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Ponto Edu

O Mackenzie abriu nesta terça-feira, 16, as inscrições para o vestibular de inverno 2013. O processo seletivo oferece 3.690 vagas, das quais 3.390 no câmpus de Higienópolis, na região central de São Paulo; 170 em Campinas; e 130 em Alphaville.

As inscrições podem ser feitas no site www.mackenzie.com.br/vestibular.html, onde também está disponível o edital da seleção. O prazo para candidaturas termina no dia 30 de maio. A taxa custa R$ 85.

As provas serão aplicadas no dia 14 de junho. São 11 questões de literatura e língua portuguesa e 7 questões das seguintes disciplinas (inglês/espanhol, física, química, matemática, biologia, história e geografia).

A prova de habilidades específicas para os cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design está marcada para o dia 15 de junho, no câmpus de Higienópolis.

O resultado do vestibular deve sair em 27 de junho, junto com a primeira chamada de aprovados.

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O professor Constantino Cornelos, do cursinho Objetivo, elogiou bastante as questões de biologia na prova de Ciências Naturais da segunda fase da Unicamp. “Foi uma prova bem elaborada, com a abordagem de diferentes ramos da biologia, tais como filos, botânica e ecologia”, diz.

O professor, no entanto, afirma que a avaliação não foi fácil, mesmo trazendo temas conhecidos, supostamente de domínio de um candidato da segunda fase. “Com exceção de uma questão ou outra, nas quais o aluno poderia se valer do bom senso e de um raciocínio lógico, a prova exigiu do candidato conceitos e não decorebas”, diz. Cornelos cita como exemplo a questão de número 18, que pedia o filo de um animal marinho que possuía em sua superfície corporal espinhos e estruturas tubulares. “Ou o aluno sabia que era um equinodermo ou não, não tinha como enrolar.”

Nas questões de química e física, o maior obstáculo para os alunos foi as contas “trabalhosas” que tiveram de fazer. Ao menos é o que afirmam os professores das duas disciplinas do Objetivo. “Das oito questões de química, cinco exigiam cálculos”, afirma o professor Alessandro Nery.

Para o professor Ronaldo Fogo, de física, muitas das contas exigidas atrapalharam a vida do candidato por serem “chatas”, seja pela presença de números muito grandes ou então pela presença de algarismos decimais. “Em cálculos como esses, o vestibulando dificilmente tem a certeza de ter acertado o resultado logo de cara e prefere refazê-la para se garantir. Com isso, perde um tempo que poderia ser aproveitado para a resolução de outras questões”, diz.

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Na opinião do coordenador-geral do Etapa, Edmilson Motta, a prova de Ciências Naturais foi a mais exigente da segunda fase do vestibular da Unicamp. “A prova foi bem puxada, principalmente pela dificuldade que os alunos já têm em química e física”, diz. Segundo o coordenador, as questões de biologia foram mais simples, até mesmo por terem abordado tópicos de domínio do candidato.

As provas de química e física trouxeram conteúdos mais específicos e, em muitos dos casos, exigiram muitos cálculos. “Foram provas difíceis do ponto de vista maniputalivo”, afirma.

Motta observa que caiu uma questão de física moderna no exame desta terça. Apesar da novidade do assunto, o coordenador afirma que os alunos não devem ter encontrado muita dificuldade nesta questão específica, pois o enunciado trazia as fórmulas que deveriam ser utilizadas para a sua resolução.

O coordenador também acredita que os alunos devem ter enfrentado dificuldades para lidar com a administração do tempo na resolução da prova.

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Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, acredita que os vestibulandos devem ter encontrado bastante dificuldade para a resolução das questões da prova de Ciências Naturais da Unicamp que, a seu ver, não estava difícil. Tasinafo tem uma explicação para a contradição. “As questões, apesar de muito bem elaboradas, trouxe temas clássicos e até mesmo repetitivos”, afirma. “O aluno que não define uma estratégia antes do início da prova, provavelmente perderá muito tempo dizendo tudo o que sabe sobre o assunto e não se atendo apenas ao que solicita o enunciado”, diz.

Na opinião do diretor, mais uma vez, faltou tempo para a resolução completa da prova. “Mesmo os bons alunos devem ter sofrido com isso”, diz.

Tasinafo observa que os enunciados das avaliações de física e química foram, na maioria das vezes, contextualizados. “Com isso, percebemos um esforço em tornar os conteúdos dessas disciplinas cada vez mais próximos da vida dos estudantes”, diz. O diretor, no entanto, reclama que não houve interdisciplinariedade. “Tivemos três provas, uma de física, outra de biologia e outra de química, cada uma delas com questões bem definidas.”

 

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A questão de número 9, que relacionou trechos e características de Viagens na minha terra, de Almeida Garrett, e de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, já era esperada. Ao menos é o que afirma André Valente, professor de português do Cursinho da Poli. “As digressões presentes nas duas obras é a principal relação feita pela própria crítica literária”, diz.

Apesar disso, Valente elogia a avaliação e reconhece que ela foi bastante abrangente e diversificada no que diz respeito a cobrança de conteúdos e textos adotados. “A prova seguiu a tendência dos grande vestibulares e cobrou não só gramática, mas interpretação de texto e literatura”, afirma.

Alessandro da Silva Menezes, professor de matemática, acha que o mesmo ocorreu nas questões de exatas. “Os conteúdos foram bem distribuídos, de modo que grande parte do programa do ensino médio foi cobrado”, diz.

Menezes ressalta que a maioria dos enunciados de matemática foram contextualizados. “Normalmente, isso não interfere, no nível de dificuldade das questões, mas auxilia os alunos a perceberem a aplicação prática de conceitos matemáticos”, afirma.

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Nelson Dutra, professor de português do Objetivo, avaliou a prova de segunda fase da Unicamp como uma prova exemplar no que diz respeito à cobrança de conteúdos de língua portuguesa. “É um exame que exige que os alunos saibam ler o mundo e ler também criticamente os livros”, afirma.

O único problema a seu ver, no entanto, foi a “densidade” da avaliação. “Algumas questões são densas a ponto do espaço destinado a suas resoluções serem insuficientes para respostas completas”, diz. O professor cita como exemplo a questão de número 11, que levanta questionamentos sobre Memórias de um Sargento de Milícias. “Para responder de modo completo, neste caso, o aluno deveria fazer três dissertações pequenas explicitando características do romantismo brasileiro, dos personagens e do enredo do livro”, diz.

Na sua opinião, a densidade das questões deve ter refletido, diretamente, na administração do tempo para a resolução das questões. “Acredito que os vestibulandos tenham se sentido sufocados pelo tempo”, diz.

Para Gregorio Krikorian, professor de matemática do Objetivo, a prova de exatas foi “trabalhosa” e “difícil”. “Esta foi uma avaliação destinada a alunos qualificados, independente da área escolhida”, afirma. O professor, no entanto, reconhece que os alunos de Humanas devem ter enfrentado algumas dificuldades. “Os conhecimentos cobrados não são imediatos, mas, sim, específicos de cada um dos temas abordados”, diz.

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* Por Rene Moreira, Especial para o Estadão.edu

FRANCA – As provas do último dia da Fuvest foram consideradas fáceis, pelo menos para alunos que fizeram a avaliação em Franca. Na saída do exame, na tarde desta terça-feira, 8, o clima era de otimismo.

Antônio Carlos do Nascimento Júnior, de 17 anos, candidato de Pedagogia na USP de Ribeirão Preto, disse que o nível de dificuldade estava dentro do previsto. Vindo de escola pública, ele acredita que esse foi o dia mais fácil da segunda fase e que vai passar no vestibular. “Acho que fui bem mesmo. Caiu muitas coisas da atualidade nessa avaliação. Estou bem otimista”, afirmou.

Maria Luiza Guimarães, de 17 anos, que prestou o vestibular para Geografia no câmpus da USP na capital, também considerou esse último dia de provas o mais fácil. “Apenas as questões de história que complicaram um poucquinho, mas de resto acho que fui bem”, disse. Aluna de escola particular, ela lamenta apenas que mesmo passando não ficará com a vaga. “Vou terminar o segundo grau este ano, mas não quis prestar como treineira. De qualquer maneira, estou muito feliz, porque sei que no ano que vem tenho grandes chances de entrar na USP.”

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* Por Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – O estudante Vinicius Castelhando de Andrade chegou 4 minutos atrasado e perdeu a última prova da segunda fase do vestibular da Fuvest, aplicada nesta terça-feira, 8. Ele disse que o ônibus demorou 20 minutos para passar em seu bairro, Jardim Ester, na zona oeste. O candidato embarcou às 12h20 e, quando alcançou o local de provas, encontrou os portões fechados. Ele faria o exame no câmpus da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) na Vila Leopoldina, também na zona oeste.

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Segundo Vinicius, nos primeiros dois dias de prova o ônibus passou por volta de meio-dia. Ele disse que não ficou preocupado por perder a Fuvest, porque também disputa vaga no vestibular da Unesp.

No último dia da Fuvest, os alunos respondem a 12 questões dissertativas de duas ou três disciplinas, que variam de acordo com a carreira. A prova começou às 13h e termina às 17h.

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Na opinião da coordenadora do colégio e curso Objetivo Vera Lucia da Costa Antunes, a prova de conhecimentos gerais da Fuvest, aplicada nesta segunda-feira, 7, foi “extremamente bem feita”. “Só podemos elogiar uma avaliação como essa, pois a Fuvest conseguiu fazer uma série de questões interdisciplinares e isso não é fácil”, comenta.

Na avaliação da coordenadora, apesar de as questões de Exatas explicitarem um rigor conceitual grande, elas eram simples. Mais simples, inclusive, que as de Humanas. “Os conceitos eram apresentados pelos próprios enunciados que, muitas vezes, já ofereciam as fórmulas que deveriam ser utilizadas para a resolução dos exercícios. Cabia ao aluno apenas saber aplicá-las”, afirma. Segundo Vera, a prova avaliou bem a capacidade dos vestibulandos em trabalhar com os conceitos apreendidos durante a vida escolar.

Vera ressalta que a matemática apareceu de modo bastante discreto neste exame. “Posso dizer que não tivemos nenhuma questão da disciplina”, diz. “A matemática apareceu apenas como instrumento para a resolução de questões de física e química”, afirma.

Quanto à interdisciplinariedade, a coordenadora acha que a Fuvest foi “feliz” em suas escolhas. Ainda assim, aponta que, em alguns casos, a fusão de disciplinas pode ter criado certa dificuldade. Vera cita, por exemplo, a questão de número 3 que, a partir de uma estrofe de Os Lusíadas fez perguntas sobre literatura e história. “Os alunos não estão acostumados com poesia épica e, justamente por isso, fazer a ponte com o contexto histórico da época talvez não seja algo simples para a maioria.”

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