Matheus Yudi Adaka, de 18 anos, foi aprovado para o curso de Engenharia Elétrica da USP. O jovem, que acabou de se formar no ensino médio do colégio Objetivo, já havia prestado a Fuvest nos dois anos anteriores como treineiro. No último ano, limitou-se a estudar durante as tardes, após as aulas. “Nos fins de semana, sempre descansava”, admite.
O estudante também passou para a segunda fase da Unicamp, cuja lista de aprovados será divulgada na segunda-feira, 4.
A estudante do cursinho Objetivo Alline da Silva Reis, de 19 anos, prestou o vestibular da Fuvest pela quarta vez – na primeira delas, ainda na condição de treineira. A jovem, que inicialmente disputava uma cadeira em Medicina, conquistou neste ano uma vaga em Odontologia na USP.
Questões financeiras acabaram influenciando a mudança. “Caso passasse em Medicina, meus pais teriam de me bancar por pelo menos seis anos, pois não conseguiria trabalhar neste período”, afirma. De acordo com a estudante, o novo curso lhe possibilitará estagiar a partir do segundo ano. “Não desisti do meu sonho. Cursarei Odontologia, mas continuarei prestando vestibulares para Medicina.”
A jovem, que também foi aprovada no vestibular da Unesp, já se decidiu: fará USP.
No ano passado a jovem já havia sido convocada para a segunda fase da Fuvest. O que mudou de lá para cá? “Acho que estou mais madura e mais preparada, o que acabou me deixando mais confiante nas provas finais.”
Os estudantes Lucas Mendes Leal Agostinho e Carlos Henri Gomes Filhos, ambos de 19, se dizem “surpresos” com a aprovação no vestibular da Fuvest, cuja primeira chamada foi divulgada na tarde desta sexta-feira, 1.º. Alunos do cursinho Anglo, os jovens não estavam tão confiantes.
“Achava que o meu desempenho na Unesp tinha sido melhor do que o que tive na Fuvest e lá acabei não passando. Já tinha me convencido de que não passaria mais uma vez”, diz Lucas, que foi aprovado no curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP. O estudante prestou o exame pelo terceiro ano consecutivo e, pela primeira vez, conseguiu passar para a segunda fase.
Carlos Henri teve um trajeto semelhante: terceiro ano de Fuvest, primeira vez na segunda fase. O vestibulando conquistou uma vaga no curso de Medicina da USP de Ribeirão Preto. “É difícil apontar um único fator que acabou contribuindo para que eu passasse na Fuvest dessa vez”, diz. “Acho que foi um conjunto de fatores: mais experiência e um esforço maior que tive com os estudos.”
* Por Rene Moreira, Especial para o Estadão.edu
FRANCA – As provas do último dia da Fuvest foram consideradas fáceis, pelo menos para alunos que fizeram a avaliação em Franca. Na saída do exame, na tarde desta terça-feira, 8, o clima era de otimismo.
Antônio Carlos do Nascimento Júnior, de 17 anos, candidato de Pedagogia na USP de Ribeirão Preto, disse que o nível de dificuldade estava dentro do previsto. Vindo de escola pública, ele acredita que esse foi o dia mais fácil da segunda fase e que vai passar no vestibular. “Acho que fui bem mesmo. Caiu muitas coisas da atualidade nessa avaliação. Estou bem otimista”, afirmou.
Maria Luiza Guimarães, de 17 anos, que prestou o vestibular para Geografia no câmpus da USP na capital, também considerou esse último dia de provas o mais fácil. “Apenas as questões de história que complicaram um poucquinho, mas de resto acho que fui bem”, disse. Aluna de escola particular, ela lamenta apenas que mesmo passando não ficará com a vaga. “Vou terminar o segundo grau este ano, mas não quis prestar como treineira. De qualquer maneira, estou muito feliz, porque sei que no ano que vem tenho grandes chances de entrar na USP.”
* Por Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu
SÃO PAULO – O estudante Vinicius Castelhando de Andrade chegou 4 minutos atrasado e perdeu a última prova da segunda fase do vestibular da Fuvest, aplicada nesta terça-feira, 8. Ele disse que o ônibus demorou 20 minutos para passar em seu bairro, Jardim Ester, na zona oeste. O candidato embarcou às 12h20 e, quando alcançou o local de provas, encontrou os portões fechados. Ele faria o exame no câmpus da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) na Vila Leopoldina, também na zona oeste.

Segundo Vinicius, nos primeiros dois dias de prova o ônibus passou por volta de meio-dia. Ele disse que não ficou preocupado por perder a Fuvest, porque também disputa vaga no vestibular da Unesp.
No último dia da Fuvest, os alunos respondem a 12 questões dissertativas de duas ou três disciplinas, que variam de acordo com a carreira. A prova começou às 13h e termina às 17h.
Na opinião da coordenadora do colégio e curso Objetivo Vera Lucia da Costa Antunes, a prova de conhecimentos gerais da Fuvest, aplicada nesta segunda-feira, 7, foi “extremamente bem feita”. “Só podemos elogiar uma avaliação como essa, pois a Fuvest conseguiu fazer uma série de questões interdisciplinares e isso não é fácil”, comenta.
Na avaliação da coordenadora, apesar de as questões de Exatas explicitarem um rigor conceitual grande, elas eram simples. Mais simples, inclusive, que as de Humanas. “Os conceitos eram apresentados pelos próprios enunciados que, muitas vezes, já ofereciam as fórmulas que deveriam ser utilizadas para a resolução dos exercícios. Cabia ao aluno apenas saber aplicá-las”, afirma. Segundo Vera, a prova avaliou bem a capacidade dos vestibulandos em trabalhar com os conceitos apreendidos durante a vida escolar.
Vera ressalta que a matemática apareceu de modo bastante discreto neste exame. “Posso dizer que não tivemos nenhuma questão da disciplina”, diz. “A matemática apareceu apenas como instrumento para a resolução de questões de física e química”, afirma.
Quanto à interdisciplinariedade, a coordenadora acha que a Fuvest foi “feliz” em suas escolhas. Ainda assim, aponta que, em alguns casos, a fusão de disciplinas pode ter criado certa dificuldade. Vera cita, por exemplo, a questão de número 3 que, a partir de uma estrofe de Os Lusíadas fez perguntas sobre literatura e história. “Os alunos não estão acostumados com poesia épica e, justamente por isso, fazer a ponte com o contexto histórico da época talvez não seja algo simples para a maioria.”
Para Edmilson Motta, coordenador do Etapa, a prova de conhecimentos gerais da segunda fase da Fuvest apresentou questões que, isoladas, parecem interessantes e adequadas, mas que não formam um conjunto coeso. “Na prova passada, por exemplo, era perceptível o intuito de se buscar conhecimentos básicos sobre todas as disciplinas”, afirma. No vestibular anterior foram cobradas duas questões por disciplina, algumas das quais interdisciplinares. Segundo o professor, o grau de dificuldade das questões e a divisão por disciplinas variou muito desta vez, o que acabou contribuindo para o desequilíbrio do exame. “A Fuvest perdeu a chance de fazer uma boa prova de conhecimentos gerais estrita.”
Segundo o professor, das 16 questões apresentadas, 10 eram de ciências: biologia, química e física. “Vale apontar que física ficou praticamente de fora”, afirma. “Quando muito, apareceu mesclada com questões que cobravam também matemática.”
O coordenador critica ainda a interdisciplinariedade adotada pela Fuvest. “Questões realmente interdisciplinares seriam aquelas que dependeriam de conhecimentos integrados para a sua resolução”, diz. “Neste exame, temos questões de diferentes disciplinas divididas em itens sob uma única temática”, afirma. Para o professor, o recurso não deixa de ser interdisciplinar, mas é “limitado”.
* Por Gerson Monteiro, Especial para o Estadão.edu
TAUBATÉ – Para alguns estudantes, a preocupação com o desempenho na prova desta segunda-feira, 7, é menor que a expectativa em relação ao terceiro e último dia de provas da segunda fase da Fuvest. Para eles, as questões específicas desta terça-feira são mais difíceis. “O peso delas é muito maior que as de hoje, pois são questões ligadas a cada carreira”, afirma Marcos Vinicius da Rocha, de 17 anos, candidato ao curso de Educação Física na USP.
O nervosismo e a expectativa para as provas de amanhã também é sentida pela candidata de Engenharia Mecânica na Escola Politécnica Tais Seade Gomide, de 17 anos. “A gente nunca sabe o que vão pedir, estou muito nervosa”, diz.
Abstenção. No segundo dia de provas da Fuvest em Taubaté, no Vale do Paraíba, o índice de abstenção se manteve em 7,7% – dos 262 estudantes chamados para a prova na cidade, 20 faltaram.
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