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Ponto Edu

*Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

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Henrique Magalhães mantém contato diário com inglês pelo celular. Foto: Arquivo pessoal

Aprender um idioma no trânsito, no restaurante ou no avião. Apostando na portabilidade do celular como fator de atração de alunos, três das quatro maiores operadoras do País oferecem cursos e aplicativos de inglês. “O celular é uma ferramenta de educação que veio para ficar”, diz Flávio Ferreira, gerente de Serviços de Valor Agregado da TIM.

A lógica dos cursos é parecida. Estudantes recebem por SMS conteúdos de vocabulário e gramática, respondem a exercícios e seguem para outra lição. Há cursos de todos os níveis e com temas específicos, como mercado de trabalho e viagens.

O turismólogo Henrique Magalhães, de 29 anos, aprendeu inglês numa temporada de seis meses nos Estados Unidos. “Continuo convivendo com o inglês todos os dias, via celular.” Além dos exercícios por SMS, ele acessa o conteúdo online da EF English Town, responsável pelo curso oferecido pela Claro. “Prefiro o celular a um curso tradicional pela praticidade e pelo preço.”

Há quase 250 milhões de linhas habilitadas hoje no Brasil, mais que o total da população. “O País está se abrindo para o mundo e o celular é universal”, diz o diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Vivo, Alexandre Fernandes.

Segundo a especialista em idiomas da Pearson no Brasil, Piri Szabo, a ferramenta ajuda na prática do idioma, mas deve estar associada a outras formas de aprendizagem. “O grande segredo é juntar esses aplicativos a outros cursos.”

Claro Línguas
Conteúdo desenvolvido pela EF English Town.
Curso por área de interesse: negócios, viagens, diversão e esportes.
Disponível por SMS, WAP e online.
Custo: Entre R$ 1,99 e R$ 9,99 por semana.

Tim + Inglês
Conteúdo desenvolvido pela Ezlearn.
Curso com quatro níveis de dificuldade.
Disponível apenas por SMS.
Custo: R$ 0,99 por semana.

Vivo Kantoo English
Conteúdo desenvolvido pela Kantoo.
Mais de cinco cursos diferentes. Oferece também Espanhol.
Disponível por SMS, WAP, Portal de Voz e online.
Custo: Entre R$ 1,99 e R$ 6,99 por semana.

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21.abril.2012 20:08:59

Inglês com física

* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

“Provavelmente sou o único doutorando do Departamento de Física da PUC do Rio que não tem inglês fluente.” Por esse motivo, o professor universitário Jefferson Ferraz Damasceno Felix Araujo, de 31 anos, decidiu se matricular em janeiro em um curso de inglês na Wise Up. Na verdade, não só por isso. “Estou no último ano do doutorado e penso em fazer o pós-doutorado no exterior.” Formado pela Universidade Federal do Piauí, Jefferson diz que na graduação teve de ler textos científicos em inglês, mas não encarava o domínio do idioma como prioridade. “Só quando vim fazer meu mestrado aqui na PUC percebi que precisava correr atrás”, diz. “Quando você trabalha com física em nível de doutorado, tentando virar pesquisador, o inglês é muito importante na interação com outros pesquisadores. Às vezes temos palestras de professores estrangeiros aqui na faculdade e preciso sentar ao lado de algum aluno para ele me ajudar a entender.” Jefferson encaixa o curso de inglês, de 1 hora e meia, duas vezes por semana, entre as aulas que dá na PUC-Rio e o doutorado. “Não é fácil, precisa de disciplina, mas é necessário.”

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21.abril.2012 20:08:04

Camareira sem mímica

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* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Há dois anos e meio, a camareira no Novotel Morumbi Solange Alves Pereira dos Santos, de 40, não havia terminado o ensino médio. Hoje, já formada, estuda inglês e quer cursar Hotelaria ainda este ano. “Tinha dificuldade muito grande de me comunicar com hóspedes estrangeiros. Sempre ficava aquele ponto de interrogação, tínhamos que fazer mímicas.” Depois de apenas 2 meses de curso, a situação já mudou. “Outro dia uma hóspede precisava de 4 travesseiros. Ela falou em inglês e eu consegui entender”, conta, orgulhosa. Divorciada e mãe de quatro filhos, Solange termina seu turno à tarde. Estuda duas vezes por semana numa escola de inglês na Avenida Paulista, das 18 horas às 19h30. Depois gasta uma hora e meia para voltar para casa, em Suzano, Grande São Paulo, mas não pensa em desistir. “Usei meu 13º salário e parte do 14º (bonificação paga pela empresa) para bancar minhas aulas.” Assim como muitos brasileiros, Solange pretende usar o que aprende nas aulas de inglês durante a Copa do Mundo, em 2014. “Quero estar preparada para receber os estrangeiros. Ano que vem, se conseguir, começo um curso de espanhol.”

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21.abril.2012 20:06:32

Master of Fine Arts

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* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Depois de uma temporada de oito meses em Nova York em 2010, a estudante de Design de Produtos da Faap Kyra Altmann, de 22 anos, se prepara para morar outra vez no exterior. Vai fazer mestrado na Inglaterra. “Fui para Nova York meio por acaso. Uma amiga ia morar lá e acabei indo também, para estudar artes.” Kyra se forma agora no meio do ano. Pretende começar o Master of Fine Arts (MFA) ainda em 2012. Ela quer estudar no Chelsea College of Arts and Design, em Londres, que tem entre seus ex-alunos a cineasta Jane Campion, diretora de O Piano, e os atores Ralph Fiennes e Alan Rickman (respectivamente, lorde Voldemort e Severo Snape na série Harry Potter). “Gosto de ter metas. Antes de me candidatar já comecei a estudar para os exames de inglês”, diz. Há um ano, Kyra voltou a ter aulas do idioma pensando em seu mestrado. “É importante ter um bom nível de inglês para poder participar das aulas, se colocar e expor suas ideias”, afirma. “Pode parecer que não, mas no MFA tem que escrever muito texto.” Enquanto não viaja, Kyra treina escrevendo em inglês em seu blog kyraaltmann.blogspot.com. “Escrevo sobre assuntos que me interessam, sempre voltados para a arte”, diz. O canal também serve para a estudante divulgar seu trabalho. “O portfólio é muito importante. Não só os trabalhos, mas a apresentação também.”

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21.abril.2012 20:04:36

Quero mais é Flórida

* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Para o estudante de Administração Alex Revollo Fernandes, de 20 anos, intercâmbio não é algo que se faz de uma hora para outra. “Acredito que é preciso ter planejamento. Intercâmbio requer dedicação, tempo e dinheiro.” Por conta disso, Alex já começou a cotar o melhor pacote para que possa estudar inglês nos EUA no ano que vem. “Quero passar 7 meses na Flórida.” Este ano, Alex se matriculou em um curso de inglês na Wizard para se preparar melhor. “Só tinha estudado inglês no colégio.” Alex estuda em média meia hora por dia, em casa, fazendo lições propostas pelos professores e treinando na rede social wespeak.com . “Fiquei sabendo desse site pelo Facebook. Lá consigo fazer lições e sei que é possível conversar com outros estudantes, mas ainda não tive tempo para isso.” Alex, que trabalha com marketing, termina sua graduação no fim do ano e pretende viajar logo em seguida. “Talvez também busque um trabalho, mas meu principal objetivo lá é falar inglês fluentemente.”

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*Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Quando começou a frequentar as aulas de inglês, há 5 anos, Rafael Zulli, hoje com 16, já sabia o que queria: proficiência no idioma. Na mesma época, começou a estudar no Colégio Rio Branco, que é parcialmente bilíngue. Agora aluno do 3º ano do ensino médio, Rafael se prepara para disputar vaga em Ciência da Computação ou Engenharia da Computação nos Estados Unidos. “Minha meta é estudar no MIT.” A ideia de cursar o Massachusetts Institute of Technology nasceu graças a um projeto surgido no MIT que Rafael ajudou a introduzir em sua escola, uma ferramenta chamada Scratch, usada para ensinar a crianças noções de programação. “Quando vi aquilo soube na hora que queria estudar lá.” O processo de inscrição começa em agosto e dura seis meses. Atividades extracurriculares contam pontos. Para Rafael isso não será um problema. Além do trabalho com o Scratch, ele também faz trabalhos sociais e desenvolveu um projeto, “um joguinho da água”, para o Dia Mundial da Água. Agora é só cruzar os dedos.

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21.abril.2012 20:02:58

Ideia que vale ouro

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* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Algo muito simples e barato. Isso é o máximo que a estudante de Medicina Maria Cysne revela da ideia graças à qual ela será uma das 150 pessoas a participar, em 22 de junho, em Boston, do congresso de 200 anos do The New England Journal of Medicine, uma das mais importantes revistas científicas do mundo. Ela ficou entre as vencedoras de um desafio proposto pelo New England: médicos e alunos de Medicina do mundo todo deveriam propor uma solução para um problema recorrente hoje em dia, o dos pacientes que pesquisam na web sintomas de sua doença e já chegam ao consultório com um diagnóstico pronto. “Não quero falar sobre minha ideia antes de patenteá-la. Não para ganhar dinheiro, mas sim para facilitar a vida das pessoas.” Aluna do 8º período do curso da Federal de Minas Gerais, Maria estuda inglês há 8 anos na Cultura Inglesa em Belo Horizonte. Vai colocar em prática seu conhecimento de inglês esta semana, quando fará palestra em um congresso sobre dispositivos móveis na área médica, em Luxemburgo. “Vou ficar uma semana em Londres, para conhecer universidades.”

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21.abril.2012 20:01:13

Ace americano

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* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

Firmiano de Moraes Pinto Filho, de 18 anos, joga tênis desde os 7. “No começo era só diversão, mas eu e minha irmã começamos a jogar bem e foi ficando mais sério.” Aos 10 anos, Firmiano virou tenista federado, para disputar campeonatos. A partir daí começou a levar o esporte mais a sério. “Dos 13 aos 17 anos treinava 4 horas por dia no Clube Paineiras.” Ele disputou torneios por todo o Brasil e chegou a ser o número 4 em sua categoria, mas houve uma hora em que precisou tomar uma decisão. “Quando você faz 16 anos precisa decidir se vai seguir o tênis profissionalmente ou treinar mais leve e ter uma vida social agitada.” Firmiano escolheu a segunda opção. Em 2011, ele cursou o high school em Birmingham, no Alabama, e aproveitou para conhecer boas faculdades nos Estados Unidos. “Gostaria de morar do centro para o sul, porque não é muito frio. A Universidade de South Carolina seria uma boa opção.” Este mês Firmiano vai fazer o Test of English as a Foreign Language (Toefl), teste que avalia o nível de proficiência em inglês de estudantes estrangeiros. Em maio, é a vez do SAT, exame no qual o Enem se inspirou, necessário para tentar se inscrever em uma universidade americana. “Acho que vou bem, pois já sei falar inglês e meu nível de matemática é bom.” Mesmo assim, por garantia ele está fazendo aulas de matemática e de inglês três vezes por semana, na Virginia Center School.

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21.abril.2012 19:53:59

Finanças na Holanda

* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

André Rodrigues Alves Teixeira de Deus, de 23 anos, teve uma surpresa boa este ano. Ficou sabendo que foi inscrito pela chefe num programa de intercâmbio no banco onde trabalha. “A sede da empresa fica em Utrecht, na Holanda, e vou trabalhar lá por duas semanas em outubro.” O administrador, funcionário da empresa há quatro anos, só soube do programa quando foi informado de que concorria a uma vaga. “Unidades do mundo todo participam. Um rapaz do Chile vem ficar no meu lugar enquanto eu estiver fora.” Funcionário do setor de Controladoria do banco, André deve circular por diversas áreas do financeiro na matriz. “Achei super importante para a construção de currículo, topei na hora.” Apesar de já ter estudado inglês em várias épocas de sua vida – “somando tudo, foram uns cinco anos” – André retomou as aulas. “Faço uma vez por semana, para manter meu nível. No trabalho uso o inglês para escrever, mas dificilmente em conversas.”

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21.abril.2012 19:51:28

High school como nos filmes

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* Por Lorena Amazonas, especial para Estadão.edu

Vitória Berno estuda inglês desde os 5 anos. “Quando entrei na escola, eles tinha um convênio com uma escola de inglês e minha mãe me matriculou lá.” Agora com 15 anos, aluna do 2º ano do ensino médio no Colégio Objetivo Cantareira, ela se prepara para viver uma experiência diferente: terminar o ano letivo em uma high school americana. “Meus pais sempre me incentivaram a fazer isso.” Ela ainda não sabe em qual cidade vai morar nos EUA – a escolha ficará a cargo de uma empresa de intercâmbio. “Só sei que vou estudar em escola pública. Quero ter o orgulho de colocar inglês fluente em meu currículo. Enquanto estiver lá, vou viver como os americanos.”

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