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Ponto Edu

* Por Cristiane Nascimento e Victor Vieira, especial para o Estadão.edu

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Alunos e professores da PUC-SP organizaram na manhã desta quinta-feira, 25, um ato de apoio ao candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad, no câmpus de Perdizes, zona oeste. Com camisetas vermelhas, alto falante e bandeiras, os militantes se concentraram perto do Centro Acadêmico de Ciências Sociais enquanto ainda havia aulas na instituição.

Parte dos estudantes deixou as salas e tentou impedir a manifestação com vaias e jogando água e bolinhas de papel do alto do chamado “prédio novo”. Lá embaixo, na “prainha da PUC”, havia pouca gente apoiando os discursos proferidos ao microfone – entre 15 e 30 pessoas, de acordo com relatos de alunos contra e a favor da mobilização.

O militante da Juventude do PT em São Paulo Erik Douzan diz que foi procurado pelo grupo que promoveu o ato, mas não participou diretamente da organização. “Por ser um espaço de conhecimento, é preciso fazer essa discussão política dentro da universidade”, defende.

Vincent Gonçalves, aluno de Economia de 20 anos, discorda. Para ele, instituições de ensino superior não devem abrigar campanhas partidárias e manifestações como a desta manhã acabam despertando antipatia entre os estudantes. “Estranhamos porque o barulho estava muito alto. Tinha até caixa de som”, conta. Segundo ele, os seguranças da PUC demoraram a intervir e o episódio prejudicou várias turmas que estavam em aula.

Segundo a estudante de Direito Nathália Duarte, de 21, os manifestantes apareceram apenas no fim da manhã para não interferir na rotina de aulas da universidade. “Fiquei decepcionada com a atitude de quem jogou água e saiu correndo porque fogem do debate político. Muitos não estão preocupados em discutir a cidade.”

O Centro Acadêmico de Ciências Sociais diz que não participou da manifestação e que nenhum membro da gestão é filiado ao PT. Segundo a Assessoria de Imprensa da PUC, o ato não teve autorização da reitoria, já que os alunos não fizeram um pedido formal.

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* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – Última colocada nas eleições para o DCE da USP, a chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa diz que faz planos a “médio prazo” para se “reinserir” na vida estudantil. O grupo já comandou o diretório em 2006 – na época, com o nome Camarão que Dorme a Onda Leva.

Segundo o representante da chapa Pedro Martinez, de 20 anos e aluno de Direito, o grupo está se reorganizando. Neste ano eles só receberam 254 votos (110 no Largo São Francisco).

Para Pedro, a Não Vou Me Adaptar ganhou porque fez “política de medo” contra a Reação, tinha militantes espalhados por diversos cursos e forjou uma “união eleitoral”. “Mas eles devem rachar em pouco tempo”, aposta.

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* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – A chapa Reação considerou “justo” o resultado das eleições para o DCE da USP, divulgado na madrugada deste sábado. “Pelo menos o processo, este ano, foi limpo”, disse a estudante de História Pilar Gomez, de 24 anos, que coordenava a campanha do grupo no câmpus do Butantã. Ela referiu-se à suspeita de que houve fraude nas eleições de 2009, nas quais a chapa Reconquista, que tinha integrantes e ideias semelhantes aos da Reação, perdeu por uma pequena diferença de votos.

“Apesar de alguns acharem que foi uma derrota, penso que foi uma vitória. Conseguimos mostrar nossa cara e dizer para os estudantes que existem pessoas que contestam a atual conjuntura do DCE”, afirmou Pilar.

A Reação era a única das cinco chapas que defendia a presença da Polícia Militar no câmpus. Recebeu 2.660 votos e terminou em segundo lugar, muito distante do grupo vencedor, Não Vou Me Adaptar (6.964 votos).

Para Pilar, se as eleições tivessem sido no fim do ano passado – como era previsto pelo regulamento do DCE – “o quadro seria muito diferente”. Ela acredita que o adiamento da votação prejudicou a chapa. “No ano passado as pessoas estavam mais indignadas. Agora as coisas estão mais calmas, não há mais greve, e assim os alunos se acomodam.” O voto não é obrigatório, mas este ano o quórum foi recorde: 13.134 participantes.

Segundo a estudante, o novo DCE precisa “tomar posições”. “Esta é pelo menos a terceira gestão consecutiva do mesmo grupo. No ano passado, primeiro eles foram contra a invasão da reitoria e, depois da reintegração de posse, se uniram aos movimentos mais radicais, aos invasores.”

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

A eleição para o DCE-USP ultrapassou 12 mil votos, um número que não se vê “há pelo menos dez anos”, disse hoje Pedro Serrano, da chapa Não Vou Me Adaptar.

Tradicionalmente realizadas em novembro, as eleições foram adiadas por uma assembleia de alunos sem competência para tanto, o que fez deste período eleitoral um dos mais longos na história da universidade. O Conselho de Centros Acadêmicos votou por agendar as eleições para 27 a 29 de março.

Números recentes comprovam o ineditismo. A eleição de 2006, vencida pela chapa Camarão que Dorme a Onda Leva, teve um total de 8.568 votos. Na eleição seguinte foram 7.645 votos, com vitória da Vez e Voz: O Grito Só Não Basta!. E em 2009, foram cerca de 9 mil votos.

Também por tradição, as urnas foram levadas à ECA, onde a apuração atravessa a madrugada. O resultado deve sair no começo deste sábado. A situacionista Não Vou Me Adaptar e a “apartidária” Reação são as favoritas. Universidade em Movimento, 27 de Outubro e Quem Vem Com Tudo não Cansa também estão na disputa.

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No terceiro e último dia de eleições do DCE-USP, na FFLCH, representantes de três chapas faziam panfletagem: Não Vou Me Adaptar, Universidade Em Movimento e 27 de Outubro. Veja o que os eleitores têm a dizer.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Fila e muita movimentação marcam a manhã de quinta-feira na Faculdade de Letras da USP. No último dia das eleições para o DCE, a participação dos eleitores promete ser recorde.

De acordo com militante da chapa Não Vou Me Adaptar, a expectativa é de quórum bastante elevado. Geralmente, as eleições para o DCE têm uma média de 8 mil votos. Até quarta-feira, no entanto, penúltimo dia de votação, já haviam sido contabilizados mais de 7.500 votos. Como muita gente deixa para votar no último dia, são esperados mais de 10 mil votos nessa eleição.

Além situacionista Não Vou Me Adaptar, mais quatro chapas concorrem à diretoria da entidade: a Reação, que se identifica como “apartidária”, e as esquerdistas Quem Vem Com Tudo Não Cansa, Universidade em Movimento e 27 de Outubro.

O resultado deve sair na madrugada de sexta para sábado.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Das cinco chapas que concorrem às eleições para o DCE-USP (as urnas fecham amanhã, quinta-feira), duas têm nomes inspirados em canções brasileiras.

A situacionista Não Vou Me Adaptar, chapa com maior número de inscritos, tem nome de canção dos Titãs. A frase está no refrão: “Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia / Eu não encho mais a casa de alegria (…) Não vou! Me adaptar! / Me adaptar / Não vou me adaptar”.

Para o mestrando Thiago Aguiar, candidato pela chapa, o nome é “auto-explicativo” para quem acompanha a situação política da universidade. “A gente vem de um cenário de constrangimento à organização política”, afirma, “com a presença da tropa de choque na USP. Existe uma reitoria ilegítima e o gasto irresponsável de dinheiro público”. Para o estudante de 22 anos, o eleitor pode escolher entre a chapa que fará frente a esse projeto ou aquela “subordinada aos interesses da reitoria” (uma referência à Reação, única que não pede a deposição do reitor).

Já a chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa tirou o verso da música Bete Balanço, que é também um filme de 1984: “Quem vem com tudo não cansa / Bete, balança meu amor / Me avise quando for a hora”.

O estudante de Direito Pedro Martinez, de 20 anos, diz que a música simboliza o espírito de lutas da juventude, marcada por essa música na época. “O nome é no sentido de uma mobilização para conseguir o que buscamos, é uma coisa de ir pra cima”, disse. “Queremos uma USP mais democrática, uma estrutura de poder com mais participação de funcionários e estudantes, e um acesso mais popular, inclusive com cotas sociais”.

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No primeiro dia de eleições do DCE-USP, na FEA, representantes de três chapas faziam panfletagem: Não Vou Me Adaptar, Reação e Universidade Em Movimento. Veja o que eles têm a dizer e o que os eleitores acharam.

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O único direito de resposta concedido a uma chapa no debate de ontem na SanFran entre candidatos ao DCE da USP nasceu de uma pergunta sobre cotas raciais no vestibular da Fuvest.

A Reação foi a primeira a responder. Éder Souza disse ser contra as cotas raciais na universidade porque o problema da educação não estaria no “topo”, mas na “base”. Segundo ele, a inclusão de negros deveria ser resolvida com a melhoria do ensino público. Éder afirmou que a Reação é a favor de um plebiscito para decidir o assunto.

Danilo Cruz, da Universidade em Movimento, criticou o fato de Éder, sendo negro, ter essa opinião.

Éder pediu à mesa e obteve direito de resposta. Afirmou, então, que não “segue cartilha”, mas tem consciência para definir suas próprias opiniões.

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