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Ponto Edu

* Por Gerson Monteiro, especial para o Estadão.edu

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – Estudar em tempo integral e se preparar para valer. É assim que os treineiros pretendem encarar 2012. Os primeiros a deixarem as salas de prova comentaram sobre as dificuldades em química orgânica e ótica e em questões sociais de geografia. Letícia Romão Souza, treineira de Biológicas, achou toda a prova muito difícil e já sabe que precisará estudar muito mais para entrar na briga por uma vaga em Medicina. “Pretendo estudar integralmente neste terceiro ano do colégio. Caiu muita coisa que ainda nem vi”, disse.

Felipe César Gatto, de 18 anos, que será concorrente de Letícia no próximo ano, pretende focar os estudos para o conteúdo voltado para a segunda fase do vestibular. “Deixei várias em branco, porque não estudei direito. Fiz a prova bem rápido. Preciso de mais conteúdo.” Para ele, física foi a matéria mais difícil na Fuvest.

Devido à chuva, alguns treineiros ficaram no pátio da escola Nossa Senhora Aparecida e, por conta do barulho, foram repreendidos por fiscais. A preocupação da organização do vestibular é, justamente, manter o silêncio nas salas.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Fotos: Marcio Fernandes/AE

SÃO PAULO – Dois estudantes de Belo Horizonte sabiam o que era Miguelismo e conseguiram responder à questão que, ontem, “quebrou as pernas” de vários candidatos.

Julia Camara, de 18 anos, e Lucas Magalhães, de 17, alunos do Colégio Marista Dom Silvério, lembraram corretamente que o Miguelismo refere-se aos absolutistas portugueses que apoiavam o rei Miguel I de Portugal no século 19.

Para Julia, que tenta vaga em Direito, a parte de literatura da prova de ontem exigiu “leitura delicada” dos enunciados. No entanto, opina, as demais questões do exame de português foram “fáceis”. Na pergunta que pedia um sinônimo para privacidade, ela escolheu “individualidade”.

Lucas não se lembra do sinônimo, mas se recorda da estratégia utilizada na redação. Ele escreveu que a participação política é importante, mas depende do acesso à informação. E, segundo o estudante, não é do interesse de quem está no poder promover esse acesso. “Fui pessimista na conclusão.” O aluno presta para Arquitetura.

O aluno do Etapa Francisco Paes, de 19, citou na sua redação as “marchas políticas” realizadas no ano passado, os movimentos contra a ditadura militar, os caras-pintadas e até a Revolução Francesa. Para ele, embora “indignados” com a política, a “maioria” dos brasileiros é “apolítica”. Francisco é candidato a uma vaga em Direito e fez 69 pontos na primeira fase do vestibular.

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Para os professores do cursinho Etapa, a carta a Dilma Rousseff foi uma escolha inteligente para o tema da redação. “E o candidato podia elaborar o texto com os dados fornecidos na proposta”, lembrou o coordenador Marcelo Dias Carvalho. Eis os comentários das diferentes provas:

Português. Enunciados claros, com elementos de gramática mesclados às questões – uma tendência dos atuais vestibulares. Quem leu o enunciado com atenção já sabia a resposta.

Matemática. Boa abrangência de conteúdos. Na parte dissertativa, um texto bem longo, mesclando com física.

Física. A prova mais complexa. Três das cinco questões eram “de alta complexidade”. Na parte escrita, questão mais fácil.

Química. Prova inteligente com boa abrangência de conteúdos. Cobrou conceitos simples.

Biologia. Teste também simples e bem distribuído, com conceitos básicos. Na questão 30, bastava ler com atenção para chegar à resposta correta (“C”).

História. Textos claros cobraram conteúdos importantes. A dissertação exigiu grande capacidade de síntese, por causa do pouco espaço e dos muitos temas.

Geografia. Quem não leu com atenção ficou em dúvida entre 2 ou mesmo 3 alternativas, mas uma leitura com mais atenção tirava dúvidas. A dissertação sobre urbanização exigiu que o aluno tivesse os conceitos muito claros em mente.

Inglês. Prova simples e bem-feita.

Redação. Escolha inteligente do tema. Aluno podia embasar o texto com dados fornecidos pela própria prova.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Foto: Ed Ferreira/AE

Os candidatos do vestibular da PUC-SP realizado neste domingo tiveram de redigir uma carta à presidente Dilma, assinando com um pseudônimo. A redação, de no máximo 35 linhas, deveria dizer qual deve ser a prioridade do governo para que Dilma “grave seu nome na História do Brasil”.

A proposta de redação veio acompanhada de dois textos: um trecho do discurso de Dilma feito na vitória do 2º turno e alguns dados do Censo 2010.

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Além de responder a 48 testes, os candidatos do vestibular da Unicamp tiveram de redigir três textos de gêneros diferentes neste domingo. O primeiro era um comentário em um fórum de discussão na internet; o segundo, um manifesto e o terceiro, um verbete para enciclopédia online. Todas as propostas trabalhavam de maneira transversal a internet – o que lembrou o tema da redação do Enem, sobre redes sociais.

Segundo o professor de redação do cursinho Etapa Aurélio de Lima, o candidato que conseguiu ler adequadamente as instruções dos enunciados não encontrou dificuldades para escrever o que lhe foi pedido. “Foi uma prova muito bem elaborada. Privilegia o aluno que se dedicou ao longo do ano à leitura e à escrita.”

Para o supervisor de língua portuguesa do Anglo, Francisco Platão Savioli, o novo formato do exame – em vigor desde o ano passado – é “cansativo”, pois exige que o estudante direcione sua atenção para três focos distintos. Por outro lado, diz, as propostas de redação fazem parte da rotina dos alunos. “O candidato precisou mostrar sua versatilidade na escrita.”

Platão diz que a banca avalia o respeito do aluno ao estilo do gênero proposto, se ele atingiu o resultado esperado e se conseguiu formatar um texto que considere a capacidade de interpretação do interlocutor.

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O Ministério das Relações Exteriores, a Fundação Alexandre de Gusmão e a Academia Brasileira de Letras lançaram o Concurso de Redação “Barão do Rio Branco – 100 anos”, para estudantes do Ensino Médio.

A iniciativa celebra o centenário da morte de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, que ocorrerá em 10 de fevereiro de 2012.

O concurso busca avaliar a capacidade de expressão escrita e o conhecimento dos estudantes de ensino médio sobre a vida e a obra de Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira.

Cada candidato poderá participar com apenas uma redação, com extensão mínima de 60 e máxima de 90 linhas, digitada com  fonte “Times New Roman”, tamanho 12,  espaçamento de 1,5.

O prazo para inscrições se encerra na sexta-feira, 25 de novembro, mas a data-limite para entrega das redações é 10 de março de 2012. Serão atribuídos prêmios às dez melhores redações, segundo a Comissão Julgadora. Cada autor premiado fatura R$ 2 mil.

Mais informações no edital do concurso.

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Para a professora Lilliane Negrão, do cursinho Oficina do Estudante, de Campinas, o tema da redação do Enem deste ano, ”Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado”, foi uma inovação em relação aos anos anteriores. Segundo ela, geralmente a proposta aborda temas políticos e sociais, mas de abrangência apenas nacional.

“No ano passado, a redação falou de trabalho e atividade humana, com informações sobre o trabalho escravo no Brasil. Em 2009, corrupção na política brasileira, e em 2008, floresta amazônica. Neste ano, porém, o assunto não se encerra no âmbito nacional. É um assunto mundial. Redes sociais são uma realidade em qualquer país”, disse, salientando que ainda não teve acesso à prova.

Além disso, ela acredita que a maioria dos alunos não deve ter tido dificuldades com o tema. “É um assunto que conhecem na prática. Com a idade que têm, sabem usar Facebook, Twitter e afins com facilidade.”

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* Por Daniela Amorim

Camila Gomes, de 22 anos, que tenta vaga em Direito, foi a primeira estudante a deixar o prédio da Uerj, no Maracanã, zona norte do Rio, às 15h06. Ela disse que achou as provas de hoje mais complicadas que as de ontem. “Deixaram as três provas mais difíceis para o mesmo dia! Português estava mais pesada. As respostas tinham as mesmas frases, mudando uma só palavra, que alterava completamente o sentido”, contou Camila.

Candidata a uma vaga em Enfermagem, Carolina da Costa Simões, de 21 anos, considerou as provas de hoje mais fáceis que as de sábado e as de 2010. “Acho que tive menos dificuldade porque, pelo fato de ser meu segundo Enem, estava mais preparada.”

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*Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – O tema da redação foi elogiado por vários alunos neste domingo. Ingrid Pereira, de 18 anos, está no 3.º ano do colégio Álvaro Sousa Lima e foi seu primeiro Enem. “Hoje foi mais difícil que sábado, por causa da matemática”, diz Ingrid. “Mas gostei do tema da redação, porque é algo que todo mundo sabe falar. Os jovens passam muito tempo na internet.” Ela tem contas no MSN, no Orkut, no Facebook e no Twitter e vai tentar uma bolsa do Prouni para os cursos de Administração, Contabilidade ou Recursos Humanos, na Unip.

Kaite Vargas, de 19 anos, também gostou do tema “Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado”. Para ela, é um tema fácil de abordar. “Falei sobre o Facebook e os avanços da tecnologia. Hoje a internet permite que a gente conheça pessoas novas e reecontre quem a gente não vê há muito tempo.” Exceto pelas questões de probabilidade, ela achou a prova de hoje mais fácil que a de sábado. Kaite está no 3.º ano do colégio Nossa Senhora de Lourdes.

Já Kamila Sombra, de 16 anos, tenta uma bolsa no Mackenzie para estudar Psicologia. Sua segunda opção é Nutrição. Achou a prova de português tranquila e, sobre matemática, disse: “nunca me dei bem”. A estudante do 3.º ano do colégio Caetano de Campos achou o tema “legal”, mas diz que gosta de escrever e se empolgaria com qualquer tema, “a não ser que fosse sobre matemática”.

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Além dos dois textos de apoio para a redação, a prova do Enem 2011 também teve uma tira do cartunista André Dahmer. Nela, um homem que sabia que estava sendo vigiado falava para uma câmera. Um policial assistia este mesmo homem falando. Ele dizia que não gosta de ser filmado e que, se o policial concordasse, os dois poderiam se juntar para acabar com a vigilância.

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