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Ponto Edu

A Fuvest divulgou nesta sexta-feira, 4, em seu site (www.fuvest.br), a lista de aprovados nas provas de proficiência em idioma estrangeiro para ingresso no mestrado de Direito Romano e Sistemas Jurídicos Contemporâneos do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito da USP. As aulas começam no segundo semestre.

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Foto: Arquivo pessoal

Tomás Millan, de 18 anos, passou de primeira em um dos cursos mais concorridos da Fuvest, Arquitetura na FAU-USP. E agora acabou a angústia que lhe consumia desde o fim da segunda fase do vestibular: “O que vou fazer este ano?”.

Primeiro, ele vai descansar até o início das aulas, em março. “Vou viajar, fazer autoescola, sei lá. Ainda não tinha conseguido sair de férias direito”, diz. Depois, planeja aproveitar ao máximo a vida universitária. “Sei que terei professores excelentes.”

Para conseguir a aprovação, Tomás teve uma rotina puxada em 2011, principalmente no segundo semestre. Assistia às aulas do 3.º ano do Vera Cruz pela manhã.

De lá, ia direto para o cursinho. Aos sábados, ainda tinha aulas de linguagem arquitetônica, das 10h às 19h, para se preparar para as provas específicas da FAU. “Domingo ainda tinha lição para fazer, mas tentava descansar”, conta.

Como estava no último ano da escola, decidiu concentrar a atenção nas aulas dos professores do Vera. “Era mais fácil do que aprender no cursinho, onde eu tinha 150, 200 colegas”, diz. Mas, segundo Tomás, o cursinho foi importante para direcionar seu foco. “Foi bom saber o que eu precisava estudar, como os assuntos caíam e os tipos de questões mais frequentes.”

Nem ele acreditou quando um amigo ligou para contar que havia visto seu nome na lista de aprovados. “Precisei eu mesmo ver para acreditar”, afirma. Como passou na Fuvest, desistiu da vaga no Mackenzie. “Foi bom ter feito o Mackenzie para ver saber como é uma prova específica para Arquitetura.”

Entre abril e julho, Tomás falou sobre a preparação no blog Rotina de Estudante, do Estadão.edu.

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A UFPR perdeu quem prometia ser um excelente aluno de Ciências da Computação. É que o 1.º colocado no vestibular para o curso, Henrique Bispo, de 16 anos, vai abrir mão da vaga, para estudar Estatística na USP. A lista de aprovados na Fuvest foi divulgada nesta sexta-feira, 3.

Henrique ainda não sabe a colocação na Fuvest. Ele passou na UFPR pelo Sisu, com a nota do Enem. “A UFPR não colocou as vagas de Estatística no Sisu porque eles ainda fazem uma prova específica”, conta o estudante de Mauá, na Grande São Paulo.

O calouro diz que vai aproveitar fevereiro para reorganizar os horários no trabalho – desde novembro é monitor num cursinho de informática. Mas será possível conciliar as atividades, porque as aulas na USP são de manhã, e ele trabalha nos outros dois turnos.

Henrique afirma ter dificuldade em matemática. Por isso, promete se dedicar bastante à USP, cujas aulas começam em março. “Nos primeiros anos é matemática pura.”

E por que escolheu Estatística? “Desde pequeno gostava de juntar números e informações e transformá-los em algo útil. É exatamente isso que o estatístico faz”, conta o estudante.

A dica de Henrique para quem vai fazer vestibular é escolher um curso que o aluno realmente queira fazer, e não pensando na nota de corte mais baixa. “Não escolha o curso fácil, mas o que vai mais te empolgar para estudar.”

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Depois de um ano de cursinho, o estudante Caio César Godinho, de 19 anos, comemora nesta sexta-feira, 3, a aprovação no vestibular da Fuvest. Ele passou para sua primeira opção de carreira, Direito (matutino) na tradicional faculdade do Largo São Francisco, no centro da capital. O segredo do sucesso? Uma combinação de três fatores: foco na preparação, aulas particulares de redação e experiência.

Entre abril e agosto do ano passado, Caio foi um dos blogueiros convidados do Rotina de Estudante, do Estadão.edu.

Segundo o calouro, o fato de ter prestado o vestibular pela segunda vez garantiu que ele dominasse melhor a estrutura das provas e, com isso, o nervosismo. “No ano passado (vestibular 2011), a tensão na primeira fase foi insuportável. Desta vez fiquei mais tranquilo”, conta Caio. A calma, aliada ao preparo, levou o estudante a acertar 72 das 89 questões válidas da primeira etapa do processo seletivo – a nota de corte foi 59.

Como a nota da fase objetiva voltou a valer na pontuação final do candidato, Caio acredita que seu desempenho nos testes foi “crucial” para a aprovação.

Na segunda etapa, discursiva, o estudante conta ter feito uma redação cujo ponto forte foi a intertextualidade. “Defendi a participação política, claro. Como conhecia a obra do (Mario Sergio) Cortella do (Zygmunt) Bauman, usados nos textos de referência, consegui argumentar com mais propriedade.”

Caio afirma que escolheu Direito após conhecer a grade do curso e pesquisar sobre o dia a dia da profissão. “Fiquei em dúvida, porque sempre gostei muito de Exatas. Mas com o passar do ensino médio, Direito me atraiu mais, apesar de nós precisarmos de pontes”, diz. Ele cogitou prestar para Engenharia.

Segundo o estudante, desde o fim da segunda fase ele “desencanou”. Ainda mais porque foi aprovado na PUC-SP, onde chegou a fazer matrícula. Agora que garantiu vaga na USP, vai pedir extorno de parte do valor pago à PUC e curtir as férias. “Dá para fazer uma viagem.”

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A Fuvest informou que vai antecipar a divulgação do resultado do vestibular em um dia: será 3 de fevereiro, sexta-feira. A divulgação acontecerá por volta de 15 horas no site www.fuvest.br.

O resultado estava originalmente previsto para dia 4 (sábado).

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Confira a correção comentada da segunda prova da etapa discursiva da Fuvest feita por professores do Objetivo, Anglo, CPVEtapa e Cursinho da Poli.

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* Por Tatiana Fávaro

JUNDIAÍ – Estudantes que participaram do último dia da etapa discursiva da Fuvest 2012 consideraram difíceis as questões de matemática, mas avaliaram como bom o conjunto de exames aplicados nos últimos três dias.

Segundo os candidatos, nesta terça-feira os detalhes fizeram a diferença; o segundo dia de provas teve as questões mais interessantes, pelo aspecto interdisciplinar; e o primeiro dia, o mais difícil de avaliar resultados, por se tratar também da prova de redação.

“Acho que fui bem o suficiente. Nem acompanhei as correções, vou esperar os resultados”, afirmou Arthur Martins, de 19 anos, candidato a uma vaga no curso de Engenharia de Alimentos.

“Fui bem hoje, a prova era mais específica”, afirmou o candidato Lucas Cardoso Petroni, de 27, que concluiu na USP a graduação em Ciências Políticas, cursa mestrado e prestou vestibular para Filosofia. Nesta terça-feira, ele fez questões de história e geografia. “Na verdade, para mim, a diferença da Fuvest foram as questões interdisciplinares. Achei isso bem interessante, porque não adianta você decorar acontecimentos, a questão exige muito mais que o conhecimento apostilado, depende de uma bagagem cultural”, disse. “Em geral, o vestibular exigiu esse tipo de informação do candidato. Mesmo na redação, cujo tema era participação política. Até para mim foi difícil, pela contextualização, imagino para um aluno que sai do ensino médio.”

Para Mariana Zago, de 18, que presta Fuvest pela segunda vez, agora para Marketing, as questões de matemática foram as mais difíceis do último dia. Ela também respondeu a perguntas de história e geografia. “As questões eram bem específicas”, disse.

Gabriel Felipe Ferreira da Silva, de 19, concordou. Ele fez questões de matemática e física. “Matemática estava bem mais difícil, mas nada impossível”, afirmou o estudante, que se candidatou ao curso de Física para conhecer o vestibular, mas promete se inscrever no próximo processo seletivo para disputar uma vaga em Medicina.

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As provas de matemática, química e geografia do terceiro dia da segunda fase da Fuvest foram consideras pelos professores do Cursinho da Poli bem elaboradas. A prova de matemática foi taxada como tradicional pelo professor Alessandro Menezes, que leciona a disciplina no Cursinho da Poli. “As questões foram esperadas e os assuntos bem distribuídos”, declarou ele. Porém, a questão número 4 não foi bem formulada e apresentou um erro no enunciado. “A pirâmide de base quadrada não é um tetraedro”, afirmou o professor.

Já a de química foi considerada mais fácil em relação a do ano anterior, de acordo com Hamilton Bigatão, professor da disciplina no Cursinho da Poli. “Estava mais acessível para o aluno”, declarou. Para ele, a cobrança de conceitos de química não foi tão grande, pois muitas das questões apresentavam situações na qual o aluno precisava entendê-las e responder. Entre os temas, ficou surpreso por cair velocidade em mais de uma questão. “Isso não costuma acontecer em provas da segunda fase da Fuvest”, afirmou ele.

A prova de geografia foi mais difícil do que a do ano passado, segundo o professor Rui Calaresi, que leciona a disciplina no Cursinho da Poli. Para ele, os temas foram bem escolhidos e focavam principalmente atualidade. O professor só sentiu falta de alguma questão mais clássica sobre grografia física, que cobrasse relevo, clima ou geologia, por exemplo. “Não havia nenhuma questão específica de geografia física”, afirmou o professor.

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* Por Cecília Cussioli, especial para o Estadão.edu

Para o COC, a última prova da Fuvest manteve o nível de dificuldade do ano passado, com uma prova exigente e que abordou conteúdos variados de cada matéria.  ”Foi uma prova pertinente ao que é exigido de um aluno desta etapa de avaliação”, afirmou Zelci Clasen de Oliveira, diretor editorial do Sistema COC de Ensino.

As provas de História, Geografia e Matemática foram mais difíceis que as do ano passado na opinião dos professores. Já a de Química, Física e Biologia mantiveram o mesmo nível, exceto o item B da prova de Biologia. “Exigia um conteúdo muito específico, de Ensino Superior”, disse Zelci.

Outra questão que poderia gerar  dúvidas é a número 2 da prova de História. Segundo o professor Marcio Raimundi Fernandes dos Anjos , o enunciado dá margem a dupla interpretação. Em uma primeira leitura, o candidato entenderia que apenas as invasões normandas, no século IX, deveriam ser citadas. Mas, Luís IX, presente no início do texto, também deveria ser considerado na resposta. “Era muito conteúdo para o espeço de resposta. Quase uma redação apenas no item A”, afirma.

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