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Ponto Edu

A Fuvest informou que vai antecipar a divulgação do resultado do vestibular em um dia: será 3 de fevereiro, sexta-feira. A divulgação acontecerá por volta de 15 horas no site www.fuvest.br.

O resultado estava originalmente previsto para dia 4 (sábado).

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Confira a correção comentada da segunda prova da etapa discursiva da Fuvest feita por professores do Objetivo, Anglo, CPVEtapa e Cursinho da Poli.

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* Por Tatiana Fávaro

JUNDIAÍ – Estudantes que participaram do último dia da etapa discursiva da Fuvest 2012 consideraram difíceis as questões de matemática, mas avaliaram como bom o conjunto de exames aplicados nos últimos três dias.

Segundo os candidatos, nesta terça-feira os detalhes fizeram a diferença; o segundo dia de provas teve as questões mais interessantes, pelo aspecto interdisciplinar; e o primeiro dia, o mais difícil de avaliar resultados, por se tratar também da prova de redação.

“Acho que fui bem o suficiente. Nem acompanhei as correções, vou esperar os resultados”, afirmou Arthur Martins, de 19 anos, candidato a uma vaga no curso de Engenharia de Alimentos.

“Fui bem hoje, a prova era mais específica”, afirmou o candidato Lucas Cardoso Petroni, de 27, que concluiu na USP a graduação em Ciências Políticas, cursa mestrado e prestou vestibular para Filosofia. Nesta terça-feira, ele fez questões de história e geografia. “Na verdade, para mim, a diferença da Fuvest foram as questões interdisciplinares. Achei isso bem interessante, porque não adianta você decorar acontecimentos, a questão exige muito mais que o conhecimento apostilado, depende de uma bagagem cultural”, disse. “Em geral, o vestibular exigiu esse tipo de informação do candidato. Mesmo na redação, cujo tema era participação política. Até para mim foi difícil, pela contextualização, imagino para um aluno que sai do ensino médio.”

Para Mariana Zago, de 18, que presta Fuvest pela segunda vez, agora para Marketing, as questões de matemática foram as mais difíceis do último dia. Ela também respondeu a perguntas de história e geografia. “As questões eram bem específicas”, disse.

Gabriel Felipe Ferreira da Silva, de 19, concordou. Ele fez questões de matemática e física. “Matemática estava bem mais difícil, mas nada impossível”, afirmou o estudante, que se candidatou ao curso de Física para conhecer o vestibular, mas promete se inscrever no próximo processo seletivo para disputar uma vaga em Medicina.

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As provas de matemática, química e geografia do terceiro dia da segunda fase da Fuvest foram consideras pelos professores do Cursinho da Poli bem elaboradas. A prova de matemática foi taxada como tradicional pelo professor Alessandro Menezes, que leciona a disciplina no Cursinho da Poli. “As questões foram esperadas e os assuntos bem distribuídos”, declarou ele. Porém, a questão número 4 não foi bem formulada e apresentou um erro no enunciado. “A pirâmide de base quadrada não é um tetraedro”, afirmou o professor.

Já a de química foi considerada mais fácil em relação a do ano anterior, de acordo com Hamilton Bigatão, professor da disciplina no Cursinho da Poli. “Estava mais acessível para o aluno”, declarou. Para ele, a cobrança de conceitos de química não foi tão grande, pois muitas das questões apresentavam situações na qual o aluno precisava entendê-las e responder. Entre os temas, ficou surpreso por cair velocidade em mais de uma questão. “Isso não costuma acontecer em provas da segunda fase da Fuvest”, afirmou ele.

A prova de geografia foi mais difícil do que a do ano passado, segundo o professor Rui Calaresi, que leciona a disciplina no Cursinho da Poli. Para ele, os temas foram bem escolhidos e focavam principalmente atualidade. O professor só sentiu falta de alguma questão mais clássica sobre grografia física, que cobrasse relevo, clima ou geologia, por exemplo. “Não havia nenhuma questão específica de geografia física”, afirmou o professor.

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* Por Cecília Cussioli, especial para o Estadão.edu

Para o COC, a última prova da Fuvest manteve o nível de dificuldade do ano passado, com uma prova exigente e que abordou conteúdos variados de cada matéria.  ”Foi uma prova pertinente ao que é exigido de um aluno desta etapa de avaliação”, afirmou Zelci Clasen de Oliveira, diretor editorial do Sistema COC de Ensino.

As provas de História, Geografia e Matemática foram mais difíceis que as do ano passado na opinião dos professores. Já a de Química, Física e Biologia mantiveram o mesmo nível, exceto o item B da prova de Biologia. “Exigia um conteúdo muito específico, de Ensino Superior”, disse Zelci.

Outra questão que poderia gerar  dúvidas é a número 2 da prova de História. Segundo o professor Marcio Raimundi Fernandes dos Anjos , o enunciado dá margem a dupla interpretação. Em uma primeira leitura, o candidato entenderia que apenas as invasões normandas, no século IX, deveriam ser citadas. Mas, Luís IX, presente no início do texto, também deveria ser considerado na resposta. “Era muito conteúdo para o espeço de resposta. Quase uma redação apenas no item A”, afirma.

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* Por Cecília Cussioli, especial para o Estadão.edu

Uma prova correta e difícil, mas que cumpre o papel de selecionar os alunos mais bem preparados. Esta foi a opinião dos professores do Anglo em relação à última prova da 2ª fase da Fuvest, realizada hoje, 10 de janeiro.  ”Como não poderia deixar de ser, foi uma prova exigente”, afirma o coordenador do Anglo Luís Ricardo Arruda. “Mas não estamos falando de qualquer aluno. Esperasse que estes estudantes já tenham um grau maior de conhecimento”.

Na opinião dos professores, História, Geografia, Matemática e Química foram as matérias mais difíceis. As de Física e Biologia tiveram uma classificação mediana. Segundo o coordenador do Anglo, a prova de Matemática apresentou um pequeno equivoco: o enunciado apresentava um tetraedro, mas a ilustração era de um pentaedro. “Nada que invalidasse a questão”, afirma Arruda.

Outra questão que merece destaque, é a de História que trata da Guerra de Troia. Foi pedido que os candidatos identificassem o poema épico que tratava da batalha (Ilíada de Homero), e em seguida explicassem a origem do título da obra. “Especificar a origem da palavra não é um conteúdo comum do programa de história do Ensino Médio. Os alunos poderiam ter dificuldades”.


						
						

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* Por José Roberto Gomes, especial para o Estadão.edu

Para o Etapa, três disciplinas da prova do último dia da Fuvest podem se encaixar na categoria “muito difícil”. “História exigia maturidade em análise e conhecimentos em historiografia; geografia foi muito pesada; e química abordou físico-química, que sempre dá dor de cabeça ao candidato”, avalia Edmilson Motta, coordenador do cursinho.

Segundo ele, apenas matemática, biologia e física foram tranquilas. “As questões dessas disciplinas eram tradicionais, sem grandes segredos.” Devido à dificuldade nas demais matérias, ele considera que o vestibulando fez a prova no limite do tempo. E afirma: “Quem prestou para Direito levou uma ‘bordoada’, pois teve de responder questões de história, geografia e matemática”.

Diferente. A questão 3 de Física apresentou certa dificuldade ao candidato, de acordo com o professor de física Alexandre Lopes Moreno, do Etapa. “Não há nenhum erro, mas a Fuvest apresentou um sistema elétrico diferente do usual”, comentou.

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* Por José Roberto Gomes, especial para o Estadão.edu

Para a Oficina do Estudante, a prova do último dia da Fuvest exigiu do vestibulando muito conhecimento. “Não há nenhuma questão que o candidato respondesse com base apenas na interpretação. Ele precisava de conteúdo”, avalia o diretor pedagógico do cursinho, Célio Tafinato.

Para Tafinato, cada disciplina contemplou bem os variados temas exigidos, com exceção de história. “Não há nenhuma pergunta sobre o Brasil República.” Ele ainda mencionou que o vestibulando deve ter se confundido com o erro no enunciado de matemática (Questão 4), que trazia a figura de um pentaedro, mas mencionava um tetaedro.

Segundo ele, a prova ficou longe de ser interdisciplinar e deve ter sido bem mais “apertada” para o candidato. “Ontem, como todo mundo fez sobre todas as disciplinas, foi mais fácil.”

Hoje, a Fuvest aplicou provas específicas de matemática, física, química, biologia, história e geografia.

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* Por José Roberto Gomes, especial para o Estadão.edu

Para o cursinho CPV, a prova do último dia da segunda fase da Fuvest deve ter dado trabalho aos candidatos devido ao alto nível de exigência. Segundo Daniel Gomes, professor de história, a disciplina estava difícil “até para quem é de Humanas”. “Não tem nenhuma questão que considero fácil. Apenas o item ‘a’ da pergunta 6 [sobre jornada de trabalho] era a mais tranquila”, afirmou. “Outra questão [ H1] pedia a explicação do título de uma obra grega sobre a guerra de Troia. Essa análise nós não temos no Ensino Médio.”

Geografia também deve ter dado dor de cabeça. “A primeira pergunta sobre os eixos econômicos na América do Sul [3A] não estava clara, pois pedia para indicar nomes que já estavam lá”, comentou o professor Adriano Baroni. “Mas a prova tinha vários elementos de consulta, como gráficos, textos e fotos, que ajudaram o aluno.”

Quem fez Exatas também encontrou dificuldades. Para Nélio Kikuchi, professor de matemática, havia um erro no enunciado da questão 4, o que deve ter confundido os vestibulandos. “Há uma figura de um pentaedro, mas a pergunta fala em tetraedro”. Na avaliação dele, a prova estava difícil e com questões bem trabalhosas. “O tempo deve ter sido apertado.”

Para Armando Muller, professor de química, as quatro primeiras questões não representaram dificuldade ao aluno – apenas quem fez duas provas hoje respondeu às seis perguntas. “As duas últimas questões eram trabalhosas, exigiam atenção. Mas estão dentro do padrão Fuvest.”

Já Ricardo Meca Parmezzano, professor de física, avaliou de forma positiva a prova de sua disciplina. “Manteve as características dos anos anteriores, com perguntas que ‘ajudam’ em outras, com questões do cotidiano e com o apoio do quadrinhos ‘Note e adote’.”

Com relação à biologia, o professor Walter Guilherme Fchatzer considerou a prova “detalhista”. “Mas não estava impossível, não estava incoerente com o Ensino Médio.”

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Primavera Árabe
, Sudão do Sul, transição demográfica do Brasil (registrada no Censo 2010) e Código Florestal – todos temas de questões da 2ª fase da Fuvest – foram previstos pelo Estadão.edu como assuntos prováveis da prova. O especial de atualidades na Fuvest foi publicado no fim de outubro de 2011.

A importância da participação política, tema da redação de domingo, foi coberta em assuntos como ‘mobilização‘ e a revolta estudantil no Chile.

A reportagem entrevistou professores de cursinhos para saber os temas prováveis. Algumas apostas não deram certo – previmos também, por exemplo, questões sobre os 50 anos da renúncia de Jânio Quadros, o Ano Internacional da Química, a crise econômica nos Estados Unidos, os 10 anos do 11 de setembro, e o feminismo. Nenhum desses temas foi cobrado na Fuvest.

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