tentação deturpa a cognição e promove o comportamento impulsivo enquanto o outro, ao contrário, afirma que a tentação desperta processos de proteção que levam ao autocontrole.
Para os autores, as duas versões deixam um fator crucial de fora: é a interação entre tentação e estados viscerais – como fome, sede ou desejo sexual – que dita se o mesmo processo cognitivo vai levar a comportamentos impulsivos ou ao autocontrole.
Para testar essa hipótese, eles fizeram duas experiências. Na primeira, 49 voluntários, todos estudantes em relacionamentos sérios, foram divididos em dois grupos. Uns assistiram a filmes eróticos e outros a um sobre moda. Em seguida, os pesquisadores mostraram imagens de mulheres atraentes e observaram por quanto tempo os homens olharam pra elas.
Uma semana depois, repetiram a experiência, desta vez dizendo que as moças eram estudantes disponíveis. O grupo que assistiu ao filme erótico perdeu mais tempo olhando as fotos das moças. O mesmo não aconteceu com o outro grupo.
Em outro estudo, 53 fumantes foram divididos em dois grupos. Alguns foram instruídos a fumar antes da experiência, enquanto o resto ficou sem cigarros por três horas. Depois, todos relataram o prazer de fumar.
Na fase dois, nas mesmas condições, os voluntários tiveram uma escolha: esperar 40 minutos para fumar e ganhar 3 euros ou fumar imediatamente e não ganhar nada. Como esperado, os que haviam fumado conseguiram esperar – mas também avaliaram o prazer de fumar pior do que da primeira vez. Os demais não esperaram, mas avaliaram o prazer de fumar positivamente.
O que todo isso nos mostra? “Se pensamos em razão versus emoção, tendemos a pensar que a cognição serve a interesses a longo prazo e a emoção, à gratificação imediata – como se tivéssemos um anjo e um demônio de cada lado”, dizem os autores.
Mas para os cientistas isso não é bem assim. Segundo eles, é verdade que necessidade ou desejo promovem impulsividade, mas também corrompem processos cognitivos que poderiam interromper tal comportamento. “Quando você está em tentação, sua racionalização pode sucumbir e você ter o demônio dos dois lados”, concluem os autores.

Benjamin Franklin publicou seus resultados sobre o famoso experimento da pipa que comprovou que os raios são eletricidade em 1752 na revista Philosophical Transactions da Sociedade Real Britânica. Isaac Newton publicou o primeiro trabalho científico de sua carreira por lá também, em 1672. Além deles, muitos nomes como Charles Darwin e Galileu Galilei, que construíram a Ciência como a conhecemos hoje, também tiveram seus trabalhos publicados por lá.
A Philosophical Transactions surgiu em 1665 e talvez possa ser considerada a primeira revista científica nos moldes modernos – e ela agora tem seu arquivo publicado na internet na íntegra, de graça. Ao todo, são 60 mil pesquisas científicas que podem ser encontradas através de uma ferramenta de busca e visualizadas em pdf.
Além dos papers já mencionados, o leitor pode navegar por trabalhos curiosos, como uma das primeiras tentativas de gelar bebidas sem a “ajuda de gelo ou vento” (1665) ou uma transfusão de sangue canina (1666).
Em julho, o programador Greg Maxwell disponibilizou para download 19 mil artigos da publicação no PirateBay, todos publicados antes de 1923, e está sendo investigado judicialmente. Segundo o site da Sociedade Real, a essa ação “significa que os artigos que Maxwell disponibilizou são agora gratuitos para todos.”
Você pode conhecer mais do arquivo público da Sociedade Real aqui
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Isso é grego para você?
Janelas para o passado
Quem decidir reservar um assento em um dos voos da Virgin Galactic irá viajar em trajes espaciais inspirados nas roupas de James Bond (Roger Moore) e da Bond Girl (Lois Chiles) no filme Moonraker, de 1979, segundo informação do site Space.com. Os uniformes são personalizados para cada cliente, terão sapatos de sola flexível e capacetes com máscara de oxigênio acoplada.
De acordo com o site da empresa do excêntrico milionário inglês Richard Branson, ainda dá tempo de guardar uma vaga em um dos voos e a passagem mais barata custa apenas módicos US$200 mil.
Especial: Saiba mais sobre os trajes espaciais da Nasa e compare
Dois cientistas amadores decidiram mandar uma câmera de US$2.200 para o espaço em um balão meteorológico e conseguiram tirar algumas boas fotos da Terra. A Nikon D300s, equipada com lentes Tokina 11-16mm f/2.8, foi lançada na “nave” Cygnus – um “cooler” de cerveja equipado com balão de Hélio, paraquedas e GPS – pelos estudantes Erich Leeth e Terry Presley, que ainda não sabem precisar a que altura chegou o equipamento. Mais fotos e informações no Flickr do projeto
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Aprenda a fotografar como um verdadeiro astronauta
Arqueólogos italianos encontraram recentemente um casal de esqueletos enterrado de mãos dadas e olhando um para o outro em Modena, diz o site Discovery News. Os especialistas acreditam que o casal foi sepultado ao mesmo tempo entre os séculos V e VI d.C. Saiba mais no Discovery News
Que tal conhecer mais sobre a diversidade animal existente no fundo do mar?
Para saciar a curiosidade de estudiosos e interessados no tema, a Universidade de São Paulo lançou o site Cinfonauta, um banco de dados com mais de 11 mil imagens de seres marinhos, variadas informações sobre os organismos vivos e também vídeos explicativos.
O objetivo do Cifonauta, criado pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini,do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), é divulgar e expandir conteúdo científico.
A página está em português e pode ser acessada gratuitamente. Há ainda uma versão em inglês.
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Desde que foi criada, a rede social Facebook tem incentivado os mais variados estudos científicos. A maioria das pessoas adora postar e ler o que os amigos colocaram na rede social que tem mais de 800 milhões de usuários ativos em todo o mundo. A últimas delas foi realizada por pesquisadores financiados pela Wellcome Trust, da University College London (UCL), que afirmam ter encontrado uma ligação direta entre o número de ‘amigos no Facebook’ que uma pessoa tem e o tamanho de determinadas regiões do cérebro. Ainda segundo o estudo, quanto mais amigos no Facebook uma pessoa apresenta, mais ‘amigos do mundo real’ ela estaria susceptível a ter.
Antes que você corra para adicionar mais gente em sua lista, saiba que, apesar dos dados, os pesquisadores acreditam ter encontrado apenas uma correlação e não uma causa: em outras palavras, não é possível dizer que ter mais amigos no Facebook faz as regiões do cérebro se tornarem maiores, ou ainda se algumas pessoas fazem o tipo ‘programadas’ para ter mais amigos em sua vida.
“As redes sociais online são massivamente influentes, ainda que nós entendamos muito pouco sobre o impacto que elas têm em nossos cérebros”, disse o professor Geraint Rees, da Wellcome Trus. “Nosso estudo nos ajudará a começar a entender como nossas interações com o mundo são mediadas através das redes sociais. Isso deve nos permitir fazer perguntas inteligentes sobre a relação entre a internet e o cérebro. Mas questões científicas, e não políticas”
O professor Rees e uma equipe do Instituto de Neurociência Cognitiva da UCL e do Centro Wellcome Trust para Neuroimagem estudaram tomografias do cérebro de 125 estudantes universitários – todos usuários ativos do Facebook – e as compararam com o tamanho de suas rede de amigos, tanto online como no mundo real. Suas descobertas foram publicadas na revista Proceedings of the Royal Society B.
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O gene do Twitter
O Zooniverse lança nesta terça-feira, 18, mais um jogo para cientistas-cidadãos interessados em participar de pesquisas científicas. Em NEEMO – que estará disponível por apenas duas semanas para participação – o internauta ajudará a Nasa nas pesquisas de sua missão subaquática de mesmo nome. A interface do jogo é a própria pesquisa da Nasa, o que torna a experiência única. A agência espacial pretende entender, no fundo do mar, como um dia a exploração de asteroides poderá ser realizada e está interessada em saber se ter mais pessoas analisando o problema pode ajudar a resolvê-lo.
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O envio de mensagens no microblog Twitter não seria possível se não existisse o FOXP2, um gene essencial para a comunicação entre os seres humanos
Um tweet parece simples, certo? São apenas 140 caracteres, às vezes uma só frase. No entanto, esse pequeno gesto requer que as áreas de linguagem do nosso cérebro realizem o trabalho de encaixe das palavras para que as outras pessoas consigam compreender a mensagem enviada. Pareceu mais complicado? Pois esse é o trabalho do gene FOXP2, primeiro de uma série de posts sobre genes importantes para o ser humano que está sendo publicada pelo Guardian.
O mais interessante é que o gene FOXP2 também existe em outros animais, como as aves, e o símbolo do Twitter nada mais é do que um gracioso passarinho. O bom funcionamento desse gene também auxilia na comunicação entre as aves, ou seja, eles conseguem cantar e compreender a cantoria dos outros. Mas se o FOXP2 falhar, nada de tweeting (gorjeio). Nem para eles, nem para nós.
Nome: FOXP2
Localização: cromossomo 7
Duração: 607.463 pares de bases
Papel: Discurso e desenvolvimento da linguagem
Local de ação: Principalmente no cérebro, mas também no coração, pulmões e intestino
2012
2011