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Ponto Edu

08.janeiro.2012 13:16:59

Natação antes da Fuvest

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Marilena Zanetti levou a sobrinha-neta para a UMC da Vila Leopoldina, zona sul, onde a estudante Thais, de 18 anos, fará as provas da segunda fase da Fuvest. “Ela estava um pouco nervosa nos últimos dias, mas se comportou normalmente”, disse dona Marilena. Hoje de manhã, Thais até saiu para nadar, visando a chegar mais relaxada para o exame. Ela presta para Ciências Sociais.

A irmã gêmea de Thais, Carolina, acompanhava a tia-avó. A estudante se inscreveu para Arquitetura, mas não passou da primeira fase. Agora, planeja fazer cursinho e tentar vaga novamente para a FAU.

Redação

Na porta da UMC, vestibulandos ouvidos pela reportagem opinavam sobre o tema da redação. Alguns apostam em assuntos mais frios e até filosóficos, como a formação intelectual do ser humano. Outros, influenciados pelo noticiário, eram partidários de propostas como corrupção, Primavera Árabe e desastres naturais.

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* Por Alexandre Gonçalves

SÃO PAULO – Jovens de todas as idades prestam o vestibular da Fuvest. Neste ano, a estudante Isabele Monteiro, de 19 anos, está realizando sete provas. Em todas, com exceção da Fuvest, ela pretende ingressar no curso de Medicina. Na USP, ela prestará para Administração de Empresas. “No início de novembro, decidi que queria mesmo Medicina”, afirma a estudante. “Por isso, hoje não estou tão nervosa. Esta prova para mim é quase mais um simulado”. De fato, em 2011, ela acostumou-se com a rotina do cursinho, que implicava em estudo no período integral, inclusive aos sábados, e simulados no domingo.

Já a estudante Bruna Costa, de 18 anos, está apreensiva. Ela, que está no último ano do Ensino Médio Técnico em Design, não fez cursinho. “Vou tentar entrar no bacharelado desta área na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP”. Entre os vestibulares de universidades públicas, Bruna prestará apenas a Fuvest. Se não conseguir ingressar na USP, a jovem não pretende fazer cursinho no próximo ano. “Vou tentar começar minha vida profissional com um estágio e, talvez, um curso em uma univerisade particular com recursos do ProUni”.

Mas nem todos são novatos neste vestibular. O estudante de Geociências da USP Diego Arruda, de 25 anos, fará a prova novamente, pois quer ingressar no curso de Geologia. “Geogicências é uma licenciatura, e eu descobri que não quero dar aula. Fiz algumas matérias em Geologia e me apaixonei pelo curso. Quero ser paleontólogo”, afirma o universitário.

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27.novembro.2011 13:02:21

Correndo contra o tempo

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

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SÃO PAULO – Alguns candidatos arriscam alguns movimentos minutos antes do fechamento do portão da prova da Fuvest. Um senhor de camisa rosa deixou a Estácio Uniradial às 12h49, atravessou a rua para comprar uma garrafa d’agua no bar em frente ao local de prova e retornou um minuto depois. Ainda assim, ficou na calçada mexendo no celular.

Outro estudante, de camisa azul, fumou um cigarro até as 12h50, jogou a bituca na rua e entrou no local de prova.

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23.outubro.2011 20:20:10

Pingo, o cão do Enem

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu


Foto: Cedê Silva/AE

SÃO PAULO – A expectativa pelo retorno dos candidatos do Enem não é exclusividade dos seres humanos. Pingo, um simpático cão de veneráveis 14 anos de idade, aguardava na tarde deste domingo sua dona Gabriela Venezian, de 17. Ela está no no 3º ano do Colégio Madre Alix e estuda também no Etapa. Pretende uma vaga em Direito na USP ou na PUC-SP, e o Enem é parte de seu treinamento para a Fuvest.

No câmpus Paraíso da Unip, na Rua Vergueiro, Pingo circulava. Sentou-se na grama do jardim, caminhou pela calçada e atraiu olhares de quem esperava a saída dos candidatos.

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*Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Candidatos elogiaram a grande carga de notícias e atualidades no Enem, especialmente sobre o Brasil e temas sobre os quais os jovens se identificam. Jamile Santos, de 23 anos, é veterana: foi seu terceiro Enem. Ela já cursa o 4.º semestre de Direito na São Judas e quer uma bolsa integral do Prouni. Fez primeiro a prova de linguagens, gastou 1h10 na redação e por último atacou a prova de matemática. “Os cálculos eram pesados”, diz Jamile. “Você tinha que exercitar muito a sua matemática. Por outro lado, teve muita questão sobre atualidades, o que permitiu que pessoas que trabalham e não podem se dedicar apenas aos estudos, como eu, pudessem tirar uma boa nota. Além disso, havia muitas questões sobre o Brasil.”

José Augusto Portella, de 18 anos, achou a prova mais difícil do que esperava, porque ontem conferiu o gabarito na internet e contou 65 acertos em 90 questões. Fez a redação primeiro e gastou uma hora e meia. “Hoje, com a internet, a privacidade é um grande problema. Além disso, como as pessoas passam muito tempo conectadas, vivem num mundo de avatares.” No 3.º ano da Fecap, ele tenta uma vaga em Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR) ou na Universidade Federal do ABC (UFABC), mas suas primeiras opções são a Universidade de São Paulo (USP) e o Mackenzie. Fez o Enem pela primeira vez.

Janaína Araújo, de 18 anos, formou-se ano passado no colégio Objetivo e faz o Enem pela segunda vez. Ela tenta uma vaga em Engenharia Química na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Achei mais fácil do que no ano passado e mais fácil do que eu esperava.” Ela deixou a redação por último, por achar mais difícil. “Falei do cuidado que as pessoas devem tomar com as informações que publicam e também com as que elas leem na internet.”

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*Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – A principal razão dos elogios dos candidatos ao tema da redação é o fato de se identificarem com ele. Juliana Moreno, de 18 anos, falou dos riscos de publicar mensagens na internet. “Quem publica na internet torna a própria vida um livro aberto.” Ela lembrou de funcionários que são demitidos por justa causa graças a mensagens em que admitem ter matado o trabalho. Juliana formou no ano passado no colégio Rui Bloem e pretende conseguir uma vaga em Recursos Humanos na Unip, já que há uma unidade perto de sua casa, no Jardim Santa Cruz.

Felipe Pasquali, de 20 anos, é aprendiz de estoque de uma drogaria  e está  no 3.º ano do colégio Rui Bloem. Ele falou dos prós e contras das redes sociais. “Já tive amigos que sofreram cyber bullying, mas eu não.” Para Felipe, há pessoas que usam a internet para prejudicar a imagem de outras. Ele gastou duas horas e meia na prova de hoje, uma hora e meia a menos do que no sábado. “Fiz a redação em dez minutos.” Felipe leu toda a prova antes e atacou a redação primeiro. Ele tem contas no MSN, Facebook, Twitter e Orkut.

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*Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Um celular tocou dentro de uma bolsa na sala 507 do câmpus Paraíso da Unip, na Vergueiro, ontem. Juliana Moreno, de 18 anos, conta que ouviu o celular tocar durante a prova. Como os candidatos do Enem têm de colocar os objetos dentro de um saco plástico e este saco plástico, por sua vez, estava dentro de uma bolsa, não era possível saber de quem era o celular nem se o toque foi provocado por uma chamada ou por um alarme.

Segundo Juliana, uma fiscal de prova perguntou de quem era o celular, mas ninguém respondeu. Juliana também contou que alguns candidatos foram solicitados a remover a bateria do celular e outros não, inclusive ela. “Os fiscais tinham uma instrução, mas não seguiram.” Ela também conta que a instrução dos candidatos era abrir o saquinho apenas no térreo, mas ela mesma viu um candidato abrindo esse saquinho ainda na escada. “E ninguém fez nada.”

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*Por Mariana Mandelli

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Edypo Oliveira achou o tema da redação equilibrado e a prova de matemática a mais exigente

SÃO PAULO – Estudantes que fizeram a prova na Unisa, em Santo Amaro, consideram a prova de matemática a mais difícil dos dois dias e aprovam o tema da redação do Enem. Edypo Oliveira, de 23 anos, achou que o tema da redação foi equilibrado e para ele, matemática estava mais exigente que português e mais difícil que as provas de ontem. “Principalmente pela presença de muitos gráficos para interpretar.”

“As questões de linguagens estavam mais fáceis, mas muito grandes. Já matemática tinha muitos gráficos. Caiu bastante também problemas do cotidiano, como porcentagem”, conta a estudante Fabiana Mendes, de 17 anos. Ela baseou seu texto para a redação nas diferenças entre a tevê e a internet e em como isso mudou nos últimos anos. “A televisão era a nossa fonte de informação e agora o pessoal passou a buscar na internet”, diz.

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Para Fabiana Mendes, as questões de linguagens estavam mais fáceis, mas muito grandes

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*Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – O tema da redação foi elogiado por vários alunos neste domingo. Ingrid Pereira, de 18 anos, está no 3.º ano do colégio Álvaro Sousa Lima e foi seu primeiro Enem. “Hoje foi mais difícil que sábado, por causa da matemática”, diz Ingrid. “Mas gostei do tema da redação, porque é algo que todo mundo sabe falar. Os jovens passam muito tempo na internet.” Ela tem contas no MSN, no Orkut, no Facebook e no Twitter e vai tentar uma bolsa do Prouni para os cursos de Administração, Contabilidade ou Recursos Humanos, na Unip.

Kaite Vargas, de 19 anos, também gostou do tema “Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado”. Para ela, é um tema fácil de abordar. “Falei sobre o Facebook e os avanços da tecnologia. Hoje a internet permite que a gente conheça pessoas novas e reecontre quem a gente não vê há muito tempo.” Exceto pelas questões de probabilidade, ela achou a prova de hoje mais fácil que a de sábado. Kaite está no 3.º ano do colégio Nossa Senhora de Lourdes.

Já Kamila Sombra, de 16 anos, tenta uma bolsa no Mackenzie para estudar Psicologia. Sua segunda opção é Nutrição. Achou a prova de português tranquila e, sobre matemática, disse: “nunca me dei bem”. A estudante do 3.º ano do colégio Caetano de Campos achou o tema “legal”, mas diz que gosta de escrever e se empolgaria com qualquer tema, “a não ser que fosse sobre matemática”.

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