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Membros da Transparência Hacker (THacker) criaram um método para resolver um problema enfrentado por muita gente: a identificação do autor do pedido de informação.

A Lei de Acesso, em seu artigo 10., obriga a “identificação do requerente”, e há diversas situações de gente que não pode se identificar por algum motivo. São comuns, por exemplo, casos de servidores que sabem de alguma irregularidade em um órgão público e precisam de informações oficiais para comprová-las, mas não podem se expor por medo de represálias de seus superiores.

Em cidades menores, sobretudo, há o temor do coronelismo e de perseguições políticas, vícios dos quais infelizmente ainda não conseguimos nos livrar.

A excelente notícia é que, dentro das regras do jogo, os ativistas da THacker conseguiram achar uma forma de driblar a lei: criaram o Adote um Pedido, um site que possibilita que alguém cadastre de forma completamente sigilosa um pedido que gostaria de fazer, porém, por algum motivo, não pode. De outro lado, permite que outras pessoas visualizem o banco de pedidos e que o pedido seja adotado. Neste caso, a segunda pessoa faz o pedido como se o questionamento fosse dela (saiba mais aqui).

Enfim, vão ao site e vejam com seus próprios olhos! Adotem pedidos e ajudem a divulgar a iniciativa.

(Fernando Gallo)

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Já pensou em fazer online uma pergunta ao seu candidato ou pedir a ele que se comprometa com alguma questão caso seja eleito?

O movimento Meu Rio criou uma plataforma que torna isso possível.

O Verdade ou Consequência é simples, intuitivo e muito fácil de usar.

Melhor ainda, já tem questionamentos muito pertinentes e de ótimo nível:

“O sr. é a favor da terceirização dos serviços municipais de saúde a Organizações Sociais?”

“O sr. se compromete a ampliar a coleta seletiva no estado do Rio de Janeiro visto que atualmente apenas menos de 1% dos bairros são beneficiados por esta coleta?”

“O sr. se compromete a trabalhar para que o custo de habitação no Rio diminua?”

É boa ideia para ser replicada país afora.

Vale a visita.

(Fernando Gallo)

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Saiu do forno – bem em cima da hora – o site do governo que possibilita ao cidadão fazer pedidos de informação ao Executivo Federal e a todos os órgãos da administração a ele vinculados.

No www.acessoainformacao.gov.br/sistema você encontra o Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão

O site é bastante intuitivo e fácil de usar.

Antes de fazer o primeiro pedido é necessário fazer um cadastro. A única informação pedida pelo governo federal que confesso não ter entendido o motivo de estar ali é a profissão – será que importa?

Mas vá lá. O site não limita o tamanho de caracteres que podem ser redigidos e permite o envio de anexos. Ainda deixa o cidadão escolher como quer receber a informação, se pelo sistema, por e-mail, por correspondência física ou no balcão.

Parece bom.

Agora é ver se as informações pedidas serão liberadas.

(Fernando Gallo)

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Essa até o Barack Obama tuitou.

O governo americano lançou nesta quinta-feira, dentro de seu portal de dados abertos – o Data.gov, sobre o qual já falamos aqui – uma seção destinada a reportes éticos. Exatamente isso aí: o Ethics.gov disponibiliza bases de dados sobre financiamento de campanha, lobby e também sobre as visitas à Casa Branca.

Tudo isso para aumentar os esforços de transparência e “accountability” (Bramatti e eu ainda não chegamos a uma boa tradução do termo; se houver boas sugestões, nossos e-mails estão ao lado) do governo federal dos Estados Unidos. Era promessa da campanha do Obama lá em 2008.

Entre os dados que podem ser encontrados estão o pagamento, por fontes não-governamentais, de viagens de integrantes da administração federal para reuniões e conferências; doações eleitorais a candidatos ou comitês políticos, e ainda as pessoas que visitaram a Casa Branca, com os respectivos horários e locais de reunião.

Diversos sites americanos, como o New York Times e o Wall Street Journal publicaram declarações de John Wonderlich, diretor da Sunlight Foundation, uma fundação “watchdog” do governo americano, saudando o novo portal.

“Essa é a razão de estarmos entusiasmados com Ethics.gov: o presidente está reconhecendo o papel da supervisão pública, e afirmando que o presidente tem a responsabilidade de criar uma significativa divulgação on-line de informações relacionadas a ética e influência”, disse ele.

Contudo, Wonderlich assinalou que o Ethics.gov não deve ter um impacto imediato na vida das pessoas e nem mesmo na de jornalistas investigativos.

O site não disponibiliza dados que outros grupos “watchdogs” desejam, como contratos firmados pelo governo federal e declarações financeiras pessoais de membros da administração pública.

(Fernando Gallo)

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Do blog Jornalismo nas Américas, do Knight Center, reportagem que pode ser encontrada aqui.

 

Novo site oferece ferramentas para jornalistas que cobrem temas de interesse público

Há pouco mais de uma semana no ar, o novo site Reporters’ Lab pretende oferecer aos jornalistas ferramentas, técnicas e pesquisas para melhorar a cobertura de temas de interesse público, cobrar responsabilidade dos governos e preservar o jornalismo investigativo.

O Reporters’ Lab — oficialmente chamado Project for the Advancement of Public Affairs Reporting — é baseado no Centro DeWitt Wallace para Mídia e Democracia da Universidade de Duke.

“A ideia é que muitos outros sites então focados em a) ferramentas para a publicação de matérias e para lidar com as redes sociais ou b) ferramentas para programação e desenvolvimento de sites”, disse Sarah Cohen, fundadora do Reporters’ Lab, vencedora do Prêmio Pulitzer e Knight Professor of the Practice of Journalism and Public Policy da universidade de Duke, ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. “O nosso site, por sua vez, é completamente voltado para o repórter que cobre matérias de interesse público, como um repórter de política local ou um repórter investigativo de uma veículo de imprensa regional”, acrescentou.

O site oferece um software de código aberto e outras ferramentas tecnológicas para ajudar tais repórteres. O primeiro recurso já está disponível para download: TimeFlow, uma ferramenta visual para ajudar os jornalistas a criar cronologias e acompanhar tendências.

Além disso, o Reporters’ Lab produz um blog de notícias e críticas sobre técnicas de reportagem, contribuindo para pesquisar o “que um dia possa auxiliar a reportagem investigativa”. Há ainda um fórum de discussão.

Os repórteres que cobrem temas de interesse público, disse Cohen, são “pessoas cheias de trabalho (…) e sem tempo para se tornar programadoras. Ao contrário, eles precisam de ajuda para ser mais produtivos. Então, estamos trabalhando em busca de formas de lidar com grandes quantidades de documentos e com problemas comuns encontrados nos arquivos das agências governamentais e como extrair mais informações dos tantos veículos que precisamos monitorar”.

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  • silvia: parabens por essa iniciativa dos hackers pela transparencia!!!!precisa de coragem e ousadia pra cobrar dos...
  • Daniel: Accountability=prestacao de contas

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