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Ponto Edu

27.abril.2010 20:32:31

Quais habilidades em tecnologia os professores devem ter em sala de aula?

Professores capacitados que usem a seu favor a tecnologia em sala de aula são requisito básico para qualquer escola moderna. Hoje, porém, não existe uma diretriz clara, no Ministério da Educação, sobre quais as habilidades específicas os educadores devem ter. Essa foi a opinião de alguns educadores presentes no primeiro dia da conferência internacional “O Impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) Educação”, evento cujo objetivo é debater o uso da tecnologia em sala de aula.

“Se essas competências existem dentro do MEC, elas não foram publicadas”, diz a consultora da Unesco Maria Inês Bastos. Parte do problema ocorre porque quem dá as aulas de capacitação para professores é a Secretaria de Ensino a Distância, em parceria com universidades. São os acadêmicos das instituições de ensino superior que definem o que cada professor precisa saber – nem sempre as competências são coincidentes e não existe uma regra geral.

“Em muitos dos cursos, o que se quer é que o professor aprenda a manejar ferramentas, como ligar o computador. Isso não é suficiente para usar na educação, para transformar a educação”, afirma Maria Inês, que apresentou no evento um estudo sobre a  formação de docentes para uso das TICs na América Latina e Caribe.

No futuro, isso pode acarretar dificuldades na avaliação do uso da tecnologia em sala de aula. Sem saber o que é cobrado dos professores, não é possível checar se a aprendizagem vem sendo beneficiada pelo uso das ferramentas. “A metodologia para avaliar será complexa. Seria mais fácil se as habilidades do professor fossem definidas pelo MEC.”

Para a professora da UFRGS Rosa Vicari, as competências, com a entrada da tecnologia, estão em fase de transição – tanto as exigidas dos professores como de outros profissionais. “Os currículos de Medicina estão bastante mudados. Hoje, médico tem que entender de robótica, para fazer cirurgias, e antes nada disso era necessário”, afirmou.  “O que antes era interessante para ajudar o aluno a ir para a universidade ou para conseguir um trabalho, hoje não é mais.”

A discrepância entre a formação dos professores – alguns desconhecem noções básicas de computação e outros já estão mais familiarizados  - também colabora para complicar uma avaliação homogênea. O programa Enlaces, do governo do Chile, foi apontado por educadores e professores como um exemplo a ser seguido sobre como pode funcionar definir uma lista de habilidades a ser cobrada dos professores.

CAPACITAÇÃO
Segundo o secretário da Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, 340 mil professores já foram capacitados para usar ferramentas tecnológicas em sala de aula – 40 mil em cursos de 360 horas de duração e a maioria (300 mil) em cursos de informática básica e de TICs na educação, entre outros.

Leia mais:

MEC apresenta ações para estimular o uso das TICs durante conferência

O aluno que ensina

Conferência vai debater impacto das TICs na educação


comentários (12) | comente

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12 Comentários Comente também
  • 28/04/2010 - 15:38
    Enviado por: VIVIANE SOUZA GALVAO

    A preocupação com a ‘Profissão Professor’, com as competências que estes profissionais, que são formadores de outros profissionais, devem adquirir, é antiga. Considerando-se que estes profissionais também podem falar algo a respeito de si próprios, seria interessante pesquisar o que estes pensam sobre as suas necessidade e sobre o desenvolvimento de novas habilidades. A falta de preocupação com o que pensam os professores a respeito de suas competências pode dificultar a regulamentação prática da profissão professor. Seria muito interessante, portanto, da VOZ a estes profissionais para se entender melhor quais são as suas reais necessidades em termos de aquisição de novas competencias profissionais, a qual certamente dependerá das novas condições de trabalho nas escolas, das politicas publicas no campo da formação, do desenvolvimento de novos processos educacionais e não necessariamente da adesão ao uso de terminados recursos tecnologicos .

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  • 28/04/2010 - 16:03
    Enviado por: VIVIANE SOUZA GALVAO

    A preocupação com a ‘Profissão Professor’, com as competências que estes profissionais, que são formadores de outros profissionais, devem adquirir, é antiga. Considerando-se que estes profissionais também podem falar algo a respeito de si próprios, seria interessante pesquisar o que pensam sobre as suas necessidades e sobre o desenvolvimento de novas habilidades. A falta de preocupação com o que pensam os professores a respeito de suas competências pode dificultar a regulamentação prática da profissão professor. Seria muito interessante, portanto, dar VOZ a estes profissionais para entendermos melhor quais são as suas reais necessidades em termos de aquisição de novas competências profissionais, a qual certamente dependerá das novas condições de trabalho nas escolas, das politicas públicas no campo da formação, do desenvolvimento de novos processos educacionais e não necessariamente da adesão ao uso de terminados recursos tecnológicos

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    • 29/04/2010 - 20:26
      Enviado por: Carolina Stanisci

      Cara Viviane, obrigada por seu comentário. Gostaríamos de saber de boas práticas em relação ao uso de tecnologia na sala de aula. Você conhece?

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  • 28/04/2010 - 17:43
    Enviado por: Países apresentam diferentes usos das TICs em sala de aula | Ponto Edu

    [...] Quais habilidades em tecnologia os professores devem ter em sala de aula? [...]

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  • 01/05/2010 - 19:01
    Enviado por: Henzo Gualberto

    Caros colegas e cara Carolina Stanisci,

    Acredito muito no uso da tecnologia como recurso didático na sala de aula e não me vejo hoje sem utilizá-los na escola. Mas acredito que esses recursos são um meio, e não um fim, e não substituem um professor bem formado e preparado para inúmeras situações escolares.
    Acho também que precisamos compartilhar esse recurso não só com os alunos mas com outros professores. Para isso mantenho um blog.
    Acessem:

    http://professorhenzo.blogspot.com/

    http://www.authorstream.com/User-Presentations/henzo13/

    Abraço,

    Prof. Henzo

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  • 02/05/2010 - 22:05
    Enviado por: Cristina

    Uma pergunta: quem forma – de forma permanente – os professores? As instituições de ensino oferecem cursos sobre o uso das novas tecnologias em sala de aula aos seus professores? Ou os professores precisam achar tempo e dinheiro para dominarem as novas tecnologias? É cobrado dos professores que estão formando outros professores que saibam, tanto em termos de qualidade quanto em quantidade, as novas tecnologias, no entanto alguém precisa ensinar a estes professores. É necessário que quem domina determinadas competências e habilidades no que se refere ao uso da tecnologia ensinem a estes professores, durante a sua carga horária de trabalho. Muitos professores não utilizam as novas tecnologias em sala de aula porque não têm tempo para ficar pesquisando, tentando, errando, aprendendo. Muitas vezes são os alunos que ensinam aos professores como usar determinadas ferramentas. É preciso ter claro que como qualquer profissional, o professor nunca está pronto. Ele precisa aprender sempre e não cabe somente a ele a responsabilidade sobre a sua formação contínua. Nas empresas que primam pela qualidade os empresários fazem cursos, assistem palestras, participam de atividades coletivas para desenvolverem a cooperação… O que as instituições de ensino oferecem aos professores?

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  • 02/05/2010 - 22:20
    Enviado por: Cristina

    Outra questão: para cobrar que os professores tenham competências e habilidades mínimas no uso das novas tecnologias é necessário que as instituições formadoras de professores tenham estas tecnologias. E depois de tê-las é necessário que sejam acessíveis, para não ocorrer do professor preparar uma aula, chegar para ministrá-la utilizando-se de determinada tecnologia e não dispor do necessário. Muitas escolas possuem somente um data show para 10 professores ou mais. E no momento de usá-lo os programas estão desatualizados, o som não funciona… E a aula volta para o “cuspi e giz”.

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    • 03/05/2010 - 17:25
      Enviado por: Carolina Stanisci

      Cristina, de fato há muitas questões envolvendo o uso de tecnologia na sala de aula. Nesse post, apenas me concentrei em uma questão: a falta de competências estabelecidas pelo MEC.

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  • 06/05/2010 - 21:34
    Enviado por: Ari de Sant'Anna

    Curioso! Todos os comentários aqui tratam precipuamente do tema da notícia. Não apareceram aqueles que parecem ficar de plantão para, a cada notícia, atacarem um governante e defenderem outro. E as opiniões também são educadas. A baixaria tradicional parece que foi espantada pelo assunto.

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  • 07/05/2010 - 09:36
    Enviado por: Antonio Carlos

    Seguem algumas sugestões das habilidades que o professor deve ter em sala de aula:
    1ª – Em sua primeira aula, o professor não deve dar matéria. Necessita criar um vínculo com a turma, fazendo que os alunos gostem primeiro do professor, pois uma vez gostando do professor eles gostarão da matéria.
    2ª – Encaremos a realidade: O ensino brasileiro vai de mal a pior. Os governos não priorizam a educação (no Brasil). Esqueçamos um pouco esta euforia de computador,e vamos para o aprendizado escrito. Somos humanos. Sabemos que uma das melhores formas de aprendizado é a escrita manual. Deste modo, o professor deve transmitir aos alunos o amor pelo estudo, o propósito do estudo:”Que é melhorar a vida de quem estuda e principalmente ajudar as pessoas.” O professor deve humanizar o ensino, e não, mecanizá-lo.”

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  • 27/01/2011 - 20:20
    Enviado por: Vera Lucia

    É sempre nom aprender mais, e as TICs vieram para aperfeiçoar este aprendizado cada vez mais. É através da insistência, o mexer sempre, o errar e voltar a treinar que aprendemos. Pedir ajuda quando necessário, mas o mais importante é querer inovar sempre e com sabedoria.Encarar a realidade de que a escola não é mais a mesma e que o professor é o intermediario para esta mudança.O trabalho em conjunto é o elo maior para se falar a mesma linguagem.”Aprendizagem” e para todos, principalmente valorizando o humano que há em cada um.

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