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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
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Palmeiras reprovado

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A prévia das semifinais da Copa do Brasil não foi nada favorável ao Palmeiras. No Olímpico diante do Grêmio, neste domingo, o time de Felipão sofreu nas bolas paradas do adversário e mostrou pouco poder de fogo. Errou muito na saída de bola, não teve boa sequência na troca de passes.

Evidente que na Copa do Brasil a situação vai ser outra. Felipão já deu uma dica do que vem por aí ao achar muito estranho os dez últimos jogos do Grêmio serem apitados por árbitros cariocas, enquanto sete juízes de sete estados diferentes dirigiram os últimos jogos do Palmeiras.

No confronto ontem em Porto Alegre, Marcelo Lima Henrique, do Rio, não deu um pênalti de Gilberto Silva no zagueiro Henrique. Vem guerra aí.

VAI FAZER FALTA
Duas derrotas consecutivas não têm poder para abalar o Corinthians no Campeonato Brasileiro. Mas é bom tomar cuidado. No ano passado, quando conquistou o título nacional, o time emendou nove vitórias e um empate nas dez primeiras rodadas.

Com este alicerce construiu a campanha da taça. Envolvido na Libertadores, o Timão vai ao céu se for campeão continental. Caso contrário, vai sofrer no Brasileirão tendo como base o péssimo desempenho nas duas primeiras rodadas.

O mesmo se pode dizer do Santos que empatou sem gols os dois jogos no campeonato nacional. Em competições longas de pontos corridos reza a lenda de que todos os jogos são importantes. Corinthians e Santos não podem vacilar.

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Corinthians épico

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Vitórias épicas costumam entrar no repertório de times com patente de campeão. Vitórias épicas, com boa dose de sorte, também embalam times com vocação para levantar a taça. Esses conceitos, tão comuns nas noites de quarta-feira ou tardes de domingo, cabem muito bem no Corinthians.

Vencer com um gol de cabeça, aos 42 minutos do segundo tempo, diante de um Pacaembu transbordando de aflição, quando tudo caminhava para decisão nos pênaltis, só mesmo o Corinthians. Porque ver Diego Souza, um jogador extraclasse, perder um gol diante de Cássio, com braços com poder da asa da águia, e jogar a classificação fora, só mesmo o Corinthians.

Não por acaso, o time está na semifinal da Libertadores, depois de longos e torturantes 12 anos. O sonho distante, quase centenário, está mais próximo. A Fiel reza.

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O Santos nos pés de Neymar

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O Santos tem de levantar a mão para o céu ao voltar de Buenos Aires com a derrota por apenas 1 a 0 para o Vélez Sarsfield, nesta quinta-feira. Diferente de outras jornadas, quando se impunha sem ver a camisa do adversário, o campeão da Libertadores se intimidou. Quis ser o que não é.

Imaginou ainda que a qualquer momento Neymar poderia dar conta do recado, como na maioria das vezes.
Acontece que o craque se viu preso à marcação quase que total de Peruzzi, um destemido sem receio de levar dribles desconcertantes. Sem os atos de Neymar, o Santos virou um time comum.

No jogo da volta, na próxima quinta-feira, na Vila Belmiro, a equipe vai ter de dançar dobrado para vencer por dois gols de diferença. Assim como Muricy costuma acender velas para Neymar, agora toda a torcida tem de fazer uma romaria para iluminar o menino. Ou ele resolve ou adeus Libertadores.

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O Corinthians e seus martelos

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O Corinthians continua sem empolgar. Joga com uma bigorna nos braços para quebrar paredes e quando consegue abrir o buraco não faz o gol. Joga também como se fosse uma muralha intransponível, sofre alguns sustos, mas não perde um tijolo do paredão. Foi assim que se apresentou diante do Vasco no Rio, nesta quarta-feira à noite.

No Pacaembu, no jogo de volta, tem de trocar o martelo por um míssil. Não pode perder tempo com insistentes golpes sem ser letal. Bom lembrar que empates com gols são todos do Vasco. Um repetido 0 a 0, a parada vai para os pênaltis. Ao Corinthians, só a vitória interessa. Isso não é motivo para tranquilidade, embora o fator casa possa pesar.

Assim, invicto, o time de Tite vai tocando a sua vida na Libertadores, o maior sonho de consumo da história do clube. Operário que é, o Corinthians tem de jogar com a ferramenta certa. Se a obra final não é uma arte, pelo menos embala a torcida.

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Felipão não aguenta o Palmeiras

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Luiz Felipe Scolari não deve emplacar no Palmeiras até agosto. Em rota de colisão com a diretoria do clube, o treinador não vai pensar duas vezes para deixar o Palestra se aparecer uma boa proposta dentro ou fora do Brasil.

Cansado com os vacilos dos dirigentes, Felipão concluiu que não há disposição nem dinheiro para fortalecer o time no Campeonato Brasileiro. Vira e mexe ele tem de se virar com jogadores impostos pelos cartolas e não com os que gostaria de ter no seu grupo.

O estopim da mais recente crise foi a lista de reforços que Felipão passou aos dirigentes. Na relação não tem nenhum top de linha, nem mesmo com valores absurdos. A maioria dos indicados pelo técnico anda infeliz em seus clubes e alguns que jogam fora do Brasil querem retornar ao País.

A lista de Felipão: atacante Thiago Ribeiro (ex-Cruzeiro), descontente no Cagliari; meia Fellipe Bastos e o atacante Éder Luis, que pensam em deixar o Vasco; Borges, chateado no Santos, e até Obina, aquele que passou pelo Palmeiras e está na China.

Os dirigentes não deram bola para esta lista e começam a enfiar jogadores que Felipão não havia pedido como os atacantes Rildo, do Vitória, e Betinho, do São Caetano.

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