* Por Carlos Lordelo
SÃO PAULO – A Prainha da PUC-SP, no câmpus de Perdizes, zona oeste, amanheceu coberta de cartazes em protesto contra as declarações do bispo emérito de Guarulhos, que defendeu que professores com ideias contrárias às da Igreja Católica não devem lecionar nesta universidade.
Uma canga com as cores do arco-íris foi estendida sobre um corrimão. Em sete cartazes, colocados no chão, estava escrito:
“Sou gay”
“Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal e seguro”
“PUC: P*** Universidade Conservadora”
“Pela legalização do aborto”
“Sou maconhera” (sic)
“Sou comunista”
“Eu sou mulher / não abro mão / da laicidade na educação”
Cartazes colados nos corredores da PUC-SP, por outro lado, defendiam a posição do bispo. Uma montagem com fotos e frases de d. Luiz Gonzaga Bergonzini pedia aos simpatizantes que aderissem ao movimento “Por uma PUC católica”.
Blog
D. Luiz, de 75 anos, escreveu em seu blog que docentes que são a favor da descriminalização de aborto, eutanásia, maconha e mantêm “ideologia homossexual ou comunistas” devem deixar a PUC-SP e procurar outra instituição para trabalhar.
No texto “Graças a Deus, a PUC não é uma ‘progressista universidade comunista’!”, ele defende que a universidade é subordinada à Igreja e deve seguir seus mandamentos. “Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a moral cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica, dentro ou fora da sala de aula”, escreveu em post publicado no último dia 3.
Ele cobra que a direção da PUC tome “providências” para que os “princípios cristãos e o catolicismo sejam respeitados”. Estudantes também não são poupados. “Os alunos que prestam vestibular para a PUC já sabem que ela obedece aos princípios do catolicismo. (…) Eles estão obrigados a cumprir as regras.”
D. Luiz é conhecido por seus posicionamentos conservadores em relação a esses temas. Na eleição presidencial passada, foi ele quem “recomendou” a eleitores que não votassem em Dilma Rousseff (PT) porque ela seria favorável à descriminalização do aborto.
* Atualizada às 12h20
O Brasil sedia nesta terça-feira, 6, a etapa latino-americana da 8ª Maratona Global de Engenharia e Tecnologia. O objetivo do evento é discutir os desafios de alimentar os 7 bilhões de habitantes da Terra. Por aqui, as palestras serão realizadas no câmpus da PUC-SP na Consolação, região central.
As inscrições para assistir às conferências presencialmente já estão encerradas, mas é possível acompanhar todas as atividades da maratona online. Basta se credenciar até 15 minutos antes de cada palestra, no site http://www.smerbdesigns.com/global_marathon_epostcard/epostcard01.html.
A programação no País começa às 14h, com uma apresentação geral da maratona. Às 14h30 haverá a primeira palestra, sobre o estágio em Engenharia. Na segunda palestra, às 15h10, o assunto será as oportunidades e desafios para os jovens engenheiros no Brasil. A partir das 15h50 o tema central do evento será debatido por especialistas brasileiras e americanas.
A maratona começou nesta segunda-feira e vão até o sábado, 10, com palestras em todos os continentes. Todas as apresentações são lideradas por mulheres que atuam nas áreas de engenharia e tecnologia.
Serviço
8.ª Maratona Global de Engenharia e Tecnologia – Etapa Brasil
Data: 6 de março de 2012
Horário: 14h – 16h40
Local: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Rua Marquês de Paranaguá, 111 – Consolação, São Paulo (SP)
Programação
14h – Apresentação geral da Maratona Global de Engenharia e Tecnologia
14h30 – Palestra de Roberta Bonamigo, coordenadora de Relações Humanas na Promon Engenharia, sobre os desafios na busca do primeiro estágio
15h10 – Palestra de Eleanor Allen, diretora de Desenvolvimento América Latina na CH2M HILL, sobre as oportunidades e desafios para os jovens engenheiros no Brasil
15h50 – Debate sobre os desafios para alimentar a população mundial
Ana C. Silva, gerente de Desenvolvimento de Biotecnologia na DuPont
Adriana Camargo, gerente técnica regional na Solae
Daniela Eduardo, diretora regional de Marketing na Danisco
Sue E. Nokes, Ph.D e professora, responsável pelo Departamento de Engenharia Biológica e Agronômica na Universidade de Kentucky
Sherry Hunt, pesquisadora de Engenharia Hidráulica no Departamento de Agricultura dos EUA
A PUC Júnior Consultoria promove no dia 6 de fevereiro mais uma edição do Trote Solidário. O evento de acolhida aos calouros da PUC começa às 7h e vai até as 15h10, na quadra de esportes do câmpus de Perdizes.
Segundo a empresa júnior, os objetivos são “abordar os novos alunos universitários de forma diferente e apresentar a universidade sem denegrir o ambiente e os próprios alunos, ampliar a visão responsável e motivá-los com assuntos referentes ao 3.º setor”.
Depois das atividades, haverá uma festa de confraternização fora do câmpus.
Confira neste link a programação oficial da universidade para receber os novos alunos.
A PUC-SP divulgou nesta segunda-feira a lista de aprovados em segunda chamada no vestibular 2012. A matrícula será realizada apenas nos dias 9 e 10 de janeiro.
> Confira a lista de aprovados por curso ou pelo número do RG
A prova do vestibular 2012 da PUC-SP foi aplicada no dia 20 de novembro, oferecendo 6.685 vagas em seis instituições de ensino. O prazo de matrícula para as outras instituições participantes do vestibular unificado pode ser conferido no site da instituição.
A PUC-SP divulgou nesta quinta-feira os aprovados no vestibular 2012. Veja a lista em http://www.vestibular.pucsp.br/lista201201/01PVMbnrpaG2/ .
A matrícula deverá ser feita nos dias 19 e 20 de dezembro (segunda e terça).
O vestibular foi realizado em 20 de novembro e teve uma questão anulada.
A PUC-SP divulgou o gabarito. Está em http://vestibular3.pucsp.br/2012/gaba2012.pdf
A questão 7, sobre o livro O Cortiço, foi anulada.
Leia também:
Candidatos consideram fácil prova da PUC-SP
Para cursinho Etapa, tema da redação foi escolha inteligente
Física foi prova mais difícil do vestibular PUC-SP, diz Objetivo
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
Dois vestibulandos da PUC-SP ouvidos pelo Estadão.edu usaram a mesma estratégia na redação: abordaram a educação na carta à presidente Dilma Rousseff. Priscila Oliveira e Jonas França, ambos de 17 anos, também consideraram a parte de humanidades mais fácil que a de exatas e ciências naturais – talvez porque ela quer estudar Direito, e ele, Relações Internacionais. Ambos fizeram o vestibular da PUC-SP pela primeira vez.
Para Priscila, estudante do 3º ano do Instituto Sidarta, em Cotia (SP), a prova foi longa, mas bem elaborada. Saiu nos últimos minutos, “e a sala ainda estava bem cheia”, diz ela, que prestou a prova em Sorocaba. Priscila escolheu fazer provas na PUC-SP, Mackenzie e Fuvest por causa da avaliação desses cursos pela OAB. Já fez também a 1ª fase da Unesp, que achou mais fácil que a prova de hoje. Na redação, mencionou que os problemas do Enem desmoralizam a educação no Brasil.
Estudante do 3º ano do Anglo de São José dos Campos, Jonas fez a prova de hoje na capital. “Achei bem sucinta, mais simples do que eu imaginava”, contou. “A parte de biológicas foi mais ousada”. Na redação, ficou em dúvida entre infraestrutura e educação. “Optei por educação por ser mais simples e também por pensar que seria mais a cara do avaliador”, calculou. Jonas também é candidato a uma vaga de Relações Internacionais na UnB; na Fuvest preferiu Ciências Sociais. Outra opção é fazer a graduação na França.
Para os professores do cursinho Etapa, a carta a Dilma Rousseff foi uma escolha inteligente para o tema da redação. “E o candidato podia elaborar o texto com os dados fornecidos na proposta”, lembrou o coordenador Marcelo Dias Carvalho. Eis os comentários das diferentes provas:
Português. Enunciados claros, com elementos de gramática mesclados às questões – uma tendência dos atuais vestibulares. Quem leu o enunciado com atenção já sabia a resposta.
Matemática. Boa abrangência de conteúdos. Na parte dissertativa, um texto bem longo, mesclando com física.
Física. A prova mais complexa. Três das cinco questões eram “de alta complexidade”. Na parte escrita, questão mais fácil.
Química. Prova inteligente com boa abrangência de conteúdos. Cobrou conceitos simples.
Biologia. Teste também simples e bem distribuído, com conceitos básicos. Na questão 30, bastava ler com atenção para chegar à resposta correta (“C”).
História. Textos claros cobraram conteúdos importantes. A dissertação exigiu grande capacidade de síntese, por causa do pouco espaço e dos muitos temas.
Geografia. Quem não leu com atenção ficou em dúvida entre 2 ou mesmo 3 alternativas, mas uma leitura com mais atenção tirava dúvidas. A dissertação sobre urbanização exigiu que o aluno tivesse os conceitos muito claros em mente.
Inglês. Prova simples e bem-feita.
Redação. Escolha inteligente do tema. Aluno podia embasar o texto com dados fornecidos pela própria prova.
Está no ar a prova do Vestibular 2012 da PUC-SP.
Para baixá-la, deve-se clicar em http://vestibular3.pucsp.br/2012/prova
Leia também:
Física foi prova mais difícil do vestibular PUC-SP, diz Objetivo
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Abstenção no vestibular da PUC-SP foi de 5,03%
* Post atualizado às 12h04 de segunda-feira porque a PUC-SP mudou o link
Os professores do Objetivo fizeram comentários sobre as diferentes provas do vestibular da PUC-SP, realizado neste domingo. A coordenadora Vera Lúcia Antunes, que leciona geografia, falou em nome de seus colegas e passou as avaliações:
Português. Questões simples e fáceis. As perguntas 5 e 7 tiveram sua formulação criticada, poderiam ser mais claras, mas não chega a prejudicar o gabarito.
Matemática. Textos bem atuais sobre PIB e renda. Questões muito boas, de nível médio.
Física. A prova mais difícil. Consegui abordar os cinco grandes capítulos da disciplina: mecânica, ondas, térmica, ótica e eletricidade.
Química. Questões clássicas. Quem estudou, fez.
Biologia. Prova bem atual e simples, cobrou conceitos básicos.
História. Prova bem-feita e bem-formulada, cobrou desde Guerras Púnicas até governo Médici, passando por uma charge sobre o pacto entre Alemanha nazista e União Soviética.
Geografia. Fugiu da tradição da PUC-SP, que normalmente exige conhecimentos firmes em Geografia, permitindo que o aluno respondesse apenas pela leitura dos gráficos, mapas e textos.
Inglês. Um único texto sobre o rio subterrâno que corre abaixo do Amazonas.
Questões dissertativas
Biologia & Química. Questão bem atual e “muito bonita”, segundo os professores do Objetivo, sobre o século da biotecnologia. Questão fácil para quem estudou.
História & Geografia. Questão “bem fácil” sobre urbanização. “Os alunos devem ter gostado”, disse a professora Vera.
Redação. Carta à presidente Dilma. “Pela 4ª vez em 15 anos, a PUC-SP pede uma carta”, afirmou Vera. “É preciso lembrar que carta tem data, vocativo [Exma. Senhora Presidenta da República] e deve ser assinada com pseudônimo”. A professora aposta que a maioria dos candidatos escolheu o tema do analfabetismo como prioridade do governo.
Física & Matemática. A mais difícil das dissertativas, sobre fusão nuclear. Muito trabalhosa, exigiu conversão de unidades de medida e que o candidato buscasse dados no texto.
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