* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
O grupo Território Livre, que apoia a chapa 27 de Outubro, pode propor novo adiamento das eleições para o DCE da USP. Segundo Murilo de Souza, estudante de Geografia de 22 anos, como as eleições foram adiadas por causa da greve de alunos, deverão ser postergadas mais uma vez caso a próxima assembleia geral decida pela continuidade da greve. A reunião acontecerá em 8 de março (quinta-feira), na FAU.
“Não dá para achar que vivemos uma normalidade do funcionamento das eleições diante do tamanho das assembleias que tivemos no ano passado”, diz Murilo, ele mesmo membro do comando de greve. “Caso a greve continue, não há necessidade nenhuma de eleições, porque a gestão é substituída pelo comando de greve e pelas assembleias”. Murilo ressalta, porém, que os delegados que compõem o comando são eleitos por assembleias de seus respectivos cursos.
As eleições para o DCE, originalmente marcadas para novembro de 2011, foram adiadas por uma assembleia de alunos sem competência para tanto, decisão posteriormente confirmada pelo Conselho de Centros Acadêmicos.
O trânsito era complicado para quem vinha da Alvarenga e queria virar na Afrânio até agora há pouco. Os manifestantes decidiram que voltariam à universidade, e farão reunião no Crusp para debater os rumos do movimento.
* Por Paulo Saldaña
SÃO PAULO – Cerca de 60 pessoas estão em frente ao prédio da reitoria da USP, em manifestação contra a expulsão de seis alunos, publicada no sábado. Manifestantes portam caixas de bateria e faixas de “não à repressão” e “não à expulsão”.
Cerca de 15 agentes da Guarda Univeristária fazem um bloqueio em frente à portaria principal, e cavaletes e faixas cercam o prédio.
Os manifestantes dizem não esperar muita gente, porque as aulas terminaram. Jéssica de Abreu Trinca, de 26 anos, uma das estudantes expulsas, afirma que, apesar disso, a mobilização continua ano que vem. “As aulas da USP podem estar de férias, mas o senso crítico dos alunos, não”, disse. “As aulas vão voltar e os alunos vão permanecer em greve”. Jésssica acredita que o requerimento para reverter a expulsão terá sucesso.
Os alunos estudam a possibilidade de acampar no local, decisão postergada por causa do baixo quórum.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP estuda a possibilidade de, por causa da greve de alunos, recomendar aos professores que não lancem as notas no Júpiter, sistema usado pela universidade.
Segundo o presidente da comissão de graduação, o professor Fábio Gonçalves, houve uma discussão sobre a melhor forma de encerrar o semestre com alunos em greve, mas nenhuma recomendação foi feita ainda. O departamento jurídico da Reitoria está sendo consultado, e, mesmo se a medida for possível, o que vai acontecer é que a comissão apenas recomendará aos professores que não lancem as notas. “Mas o professor tem autonomia, e, aliás, acho que a maior parte vai lançar”, comentou Gonçalves.
Uma dúvida, disse o professor, é como discutir a reposição das aulas se os alunos ainda estão em greve.
O blog ‘USP em Greve’ está divulgando, erroneamente, que a comissão de graduação da FAU já aprovou que as notas dos alunos não sejam lançadas no Júpiter.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
Um vídeo publicado no YouTube mostra parte de uma discussão ocorrida na manhã deste segunda-feira na Faculdade de Letras na USP. Segundo a descrição do vídeo, publicada pela conta ‘bis1789′, “um rapaz fora de si invade sala de aula durante prova, causando danos à porta e então virando a mesa do professor no chão”. Porém, filmado do corredor, o vídeo de 21 segundos mostra apenas parte do bate-boca.
A Faculdade de Letras tem sido palco de vários conflitos entre alunos e manifestantes nas últimas semanas. No dia 8, cadeiraços bloquearam corredores e não houve nenhuma aula. Uma estudante disse que “parece que estão criando uma guera civil“. No dia 10 de novembro, uma manifestação que bloqueava a entrada da Letras foi rompida por estudantes que pediam aula, como mostra um vídeo.
Na quarta-feira passada, dia 23, a soma dos votos de duas assembleias – uma de manhã e outra à noite – decidiu por uma greve estudantil. Vários professores já tomaram medidas nesse sentido. Uns substituíram a prova final por um trabalho, e outros anunciaram que os alunos poderão entregar as tarefas por e-mail.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
O resultado de uma assembleia realizada na noite de terça na Faculdade de Letras da USP reverteu os votos da manhã, e com isso maioria foi a favor da greve estudantil. Logo após a decisão, manifestantes puseram-se a fazer os piquetes, usando carteiras para bloquear portas e corredores. As duas fotos que ilustram este texto são da página do Centro Acadêmico da Letras (Caell) no Facebook.
Na manhã desta quarta-feira, alunos gastaram tempo removendo os obstáculos para ter acesso às salas, medida descrita por alguns como “furar greve”.
Vários professores já tomaram medidas contra uma possível greve ou sua expansão. Uns substituíram a prova final por um trabalho, e outros anunciaram que os alunos poderão entregar as tarefas por e-mail.
No dia 10 de novembro, uma outra manifestação que bloqueava a entrada da Letras foi rompida por estudantes que pediam aula. O episódio foi registrado em vídeo. Dois dias antes, manifestantes bloquearam as duas entradas do prédio; naquele dia não houve nenhuma aula.
Pela segunda vez seguida em menos de uma semana, uma assembleia na Faculdade de Letras da USP votou contra a greve. Por 126 votos a 106, alunos reunidos no começo da tarde desta terça-feira votaram pela “não-continuidade” da greve de estudantes. Mas ainda falta contar os votos dos estudantes do período noturno.
Mesmo com essas votações, alguns professores já se preveniram contra uma possível greve. Uns substituíram a prova final por um trabalho, e outros anunciaram que os alunos poderão entregar as tarefas por e-mail. As medidas são uma precaução contra possíveis piquetes e demonstrações futuras.
No dia 10 de novembro, uma manifestação que bloqueava a entrada da Letras foi rompida por estudantes que pediam aula. O episódio foi registrado em vídeo. Dois dias antes, manifestantes bloquearam as duas entradas do prédio e não houve nenhuma aula.
O professor Wilmo Ernesto Francisco Junior, do Departamento de Química da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), está divulgando carta na qual relata a situação de sua instituição, onde o prédio da reitoria está ocupado há mais de um mês. A reportagem ainda não verificou as informações citadas por Wilmo. Segue a íntegra:
“Caros colegas,
venho aqui denunciar a grave situação pela qual passa a Universidade Federal de Rondônia – UNIR, da qual sou professor há 3 anos e meio e atual coordenador institucional do PIBID. Enquanto a mídia logra ampla divulgação da ocupação da Reitoria da USP, por uma causa no mínimo questionável, nossa luta contra a corrupção parece não ganhar eco além das fronteiras amazônicas. A greve na UNIR já dura cerca de dois meses (iniciou em 14 de setembro), não tem data para acabar e deve virar o ano.
Nossa reitoria já está ocupada desde 5 de outubro. Enquanto a mídia nacional mostra alunos da USP se rebelando em função do consumo de maconha, nossa luta contra corrupção é simplesmente NEGLIGENCIADA. Para terem uma ideia, temos que levar papel higiênico para universidade, além de água. Os cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos e outros não abrirão vagas no próximo vestibular, uma vez que simplesmente não há sala de aula. Eu mesmo tenho de “brigar” com um professor da Biologia por sala. Um laudo técnico do corpo de bombeiros diz que o campus de Porto Velho apresenta risco de vida aos alunos e professores. Quem quiser conferir fotos da situação do campus acesse o link www.comandodegreveunir.blogspot.com.
Além disso, a Fundação de Apoio da Universidade, Fundação Riomar tem as suas contas bloqueadas e está sendo investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), mesmo o Reitor sabendo das denúncias de desvio não fez nada para sanar os problemas. Aliás, nosso reitor é um dos principais suspeitos por corrupção, mas infelizmente é “abençoado” pelo senador Valdir Raupp, simplesmente o presidente nacional do PMDB.
Nas últimas semanas a coisa está pegando fogo. Estamos voltando aos tempos da ditadura. Um professor de História, sem motivo algum, foi preso pela polícia federal (confiram o vídeo). O mesmo delegado ameaçou jornalistas e deteve dois estudantes que levavam panfletos da greve (muito diferente de fumar maconha no campus). As negociações estão emperradas.
O secretário de educação superior, Luiz Cláudio Costa, veio até Porto Velho e já foi entregue um documento com mais de 1500 páginas apontando diversas irregularidades. Além de desvio de verbas, o favorecimento em concursos públicos é latente por aqui. Alunos e nós professores estamos unidos contra o reitor José Januário de Oliveira Amaral, contudo, nossas vozes não alcançam o resto do país, devido às enormes forças políticas e a tão longínqua terra de Rondônia.
O reitor tem a audácia e a sem vergonhice de acusar professores grevistas de vagabundos e estudantes de bandidos. Bastam acessar meu currículo Lattes e verão que minha produção é no mínimo 10x superior à desse reitor.
Peço que ajudem a divulgar o que acontece em nossa universidade. Um país que leva milhões em festas religiosas, em passeatas contra a homofobia, em jogos de futebol, não é capaz de se mobilizar contra a corrupção. Na esperança de obter eco e apoio daqueles que acreditam e lutam por um país e uma educação melhor.
Att,
Wilmo Ernesto Francisco Junior
Departamento de Química - Universidade Federal de Rondônia – UNIR”
* Por Carlos Lordelo
SÃO PAULO – Os chamados “presos políticos”, estudantes detidos na operação da PM que desocupou a reitoria da USP, foram as estrelas da assembleia. Uma garota que foi levada ao 91.º Distrito na terça-feira disse aos colegas que a polícia inicialmente queria apenas fazer um termo circunstanciado e liberar os alunos. “Aí veio ordem do governador Alckmin para imputar a maior quantidade de crimes possíveis.”
Outra aluna, identificada como Rose, disse que foi vitima de tortura e teve de segurar o choro. “Rodas não é persona non grata: ele não é uma pessoa. Assim como não são aqueles policiais”, disse.
* Por Carlos Lordelo
SÃO PAULO – Foi a presidente do Centro Acadêmico 11 de Agosto, Maia Aguilera, quem pediu ao diretor da SanFran, Antonio Magalhães Gomes Filho, a realização da assembleia dos alunos grevistas da USP no Salão Nobre da faculdade. O presidente do DCE, Thiago Aguiar, pediu aos colegas que não fumassem cigarros no recinto. Foi parcialmente atendido. Alguns estudantes, porém, fumaram maconha. E pelo menos 20 levaram latas e garrafas de cerveja ao salão.
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