Se você gosta de ciência, mas não abre mão de dar boas risadas, essa notícia é para você. Na noite desta quinta-feira, 29, o 21º prêmio IgNobel será transmitido ao vivo, a partir das 21h30 (Horário de Brasília) no YouTube.
A premiação, cujo lema é reconhecer as pesquisas “que fazem primeiro rir, depois pensar”, concede prêmios em diversas categorias, incluindo o IgNobel da Paz (que no ano passado foi para a pesquisa que confirmou que gritar palavrões alivia a dor).
Ficou curioso? Todos os prêmios anteriores podem ser vistos no site, além de notícias periódicas sobre pesquisas científicas “improváveis”.

Mapa mostra presença de 'sentimentos positivos', ou bom humor. Quanto mais forte a cor, maior a presença de tweets positivos. A cor preta indica a ausência de dados.
Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, decidiram usar o Twitter para monitorar mudanças coletivas de humor em todo o mundo. O paper, publicado na revista Science nesta quinta-feira, 29, mostra que as pessoas têm a tendência a acordar de bom humor e que o mau humor vai aparecendo rapidamente com o avanço das horas de trabalho.
O trabalho avaliou as atitudes de 2.4 milhões de pessoas em 84 países através de suas mensagens na rede social durante dois anos e determinou que o trabalho, o sono e a quantidade de luz solar têm um importante papel em emoções como entusiasmo, prazer, medo e raiva.
Há muito tempo os pesquisadores conhecem esses ritmos guiam as emoções, mas até o momento não havia nenhum método de observação que acompanhasse um número tão grande de pessoas – em todos os lugares do mundo, de culturas diversas – com amostras muito frequentes, como o Twitter.
Os cientistas usaram um software de monitoramento de linguagem para acompanhar os tweets, descobrindo dois picos de atitude positiva ao longo do dia: de manhã cedo e perto da meia-noite, sugerindo que o estresse pode ser moldado por pressões no trabalho. Tweets positivos também foram abundantes aos finais de semana, com picos matinais ocorrendo duas horas mais tarde que nos dias de semana.
Esses padrões se repetiram em todos os 84 países avaliados na pesquisa, variando apenas de acordo com horários e dias de trabalho locais. Por exemplo, nos Emirados Árabes Unidos, onde a semana de trabalho começa domingo e termina na quinta- feira, os tweets mais bem humorados foram registrados de sexta a sábado.

Mapa mostra presença de 'sentimentos negativos', ou mau humor. Quanto mais forte a cor, maior a presença de tweets negativos. A cor preta indica a ausência de dados.
Aqui no blog já falamos sobre outras iniciativas para quem quer aprender sobre física ou química na internet se divertindo, mas ainda vale a pena conferir o canal Minute Physics no YouTube. Ele reúne vídeos de um minuto que usam desenhos rápidos para explicar diversos conceitos científicos. Quer saber como o Sol funciona ou o que é matéria escura? Então vai lá.
A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quarta-feira, 28, essa imagem da nebulosa NGC 281, também conhecida como nebulosa Pacman, por sua semelhança com o game. A nebulosa fica a 6.500 anos-luz da Terra. Essa imagem foi composta por dados de raios X coletados pelo Telescópio Chandra (em roxo) e dados de infravermelhos coletados pelo Telescópio Spitzer (em vermelho, verde e azul).
Quando criança, você era daqueles que sonhava em ser o 007 mas não prestava atenção nas aulas de ciência e biologia? Talvez você se arrependa lendo o estudo publicado esta semana na revista norte-americana PNAS em que cientistas da Universidade de Tufts, dos Estados Unidos, apresentaram uma técnica para mandar mensagens secretas através de bactérias geneticamente modificadas.
O método, chamado de Spam (Steganography by Printed Arrays of Microbes ou Esteganografia por impressão de agrupamentos de micróbios), começa com a modificação genética da bactéria E. coli para que cada grupo desses micróbios expresse uma proteína diferente. Essas bactérias modificadas então passam a brilhar de cores diferentes quando expostas a certas frequências de onda (e quando não expostas elas são invisíveis como qualquer bactéria normal).
Agora, as bactérias modificadas são organizadas segundo um código pré-definido em uma placa, para que carreguem a mensagem desejada quando expostas às luzes de frequências diferentes.
Pode parecer complicado, mas lembra muito o método de “tinta invisível” que muitas crianças sabem fazer usando limão, não?
A rede de televisão norte-americana ABC anunciou na segunda-feira, 26, que em sua nova temporada um dos programas infantis mais tradicionais do país, o Sesame Street (que passa no Brasil com o nome de Vila Sésamo), irá dar uma “forcinha” para as crianças reforçando o ensino ciência e matemática com a ajuda dos apresentadores do programa Mythbusters.
Segundo a ABC, as crianças dos EUA ficaram em 23º em ciência e em 30º em matemática em uma pesquisa comparativa mundial. A rede afirma que o “fator Vila Sésamo” (crianças na pré-escola+ Vila Sésamo = melhores resultados no ensino médio) pode ajudar o país melhorar seu desempenho nessas áreas. Assim como as letras e os números, as crianças começarão a aprender conceitos de engenharia e ciência através de cenas planejadas para os personagens.
O Google anunciou nesta segunda-feira que após 24 séculos os Manuscritos do Mar Morto já estão liberados para consulta pública na internet. Escritos entre os séculos III e I, os Manuscritos incluem o texto bíblico mais antigo de que se tem notícia.
O projeto abre para acesso global e gratuito aos cinco pergaminhos digitalizados dos manuscritos de 2.000 anos – considerados uma das maiores descobertas arqueológicas do século passado – ao colocar na rede imagens de alta resolução que são cópias exatas dos originais. Segundo o comunicado do Google, as fotografias têm resolução altíssima de 1.200 megapixels (200 vezes a resolução de uma câmera comum), permitindo que o usuário visualize todos os detalhes dos documentos.
Os manuscritos estão disponíveis nas línguas originais – hebraico, aramaico e grego – e, inicialmente, em tradução para o inglês apenas do manuscrito principal, atribuído a Isaias. A empresa prevê a tradução para o espanhol e outros idiomas. Também é possível realizar buscas no texto (no site do manuscrito ou via Google) e deixar comentários ao ler os manuscritos.
No ano 68 a.C. os textos foram escondidos em 11 cavernas às margens do Mar Morto para serem protegidos durante a invasão do exercito romano. Esses documentos não foram descobertos novamente até o ano de 1947, quando um pastor beduíno jogou uma pedra em uma caverna e percebeu que havia algo lá dentro.
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Isso é grego para você?
Janelas para o passado
Desde 1965, os Manuscritos são mantidos no escuro, em salas climatizadas do Museu de Israel, em Jerusalém, onde somente quatro funcionários especialmente treinados têm autorização para manusear os pergaminhos e papiros. O museu possui oito dos manuscritos, que estão divididos em 30 mil fragmentos, mas ainda existem outros em poder da Autoridade de Antiguidades de Israel e colecionadores particulares.
Especialistas queixavam-se há tempos de que apenas um pequeno número de estudiosos tinham acesso, a cada momento, aos manuscritos. Cada pesquisador recebia três horas de acesso, e apenas ao fragmento específico que pediu para ver. / estadão.com.br com AP e Efe
A Nasa anunciou recentemente que o satélite Uars irá cair na Terra entre esta sexta-feira, 23, e a manhã de sábado, 24. A agência espacial, no entanto, não saberá determinar o ponto exato de impacto até pouco antes do momento da colisão, o que tem gerado muita especulação (os russos já fizeram suas apostas). Se você quer seguir esse satélite de perto para não correr nenhum risco de se tornar a primeira vítima de detritos espaciais (vamos deixar claro que o risco é muito, muito pequeno. a probabilidade calculada é de uma para 3,2 mil), você pode baixar o app SatelliteAR no Android Market e seguir todos os passos do Uars e de futuros satélites em rota de colisão com a Terra.
Há bem pouco tempo, sugerimos algumas ferramentas para os amantes da ciência na internet, estão lembrados? Se alguém duvidou que era possível se tornar um ‘cientista-cidadão’ de verdade, aí vai a prova: astrônomos da Universidade de Yale anunciaram a descoberta dos dois primeiros exoplanetas em potencial encontrados por cientistas amadores que participam do projeto de ciência on-line Planet Hunters.
O estudo sobre a descoberta será publicado na revista ‘Monthly Notices’, da Sociedade Astronômica Real (The Royal Astronomical Society). “Esta é a primeira vez que o público utilizou dados de uma missão espacial da Nasa para detectar possíveis planetas que orbitam outras estrelas “, disse Debra Fischer, astrônoma, especialista em exoplanetas e uma das fundadoras do Planet Hunters. “Eu acho que há uma chance de 95% ou mais de que sejam bona fide planetas”, afirmou a astrônoma.
Os candidatos a planetas orbitam suas estrelas hospedeiras com períodos variando de 10 a 50 dias – muito menor do que os 365 dias que a Terra leva para orbitar o Sol. Eles também têm raios que alcançam em tamanho de dois anos e meio a oito vezes o raio da Terra. Apesar das diferenças, um dos exoplanetas poderia ser rochoso, mais semelhante à Terra. No entanto, nenhum deles está na chamada “zona habitável”, onde água líquida e, portanto vida como a conhecemos, poderia existir.
A equipe de astrônomos do Planet Hunters já anunciou a descoberta de 1200 candidatos a exoplanetas, mas tinha descartado os dois encontrados pelos usuários do Planet Hunters. “Esses candidatos iriam passar despercebidos se não existissem os cientistas-cidadãos”, disse Meg Schwamb, pesquisadora de Yale E co-fundadora do Planet Hunters. “Obviamente que o projeto on-line não substitui a análise que está sendo feita pela equipe de Kepler, mas tem provado ser uma ferramenta valiosa na busca por outros mundos,” explicou.

Desde que o projeto de ciência on-line Planet Hunters foi lançado, em dezembro de 2010, cerca de 40 mil usuários de todo o mundo têm ajudado astrônomos profissionais da Universidade de Yale. Do conforto de suas casas, os ‘cientistas-cidadãos’ analisam a luz de 150 mil estrelas na esperança de descobrir planetas parecidos com a Terra orbitando em torno delas. Nessa missão, os usuários contam com a ajuda da sonda Kepler, da Nasa, que foi lançada em 2009 para detectar a existência de novos planetas. Quanto maior o número de pessoas on-line, mais informação ela captura.
Segundo a astrônoma Debra Fischer, o público tem papel importante nesse projeto, pois ajudou a financiá-lo com o dinheiro de seus impostos. “É justo que esses dados sejam colocados em domínio público, não apenas como resultados científicos, mas de uma forma onde as pessoas possam participar ativamente da caça”, disse Fischer. “O programa espacial é um tesouro nacional – um monumento à curiosidade da América sobre o universo. É um momento excitante para se estar vivo e ver essas incríveis descobertas que estão sendo feitas”, afirmou.
Usuários do Planet Hunters estão agora vasculhando os próximos 90 dias de dados da sonda Kepler na esperança de novos achados. “Isso é o que encontramos após um olhar preliminar da primeira rodada de dados da Kepler,” disse Fischer. “Não há dúvida de que, com cada nova rodada, haverá muito mais descobertas”. Foi apenas o primeiro passo. Que tal você dar o próximo?
Se você é geek vai vibrar com essa notícia: a Nasa disponibiliza a partir desta quinta-feira, 22, em seu site sons históricos da agência espacial para uso como toques de celular. A fala de Armstrong ao pisar na Lua (“um pequeno passo para o homem, um passo gigante para a humanidade”), o comentário de John “Jack” Swigert da Apollo 13 (“Houston, we have a problem”) entre outros sons “famosos” estão disponíveis para download em MP3 e M4R (para iPhone). A biblioteca de sons será atualizada ao longo do tempo.
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