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Ponto Edu

21.abril.2012 20:04:36

Quero mais é Flórida

* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Para o estudante de Administração Alex Revollo Fernandes, de 20 anos, intercâmbio não é algo que se faz de uma hora para outra. “Acredito que é preciso ter planejamento. Intercâmbio requer dedicação, tempo e dinheiro.” Por conta disso, Alex já começou a cotar o melhor pacote para que possa estudar inglês nos EUA no ano que vem. “Quero passar 7 meses na Flórida.” Este ano, Alex se matriculou em um curso de inglês na Wizard para se preparar melhor. “Só tinha estudado inglês no colégio.” Alex estuda em média meia hora por dia, em casa, fazendo lições propostas pelos professores e treinando na rede social wespeak.com . “Fiquei sabendo desse site pelo Facebook. Lá consigo fazer lições e sei que é possível conversar com outros estudantes, mas ainda não tive tempo para isso.” Alex, que trabalha com marketing, termina sua graduação no fim do ano e pretende viajar logo em seguida. “Talvez também busque um trabalho, mas meu principal objetivo lá é falar inglês fluentemente.”

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21.abril.2012 20:01:13

Ace americano

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* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Firmiano de Moraes Pinto Filho, de 18 anos, joga tênis desde os 7. “No começo era só diversão, mas eu e minha irmã começamos a jogar bem e foi ficando mais sério.” Aos 10 anos, Firmiano virou tenista federado, para disputar campeonatos. A partir daí começou a levar o esporte mais a sério. “Dos 13 aos 17 anos treinava 4 horas por dia no Clube Paineiras.” Ele disputou torneios por todo o Brasil e chegou a ser o número 4 em sua categoria, mas houve uma hora em que precisou tomar uma decisão. “Quando você faz 16 anos precisa decidir se vai seguir o tênis profissionalmente ou treinar mais leve e ter uma vida social agitada.” Firmiano escolheu a segunda opção. Em 2011, ele cursou o high school em Birmingham, no Alabama, e aproveitou para conhecer boas faculdades nos Estados Unidos. “Gostaria de morar do centro para o sul, porque não é muito frio. A Universidade de South Carolina seria uma boa opção.” Este mês Firmiano vai fazer o Test of English as a Foreign Language (Toefl), teste que avalia o nível de proficiência em inglês de estudantes estrangeiros. Em maio, é a vez do SAT, exame no qual o Enem se inspirou, necessário para tentar se inscrever em uma universidade americana. “Acho que vou bem, pois já sei falar inglês e meu nível de matemática é bom.” Mesmo assim, por garantia ele está fazendo aulas de matemática e de inglês três vezes por semana, na Virginia Center School.

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A S7 Study vai sortear três cursos de inglês, em países estrangeiros, aos participantes das palestras que realiza no dia 24 de março (sábado) em São Paulo. Os encontros têm o objetivo de tirar as dúvidas sobre vistos, melhores opções de cursos, financiamentos e trabalho no exterior, entre outros assuntos.

As palestras são gratuitas e ocorrem no Ramada Hotel, na Alameda Santos, 484, no bairro Jardins. Elas serão sobre Canadá (10h30), Austrália (14h) e Nova Zelândia (16h).

Um curso de inglês de quatro semanas será sorteado em cada encontro, para o destino referente à palestra. Só podem concorrer maiores de 18 anos.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.s7study.com.br ou pelo telefone (11) 4506 2999. As vagas são limitadas.

* Corrigido às 15h33 de segunda-feira, dia 19

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Você tem dúvidas sobre intercâmbio? Mande para a equipe do Estadão.edu. Na sexta-feira, 10, nós vamos entrevistar o diretor da EF Cursos no Exterior de Nova York, Gary Julian.

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18.janeiro.2012 23:03:03

O intercâmbio de Luíza

Você já deve ter ouvido falar da Luíza, aquela que está no Canadá. Que tal ir até lá para encontrar a estudante? Aproveite e faça um curso de inglês antes de voltar ao Brasil. Confira nossas sugestões de intercâmbio neste link.

Se der tempo, você também pode conhecer alguns atrativos turísticos do país recomendados pelo pessoal do Viagem neste link.

E se você ainda não sabe quem é Luíza, confira o vídeo abaixo:

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04.janeiro.2012 09:38:23

Atatürk é o cara

* Por Victória Bragatto, de 16 anos. Aluna do ensino médio em Vitória (ES), está na Turquia fazendo intercâmbio desde novembro pela AFS Intercultura Brasil

“É fácil colocar em palavras tudo o que Atatürk fez pela Turquia: entre outras coisas, transformou o Império Otomano em uma República, separou governo e religião, modernizou o país. Até reformou a língua, introduzindo o alfabeto latino. Mas é muito difícil dizer exatamente o que tudo isso significou. Vou tentar, então, mostrar.

É dia 10 de novembro de 2011, uma quinta-feira, e você está na Turquia; por acaso, você está em uma escola na Turquia. Logo que você chega ao pátio, você vê uma aluna de outra série levar um buquê de flores amarelas até o busto de Atatürk. E então você segue para a sala de aula, só para ser chamado novamente ao pátio 50 minutos depois. São, agora, 8h50 e você está congelando do lado de fora esperando por algo que você não sabe o que é. Alguns minutos depois, a professora de música aparece ao lado do busto: vamos cantar o hino. Mas estranhamente a bandeira já foi hasteada para o topo; e, enquanto cantamos, ela é lentamente hasteada até a metade do mastro. E ali ela permanece, às 9h05, com todos ao redor em silêncio. Porque nesse dia, em 1938, e nesse mesmo horário (e o relógio do quarto ainda está parado), Mustafa Kemal Atatürk morreu, no Palácio Dolmabahçe, em Istambul.

Depois disso, cantamos o hino de novo e a bandeira voltou para o topo. Seguimos então para o auditório, decorado com flores e velas, onde três alunos fizeram discursos e apresentaram slides sobre Atatürk. Depois assistimos ao filme Veda (“adeus”, em turco), que conta sobre a vida dele. Mas isso foi na minha escola.

Digamos que você estivesse no meio da rua. Você veria os carros e pessoas pararem nas ruas, assim me contaram. Em dias normais, você ainda vê a bandeira da Turquia, pôsteres com o rosto de Atatürk e adesivos com a assinatura dele em todos os lugares. Na escola, cada sala de aula tem seu exemplar de um portarretrato com uma foto dele e o texto do hino nacional. Na verdade, cada livro escolar também. No Kahve Dünyası  (“mundo do café”), uma espécie de Starbucks turco, há acima do caixa uma foto de Atatürk tomando café. Por todas essas coisas, a gente pode começar a entender o que ele significa para a Turquia.

Falando em café, café turco é uma delícia e a melhor parte é adivinhar o futuro depois. Não entendo muito de café, mas o daqui tem bastante textura. Quando você termina, vira a xícara no pires e deixa ali por um tempo enquanto o café escorre. Depois você olha dentro da xícara e algumas imagens se formam nas bordas: eu consegui ver até o Bósforo quando li a sorte da minha mãe. =)

Vou deixar para contar sobre o Natal (aqui, “Noel” – e existe, sim!) e réveillon em um próximo post, porque quando esse daqui sair já vai ser 2012. Mas, de qualquer maneira, Feliz Ano Novo – mutlu yıllar!”

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* Por Gabriel Natal, de 16 anos. Aluno do ensino médio em São Paulo, faz intercâmbio no Egito desde setembro pela AFS Intercultura Brasil

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“Celebrar o Natal e o Ano Novo no Egito foi uma experiência diferente. Como a maior parte da população é muçulmana, e os cristãos coptas celebram o Natal em diferentes datas, não houve grandes celebrações aqui no Cairo.

Eu e meus amigos intercambistas nos reunimos para um jantar no dia 24 de dezembro, e cada um de nós preparou um prato típico de seu país de origem. Eu cozinhei torta, frango assado, e brigadeiro.

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Foi um Natal diferente, mas um dos melhores que já tive, só com os meus amigos, sem nenhuma formalidade ou grande festa. No Ano Novo rolou a mesma coisa. Nos reunimos para jantar em um restaurante com vista para o Nilo, uma pequena celebração informal, aconchegante.

Como estou em uma escola de currículo americano, minhas férias acabaram ontem, dia 2, pois tenho aulas durante janeiro. Mas, para minha felicidade, embarco para Luxor e Aswan em duas semanas, para visitar os grandes templos e tumbas do Egito faraônico, uma viagem que sempre quis fazer.

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Protestos. Nem tudo está indo bem aqui no país, infelizmente. Protestos em novembro e dezembro foram duramente reprimidos pelos militares, resultando em várias mortes e ferimentos. Vídeos de mulheres sendo espancadas e tendo suas roupas arrancadas circularam pela internet, piorando ainda mais a situação. O grande problema político hoje, na situação atual do Egito, é a dissonância de opiniões quanto aos militares no poder: grande parte da população os defende, acredita
nas promessas feitas e detesta os manifestantes em Tahrir que protestam contra o Supreme Council of Armed Forces (SCAF), atualmente no total poder.

Isso faz com que os egípcios desconfiem um dos outros e se acusem mutuamente de trair a revolução. Várias pessoas acusam, sem fundamentos, os manifestantes de estarem sendo pagos para causar o caos. Na última metade de dezembro não houve conflitos. A Praça Tahrir e imediações estavam completamente normais.

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Outra grande preocupação que tenho, assim como muitos egípcios, é com o resultado das eleições. Mesmo parciais, eles mostram que a Irmandade Muçulmana ganhou o maior número de votos, 40% do baixo parlamento, até agora – o que já era, infelizmente, o esperado. O que não era esperado era o número de votos recebidos pelos partidos salafistas, que ganharam 25% dos lugares no baixo parlamento. Os salafis são um grupo extremista muçulmano, que pretende impor a lei islâmica à força no país, restringindo liberdades individuais.

Agora temos que esperar os resultado final das eleições. Alguns Estados ainda não votaram, e a eleição para o alto parlamento ainda nem começou. E de acordo com o SCAF as eleições presidenciais serão em junho. Ate lá, resta aos egípcios esperar, votar, e desejar um país melhor, sem ditadura militar nem extremismo religioso.”

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* Por Helida Morais, de 16 anos, aluna do 1.º ano do ensino médio em Assú (RN). Faz intercâmbio na Tailândia desde julho pela AFS Intercultura Brasil

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“Tirando a saudade da minha família e do Brasil, por aqui está tudo bem. Faz uma semana que eu não ia para a escola, porque era época de provas, aí eu aproveitei para dormir um pouco mais e estudar, em casa, tailandês e inglês. Mas é chato ficar em casa e não ter com quem conversar.

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Eu adoro falar tailandês com eles apesar de que na região que moro falam um dialeto totalmente diferente do tailandês. Só as pessoas daqui da região entendem, mas eu não. Nem quero aprender agora. Quero ficar fluente no inglês (sou muito ruim) e no tailandês também. Eu já consigo falar e ler tailandês, mas escrevo como uma criança.

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O lugar onde estou é muito pequeno. Só tem um mercadinho em frente, não tem para onde sair. Às vezes, quando não tenho aula, saio com minhas amigas para outras cidades que ainda não conheço, e acaba sendo muito legal.

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Cultura tailandesa

Quando as crianças nascem elas passam por uma cerimônia como se fosse um batizado, embora totalmente diferente, para dar sorte ao bebê. É muito interessante:  as pessoas falam coisas estranhas, colocam fita no braço do bebê e algumas colocam dinheiro. Os pais da criança fazem uma recepção com muita gente, muita comida. Eu até tive uma quando cheguei aqui. Minha família fez para mim, mas eu não entendia nada. Achei super estranho, mas já me acostumei.

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E as pessoas aqui comem no chão, sentadas sobre tapetes de palha. Comem muito na rua e gostam de uma espécie de formiga. Este hábito não existe em todo o país, mas rola aqui na minha região e de vez em quando minha família comi. Quando vi pela primeira vez foi muito estranho! Em outras regiões eles comem abelha e tem outras onde se comem cachorros. Eu morro de dó porque amo bicho. Mas para eles é normal porque quando eu falo que como carne de boi eles ficam impressionados, porque aqui poucas pessoas podem comer carne bovina.”

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29.dezembro.2011 17:52:10

Sonho realizado

* Por Caio Allan dos Santos, de 17 anos. Auxiliar administrativo na OAB-SP e calouro de Administração com ênfase em Comércio Exterior na Universidade São Judas Tadeu. Chegou no dia 24 de Nova York, onde fez curso de inglês

“Contar as novidades e os desafios aos familiares é a parte mais gostosa de voltar para casa. Eu revivi todos os momentos em Nova York, procurando contar cada detalhe para fazê-los sentir cada emoção, sabendo que nunca sentirão de verdade se não forem pessoalmente. Contar os momentos de tensão no avião, o cansaço das 10 horas de voo, os momentos de turbulência, o cansaço no aeroporto. E abrir as malas para entregar os presentes também foi muito bom.

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Cada momento do intercâmbio foi precioso, e compartilhar isso com a família é reviver. E reviver a experiência da viagem é algo que eu adoraria muito! Sentirei saudades de Nova York e dos amigos que fiz por lá.

Minha jornada chegou ao fim depois de 380 dias de sonhos, metas, projeções, desejos e vontades, agora concretizados. A realização de um sonho é algo magnífico, uma sensação indescrítivel, principalmente quando este sonho é difícil de cumprir por condições financeiras. Meus pais e eu rebolamos muito neste ano para que eu pudesse fazer o intercâmbio.

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2011 foi um ano difícil, mas de muitas conquistas. Agora é tempo de me preparar para faculdade, pois tenho certeza que, logo mais, mais sonhos se realizarão.

Quero agradecer a todos os leitores que me acompanharam durante esses 20 mágicos dias de intercâmbio. Só quem já viveu uma experiência dessa sabe do que estou falando. São várias sensações ao mesmo tempo!

É isso, pessoal. Feliz Ano Novo!”

Leia meus outros posts:

Prós e contras do intercâmbio
A língua no dia a dia
Roomates ‘moleques’
As luzes de NY

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A classe C descobre o intercâmbio no exterior
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* Por Lívia Kilson, de 17 anos, aluna do 3.º ano do ensino médio em Macaé (Rio). Faz intercâmbio na República Checa desde agosto pela American Field Service

Sem Papai Noel, mas com o Menino Jesus entregando meus presentes. Sem as chuvas de verão, mas com neve cobrindo Pisek. Sem peru e farofa, mas com carpa (o peixe) e salada de batata como o prato principal. Sem pavê de pêssego, mas com milhões de biscoitos pela mesa da sala. Foi assim que começou a contagem regressiva para meu Natal checo.

Fora esses milhões de tradições novas, ainda pude ir a um ou dois dos corais de Natal ao longo do mês de dezembro. São lindos e, independentemente de onde aconteçam, ou do tamanho do local, os corais por aqui vão sempre estar cheios de gente assistindo e prestigiando homens e mulheres checas cantarem músicas com o coração para o Menino Jesus, pedindo a ele um Ótimo Natal, e bons momentos para o novo ano que está por vir.

Mas como eu já previa, é Natal, e acho que foi o dia em todos esses quatro meses em que me bateu mais saudade de estar em casa. Eu tive um Natal muito bom com minha host family, com uma mesa cheia de pratos, conversas ali, risos aqui, muitos presentes, mas acho que Natal nenhum no mundo vai bater o Natal na casa da minha avó no Brasil, com a família toda junto – e a gritaria usual – os pães de queijo quentinhos antes do almoço, minhas primas, meu irmão, todos os meus tios juntos. E infelizmente um Skype no dia do Natal não pode me teletransportar para junto deles, para o churrasco de domingo. Mas foi um bom Natal, diferente em todos os aspectos. E isso que faz meu ano valer a pena, as diferenças, a nova cultura que todos nós começamos a viver.

Espero que todos tenham tido um Ótimo Natal, e agora começa minha contagem regressiva para o meu primeiro ano novo na Europa, de muitos que ainda virão. Boas festas a todos, e um ótimo 2012!

Veja também:

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Programas de intercâmbio na Europa
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