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Ponto Edu

De acordo com o coordenador do Etapa, Edmilson Mota, a prova de primeira fase da Fuvest foi bastante elogiada pelos professores do cursinho. “A mesma opinião, no entanto, talvez não seja compartilhada pelos alunos”, comenta.  Ainda assim,  o coordenador afirma que o aluno bem preparado deve ter se sentido recompensado pelo esforço realizado nos últimos meses. Abaixo, alguns comentário pontuais por disciplina:

Biologia e Química

“As provas abrangeram grande parte do conteúdo do programa e misturaram questões simples e de média dificuldade, tal como seria o mais adequado para um exame de primeira fase. Muitas das questões apresentaram gráficos e tabelas, integrando dessa forma a análise à teoria. Inspirando-se no Enem, a Fuvest tem adotado cada vez mais e melhor questões nesse formato.”

Física e matemática

As provas tiveram um formato semelhante, com a integração de questões mais diretas, de enunciados simples e curtos, com outras mais elaboradas, de conteúdo mais conceitual, no qual o conhecimento dos candidatos era melhor avaliado. A prova de física tratou muito mais de conceitos e exigiu poucos cálculos, foi pouco manipulativa.”

História

“No ano passado a Fuvest havia minimizado a participação de história contemporânea nas questões da disciplina, e abordado pré-história, algo que surpreendeu a todos, pois tratava-se de um conteúdo que dificilmente era tratado pelas avaliações dos últimos anos. Dessa vez, o exame foi muito mais equilibrado.”

Geografia

“Certamente a mais bela das provas. Reuniu mapas, tabelas, gráficos e fotografia. Em nenhuma das questões os elementos foram utilizados de modo despretencioso. Sempre que apareciam, ajudavam o candidato na resolução das questões e a tornavam mais rica. Foi um primor de prova.”
 

Linguagens: português e inglês 

“Texto, texto e mais texto. A gramática voltou a aparecer, mas ainda de modo discreto. A interpretação de texto mais uma vez foi o que pesou. Como nos últimos anos, as questões de literatura estiveram todas relacionadas às obras exigidas. Nesta edição, as questões de inglês exigiram um vocabulário um pouco mais específico do que o normal, o que pode ter dificultado um pouco para alguns alunos.”

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* Por Ricardo Brandt

CAMPINAS – Com cinco minutos de atraso, o estudante Rafael Marson, de 19 anos, perdeu a primeira fase da Fuvest. Morador de Vinhedo, ele chegou ao Colégio Liceu, em Campinas, quando os portões já estavam fechados. Rafael atribuiu a um e-mail equivocado o seu atraso.

“Recebi um e-mail informando que a prova começaria às 13h30. Pensei que os portões iam ficar abertos até mais tarde”, disse o estudante, ao lado da mãe.

Candidato a uma vaga no curso de Direito, Rafael afirmou que a USP era prioridade entre os demais vestibulares que prestou.

“Agora só no ano que vem”, disse o estudante, resignado, ainda com o lápis, a borracha e uma régua na mão.

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Segundo o coordenador pedagógico do cursinho Etapa, Marcelo Dias Carvalho, a prova de fim de ano da Unesp foi simples e bem elaborada. Para ele, o destaque foi a grande quantidade de questões que incluem conteúdos de linguagens. Foram aplicadas 20 questões de português e 10 de inglês, enquanto para as disciplinas de matemática, química e física havia, no total, apenas 21 perguntas.

Nas questões de português, Carvalho destaca a ausência total de literatura. “Também não apareceu artes, como vinha aparecendo em anos anteriores”, explica.

Diferentemente do Enem, as provas de filosofia e sociologia exigiram apenas leitura e interpretação de textos e não entraram no conteúdo específico de cada disciplina. “A resposta aparecia facilmente por exclusão de alternativas”, afirma Carvalho.

Ele também diz que a pergunta de matemática de número 88, da versão 1 do caderno de questões, tinha duas possibilidades de respostas. As alternativas corretas para o aumento do nível dos mares e oceanos, em cm, poderiam ser “(A) 8,5 e 15,5″ e “(E) 5,5 e 15,5″.  “Não foi erro do enunciado, mas é uma questão de lógica.”

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O coordenador de física do Etapa, Alexandre Lopes Moreno, viu aumento no grau de dificuldade da prova do Enem em 2012. Segundo ele, a principal diferença é que as questões de física exigiram uma quantidade maior de cálculos. “Houve época em que 90% das questões não exigiam contas. Há uma aproximação da primeira etapa da Fuvest”, comenta.
 
Para ele, a formulação de duas questões de física poderiam trazer dificuldade extra para os candidatos. O enunciado da pergunta 77 do caderno azul, que envolvia a densidade de um legume, pode ter confundido os alunos. Segundo Moreno, a diferença é que na pesquisa da internet mencionada na questão a densidade do legume é metade da que possui a água. No mesmo enunciado, entretanto, é citado que o legume fica um terço para fora da água quando submerso. “Isso pode causar dúvida, porém o mais provável é que o aluno chegue na resposta correta”.
 
A segunda pergunta problemática foi a 54 do caderno azul. De acordo com Moreno, o teste em caminhos distintos de cálculo pode terminar em várias respostas diferentes. “Mas não prejudica o aluno porque os outros resultados possíveis não aparecem entre as alternativas”, explica. Para ele, nenhuma das duas questões polêmicas deve ser anulada porque em ambas era possível encontrar as opções certas. 
 
Alexandre Lopes Moreno ainda informou que é louvável o aumento do nível de dificuldade da prova para refletir melhor o conteúdo do ensino médio. “Antes havia pouca necessidade de cálculo nas questões e a ênfase era no tema energia. Nos últimos três anos, a prova tem ficado mais abrangente”, afirma. 

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No primeiro dia de provas do Enem de 2012, o candidato precisou analisar trechos da música “A vida do viajante”, do compositor pernambucano Luiz Gonzaga, que teve o centenário comemorado neste ano. Confira abaixo o clipe da música:

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*Por Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Apesar de ser na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, os candidatos da UniPaulistana tiveram que sair bem cedo de casa. Praticamente todos os inscritos que vão fazer a prova neste local são da Zona Leste, de bairros como Itaim Paulista e Vila Carrão, ou da zona Norte. A estudante Naiara Gonsalez, de 17 anos, saiu de sua casa no Jardim Santa Terezinha, na zona leste, antes das 10h da manhã. “Sorte que o metrô estava vazio”, diz a estudante, que pretende uma vaga em Medicina em alguma universidade federal. “Trouxe chocolate e água para não deixar o cansaço vencer”.

O vestibulando Matheus Brunetti, de 17 anos, também se adiantou e saiu cedo para a prova. Ele, que pretende cursar Engenharia, também lamenta não fazer o Enem perto de casa, mas está confiante em seu desempenho. “O Enem é uma prova diferente. É boa porque tem textos que não exigem apenas um conteúdo isolado”, diz ele, estudante da Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp), uma das instituições públicas mais bem colocadas no ranking do Exame.
 
O objetivo da vestibulanda Paula Cristina, de 20 anos, é uma bolsa no ProUni. É a segunda vez que ela faz o Enem. “Fui bolsista do ProUni no Mackenzie em Publicidade e Propaganda, mas não gostei do curso. Agora pretendo cursar Design Gráfico”, diz ela, que após abandonar a faculdade, fez cursinho durante os últimos 6 meses.
 
Na UniPaulistana, alunos formam fila à espera do início das provas. O clima é tranquilo e parte dos estudantes aproveitam o tempo livre para descansar e comprar canetas esferográficas de cor preta.

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O Mackenzie divulgou por volta de 18h30 o gabarito e o caderno de questões de seu vestibular de inverno, realizado na tarde deste sábado, 16. Os candidatos responderam a 60 testes sobre as matérias do ensino médio e escreveram uma redação.

Clique aqui para baixar o gabarito e aqui para baixar a prova.

A banca de redação seguiu o costume de não dizer claramente o tema sobre o qual os estudantes deveriam escrever: pediu uma dissertação sobre aspectos comuns aos quatro textos do material de apoio. Desta vez, a prova teve como espinha dorsal a ação do Ministério Público Federal para tirar de circulação o dicionário Houaiss. A publicação conteria, em uma das acepções da palavra cigano, expressões “pejorativas e preconceituosas” e praticaria racismo.

O processo seletivo oferece 2.630 vagas, sendo 2.330 para o câmpus de Higienópolis, na capital, 150 para o de Campinas e outras 150 para o de Alphaville. A primeira lista de aprovados sai no próximo dia 28, com matrícula no dia 30. Neste ano, o Mackenzie preencheu metade de suas vagas do segundo semestre usando o Enem.

Veja também:

Mackenzie faz prova ‘sem emoções’, diz Anglo

* Atualizada às 21h25

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05.fevereiro.2012 19:55:08

OAB cancela exame em Duque de Caxias

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Foto: Reprodução/Blog Exame de Ordem

Por causa da falta de luz em um colégio, a OAB cancelou a aplicação do exame em Duque de Caxias (RJ). Segundo relatos publicados no blog Exame de Ordem, do advogado Mauricio Gieseler, cerca de meia hora após o início da prova houve um pique de luz no Colégio Futuro Vip. “Os candidatos foram informados que a coordenação iria tomar providência para sanar o problema”, diz o texto. Só que após mais meia hora, “todos os alunos foram retirados de sala e reunidos em espaço dentro do próprio colégio, sem água e sob o sol, com ordens de não levarem seus pertences. Apesar disso, há relatos de que vários candidatos usaram seus celulares e mesmo orelhões dentro do colégio”.

Gieseler cita o e-mail que recebeu de uma candidata: “como estamos no RIO DE JANEIRO, em pleno verão, calor infernal, salas sem janela, apenas com a porta e um ar ou dois em algumas salas, todos foram para o pátio. Pronto, bagunça generalizada, conversas sobre a prova, consultas pelo celular, ligações para todo mundo, inclusive para a polícia, que chegou ao local causando mais transtornos!! (…) até sem água nós ficamos!!”.

Ainda segundo Gieseler, os candidatos de Duque de Caxias serão inscritos na próxima edição do exame, em maio.

A FGV, que realiza o exame em parceria com a OAB, publicou agora há pouco este comunicado em seu site:

“Em face do caso fortuito e de força maior ocorridos no município de Duque de Caxias/RJ, que impossibilitaram a continuidade da aplicação do VI Exame de Ordem Unificado, o Comitê  Gestor, no uso das suas atribuições, resolve suspender a aplicação do Exame exclusivamente  neste município, sem prejuízo aos demais locais de realização das provas. Demais orientações,  deliberadas pelas diretorias da FGV e do CFOAB, serão oportunamente enviadas aos  Examinandos inscritos em Duque de Caxias/RJ”.

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O coordenador do cursinho Anglo, Luis Arruda de Andrade, avalia que a prova da primeira fase da Fuvest foi de nível médio. Segundo ele, as disciplinas que mais exigiram dos vestibulando foram física e literatura. “As questõe de Física envolveram situações incomuns para os alunos. Já as de literatura apresentaram interdisciplinaridade, o que sempre representa uma dificuldade a mais”, disse.

Arruda também elogiou a disposição das questões que envolvem diversas disciplinas. “Antes, as interdisciplinares vinham no começo e, neste ano, foram para o meio do exame. Eu vejo isso como uma evolução”, afirmou. “De maneira geral, a prova foi bem feita.”

De acordo com o professor de matemática do cursinho, Glenn Van Amson, uma das questões da disciplina não tinha resposta correta. “A pergunta 62 da prova V falava de um polígono convexo com ângulo de 180º, o que não existe”. Para Amson, o erro deve ter atrapalhado os candidatos. “Você está num velocidade na prova e, de repente, se depara com problemas em uma conta relativamente simples. Acha que errou. Com isso, você acaba perdendo a auto-confiança.”

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* Por Rose Mary de Souza, especial para o Estadão.edu

CAMPINAS – O vestibulando Murillo Pellegrini, de 18 anos, tenta a carreira de  Marketing e achou dificil a área de exatas da prova da primeira fase da Fuvest. Já a sua amiga Larissa Aragão, de 19, tenta Engenharia Química e achou dificil a área de humanas. Os dois concordam apenas em um ponto:  inglês estava fácil. “Qualquer pessoa que se preparou para a prova foi bem”, analisou.

A candidata Daiane Gomes de Menezes, de 22 anos, tenta Terapia Ocupacional  e também não encontrou dificuldades em inglês.  “Estava fazendo Nutrição e tranquei no começo do ano. Quero mudar de curso e é muito díficil. Na faculdade, não tem, por isso tive que encarar a Fuvest pela primeira vez”, contou.

Marina Borges, de 17, candidata à Fármácia, acha que o inglês já faz parte do universo do brasileiro,  por isso há essa familiaridade com a língua no Brasil. “Já é quase uma outra língua por aqui”, disse, lembrando que várias expressões estão incorporadas no cotidiano das pessoas.   “Não me matei de estudar”, afirmou a jovem, que ainda cursa o último ano do ensino médio e sonha com uma vaga. Ela também prestou na Unicamp. “Estou tranquila. Se eu não passar, no ano que vem eu me preparo melhor”.

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