* Por Rafael Abreu, especial para o Estadão.edu
A impressão do Coordenador-geral do Anglo, o professor de física Luis Ricardo Arruda, é de que a prova da primeira fase da Fuvest foi bastante difícil, sendo as questões de física, matemática, geografia e literatura as de maior complexidade. “Outras matérias foram medianas, mas essas foram as mais complicadas”, explica. Segundo ele, a prova foi consideravelmente mais trabalhosa que a do ano passado.
As questões de matemática e física foram consideradas difíceis porque suas soluções envolviam mais que um raciocínio lógico. A maioria exigia que o aluno resolvesse os problemas em duas, três ou quatro etapas. “Um iniciante não consegue fazer isso”, esclarece Arruda.
No que diz respeito a geografia, foi a abrangência dos enunciados que fez com que as questões fossem consideradas difíceis. “De cada tema, eles exploraram todas as possibilidades, o que acaba exigindo do aluno um domínio total do assunto, em vez de uma competência específica”, afirma o coordenador.
Nas questões de literatura, por outro lado, foram os enunciados os responsáveis pelo grau elevado de dificuldade. “Estão muito tortuosos, prolixos. Muitas questões apresentaram um viés de enunciado desnecessariamente complicado”, comenta o professor. Para Arruda, a construção das questões acabou complicando conteúdos que, de outra maneira, poderiam ser considerados fáceis.
Prova nota 10. Independente do quão difícil a prova tenha sido, Arruda acredita que a Fuvest deu um “exemplo de como se faz uma prova”. “Não havia nada fora do programa, nenhuma particularidade, nenhum detalhe irrelevante. Uma prova de alto nível, nota dez”, explica o professor, acrescentando que a prova foi capaz de apresentar uma amostra conveniente e significativa de cada uma das matérias cobradas.
* Por Carlos Lordelo, do Estadão.edu
O Anglo contesta duas questões de matemática da prova de primeira fase do vestibular da Unicamp. Para o cursinho, os testes 43 e 44 (caderno Q e Z) têm duas respostas possíveis.
Segundo o Anglo, o gabarito da questão 43, de análise combinatória, é a letra A. “Mas muita gente por aí vai dar a resposta B”, diz o coordenador-geral do cursinho, Luís Ricardo Arruda. “O aumento no número máximo de placas será de 1,6, mas a variação obtida com a mudança relatada pelo enunciado será de 2,6″, afirma. “Logo, o aumento será inferior ao dobro.”
Já na questão 44 – segundo Arruda, “interessante e bem formulada” – os cálculos levariam à resposta C. “Mas a alternativa A também está certa, já que 4/5 é maior que 3/4 e 25/16 é menor que 16/9″, afirma o professor. “Uma distração como esta na formulação das alternativas não pode ocorrer em uma prova da Unicamp.”
De modo geral, Arruda acredita que a prova teve boa abrangência de conteúdos nas 48 questões. Sobre as redações, ele afirma que o aluno que está terminando o ensino médio não teve dificuldades. “Resumo e carta são gêneros muito treinados na escola.”
A equipe de professores do Anglo Vestibulares analisou e corrigiu as provas do caderno rosa da primeira etapa do Enem, e para todas as disciplinas considerou como nível médio. “De um modo geral, a prova apresentou evolução. Os enunciados não foram tão extensos em comparação com o ano anterior. Isso contribuiu mais para a resolução da questões”, apontou o coordenador geral Luís Ricardo Arruda. Para ele, o exame está se aproximando do modelo tradicional de grandes vestibulares, como o da Fuvest, o que ele considera o caminho certo a ser tomado.
As principais críticas centralizaram-se na prova de biologia. Os professores apontaram uma distribuição desigual das questões, as muito sofisticadas seguidas logo depois pelas muito fáceis. Também houve restrições em alguns temas: foram abordados genética, evolução e ecologia, enquanto deixaram de lado fisiologia e zoologia.
A equipe também apontou equívocos conceituais em três questões: na 47 e na 74, que tratavam de evolução, os enunciados evocaram um sentido de “finalismo” ao dizer, por exemplo, que determinada espécie cria mecanismos para sobrevivência. Arruda explica que o correto seria apontar que esses mecanismos se desenvolvem de forma espontânea. E na questão 81, o enunciado diz que Louis Pasteur viveu no século 17, quando na verdade ele é do século 19. Segundo a equipe, apesar desses erros e imprecisões, a resolução das questões não foi prejudicada.
A prova de física foi considerada bem elaborada, sem grandes problemas, fora duas questões que, segundo os professores, não tinham coerência interna no enunciado. “Mesmo com esses descuidos dava pra resolver as questões”, afirma Arruda. Quanto a parte de química, também da prova de Ciências da Natureza, a equipe apontou um excesso em química orgânica (40% das perguntas), mas a prova, de um modo geral, teve só elogios.
Na seção de Ciências Humanas, a parte de geografia apresentou contradições entre as questões e o próprio ensino escolar. “Percebemos uma necessidade de o aluno aprender a trabalhar com gráficos e mapas, porém, na prova não houve nenhuma questão com mapa”, criticou Arruda. Quanto às questões de história, os professores não encontraram nenhum problema.
O vestibular de inverno da PUC-SP realizado neste domingo, 17, teve questões bem formuladas e de dificuldade média, na opinião dos professores do Anglo e do Objetivo. A prova era composta por 45 testes, três questões interdisciplinares discursivas e uma redação.
“Pelo baixo número de questões, não é um exame tão abrangente como a gente gostaria”, diz o professor Daily de Matos Oliveira, do Objetivo. Segundo ele, os testes de matemática estavam “muito parecidos” com os do Enem, cuja proposta é cobrar o conteúdo da disciplina aplicado a situações do dia a dia. Daily afirma ainda que as perguntas de física, química, biologia e história exigiam conhecimentos sobre temas tradicionais das matérias. E geografia focou em assuntos da atualidade.
A prova da PUC é temática e, nesta edição, a banca explorou os Jogos Olímpicos. Para o Objetivo, a questão discursiva de química e biologia estava “extremamente interessante”. Ela perguntava sobre alterações bioquímicas que ocorrem no corpo de atletas antes e depois da competição. “Foi uma questão diferente das que a gente está acostumado a ver”, explica Daily.
Na parte de história e geografia, os candidatos tinham de explorar aspectos políticos e econômicos relacionados às Olimpíadas. “A prova dava bastante informação. O estudante tinha de onde tirar subsídios para elaborar um bom texto”, completa o professor do Objetivo. A questão interdisciplinar de matemática e física tinha como pano de fundo o futebol.
Para o coordenador do Anglo, Luis Ricardo Arruda, a banca “bobeou” na proposta da redação, sobre três grandes eventos esportivos: a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
“A coletânea expôs uma certa controvérsia entre opiniões, bastante veiculadas na imprensa, de que: 1) a Copa é importante e trará retorno para o País, ou 2) a Copa não é prioridade. Mas depois pediu para os alunos elencarem as prioridades que devem ser enfrentadas para o sucesso dos eventos esportivos, em vez de explorar a contradição expressa no material de apoio”, diz Arruda. “Estranhamos a redação porque ela poderia pedir ao aluno para se posicionar a respeito dessa polêmica.”
A PUC só deve divulgar amanhã, a partir das 14h, o gabarito da prova, o caderno de questões e a relação candidato/vaga. A primeira lista de aprovados será publicada no próximo dia 22, com matrícula nos dias 25 e 26.
O Mackenzie repetiu no vestibular de inverno realizado neste sábado, 16, um texto que já havia sido usado no processo seletivo para ingresso no primeiro semestre de 2011. A prova de inglês dos dois anos teve questões baseadas no mesmo material, uma campanha publicitária da ONG Orbis. A coincidência foi notada por professores do cursinho Anglo.
Embora seja idêntico, o material motivou questões diferentes.
- Mackenzie divulga gabarito do vestibular de inverno
- Mackenzie faz prova ‘sem emoções’, diz Anglo
Veja as perguntas deste ano:


Veja as perguntas do vestibular realizado em dezembro de 2010:


O Anglo avaliou a prova do vestibular de inverno do Mackenzie, aplicada neste sábado, como “sem emoções”. “A banca tem um princípio, que eu acho muito bom, de avaliar basicamente o domínio do aluno dos principais conteúdos do ensino médio”, disse o coordenador do cursinho, Luis Ricardo Arruda.
Para ele, o exame trouxe questões clássicas, bem elaboradas, com enunciados curtos, que varreram toda a programação. O professor destacou ainda a maior quantidade de textos e imagens em relação a vestibulares anteriores.
Arruda, no entanto, apontou uma “imprecisão” na questão 53, de história. O teste era sobre a influência de Simon Bolívar na América Latina e o estudante tinha de assinalar quais das três afirmações estavam corretas. O item 2 dizia:
“Dando continuação à cruzada de Bolívar contra a dominação estrangeira, o discurso de tais líderes locais é voltado contra a dominação imperialista, transmitindo a ideia de que tais governos estão se orientando para a adoção de um novo tipo de socialismo. No entanto, em cada um desses países, o domínio do capital permanece intacto.”
O coordenador lembra que houve nacionalizações de companhias na Venezuela, na Bolívia e na Argentina. “Então o domínio do capital não permanece intacto, ele foi arranhado.”
Sobre a prova de redação, Arruda elogiou a escolha do tema. Os candidatos deveriam escrever uma dissertação baseada na ação do Ministério Público Federal para tirar de circulação o dicionário Houaiss. A publicação conteria, em uma das acepções da palavra cigano, expressões “pejorativas e preconceituosas” e praticaria racismo.
“É um tema atual, controverso e fala da língua portuguesa. Foi bem adequado. Os alunos bem informados não tiveram dificuldade em se posicionar”, afirmou.
Os interessados podem conferir a resolução comentada feita por professores do Anglo neste link.
Veja também:
* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu
A prova aplicada hoje foi elogiada pelos professores do Anglo. “Nenhuma questão apresentou falha no enunciado”, declarou Luís Ricardo Arruda, coordenador do cursinho. “Não há nada pior do que um enunciado mal-feito”, afirmou.
De acordo com o Anglo, a prova estava mais difícil do que a do ano anterior. “Como vestibular da principal universidade do país, é necessário que o nível de dificuldade da prova seja ao menos médio”, afirmou Arruda. As questões de biologia abordaram somente a fotossíntese, mas, mesmo assim, conseguiram ser abrangentes. “Deu para explorar várias áreas da biologia, como meio ambiente, por exemplo”.
A questão 4, que abordou balanças comerciais, foi classificada como difícil pelos professores. “Exigiu que o aluno pensasse bastante”, declarou o coordenador. Já a questão 7, que causou muita dificuldade nos alunos, foi considera mediana. “Um aluno que se preparou teria condições de responder corretamente”, afirmou Arruda.
O coordenador do cursinho Anglo, Luis Ricardo Arruda, afirma que a questão 43 da prova de primeira fase do vestibular da Unicamp (no caderno Q e Z) não tem resposta. “Todas as alternativas estão incorretas” diz o professor. O teste, de geografia, fala de “zonas de calmaria”.
“Uma questão com problema de enunciado causa insegurança no aluno e o faz perder tempo.”
Segundo Arruda, todas as outras 47 questões do exame estão bem elaboradas e têm nível médio de dificuldade. “Isso significa que se trata de uma prova adequada para uma primeira fase. Não adianta fazer uma peneira muito fina nessa etapa”, diz.
Para o coordenador, o outro problema do vestibular foi a parte de física. “Foi mais fácil do que deveria.” Numa escala de zero a dez, ele atribuiu nota entre 7 e 8 ao vestibular.
Ao comentar a prova da Unesp deste domingo, o coordenador geral do cursinho Anglo, Luiz Ricardo Arruda, afirmou que os testes de química não selecionariam alunos para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Para ele, química foi a única matéria que destoou do resto do exame, considerado mediano pelo professor.
Segundo Arruda, a prova cumpriu o que se espera de uma primeira fase, com dificuldade média, temas relevantes e questões bem elaboradas. “Qualidade é abrangência e a Unesp apresentou um exame que merece elogios”, afirma.
A respeito do tempo para se realizar a prova, o professor diz que foi suficiente, exceto para história, disciplina que, segundo ele, exigia mais de três minutos por questão. Outro ponto que recebeu elogios de Arruda foi a qualidade de impressão do caderno de provas: “Não quero comparar com o Enem, mas a impressão é muito boa e os desenhos estão com ótima qualidade, o que só facilita a vida do estudante”.
* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu
Até 2008, as questões de Biologia do Enem eram inteligentes, diz o professor Sezar Sasson, do Anglo. Porém, desde que a prova sofreu uma reformulação, “ainda não encontrou um caminho”, diz ele. Em sua opinião, a melhor prova desde então foi justamente aquela cancelada em 2009.
“Sob o pretexto de contextualizar, o Enem investe em enunciados longos que não servem para nada”, reclama. “Este ano, por exemplo, a questão 48 da prova azul trouxe um longo enunciado sobre soro antiofídico, quando o importante mesmo era apenas saber a importância das hemácias”. Sasson também constatou enunciados imprecisos, como a questão 61 da mesma prova. “O melhor seria dizer ‘molécula’ em vez de ‘fita’ dupla filha. Ficou confuso”.
Já a questão sobre epigenética e câncer (65 na prova azul) cobrou “um conteúdo muito bravo”. “Achei inadequado”, disse o professor. Uma candidata ouvida pelo Estadão.edu conseguiu resolver a questão por eliminação, escolhendo a alternativa que tinha maior diferença das outras quatro. “Foi um bom raciocínio, ela certamente marcou a correta”, considerou Sasson.
O coordenador-geral do Anglo, Luís Ricardo Arruda, constatou uma queixa generalizada dos professores em relação aos enunciados, em geral muito mais longos do que úteis. “Por outro lado, exceto em Biologia, todos os professores consideraram a prova de boa qualidade”, conta. Para Arruda, porém, o Enem ainda pode melhorar na precisão da linguagem das alternativas, especialmente na prova de Ciências de Natureza. “Às vezes a alternativa fala em ‘velocidade’ mas não fala do quê”, conta. “E deveríamos cobrar do Enem essa questão do tempo, que é muito pouco para enunciados tão longos”.
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