* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Foto: Reprodução/Blog Exame de Ordem
Por causa da falta de luz em um colégio, a OAB cancelou a aplicação do exame em Duque de Caxias (RJ). Segundo relatos publicados no blog Exame de Ordem, do advogado Mauricio Gieseler, cerca de meia hora após o início da prova houve um pique de luz no Colégio Futuro Vip. “Os candidatos foram informados que a coordenação iria tomar providência para sanar o problema”, diz o texto. Só que após mais meia hora, “todos os alunos foram retirados de sala e reunidos em espaço dentro do próprio colégio, sem água e sob o sol, com ordens de não levarem seus pertences. Apesar disso, há relatos de que vários candidatos usaram seus celulares e mesmo orelhões dentro do colégio”.
Gieseler cita o e-mail que recebeu de uma candidata: “como estamos no RIO DE JANEIRO, em pleno verão, calor infernal, salas sem janela, apenas com a porta e um ar ou dois em algumas salas, todos foram para o pátio. Pronto, bagunça generalizada, conversas sobre a prova, consultas pelo celular, ligações para todo mundo, inclusive para a polícia, que chegou ao local causando mais transtornos!! (…) até sem água nós ficamos!!”.
Ainda segundo Gieseler, os candidatos de Duque de Caxias serão inscritos na próxima edição do exame, em maio.
A FGV, que realiza o exame em parceria com a OAB, publicou agora há pouco este comunicado em seu site:
“Em face do caso fortuito e de força maior ocorridos no município de Duque de Caxias/RJ, que impossibilitaram a continuidade da aplicação do VI Exame de Ordem Unificado, o Comitê Gestor, no uso das suas atribuições, resolve suspender a aplicação do Exame exclusivamente neste município, sem prejuízo aos demais locais de realização das provas. Demais orientações, deliberadas pelas diretorias da FGV e do CFOAB, serão oportunamente enviadas aos Examinandos inscritos em Duque de Caxias/RJ”.
O coordenador do cursinho Anglo, Luis Arruda de Andrade, avalia que a prova da primeira fase da Fuvest foi de nível médio. Segundo ele, as disciplinas que mais exigiram dos vestibulando foram física e literatura. “As questõe de Física envolveram situações incomuns para os alunos. Já as de literatura apresentaram interdisciplinaridade, o que sempre representa uma dificuldade a mais”, disse.
Arruda também elogiou a disposição das questões que envolvem diversas disciplinas. “Antes, as interdisciplinares vinham no começo e, neste ano, foram para o meio do exame. Eu vejo isso como uma evolução”, afirmou. “De maneira geral, a prova foi bem feita.”
De acordo com o professor de matemática do cursinho, Glenn Van Amson, uma das questões da disciplina não tinha resposta correta. “A pergunta 62 da prova V falava de um polígono convexo com ângulo de 180º, o que não existe”. Para Amson, o erro deve ter atrapalhado os candidatos. “Você está num velocidade na prova e, de repente, se depara com problemas em uma conta relativamente simples. Acha que errou. Com isso, você acaba perdendo a auto-confiança.”
* Por Rose Mary de Souza, especial para o Estadão.edu
CAMPINAS – O vestibulando Murillo Pellegrini, de 18 anos, tenta a carreira de Marketing e achou dificil a área de exatas da prova da primeira fase da Fuvest. Já a sua amiga Larissa Aragão, de 19, tenta Engenharia Química e achou dificil a área de humanas. Os dois concordam apenas em um ponto: inglês estava fácil. “Qualquer pessoa que se preparou para a prova foi bem”, analisou.
A candidata Daiane Gomes de Menezes, de 22 anos, tenta Terapia Ocupacional e também não encontrou dificuldades em inglês. “Estava fazendo Nutrição e tranquei no começo do ano. Quero mudar de curso e é muito díficil. Na faculdade, não tem, por isso tive que encarar a Fuvest pela primeira vez”, contou.
Marina Borges, de 17, candidata à Fármácia, acha que o inglês já faz parte do universo do brasileiro, por isso há essa familiaridade com a língua no Brasil. “Já é quase uma outra língua por aqui”, disse, lembrando que várias expressões estão incorporadas no cotidiano das pessoas. “Não me matei de estudar”, afirmou a jovem, que ainda cursa o último ano do ensino médio e sonha com uma vaga. Ela também prestou na Unicamp. “Estou tranquila. Se eu não passar, no ano que vem eu me preparo melhor”.
* Por Rose Mary de Souza, especial para o Estadão.edu
Depois da maratona de 90 questões da prova da Fuvest, a candidata a uma vaga de Design Gráfico Elisa Hulshof, de 17 anos, ainda tinha fôlego para devorar páginas e páginas do livro “A mulher do Viajante no Tempo”, de Audrey Niffenegger enquanto esperava a carona em frente ao Colégio Salesiano, no bairro do Taquaral, em Campinas.
A obra não consta na lista dos pedidos para o vestibular da Fuvest e Unicamp. “Já li e reli todos aqueles que vão cair. Esse eu estou terminando”, falou, mostrando o marca página já quase no final do grosso volume.
Sobre a prova, ela afirmou que foi fácil, mas que seu ponto franco está na área de exatas. “As [questões] que eu não sabia, eu chutei e por isso não posso dizer se matemática e fisica estavam fáceis. Sou muito ruim nisso”, disse.
* Por José Maria Tomazela
SOROCABA – O candidato Gustavo de Souza Rocha Caldana passou mal e não conseguiu terminar a prova da Fuvest, em Sorocaba. Ele foi o primeiro a sair assim que o portão abriu, às 16 hs, no prédio da Unip, no bairro do Éden, onde 2,3 mil candidatos fizeram a prova. “Acordei com dor de garganta e vim para a prova meio na raça, mas não deu. Estava febril e com dificuldade para me concentrar. Agora é esperar a próxima”, disse o rapaz, que pretende cursar Letras na USP.
De cada três candidatos ouvidos pela reportagem, dois acharam a prova difícil. Leonardo Carvalho Araújo, de 17 anos, disse que patinou em física. “Eu tinha ido bem no Enem, mas hoje complicou.” Lucas Correa, de 17, que pretende cursar informática, teve mais dificuldade em matemática. “Foi pior do que eu esperava.” Matemática também atrapalhou
os planos de Jonatas Carlos Costa, de 19, que teve desempenho bom em física e química.
Para Ariane de Oliveira Medeiros, 17, que concorre à engenharia bioquímica, a prova foi difícil no geral. “Também fiz o vestibular da Unesp e me pareceu mais fácil que o de hoje.” Ela reclamou da organização. “Tive dificuldade para encontrar a sala, pois a indicação estava errada.”
Lucas Geraldini, 21 anos, acredita que o exame da Fuvest está evoluindo. “Prestei em 2008, e a prova de hoje estava mais elaborada, embora muito difícil.” Moira Bassan, 17, de Ibiuna, gastou três horas para fazer a prova, mas acha que não foi bem. “Fiz tudo, mas algumas questões eu já sei que não acertei e acho que vai ficar para a próxima.” Milena Berbel, de 17, não encontrou dificuldade na prova. “Estudei muito, mas valeu a pena, pois fui bem”, disse a pretendente a cursar Direito no Largo de São Francisco, em São Paulo.
* Por Zuleide de Barros, especial para o Estadão.edu
SANTOS – Sem grandes ocorrências e até mesmo sem os costumeiros atrasos, que sempre geram protestos por parte dos estudantes, as provas da primeira fase do vestibular da Fuvest transcorreram em clima de tranquilidade, neste domingo, na Baixada Santista. Até o final da tarde, a coordenação não havia computado o índice de abstenção que, historicamente, não ultrapassa os 10%. Do total dos 146 mil inscritos, 3.026 candidatos residem na região, fato que levou os coordenadores a reunir os estudantes em um local amplo. Daí a escolha da Universidade Paulista (Unip) para centralizar as provas.
Mesmo anunciando que os portões da universidade seriam abertos às 12h30, a coordenação resolveu antecipar a entrada dos vestibulandos para o meio-dia. Mas bem antes desse horário, uma multidão de estudantes e de familiares já se concentrava em frente ao prédio da Avenida Francisco Manoel, na Vila Mathias, para a espera. Com o objetivo de acalmar o ânimo dos estudantes, alguns cursinhos improvisaram um pagode bem animado, com paródias de músicas bem
conhecidas dos vestibulandos, como a “Deixa a Vida Me Levar”, de Zeca Pagodinho. Também não faltaram a distribuição de brindes e, para amenizar o mormaço – a temperatura estava em torno de 27 ºC, muita água e picolés para os estudantes e familiares, que compareceram em massa, a fim de dar uma força aos candidatos.
Além dos jovens que já vêm tentando uma vaga na universidade há um ou dois anos, havia muitos treineiros, estimulados por familiares e pelos professores do ensino médio a conhecer a prova da Fuvest. A enfermeira Lúcia Nakao acompanhava os dois filhos: Marco Aurélio, que há dois anos tenta uma vaga em Engenharia ou Matemática na USP, e a filha Tatiana,
de 16 anos, como treineira, que se inscreveu para o ramo de Humanas, a fim de testar seus conhecimentos, sem ainda definir a carreira que pretende seguir. “Meu marido foi professor de cursinho pré-vestibular, mas mesmo depois de orientar bastante os filhos, a ansiedade nossa ainda é grande”, afirmava Lúcia.
Stephanie Soares Rocha, de 17 anos, não parecia muito ansiosa. Ela acaba de concluir o ensino médio em uma escola pública de Praia Grande e dizia que confiava nos ensinamentos que recebeu, mesmo sem fazer cursinho pré-vestibular. “Aproveitei o dia de ontem para relaxar e não pegar mais nos livros”, confidenciava, com o apoio do pai, Renato Alves Rocha, que fazia questão de apoiar a filha na entrada da Unip.
Outro estudante confiante era Cainã Ferraz, de 16 anos, que participava da prova como treineiro, já que ainda cursa o segundo ano do ensino médio. “Vou explorar ao máximo as cinco horas de prova, porque não tenho muito compromisso, além de me preparar para o vestibular do ano que vem, quando pretendo obter uma vaga para a carreira de Direito, na USP”, completava.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
SÃO PAULO – É uma verdade universalmente reconhecida que os vestibulandos de Humanas tendem a achar a prova de Exatas difícil e vice-versa. Gustavo Marques, no 3º ano do Colégio Ítalo de Moema, vai prestar para Jornalismo e achou a prova de matemática “muito difícil”. Já Mariana Watson, de 17 anos, da escola técnica Guaracy Silveira, fez a Fuvest pela primeira vez e tenta uma vaga no curso de Arquitetura. Ela achou a prova complicada, mas acha que “fechou” em matemática.
Suellen Samara, da mesma idade, presta o vestibular pela segunda vez para o curso de Design. Ela foi treineira pirata no exame passado, mas não chegou à segunda fase. “História e geografia não estavam tão complicadas. Caíram questões sobre colonização e sobre o impeachment do Collor. Sou melhor em Humanas e achei matemática mais difícil – inclusive mais difícil do que no ano passado.”
O estudante do Colégio Objetivo Danilo Torturella, de 18 anos, fez a Fuvest pela primeira vez. Ele tenta a vaga para o curso de História e achou a prova de matemática “complexa”, mas as questões de física que não envolviam contas, tranquilas. Perguntado sobre as questões de atualidades, lembrou de uma questão de geografia sobre o crescimento da Índia. Outra questão que de atualidades era sobre o extrativismo exagerado, apesar de não haver menção direta a Belo Monte ou ao Código Florestal. Havia também uma questão sobre o trabalho escravo no Brasil em fábricas de tecidos e os imigrantes chineses e bolivianos.
Angela Peudisco, de 16 anos, está no 2ª ano do Colégio Objetivo da Chácara Santo Antônio, zona sul. Ela é treineira de Biológicas, e não sabe se vai prestar Direito ou Medicina no ano que vem. “Achei a prova de exatas meio impossível e na de matemática ‘chutei’ tudo. A prova de português estava cansativa, mas a de geografia e a de história foram tranquilas”.
Sua veterena Deborah Macedo, de 17 anos, cursa o 3º ano do Objetivo e achou estranho que não caiu nenhuma questão sobre as duas guerras mundiais, nem sobre a Revolução de 1917. Ela tenta uma vaga em Jornalismo e vai fazer ainda o vestibular da Cásper Líbero. “Na parte de Exatas, me compliquei. Eu olhava para as perguntas de matemática e física e me perguntava: ‘eu aprendi isso esse ano?’ Já a prova de química tinha questões fáceis, moderadas e difíceis”, resume Deborah.
* Por Alexandre Gonçalves
SÃO PAULO – Vitor Dutra, de 17 anos, está prestando o vestibular para Ciências Atuariais da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP). Também considereou matemática a disciplina mais dificil da prova. “Especialmente as questões de geometria, mas também cobraram conhecimentos de logaritmo e probabilidade”. Seu pai, o vendedor Joaquim Dutra, de 56 anos, disse que realizou um sonho simplesmente por ver o filho prestando o vestibular. “Não tive a oportunidade de fazer faculdade”. Vitor prestará Direito nos vestiblares da PUC e do Mackenzie.
A estudante Stefane Merielle Alves, de 17 anos, quer ingressar no curso de Ciências Sociais. Está terminando o Ensino Médio agora. “Matemática e física são grego para mim”, diz Stéfane, que não alimenta muitas esperanças de uma segunda fase. Mesmo assim, fica muito animada ao projetar a possibildade de entrar na USP. “Se eu não passar, devo fazer um intercâmbio na Austrália, além de cursinho. Então, não estou tão tensa com o resultado”. Ela esqueceu a caneta e o lápis para fazer a prova e teve de pedir esses materiais emprestado em uma padaria.
Já Daniel Saad, de 22 anos, quer estudar Gestão Ambiental na USP. Ele afirma que “sofreu” com as questões de química e física. “Já deixei o Ensino Médio há cinco anos e não me lembro de muitas coisas”, afirma Daniel, que chegou a ingressar na PUC-São Paulo, mas abandonou o curso depois de um semestre.
* Erro de português corrigido às 20h23 de domingo, dia 27
* Por Alexandre Gonçalves
SÃO PAULO – A estudante Fernanda Tavares, de 17 anos, foi uma das primeiras candidatas a deixar a Faculdade de Engenharia Civil da Escola Politécnica (USP) neste domingo, dia da primeira fase da Fuvest. Ela pretende entrar no curso de Letras e está confiante que conseguirá ir para a segunda fase do vestibular. “A parte mais complicada, na minha opinião, foram as questões de matemática”, afirma Fernanda, que vive com a família em Promissão, a 451 km de São Paulo. “Mas gostei das questões de português e inglês.”
Diego Arruda, de 25 anos, também concorda que a Fuvest exigiu mais em matemática neste ano. Ele já estuda na USP e é a terceira vez que presta o exame. Agora, pretende trocar de curso: está na licenciatura em Geociências e quer ingressar na Geologia. “Creio que vou passar para a segunda fase”, diz.
Já Tamires Almeida, de 18 anos, está apreensiva. “Foi mais dificl do que a prova da Unicamp, especialmente matemática e física”, afirma ela, que tenta o curso de Fisioterapia e está prestando também os vestibulares da Unifesp e da Unesp. “Não queria fazer mais um ano de cursinho.”
Guilherme Falconi, de 17 anos, terminou este ano o curso técnico em informática e pretende ingressar no curso de Ciências da Computação da USP. Apesar de gostar de matemática, também não achou a prova fácil, mas tem esperança de ir para a segunda fase.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
SÃO PAULO – Na prova da primeira fase da Fuvest não caiu nenhuma questão sobre Oriente Médio nem sobre Jânio Quadros, cuja renúncia completou 50 anos em 2011. Mas houve uma questão sobre a radiação em Tóquio por conta do acidente em Fukushima, uma sobre o IDH na prova de geografia e, na prova de inglês, uma pergunta que mencionava os eventos mais importantes da década para os Estados Unidos, incluindo os ataques de 11 de Setembro.
O estudante Flávio Meirelles, de 17 anos, foi o primeiro a sair da prova no câmpus da Estácio UniRadial, em Santo Amaro, zona sul. Ele estuda no Instituto de Educação São Francisco de Assis e presta vestibular para Engenharia Mecânica. “A prova estava mediana, mais fácil do que eu esperava.” Mesmo sendo treineira, Laura Souza, de 16, disse estar tão nervosa que não se lembra claramente dos temas das perguntas. Ela está no 2.º ano da escola Oswaldo Aranha e presta para a carreira de Humanas. “Caiu muita matéria do 3.º ano, e só alguma coisa que eu tinha aprendido”, disse.
Guilherme Lucioni, no 3.º ano do colégio Spinosa, tenta vaga em Ciência da Computação. Para ele, a prova não estava tão complicada. “Mas matemática eu achei”, comentou o estudante.
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