Candidatos da Fuvest receberam a notícia da aprovação no cursinho Objetivo, na Avenida Paulista, em São Paulo. Confira abaixo as imagens dos estudantes convocados nessa primeira chamada do processo seletivo:
CRÉDITO DAS FOTOS: ANDRÉ LESSA/AE e (última foto) LEANDRO CARABET/ESPECIAL PARA O ESTADÃO.EDU
Os professores do Etapa fizeram uma avaliação do último dia de provas da segunda fase da Fuvest, aplicadas nesta terça-feira. O vestibular teve alta abstenção nesta terça-feira – 9% deixaram de fazer o exame. Química foi considerada a prova mais complicada. “Os enunciados intimidaram os candidatos”, afirmou o professor Edison de Barros Camargo. Confira abaixo.
Geografia
As questões de geografia clássica agradaram o professor Cláudio São Martinho. “São temas recorrentes para quem está estudando a disciplina, e foram bem elaboradas”, afirmou. A ressalva ficou por conta da dificuldade em responder. “Em uma primeira olhada, a pergunta parece fácil, mas na verdade a resposta exige uma enorme capacidade de expressão, já que cobra análises e correlações”, disse.
Química
Para o professor de química Edison de Barros Camargo, a prova foi difícil e trabalhosa. “O pior é o seguinte: os enunciados intimidaram os candidatos, porque tinham fórmulas muito grandes e situações muito complexas”, disse o professor. Camargo exemplificou falando da questão sobre extração do óleo de soja. “A resposta está no enunciado, o problema é entender o enunciado”.
“Além disso, desde que me lembro, nunca houve uma prova sem questões de físico-química”, afirmou. Na prova de terça-feira a Fuvest cobrou principalmente química orgânica, deixando de lado também a parte de estrutura da matéria.
Matemática
Na avaliação do professor Carlos Shine, as duas últimas questões de matemática foram razoavelmente simples. As quatro primeiras, contudo, exigiram mais do candidato. “Foram seis questões, mas quatro delas vinham com subitens, apresentando vários níveis de dificuldade, o que acho positivo, já que dá mais chances ao aluno”.
História
A prova de história desta terça-feira deixou feliz o professor Antonio Carlos da Costa Ramos. “Fiquei contente pela qualidade da prova, que foi muito bem elaborada e inteligente: tinha conhecimento e reflexão sobre a história”, disse.
Biologia
Para o professor de biologia Ângelo Pavone aprova de hoje foi ‘decente’ e teve nível de complexidade acessível. “As perguntas foram claras, cobraram conceitos importantes e os conteúdos foram bem distribuídos”, avaliou.
Para o coordenador do Anglo, Nicolau Marmo, a prova da Fuvest aplicada nesta terça-feira foi bem elaborada e de qualidade. A crítica do professor foi em relação ao número de questões. “Por exemplo, em Medicina: havia 4 questões de física, 4 de biologia e 4 de física. Como que pode avaliar o conhecimento de biologia com 4 questões?”, disse. “Se não colocar, no mínimo, dez questões de cada área você não faz uma boa avaliação das matérias”.
Quanto ao nível de dificuldade, Marmo considerou que para a segunda fase a prova estava de nível médio.
Para o coordenador do Etapa, Edmilson Motta, a prova foi difícil para os estudantes. “Para nós, professores, que fazemos tomando cafezinho, é uma maravilha. Mas para os estudantes…”, brincou.
“Um problema eterno é o pouco espaço que eles deixam para escrever. Até isso o candidato tem que pensar na hora: como fazer caber ali a resposta que ele tem que dar”, disse Motta .
O candidato Rafael Mariotini, de 18 anos, que a reportagem acompanha desde o início das provas da Fuvest, encerrou sua participação no vestibular, neta teça-feira, em Sorocaba, com a quase certeza de que não conseguirá a vaga para o curso de Engenharia de Automação na USP. Ele fez as provas específicas de matemática, química e física e, mais uma vez, deixou perguntas sem resposta em química. Mesmo assim, acha que foi melhor que nos dois primeiros dias.
“Se tivesse tido um desempenho melhor no domingo, estaria dentro”, avaliou. Rafael vem se preparando desde o ano passado para a maratona dos vestibulares, que ainda não acabou. “Na semana que vem, vou tentar a Unicamp”, disse. Ele já tinha participado do Enem e espera a divulgação do resultado, de olho numa vaga na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Para o estudante que cursou escolas públicas e privadas no ensino fundamental e médio, o importante é não desistir. “Se não der agora, espero as provas do meio do ano.”
(José Maria Tomazela, de Sorocaba)
Na Unip de Santos, os candidatos trocam, após o fim da prova, comentários sobre as dúvidas que tiveram. Uma das perguntas que ninguém soube responder é qual é a hidrovia que liga Manaus a Porto Velho.
O vestibulando Daniel Palason Almeida, de 22 anos, está prestando para Letras, e disse: ”Ninguém sabia responder essa”. Finalmente no último dia também caíram duas perguntas sobre História do Brasil: sobre os bandeirantes e a Guerra do Paraguai.
A turma que fez as questões de exatas reclamou das questões de física. Já de matemática, nem tanto. Rafael Gaudeuso, de 19, quer vaga na Poli-USP, fez matemática e física. Achou matemática “razoável”. O estudante completou o ensino médio na boa escola federal de Cubatão e é técnico em eletrônica formado em uma Etec em Santos.
(Rejane Lima, de Santos)
Para muitos candidatos que fizeram a prova da 2ª fase hoje, o fim do vestibular significa o começo das férias e do descanso. Porém alguns deles ainda tem a reta final do exame da Unicamp pela frente.
Para Henrique Teixeira Pinto, de 18 anos, candidato de Geografia, que presta seu segundo vestibular após ter ficado na lista de espera no ano passado. Na prova de hoje se saiu melhor do que ontem, porque tem mais facilidade em geografia e história. Apesar de já ter passado na PUC, aguarda ansioso o resultado da Fuvest e da Unesp, no início de fevereiro. “Agora que acabou quero esquecer tudo, só pensar em me divertir, ir para a praia e jogar futebol. Mas só vou tirar o peso todo das costas quando sair o resultado da Fuvest”, afirma.
Victor Marum, de 17 anos, ex-aluno do colégio Albert Sabin, teve prova de biologia, química e física em sua luta por uma vaga em Farmácia. “Ontem além de pouco tempo, a prova estava bem difícil. Hoje acho que me dei bem”, opina. “As aulas só começam em março, seja cursinho ou faculdade, então o momento agora é de relaxar”, descontrai.
Já a candidata de Ciencias Física e Biomoleculares na USP São Carlos, Patrícia Casari, de 17 anos, diz que está com muita inveja de quem já está de férias. Na próxima semana ela ainda tem que enfrentar a 2ª fase da Unicamp, onde está prestando Medicina. “Até lá vou fazer uma revisão básica de todos os assuntos. Minhas férias só vão começar dia 18, talvez eu vá para praia”, afirma a ex-aluna do Colégio Vértice.
(Carlos Lordelo, de São Paulo)
Aprovada e matriculada em duas faculdades particulares, a vestibulanda Rhayssa Balog, de 18 anos, concorre a uma vaga de Medicina na Universidade de São Paulo.
“E ainda vou prestar mais uma particular aqui em Santos, mas quero mesmo é estudar na Escola Paulista ou na Santa Casa”, revela a estudante, que terminou o ensino médio em 2009 e fez cursinho pré-vestibular no ano passado.
Segundo ela, o segundo dia do exame da segunda fase da Fuvest foi mais fácil que o primeiro. “O problema foi o tempo. Na prova de física só consegui passar a resposta à caneta e as contas deixei a lápis”, disse ela, que está otimista com seu desempenho nesta terça-feira, quando realiza prova de Química, Física e Biologia.
O coordenador do vestibular da Fuvest em Santos, Renato Freire, acredita que a prova desta terça-feira deverá ter o mesmo nível de abstenção dos outros dois dias.
“A tendência é que hoje o nível de abstenção seja o mesmo de domingo e segunda-feira, porque mesmo aqueles alunos que foram mal nas outras provas querem vir hoje para se familiarizar com o exame para o próximo ano”, disse Freire, afirmando que em Santos, a abstenção de alunos foi inferior a média da Fuvest.
A segunda fase do vestibular da Fuvest em Santos acontece no campus da Universidade Paulista (Unip) da Vila Mathias e deveria receber 560 alunos dos nove municípios da Baixada Santista.
(Rejane Lima, de Santos)
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