*Atualizado às 21h44 e de novo às 22h01
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
O exame da OAB aplicado neste domingo teve um grau de dificuldade muito próximo ao da última prova. Na avaliação do professor Nestor Távora, coordenador de OAB da rede de cursinhos LFG, isso indica que a FGV criou um “critério de estabilidade”. Professores do cursinho avaliaram que Trabalho, Direitos Humanos e Processo Civil e Penal foram mais complexos, mas a prova de Ética, que tem grande peso, foi mais fácil.
Três questões – uma de Empresarial, uma de Processo Civil e outra de Processo do Trabalho – são, segundo Távora, passíveis de recurso. Na prova de tipo 1, são as questões 43 (extinção do processo), 51 (recuperação judicial de empresas) e 77 (acordo homologado após sentença).
O cursinho informara antes que as questões controversas eram quatro.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Foto: Reprodução/Blog Exame de Ordem
Por causa da falta de luz em um colégio, a OAB cancelou a aplicação do exame em Duque de Caxias (RJ). Segundo relatos publicados no blog Exame de Ordem, do advogado Mauricio Gieseler, cerca de meia hora após o início da prova houve um pique de luz no Colégio Futuro Vip. “Os candidatos foram informados que a coordenação iria tomar providência para sanar o problema”, diz o texto. Só que após mais meia hora, “todos os alunos foram retirados de sala e reunidos em espaço dentro do próprio colégio, sem água e sob o sol, com ordens de não levarem seus pertences. Apesar disso, há relatos de que vários candidatos usaram seus celulares e mesmo orelhões dentro do colégio”.
Gieseler cita o e-mail que recebeu de uma candidata: “como estamos no RIO DE JANEIRO, em pleno verão, calor infernal, salas sem janela, apenas com a porta e um ar ou dois em algumas salas, todos foram para o pátio. Pronto, bagunça generalizada, conversas sobre a prova, consultas pelo celular, ligações para todo mundo, inclusive para a polícia, que chegou ao local causando mais transtornos!! (…) até sem água nós ficamos!!”.
Ainda segundo Gieseler, os candidatos de Duque de Caxias serão inscritos na próxima edição do exame, em maio.
A FGV, que realiza o exame em parceria com a OAB, publicou agora há pouco este comunicado em seu site:
“Em face do caso fortuito e de força maior ocorridos no município de Duque de Caxias/RJ, que impossibilitaram a continuidade da aplicação do VI Exame de Ordem Unificado, o Comitê Gestor, no uso das suas atribuições, resolve suspender a aplicação do Exame exclusivamente neste município, sem prejuízo aos demais locais de realização das provas. Demais orientações, deliberadas pelas diretorias da FGV e do CFOAB, serão oportunamente enviadas aos Examinandos inscritos em Duque de Caxias/RJ”.
O gabarito da primeira fase do 6º Exame de Ordem Unificado, aplicada neste domingo em todo o País, estará disponível no site da OAB a partir das 20h.
Para ser aprovado nesta etapa, o candidato deve acertar 50% do total de 80 questões. A segunda etapa (prova prático-profissional) será realizada em 25 de março.
Na última edição da prova, 24,52% dos candidatos foram aprovados. Estavam inscritos cerca de 108 mil bacharéis e estudantes de Direito.
A OAB divulgou há pouco a lista final dos aprovados no V Exame da Ordem Unificado. Confira a relação clicando neste link.
A OAB divulgou nesta segunda-feira o padrão de respostas do Exame da Ordem.
Uma enquete realizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) mostra que 58% dos estudantes cadastrados no banco de dados da organização são contra o fim da exigência de aprovação no Exame da OAB para que bacharéis em Direito possam exercer a advocacia.
Participaram da pesquisa 11.491 jovens. Deste grupo, 29% se disseram favoráveis ao término da exigência, enquanto 13% votaram na opção “Não tenho opinião a respeito”. Eles responderam à seguinte pergunta: “Qual sua opinião sobre a atual proposta de extinguir o Exame da Ordem para que os diplomados em faculdades de Direito possam se inscrever na OAB e, assim, atuar como advogados?”.
O Exame da Ordem dos Advogados do Brasil tem duas fases. Na primeira, os candidatos fazem 80 questões de múltipla escolha. Só quem acerta pelo menos 40 testes passa para a segunda etapa, de caráter prático-profissional, em que os participantes têm de redigir uma peça jurídica e responder a quatro questões discursivas sobre a área do direito em que pretendem atuar.
Neste domingo, 4, cerca de 50 mil candidatos fizeram a prova da segunda fase do V Exame da Ordem Unificado.
No fim de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) recusou um pedido para que bacharéis em Direito fossem liberados para exercer a advocacia sem a necessidade de prévia aprovação no Exame da Ordem.
O site da FGV publicou o gabarito do exame de ordem aplicado neste domingo. Clique na imagem para conferir:
O professor Nestor Távora, coordenador do cursinho preparatório da LFG para a OAB, considerou a prova de hoje mais fácil que a anterior, e espera um índice maior de aprovação. “O exame foi equlibrado e de complexidade aceitável”, considerou. Para ele, existem três formas de dificultar o exame: usar vocabulário obscuro, cobrar assuntos periféricos, e redigir enunciados extensos. “Apesar de alguns textos longos na parte de Trabalho, isso foi balanceado no resto da prova”, disse.
Távora lembrou que o Brasil tem muitas leis específicas, daí a OAB sempre poder cobrar qualquer uma delas, como a parte penal do Código de Trânsito. Na opinião dele e do professor Cristiano Rodrigues, também do LFG, a questão sobre lesão corporal no trânsito pode ser anulada, porque a ambiguidade na redação permitiria duas respostas corretas. “Mas em geral a prova não cobrou assuntos periférios, e sim aspectos gerais”.
Já a parte penal foi considerada por Távora “um pouco mais pesada”, por exigir análise doutrinária.
O professor Renato Saraiva, do Portal Exame de Ordem e do Complexo de Ensino Renato Saraiva, acaba de dizer em transmissão via Facebook que o sentimento geral dos professores é de que a prova foi tranquila. “A aprovação na 1ª fase deve ficar acima de 40%”, disse Saraiva. Ele disse ainda ter previsto uma questão sobre equiparação salarial, o que realmente aconteceu.
A professora Ariana Manfredini disse que a prova foi “tranquila” e caiu “tudo que estávamos imaginando, como questões de nulidade e procedimento sumaríssimo”. Caiu também uma questão de reintegração – “a mais difícil” – e uma de agravo de instrumento.
Para o professor Rafael Tonassi, a prova não foi difícil nem fácil. A questão sobre aviso prévio foi tranquila, disse. A sobre tempo máximo de experiência exigível (seis meses) foi rara, por isso ela a achou mais difícil. Lembrou também que, quando houver conflito normativo, deve-se aplicar a norma mais favorável ao trabalhador. Disse que já fazia tempo que não caía questão de equiparação salarial, e por isso esperava o assunto. “Trabalho e processo do trabalho foram provas justas”, qualificou.
Paulo Machado, de Estatuto & Ética, disse que “foram oito questões só sobre direitos do advogados”. Foram doze questões de ética, como de costume.
Cristiane Dupret, professora de direitos da criança e do adolescente, lembrou da doutrina da proteção integral e do acesso à Justiça. A necessidade de curador especial e a adoção, tema reestrutrado pela Lei 12.010/2009, foram abordadas. “Foi uma prova bastante justa”, disse.
Geovane Moraes, professor de direito penal, disse que a prova foi boa, embora não bem elaborada. “Trabalhou muito com letra da lei e com dispositivos que não chegam a ser discutidos na graduação, como a parte penal do Código de Trânsito. Ao mesmo tempo, a prova teve duas questões bem fáceis”.
A professora Ana Cristina comentou a prova de processo penal: “foi bem melhor que a prova anterior”. “Não foi o que a gente esperava, não cobrou a Lei 12.403, importante demais para ser ignorada”. Algumas questões podiam ser respondidas por eliminação, disse ela, e seu conteúdo permite predizer o que vai cair na 2ª fase.
Frederico Amado disse que pela primeira vez achou interessante a parte de Direito Ambiental, que teve duas questões.
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