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Ponto Edu

No último domingo o Ministério da Educação (MEC)  divulgou antecipadamente a lista de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os estudantes para vagas em universidades federais por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A lista está no site sisu.mec.gov.br e os aprovados têm os dias 27, 28 e 31 de janeiro para efetivarem suas matrículas nas universidades. Utilize o campo de comentários para nos contar se sua aprovação agradou ou não, fazer sugestões ou críticas.

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O MEC vai dar uma nova chance para os alunos que não conseguiram, até hoje, ter acesso à senha que possibilita o cadastro no Sisu. Até as 23h59, é possível fazer inscrições no sistema.

Segundo o Inep, haverá um menu para novo cadastro de e-mail e telefone, no site do Enem .

Segundo o Inep, muitos dos alunos que se queixam de estarem com ‘senha inválida’ estão com endereço de e-mail ou telefone errado no cadastro.

Para resolver o problema, basta que o estudante clique em “recuperar a senha” e, depois, ele pode alterar “dados cadastrais”.

Se estiver com o celular errado, deve receber, na hora, via SMS, a senha correta.

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Estudantes que prestaram o Enem 2010 e na sexta-feira descobriram que suas redações haviam sido anuladas e as notas das provas de linguagens e códigos e de matemática não contabilizadas criaram um blog para demonstrar sua indignação. O site http://prejudicadosenem2010.blog.com tem apenas um post, em que a autodenominada União dos estudantes prejudicados no Enem 2010 assina uma “nota oficial” ao “Ilustríssimo Sr. Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Joaquim José Soares Neto, e ao Ministério da Educação”.

No texto, os candidatos se dizem “profundamente contrariados e insatisfeitos” com os resultados obtidos, considerados “injustos e absolutamente inaceitáveis”.

Segundo o MEC, dez mil estudantes tiveram as redações anuladas ou receberam conceitos de nulidade às provas teóricas. “Julgamos, porém, que este número pode ser bem maior, considerando a repercussão de denúncias do mesmo problema tida nos sites de relacionamento como Orkut e Twitter”, afirma a nota.

O texto continua: “Têm sido levantadas por nós, estudantes, hipóteses de extravio das provas e erros de controle nos sistemas de computação e internet dos Órgãos. As suposições se baseiam na série de erros já conhecidos e repercutidos nacionalmente na mídia, que vão desde erros de impressão e questões mal elaboradas até o vazamento de provas inteiras e do tema da redação.”

Por fim, a “União” ameaça recorrer à Justiça para garantir:

- Suspensão temporária das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu)
- Suspensão temporária das inscrições no Programa Universidade para Todos (ProUni)
- Reaplicação do processo de correção aos cartões de resposta e provas de redação com conceitos de resultado nulo, bem como a revisão de suas digitalizações
- Correção nas notas dos estudantes prejudicados

O blog também pede que os estudantes prejudicados coloquem seu nome num abaixo assinado criado ontem e que já registrou, até as 20h35 deste domingo, 366 assinaturas.

Leia também:

Alunos reclamam de ausência da nota do 2º dia

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Uma mensagem ofensiva  foi retuitada pelo Twitter oficial da Comunicação do MEC causou surpresa aos internautas na tarde desta sexta-feira. O tweet do usuário Yuri Rosino ofendia o Enem explicitamente. Na sequência o MEC tuitou uma retratação e alegou invasão. “Gente, o retweet que apareceu agora há pouco, com palavrões, não foi feito por nós. Alguém invadiu nosso twitter.”

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Felipe Mortara

Renata Galvão, de 18 anos, que precisa do Enem para tentar uma vaga em Ciências Econômicas na Universidade Federal do ABC ou UFSCar, afirma ter problemas com suas notas de redação. Ela conta que ao acessar o sistema, visualiza notas normais referentes ao primeiro dia, mas o 2º dia indica apenas traços na presença, nas notas, inclusive redação a palavra ‘anulada’.

“Tenho certeza que preenchi tudo certinho. Há problemas generalizados relatados na comunidade do Enem no Orkut”, conta ela. Ela se mostra preocupada com as consequência do possível erro do Inep. “Se não arrumarem até domingo, quer dizer que não vão consertar e que eu vou perder um ano por incompetência deles”, reclama, referindo-se ao prazo de inscrição pelo Sisu.  Ela conta ainda que ao tentar ligar para o Inep uma gravação afirma que todos os atendentes estão ocupados.

Já Isabella Pereira de Souza, de 24 anos, que busca vaga em Administração e Direito na Universidade Rural de Três Rios, conta que em seu login do site do Inep só a redação aparece como anulada, porém todas as outras notas aparecem corretas. “Fiz uma prova toda certa, escrevi a redação com tema direitinho, mas ela foi anulada e fiquei sem entender. Minha tia é professora, dei pra ela ler o rascunho e ela disse que estava boa”, explicou.

enem_600.jpg

Segundo o site do Enem, qualquer tipo de sinal grafado fora do espaço destinado à redação pode ser interpretado como tentativa de fraude, podendo desclassificar o candidato.

Para pedir revisão da nota, o Inep atende pelo seu site e pelo 0800 61 61 61.

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O Inep divulgou há pouco o gabarito da prova de ciências humanas e ciências da natureza do Enem feita por alunos prejudicados pelos erros de impressão e montagem do caderno de questões amarelo do dia 6 de novembro. Confira:

Prova AZUL e gabarito
Prova AMARELA e gabarito
Prova BRANCA e gabarito
Prova ROSA e gabarito

Pouco menos da metade dos 9,5 mil estudantes de 17 Estados brasileiros convocados compareceram ao local da prova, no dia 15 de dezembro. Para chegar a esses candidatos, o MEC analisou as atas das salas onde o exame foi aplicado no dia 6 de novembro.

A prova aplicada no dia 6 de novembro não será considerada para o cálculo da nota final se o participante convocado tiver comparecido no dia 15 de dezembro. Caso contrário, vale a nota das provas de ciências humanas e ciências da natureza feitas em novembro.

O governo também liberou os gabaritos e as provas do Enem aplicado para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa. Mais de 15 mil detentos em quase 550 presídios se inscreveram. Desses, quase 13 mil querem diploma do ensino médio.

Ciências humanas e ciências da natureza

Prova AZUL e gabarito
Prova AMARELA e gabarito
Prova BRANCA e gabarito
Prova ROSA e gabarito

Linguagens e códigos e matemática

Prova AMARELA e gabarito
Prova CINZA e gabarito
Prova AZUL e gabarito
Prova ROSA e gabarito

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Mesmo com uma liminar que lhe dava o direito de fazer a nova prova do Enem nesta quarta-feira, 15, o estudante curitibano Alex Blenk, de 17 anos, não foi autorizado a entrar no local de aplicação, na Escola Hildebrando de Araújo.

Ele pegou a prova amarela com problemas de impressão no dia 6 de novembro, mas não teve seu caso relatado em ata pelo fiscal. Por meio de sua advogada e irmã, Andressa Blenk, o estudante protocolou ação com pedido de liminar ontem à noite. “Fizemos contatos com o Inep, que garantiu um retorno ao nosso pedido, o que não aconteceu”, lamentou Andressa.

Segundo Alex, a liminar, concedida pela juíza Marga Inge Barth Tessler, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, chegou às suas mãos às 12h47 e não houve tempo hábil para chegar à escola antes das 13 horas, quando os portões foram fechados. “Cheguei às 13h20, entreguei a liminar e aguardei uma resposta da coordenação da prova até as 15 horas, quando me informaram que eu não poderia realizar a prova”, disse.

Com isso, a advogada e irmã de Blenk, que tenta cursar Medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Andressa Blenk, de 30 anos, espera o julgamento do mérito, que deve ocorrer só no próximo ano, antes de tomar alguma posição. “A decisão foi publicada com pouca antecedência, o que inviabilizou a chegada no horário”, afirmou.

A coordenadora do Enem na escola, Talita Bentorim, recebeu a liminar e alegou, segundo o estudante, que o horário de entrada havia sido ultrapassado. Na decisão, a juíza fazia menção à necessidade de o aluno chegar antes do horário permitido.

A contrário de Blenk, os estudantes Guilherme Augusto Traiano Ritch, de 17 anos, e Marcela Gayer, de 18, conquistaram suas liminares ontem e realizaram suas provas na Faculdade UniBrasil.

A nova prova reuniu 2.708 estudantes no Paraná – 2.620 na capital. O exame também foi aplicado em Goioerê, Guarapuava, Pinhão, Pitanga e Ponta Grossa.

Os testes aplicados nesta quarta foram considerados mais difíceis que os da primeira prova pela estudante Francieli de Almeida Santos, de 18 anos, que tentará uma vaga no curso de Estética. “Senti que agora estava um pouco mais forçada, mas depois do que ocorreu, estava desanimada.”

Já para Fernando Detone, de 28, que vai usar as notas para tentar uma vaga em Engenharia Química na UFPR, a prova mais fácil. “Foram questões diretas, que não estavam muito extensas e eu compreendi melhor”, disse.

(Julio Cesar Lima, Especial para o Estadão.edu)

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ARACAJU – Assim como em outras cidades, a aplicação da nova prova do Enem nesta quarta-feira, 15, transcorreu sem problemas em Aracaju (SE). “A prova não teve nenhum erro desta vez. O exame foi normal e correu tudo bem”, disse a estudante Elaine Lima quando saiu da sala. O exame começou às 13h e terminou às 17h30 (horário de Brasília).

Em Sergipe, 581 alunos fizeram as provas em seis municípios: Aracaju, Carira, Estância, Itabaianinha, Riachão do Dantas e São Cristóvão.

Segundo as estudantes Clécia de Souza Pereira, de 17 anos, e Lívia Helena Barreto Barros, de 18, os problemas de impressão em parte dos cadernos de questões da cor amarela distribuídos no dia 6 de novembro as deixaram “mais ansiosas”. “Agora estamos mais tranquilas, até porque deu tempo de estudar um pouco mais”, disseram, ao fim da prova, na capital sergipana.

O Enem também foi aplicado nos presídios e unidades socioeducativas sergipanas, onde também ocorreu sem anormalidades.

(Antonio Carlos Garcia, Especial para o Estadão.edu)

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FLORIANÓPOLIS – Questões mais bem elaboradas que as da primeira prova, ênfase na interpretação de textos e alternativas sem margem para dúvidas. Estas foram as impressões de estudantes de Florianópolis que fizeram nesta quarta-feira, 15, o novo exame de ciências humanas e ciências da natureza.

Além da capital, outras 41 cidades catarinenses foram locais de aplicação do Enem “extra”. Em Chapecó e Concórdia, no oeste do Estado, o MEC registrou a maior concentração de problemas com a prova amarela distribuída no dia 6 de novembro. Nesta quarta, o material impresso veio na cor branca.

Entre os candidatos que responderam às 90 questões no Colégio Estadual Getúlio Vargas, em Florianópolis, as opiniões sobre a complexidade da prova foram diversas. “Foi uma prova gigante, cansativa, mas no mesmo nível da outra. A diferença ficou por conta do significado das palavras. O vocabulário foi mais seletivo”, disse Ramon Maciel de Sousa, de 17 anos, após duas horas e 30 minutos de prova numa sala que se esperavam 36 candidatos e só apareceram 12. “As questões de história e geografia estavam muito mais difíceis”, afirmou o estudante, que tenta ingressar Engenharia Civil, com pretensões de conquistar média suficiente para fazer o curso em Lion, na França.

Ana Carolina, de 17 anos, considerou as questões de química mais difíceis e as de geografia melhores que a do exame aplicado no dia 6 de novembro. Ela vai fazer seu primeiro vestibular “pra valer” no domingo – na tentativa de conquistar uma cadeira no curso de Design Gráfico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

(Júlio Castro, Especial para o Estadão.edu)

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Mais de 50% dos 9,5 mil candidatos convocados para fazer a nova prova do Enem não compareceram aos locais de aplicação nesta quarta-feira, 15. Os estudantes, de 17 unidades da federação, tiveram quatro horas e meia para responder a 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza. Puderam fazer o exame “extra” os candidatos que pegaram o caderno de questões amarelo com falhas de impressão no dia 6 de novembro, não conseguiram trocá-lo e tiveram o problema registrado em ata.

Segundo o MEC, o gabarito e a prova serão divulgados na terça-feira, 21, às 18h, no site do Inep.

A prova aplicada no dia 6 de novembro não será considerada para o cálculo da nota final se o participante convocado tiver comparecido nesta quarta-feira. Caso contrário, vale a nota da prova de ciências humanas e ciências da natureza feitas em novembro. Os resultados do Enem 2010 deverão sair na primeira quinzena de janeiro.

Presídios

As pessoas privadas de liberdade e os jovens sob medida socioeducativa fizeram nesta quarta a prova de ciências humanas e ciências da natureza. Amanhã, serão aplicados os testes de linguagens e códigos (45 questões), matemática (45 questões) e redação, das 13h às 18h30 (horário de Brasília).

Mais de 15 mil participantes estão inscritos, distribuídos em quase 550 presídios. Desses, quase 13 mil se inscreveram para pleitear diploma do ensino médio.

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