Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quarta-feira, 25, processos que definirão se o sistema de cotas raciais e sociais adotado por universidades brasileiras respeita ou não a Constituição. O novo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, já se manifestou sobre o tema e defendeu a validade de ações afirmativas como mecanismo eficaz de combate às desigualdades.
O julgamento iniciado em 2008 foi interrompido por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Especialistas ligados ao movimento negro também divergem sobre a questão.
Na primeira ação, o Democratas (DEM) questiona atos administrativos do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnB que estabeleceram critérios para ingresso na instituição por meio do sistema de reserva de vagas. Pelas regras, 20% das vagas oferecidas pela universidade devem ser garantidas a negros e pardos. A UnB foi a primeira instituição federal a adotar o sistema de cotas.
A outra ação programada para ser julgada nesta quarta-feira é movida por um vestibulando que alega ter sido prejudicado por uma política afirmativa. Reprovado no vestibular para o curso de Administração da UFRGS, Giovane Pasqualito Fialho sustenta que, apesar de ter obtido pontuação superior à de outros candidatos, não conquistou uma vaga por causa da cota. Segundo ele, concorrentes com notas inferiores foram admitidos graças à política de reserva de vagas para alunos egressos de escolas públicas.
Acompanhe a transmissão do julgamento ao vivo:
14:35 – O presidente do STF Carlos Ayres Britto declara aberta a sessão.
14: 36 – Ayres Britto concede a palavra ao ministro Ricardo Lewandowski para fazer a sustentação oral. O ministro faz um resumo da ação protocolada pelo DEM. O ministro diz quediscriminação no Brasil é uma questão social e não racial.
14:40 – Advogada faz a sua sustentação oral. Segunda ela, em outro países que implementaram cotas, como os EUA e África do Sul, houve antes uma segregação social com base na cor da pele. Segundo ela, a lei deve ser clara. Deve-se ter claro o que é pardo ou negro. Senão não funcionará. Assim não se cria um sentimento de cultura nacional e sim cultura de segregação. É diferente falar de cotas para grávidas ou deficientes, porque as regras são claras. Ela lembra do caso ocorrido na UNB, em que gêmeos univitelinos foram considerados cada uma de uma raça. Ela cita uma pesquisa da Unesco, em que diz que o fato de termos tido uma miscigenação bastante intensa faz com que seja impossível olhar para o negro e dizer que ele descende de escravo. Da mesma forma que é impossível olhar para um branco e dizer que ele é descendente de dono de fazenda. Segundo ela, 10 genes, de 25 mil definem a cor da pele. Sendo assim, ela diz que no Brasil não podemos usar um modelo que foi criado para outras realidades. Segundo ela, temos que partir de critérios objetivos. No Brasil, 73% são negros.
14:49 – Para ela é uma falácia a história de que as cotas integram negros. Para ela, o que está em jogo é a divisão de segmentos sociais no Brasil. O preconceito se combate na esfera penal. Hoje existe um constrangimento social em a pessoa se considerar racistas. No Brasil, conseguimos alcançar a formação nacional que independe de cor. Ela termina lendo uma passagem do líder Nelson Mandela que era contra as cotas raciais.
14:54 – Ayres Britto concede a palavra a Doutora Indira Quaresma, procuradora federal fala pelos interessados.
14:55 – Ela começa a sua sustentação citando Ghandi. Diz que a Universidade de Brasília provocou a sociedade ao adotar a política de inclusão social. Segundo ela, a lei áurea não conseguiu mudar a cultura do dia para a noite. Segundo ela, a lei deixou o negro sem direitos. Diz que após mais de 100 anos do fim da escravidão ser negro no Brasil é ser privado de direitos no Brasil. Para enfrentar o problema o primeiro passo é combater o racismo. A UNB se dispôs a ser agente da transformação, segundo ela. Para ela, a política de cotas deve ser para pobres e não negros, porque assim o pobre consegue chegar à universidade. Racismo no Brasil só os negros podem sentir. O Brasil tem uma falsa impressão de que não é racista, mas o negro é sempre retratado como empregado. Para ela, não há qualquer regra clara que defina quem é negro ou quem é branco. O negro no Brasil só tem empregos braçal, não tem a perspectiva de poder estudar e se formar doutor. Pesa sobre a população negra o estigma de incompetência colocado pelos racistas. É isso, segundo ela, que o racismo brasileiro faz com os negros no Brasil. Segundo ela, a UNB dá oportunidade aos negros e faz um paralelo entre a história do feminismo e a dos negros. Ela conclui dizendo que o sistema de cotas é belo, necessário e contribui para a inclusão social.
15:07 – Ayres Britto concede a palavra ao advogado geral da União, Luiz Inácio Adams.
15:08 – Adams começa a falar e diz que a AGU tem o prazer em colaborar e atuar em favor do Supremo. Ele diz que vem defender o tema que retoma a discussão racial no Brasil. Segundo ele, a nossa lei defende a cultura negra. No entanto, ele diz que o combate à discriminação se faz necessário desde 1968. Ele diz que o Brasil nunca de fato combateu o racismo. Ele diz que essa questão é essencialmente cultural no Brasil. É difícil combatê-la porque ela está presente na cultura. A integração passa por essas políticas de igualdade. A realidade de racismo no Brasil produz desigualdade social? Há racismo no Brasil? Isso esse tribunal vai responder, diz Adams. Para cada 2,7 pessoas brasileira, temos um branco em condição miserável. Nos mais ricos, 8% de pessoas pardas e negras contra 88% de pessoas brancas. Se a resposta for que há discriminação, deve-se considerar inconstitucional asa políticas sociais. Porque elas constam na Constituição. Por isso que o Brasil se quiser tornar um país integrado e líder de exemplo para o resto do mundo, ele precisa que ele resgate e recupere esses desafios. É preciso identificar as situações em que desintegram os brasileiros. A UNB vem adotando a prática de maneira eficaz. Segundo ele, não tem reduzido a qualidade da universidade. Ela já incorporou 3 mil cotistas em um universo de 33 mil. Nesse universo, dos formados, os cotistas mantiveram a mesma média dos outros. Ela diz que a política de cotas é afirmativa.
15:20 – Ayres Britto chama os amigos da corte para 15 minutos de explanação cada. Juliana Correia falará pelo Movimento Pardo Mestiço Brasileiro. Segundo ela, a política de cotas não contribui e só prejudica os pardos. O Brasil não é bicolor, diz ela. A pesquisa do Censo de 2010, na população brasileira 3% são negros. E o resto? Como enquadrar caboclos, pardos e negros nessa política de miscigenação. Não podemos considerar pardos e negros como iguais, diz ela. Não integrar eles é racismo. No caso da UNB, para concorrer às vagas, o candidato deverá ser de cor preta ou pardo, declarar-se negro. Isso, segundo ela, é um absurdo. Ela pergunta aos ministros se é certo que um pardo abra mão de sua cor para conseguir benefícios. Brasileiro é mestiço na carne e no espírito. A natureza sutil dessa discriminação pode fazer com que se negue a existência, assim como a política da UNB no momento em que faz o candidato declarar-se de outra cor para conseguir um benefício. Ela diz que o Brasil quer negar a raça mestiça. O que se está em jogo nesse julgamento é o fim da raça mestiça e ela diz que é preciso reconhecer pardo como pardo e mestiço como mestiço.
15:32 – Ayres Britto chama o outro grupo a doutora Vanda Marisa Gomes Siqueira.
15:33 – Vanda começa cumprimentando a Corte. Ela cita jesus e diz que ele pregou justiça social há mais de 2 mil anos. Diz que foi professora de história por muitos anos e afirma que nunca viu, antes desse programa com corte racial, qualquer sentimento de dor ou injustiça de um estudante como vê agora. Ela pede uma reflexão: há necessidade de ações afirmativas, diz ela. Mas pontua que no Brasil é preciso avaliar o desvirtuamento da política de cotas. A educação é direito de todos. A má governança tem que ser enfrentada. As normas não são claras em todas as instituições de ensino brasileira. Os agentes públicos não podem se comportar como se a universidade fosse o quintal de suas casas, diz ela. Eu já vi vários estudantes que foram impedidos por normas não transparentes e sei a dor que eles sentem, diz ela. Ela diz que a lei do prouni é muito mais justa e possibilita o acesso com maior transparência. Estamos nos preocupando com o ingresso e não com a conclusão do curso, diz ela. No RS, hoje as universidades públicas têm convênios com os cursos de vestibulares. Isso é crime de improbidade, diz ela. Em decorrência desse virtuamento, existem estudantes que entram sem acertar uma questão na prova e ainda fazem viagens internacionais logo depois da prova. Ela diz ter visto esses depoimentos em redes sociais. Ela afirma que é a pobreza que discrimina e não a cor da pele. Segundo ela, os verdadeiros cotistas são as pessoas que recebem o bolsa família.
15:47 – Ayres Britto interrompe e diz que o tempo acabou.
15:48 – Joaquim Barbosa pede a palavra e diz que quer fazer uma pergunta à advogada. Ayres Britto diz agradece e diz que o tempo dela acabou. O presidente da Corte concederá 5 minutos a cada sustentação oral para cada grupo. Ele chama então o presidente do Conselho da OAB, Ophir Cavalcanti.
15:49 – Ele inicia dando um depoimento como pai e como cidadão. Diz ter dois filhos em universidades federais e que eles cresceram muito depois que a política de cotas teve início. Ele destaca que é fundamento da República construir uma sociedade sem discriminação e a nossa Constituição estabelece isso. Ele cita a Lei Maria da Penha como uma política afirmativa bem sucedida. Segundo ele, elas são importante para o equilíbrio da sociedade e o fim da desigualdade no Brasil. O trabalhador negro ganha bem menos que o branco. A população negra é quase 70% dos negros. Dados da pesquisa do Ipea. Esse é o momento de se trabalhar a questão como uma reparação histórica como a questão da justiça distributiva. Diz esperar a rejeição da ação.
15:54 – Toma a tribuna o representante da Defensoria Pública. Segundo ele, o Brasil ainda não pode assimilar a política de cotas das universidades públicas. Ele diz que o número de deputados que se dizem afrodescendente impressionou. No Congresso, apenas 8% se consideram negros. Ele cumprimenta o ministro Joaquim Barbosa.
16:00 – Toma a tribuna o doutor Eldio Silva. Pela narrativa o Brasil é um paraíso social. Tudo leva a crer que quando negros entravam nas universidades exclusivamente para ser vigilantes, bedéis e serviçais, o Brasil era feliz e tudo funcionava bem. O direito de igualdade era feliz. Com o debate das políticas afirmativas, agora mudou e ficou problemática. Ele cita o exemplo do Neguinho da beija-flor que foi considerado euro-descendente. O debate das ações afirmativas quer julgar se negro é bandido, diz ele. O resultado concreto de universidades que adotam as políticas de ação afirmativa: os jovens que entram pelo sistema de cotas têm o mesmo desempenho dos outros. Essa é às vezes a única possibilidade de o jovem não ir para o tráfico de drogas.
16:08 – Toma a tribuna o doutor Humberto Adame Santos Jr. Ela começa perguntando como chegaram até aqui, quando a comunidade afro-descendente espera a decisão do STF sobre a inclusão do seu povo nas políticas, mesmo tendo assinado documentos que eliminaram a discriminação há muito tempo. Porém, ainda há muitos resquícios da escrevidão ainda. Ele lembra que a UERJ estabeleceu há 12 anos a primeira política de cotas e teve muitos pedidos de revisão da lei por ser inconstitucional. Segundo ele, sumiram as pessoas que diziam que as políticas de cotas era uma importação da política de ódio dos EUA. Não aconteceu a segregação que eles diziam. Os cotistas passaram e não aconteceu nada do que eles falaram. Não houve comoção nenhuma. Enquanto se discutem a constitucionalidade, muitos cotistas já se formaram. Hoje é uma data histórica e importante e ele cumprimenta os ministros do Supremo que deixaram que a sociedade percebesse em experiência se a politica de inclusão do afro-descendente era eficaz. Ele conclui dizendo que desde aquela época as cotas foram consideradas constitucionais.
16:13 – Silvia Serqueira toma a tribuna. Segundo ela, ela é uma mãe de cotistas e representa a voz dos cotistas. Ela questiona a questão do combate ao racismo, especificamente das cotas, se negros sofreram ou sofrem discriminação social no Brasil. É possível mitigar os efeitos da discriminação oferecendo cotas nas universidades públicas? Ela diz que é necessário frisar que todos os cotistas saíram das universidades com bons resultados.
16:18 – Doutor Tiago Botino toma a tribuna. Ele diz que cabe a ele falar sobre o futuro. Cotas sociais diminuem desigualdade social, segundo ele. Hoje, jovens negros são bem conscientes de suas raças. As cotas não dizem nada a eles. O que faz diferença é o que eles conseguem. As cotas não despertam o ódio racial, isso é terrorismo. As cotas são capazes de diminuir o racismo. Nosso passado escravocrata é o responsável. Podemos mudar o futuro, diz ele. Quando for normal entrar no Congresso Nacional e ver 200 negros, ou entrar em qualquer lugar com negros, aí sim teremos o racismo diminuído na sociedade. Essas medidas são capazes de mudar o Brasil, diz ele. Ninguém é capaz de dizer se isso é possível acontecer.
16:22 – Último inscrito é o doutor Marcio Thomaz Bastos. Em sua explanação, ele diz que fica orgulhoso em ver na Corte homens e mulheres que aprenderam na própria carne como é difícil ser negro e se formar advogado. Cita os julgamentos que ampararam mulheres, índios e deficientes. Diz que agora é o momento do negro. As ações afirmativas nessas cotas, que há mais de 10 anos melhoram acordos de formatura no Brasil, vê agora uma oportunidade histórica para mostrar a existência desse déficit enorme. O objetivo, segundo ele, é chegar a uma igualdade de oportunidades.
16:27 – Debora Macedo fala pela Procuradoria da República. Ela diz que a Constituição teria que ter mecanismo que fizessem valer a ruptura da antiga sociedade e da nova. A norma não opera uma mudança repentina. O simples fato de existir uma lei não faz com que acabe as minorias. Diz que a Constituição trata das mulheres como minoria e levanta a questão: porque a questão racial provoca tanto desassossego? O mito da discriminação racial precisa ser desconstruído. No fim da escravidão, os negros foram excluídos das políticas de compra de terras. Indo ao futuro. Os atuais documentos reconhecem que todos os seres humanos são da mesma espécie. Em conferência, a ONU diz que é possível ações afirmativas. Se resolvêssemos o problema racial, resolveríamos o problema social. Ninguém fala sobre as mulheres pobres?, pergunta ela. Segundo ela, as universidades têm vários critérios para admissão. A missão da universidade é que elege os critérios para a admissão dos alunos. A Constituição não prega o mérito acadêmico para admissão de alunos. Em uma sociedade plural, ninguém tem a autonomia para decidir regras a serem adotadas na sociedade. Ela conclui dizendo que pede a inconstitucionalidade da questão.
16:43 – Ayres Britto pede que a sessão seja suspensa por 30 minutos.
17:35 – Sessão é reaberta e o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski tem a palavra. O ministro fala sobre a abrangência do tema. Segundo ele, a questão fundamental a ser analisada é se as cotas estão ou não em acordo coma Constituição. Ele afirma ser certo o STF julgar o caso. A Constituição diz que todos são iguais perante a lei e não cabe ao Estado determinar os direitos de igualdade diante da lei, afirma Lewandowski. Para que a igualdade seja feita na prática, o Estado pode fazer ações afirmativas pontuais e por tempo determinado. O ministro cita um texto de Dalmo Dallari no qual diz que não se pode admitir a desigualdade no ponto de partida. Esse novo modo de igualdade não funciona, segundo o ministro. Sob a ótica acadêmica, uma ação afirmativa configura um programa público ou privado que considera as característica aos excluídos a definição de igual. Política de ação afirmativa, segundo ele, não têm origem nos EUA e sim, na Índia, país que tem muita desigualdade social. O intuito foi reverter um quadro, extremamente constrangedor, de discriminação por conta do sistema de divisão social de castas adotado no país. Ele lembra que o STF já se pronunciou a favor de políticas de ação afirmativa.
18:01 – O ministro examina agora os critérios para o acesso ao ensino superior. A Constituição assegura que os indivíduos que estão em desvantagem material não podem ser discriminados. Segundo o ministro, critérios não objetivos em sociedades como a nossa acabam por acirrar as desigualdades existentes e mantém os grupos marginalizados. Toda seleção em qualquer atividade baseia em algum tipo de discriminação, diz ele. Ele cita um jurista americano ao dizer que sempre haverá alguém que perde nessas políticas de seleção. Para ele, portanto, parece essencial equilibrar os critérios de seleção. Há então de se conjugar capacidade técnica e social para o avanço social. A metodologia diferenciada pode levar critérios étnico-sociais ou sócio-econômicos para benefício da sociedade. As universidades estatais devem usar critérios equilibrados.
18:14 – O ministro examina o critério étnico-racial. Ele lembra um julgamento no qual a Corte debateu o significado do racismo. Segundo ele, hoje o racismo persiste enquanto fenômeno social. O ministro então pede para analisar o conceito biológico de raça. Os constituintes de 1988 determinaram crime o racismo partindo do conceito de raça, não como fator biológico. Assim, deveria usar esse termo raça para determinar categorias, diz o ministro. Ou seja, primeiro se usa o conceito de raça para criar uma hierarquia de pessoas, depois desconstrói-se.
18:21 – Diz o ministro: A finalidade única desses programas é colocar fim a determinadas categorias ou para sociedades que passaram por problemas de preconceitos. O preconceito resulta de discriminação histórica. Não basta não discriminar, é preciso inviabilizar o preconceito e é necessária que essa posição seja adotada pelos nossos legisladores. É necessário formatar o acesso à educação. A prática mostra que diante de currículos iguais da-se prioridade ao branco. Ele cita o Pinade e diz que o percentual de pessoas que se declararam pardos ou negros, em 10 anos, cresceu e que esse crescimento revela um movimento de recuperação da auto-estima e resgata da identidade social desse grupo. Ele destaca ainda a desigualdade entre brancos, negros e pardos na categoria de empregadores, empregados com ou sem registro em carteira, por exemplo. Justiça significa incorporar à sociedade valores de grupos excluídos ou diferentes dos mais favorecidos economicamente. Ações afirmativas encerram o problema discriminatório e baixa-estima ao passo em que crianças que veem um membro do grupo ascendendo, automaticamente se projeta no mesmo lugar.
18:40 – Novo tópico: papel integrador da universidade. As universidades são celeiros de futuros ocupantes de cargos no País e tem papel importante na formação da nossa elite. Ele diz que analisou todos os casos analisados pela Corte norte-americana, em que as políticas de ação afirmativa foi consagrada.
18:46 – Joaquim Barbosa interrompe e diz que a imprensa brasileira sempre diz que essas ações foram banidas nos EUA.
18:47 – Lewandowski acompanha o raciocínio de Barbosa e diz que as decisões dos casos norte-americano disseram que no mundo real a raça como determinante para seleção é irrelevante. Para promover metas educacionais e sociais elas têm progresso, na visão norte-americana. O ministro analisa os instrumentos para a efetivação das cotas estão de acordo com a Carta Magna. Ele diz que aqui é preciso fazer uma análise muito mais profunda da feita nos EUA. O ministro diz que o modelo brasileiro já contempla políticas de ação afirmativa. Segundo ele, ação igualadora e equiparadora, direito que a Constituição reserva ao cidadão brasileiro.
19:05 – O ministro analisa a regra discriminadora da política. Segundo ele, não basta que as políticas sejam constitucionais e sim que sejam pautados pela razoabilidade. O ministro então conclui o voto e diz que as políticas tem como objetivo proporcionar ambiente não discriminatória, são transitórias e empregam métodos. Julga improcedente a ação.
19:09 – Ayres Britto elogia o voto de Lewandowski e declara encerrada a sessão. O julgamento será retomado nesta quinta-feira, 26, à tarde.
* Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

O interesse dos brasileiros pelas redes sociais vai além do botão “curtir”. O terceiro país com maior número de usuários no Facebook é o primeiro quando se trata de redes para o ensino de idiomas. No Busuu e no LiveMocha, principais projetos de mídias sociais de línguas, o público brasileiro é maioria, com 2 milhões de alunos em cada plataforma.
“Mercado emergente, população jovem com sede de aprender e popularização da tecnologia garantem o sucesso dos sites no Brasil”, afirma o cofundador do Busuu, Bernhard Niesner. “Na rede social você encontra diversão e flexibilidade. E o sistema é inteligente, sabe exatamente as dificuldades do aluno, coisa que nenhum professor ou CD-ROM é capaz de memorizar.”
Busuu e LiveMocha funcionam de modo semelhante. Ao se cadastrar, o usuário indica quais idiomas fala fluentemente e quais deseja aprender. Os conteúdos são gratuitos e os exercícios, corrigidos por nativos do idioma. Como em toda rede social, os integrantes podem conversar, colocando em prática o que aprenderam. “O aluno ganha confiança e se expõe de maneira formal e informal a uma comunidade poderosa de falantes nativos”, afirma André Almeida, diretor de Language Training do LiveMocha no Brasil.
O americano Ryan Strong se cadastrou no LiveMocha há um mês para aprender português. Quer morar no Brasil quando terminar as aulas de Fiction Writing no Sarah Lawrence College em Nova York. “Tive dificuldade de achar um curso acessível de ‘português brasileiro’.”
No LiveMocha pode-se aprender 38 idiomas com exercícios simples e o contato com nativos. Para ter material mais elaborado, disponível só para inglês, espanhol, francês, alemão e italiano, é preciso pagar mensalidade. No Busuu, há cursos de 12 idiomas, com material extra para quem se dispõe a pagar.
No início deste ano, o Busuu em parceria com o IE Business School realizou o I Barômetro de Idiomas, que avaliou os hábitos de estudo 45 mil pessoas de 230 países. Confira a seguir algumas conclusões a que eles chegaram sobre os hábitos dos brasileiros.
*Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

Quando passou no curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Nilton Fernandes, de 21 anos, decidiu investir pesado no aprendizado de inglês. “A ciência fala inglês. A maioria dos artigos que os professores passam são no idioma, portanto é necessário sabê-lo bem.”
Ao matricular-se na Minds, escola indicada por amigos, Nilton teve uma surpresa: ele poderia comprar o material didático em papel ou no tablet. Acostumado com os livros impressos, ele não teria aderido ao tablet se não houvesse ganho o equipamento em uma promoção da escola. De qualquer modo, ficou satisfeito com o resultado. “Gosto muito dos livros, mas o tablet tornou minha vida muito mais prática e dinâmica.”
A Minds afirma ser a primeira escola de idiomas do Brasil a deixar todo seu material didático disponível no tablet. Segundo Leiza Oliveira, diretora da escola, oferecer o conteúdo digital foi uma decisão pedagógica, já que os alunos estavam enfrentando dificuldades no aprendizado, especialmente nos exercícios de audição. “O tablet agrega o som diretamente aos exercícios. Além disso, permite aos professores passar exercícios extras e usar a internet intensivamente.”
Leiza não esperava que o tablet fizesse tanto sucesso. Ela conta que, ao verem colegas usando o dispositivo, alunos que antes haviam recusado o equipamento resolveram adotá-lo. Outra surpresa foi a distribuição geográfica da adesão à novidade. “De todas as nossas filiais, as da Região Norte foram as que mais tiveram adeptos.”
Para a professora de linguística aplicada Vera de Paiva, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o tablet se destaca no uso em sala de aula por integrar diferentes mídias. “As práticas sociais da linguagem mudaram e o ensino precisa mudar junto”, diz. “O tablet é um ótimo incentivo à leitura, mas ainda não estamos criando material específico para essa nova mídia.”
O diretor de Marketing do Iesde, empresa especializada em educação a distância, Bruno Branco, concorda com a especialista. “O tablet é crossmedia, ele tem uma linguagem própria que pressupõe o uso intensivo de vídeos e de interação, muito diferente dos tradicionais cursos online.” Para Branco, o futuro da educação está no tablet. “Mas precisamos pensar em como integrá-lo a uma didática eficiente.”
Mesmo que sua escola não tenha o material didático no tablet, você pode usá-lo baixando aplicativos. Logo abaixo vão algumas opções de aplicativos para iPad e Android que podem te ajudar a aprender outro idioma.
Aplicativos para iPads:
Gratuitos
Google Translate: É exatamente como o tradutor do Google disponível online.
Hello-hello World: Oferece lições básicas em 11 idiomas, incluindo inglês e português. Além disso, conecta os usuários com outras pessoas interessadas no mesmo idioma para troca de informações.
Pagos
Conversation English (IS$ 2,99): São mais de 150 frases e expressões, além de 14 lições com exercícios, para aprimorar suas habilidades no inglês.
Business English Power Verbs (US$ 2,99): Aplicativo com uma lista de verbos e expressões comuns no ambiente empresarial.
Aplicativos para Android:
Gratuitos
Busuu Online: A rede social Busuu também oferece um aplicativo para celular e tablet. Os 12 idiomas que compõem o Busuu estão disponíveis como aplicativo.
Babbel: O aplicativo Babbel, largamente difundido nos celulares, também está disponível para tablets. São 11 idiomas, entre eles sueco e turco.
Hello-Hello World: O mesmo aplicativo que para iPads existe para Android.
Pagos
Oxford Dictionary (R$ 54,42): Um dos mais tradicionais dicionários britânicos, completo de A a Z, com áudio de voz para que vocês possa ouvir a pronúncia das palavras.
* Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu
A especialista em idiomas da Pearson no Brasil, Piri Szabo, diz que o curso presencial é ideal para alunos que necessitam de um ritmo de estudos e do monitoramento ao vivo do professor. “Ele é como um corredor que determina por onde o aluno deve passar.”
Gerente do Departamento Acadêmico da Cultura Inglesa, Lizika Goldcheleger ressalta a importância do presencial. “O aluno sente o impacto do que diz, tem a orientação do professor e pode se comparar aos colegas.”
O produtor de cinema Rômulo Errico, de 31, já teve aulas de inglês em diversos períodos dos últimos 20 anos, sempre em sala, “Aprendo muito com a dúvida dos outros.” Mesmo assim, ele não dispensa a plataforma online da escola. “É dinâmico, tem mais a ver com a minha vida”, diz.
“Cursos presenciais que não oferecem plataformas online se distanciam dos alunos”, afirma Marc Boisson, diretor pedagógico da Aliança Francesa.
*Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

O funcionário público Vinícius Schurgelies calcula que vai economizar cerca de R$ 2 mil por semestre com a troca do curso presencial de alemão no Goethe-Institut pelo semipresencial. “Além do preço, ele vale a pena por obrigar o aluno a fazer cursos oficiais de proficiência ao final de cada nível. No curso tradicional, só faz o teste quem quer”, diz Vinícius, que mora perto da sede do instituto, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. “O material é ótimo e estou até mais disciplinado do que antes.”
Como ele, mais de 200 pessoas da capital e de cidades paulistas como Santos, Ribeirão, Guarujá e Mogi das Cruzes fizeram a opção pelo semipresencial. Eles têm aulas online de gramática e vocabulário, fazem exercícios e tiram dúvidas com o professor. A cada três semanas, encontram-se no sábado em São Paulo, das 13h30 às 17 horas, para treinar comunicação oral.
“Não é necessária a presença regular do aluno duas vezes por semana em uma cidade complicada como São Paulo para aprender alemão”, afirma Cristina Shibuya, responsável pelo curso. “Quatro meses do semipresencial equivalem a dois cursos presenciais. É uma economia de tempo e dinheiro.”
Apesar das vantagens econômicas, os interessados no aprendizado online devem ficar atentos. A professora do Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará (UFC) Andreia Turolo afirma que é comum encontrar cursos que só transferiram para o ambiente virtual a metodologia e os materiais antes impressos. “Um curso online deve dispor de interatividade, integrar mídias e permitir que o aluno ‘saia da nave’ e ‘voe’ pelo espaço sideral da rede”, diz Andreia.
Ferramentas de colaboração como wiki, blog e fóruns são elementos importantes do programa online de espanhol oferecido pelo Instituto Cervantes. Para Rosa Sanchez, chefe de estudos do instituto, essencial mesmo é a figura do tutor. “É o tutor quem acompanha o desenvolvimento do aluno e evita que ele fique desmotivado.” Andreia concorda. “O tempo com o professor deve ser usado para organizar informações, dar instruções sobre o que se pode fazer e avaliar dificuldades”, diz.
No Goethe-Institut, a receita tem dado certo: o índice de aprovação nos exames de proficiência dos alunos online é de 98%, enquanto o dos alunos do presencial é de 95%.
Instituto Cervantes – http://ave.cervantes.es/
São quatro tipos diferentes de cursos à distância:
• Cursos de espanhol geral que compreendem desde os níveis iniciantes até a proficiência.
• Cursos de preparação para o DELE, exame de proficiência de Espanhol. Disponível nos níveis iniciante e intermediário.
• ¡Hola, amigos! Curso on-line para crianças e jovens, desenvolvido em colaboração com o Ministério de Educação de Alberta, no Canadá.
• Curso de formação de tutores, destinado a professores de espanhol como língua estrangeira que vão utilizar o AVE profissionalmente, em qualquer das suas modalidades de uso.
Goethe – Institut – http://www.goethe.de/saopaulo
• NoGoethe-Institut São Paulo os cursos semipresenciais estão disponíveis para alunos iniciantes, básicos e intermediário.
• A sede do instituto, em Munique, oferece cursos totalmente a distância. São cursos gerais, de treinamentos de escrita e gramática e cursos de preparação para exames de proficiência. Mais informações no http://www.goethe.de/lrn/prj/fer/enindex.htm
Rosetta Stone – http://www.rosettastonebrasil.com
Alunos descobrem como falar, ler, escrever e entender um novo idioma sem tradução ou memorização. São oferecidos cursos em mais de 30 idiomas, que podem ser acessados online ou por aplicativos para celulares e tablets. A escola oferece ainda um rede social exclusiva para os alunos.
EF Englsh Town – http://www.englishtown.com.br
Uma das maiores escolas online do Mundo, a English Town oferece aos alunos cursos que vão desde o básico até os níveis mais avançados. Pode-se escolher entre um curso tradicional e um curso com acompanhamento ainda mais próximo de um professor. O diploma da escola é certificado pela Hult International Business School.
*Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

Aprender um idioma no trânsito, no restaurante ou no avião. Apostando na portabilidade do celular como fator de atração de alunos, três das quatro maiores operadoras do País oferecem cursos e aplicativos de inglês. “O celular é uma ferramenta de educação que veio para ficar”, diz Flávio Ferreira, gerente de Serviços de Valor Agregado da TIM.
A lógica dos cursos é parecida. Estudantes recebem por SMS conteúdos de vocabulário e gramática, respondem a exercícios e seguem para outra lição. Há cursos de todos os níveis e com temas específicos, como mercado de trabalho e viagens.
O turismólogo Henrique Magalhães, de 29 anos, aprendeu inglês numa temporada de seis meses nos Estados Unidos. “Continuo convivendo com o inglês todos os dias, via celular.” Além dos exercícios por SMS, ele acessa o conteúdo online da EF English Town, responsável pelo curso oferecido pela Claro. “Prefiro o celular a um curso tradicional pela praticidade e pelo preço.”
Há quase 250 milhões de linhas habilitadas hoje no Brasil, mais que o total da população. “O País está se abrindo para o mundo e o celular é universal”, diz o diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Vivo, Alexandre Fernandes.
Segundo a especialista em idiomas da Pearson no Brasil, Piri Szabo, a ferramenta ajuda na prática do idioma, mas deve estar associada a outras formas de aprendizagem. “O grande segredo é juntar esses aplicativos a outros cursos.”
Claro Línguas
Conteúdo desenvolvido pela EF English Town.
Curso por área de interesse: negócios, viagens, diversão e esportes.
Disponível por SMS, WAP e online.
Custo: Entre R$ 1,99 e R$ 9,99 por semana.
Tim + Inglês
Conteúdo desenvolvido pela Ezlearn.
Curso com quatro níveis de dificuldade.
Disponível apenas por SMS.
Custo: R$ 0,99 por semana.
Vivo Kantoo English
Conteúdo desenvolvido pela Kantoo.
Mais de cinco cursos diferentes. Oferece também Espanhol.
Disponível por SMS, WAP, Portal de Voz e online.
Custo: Entre R$ 1,99 e R$ 6,99 por semana.
* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu
“Provavelmente sou o único doutorando do Departamento de Física da PUC do Rio que não tem inglês fluente.” Por esse motivo, o professor universitário Jefferson Ferraz Damasceno Felix Araujo, de 31 anos, decidiu se matricular em janeiro em um curso de inglês na Wise Up. Na verdade, não só por isso. “Estou no último ano do doutorado e penso em fazer o pós-doutorado no exterior.” Formado pela Universidade Federal do Piauí, Jefferson diz que na graduação teve de ler textos científicos em inglês, mas não encarava o domínio do idioma como prioridade. “Só quando vim fazer meu mestrado aqui na PUC percebi que precisava correr atrás”, diz. “Quando você trabalha com física em nível de doutorado, tentando virar pesquisador, o inglês é muito importante na interação com outros pesquisadores. Às vezes temos palestras de professores estrangeiros aqui na faculdade e preciso sentar ao lado de algum aluno para ele me ajudar a entender.” Jefferson encaixa o curso de inglês, de 1 hora e meia, duas vezes por semana, entre as aulas que dá na PUC-Rio e o doutorado. “Não é fácil, precisa de disciplina, mas é necessário.”
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* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu
Há dois anos e meio, a camareira no Novotel Morumbi Solange Alves Pereira dos Santos, de 40, não havia terminado o ensino médio. Hoje, já formada, estuda inglês e quer cursar Hotelaria ainda este ano. “Tinha dificuldade muito grande de me comunicar com hóspedes estrangeiros. Sempre ficava aquele ponto de interrogação, tínhamos que fazer mímicas.” Depois de apenas 2 meses de curso, a situação já mudou. “Outro dia uma hóspede precisava de 4 travesseiros. Ela falou em inglês e eu consegui entender”, conta, orgulhosa. Divorciada e mãe de quatro filhos, Solange termina seu turno à tarde. Estuda duas vezes por semana numa escola de inglês na Avenida Paulista, das 18 horas às 19h30. Depois gasta uma hora e meia para voltar para casa, em Suzano, Grande São Paulo, mas não pensa em desistir. “Usei meu 13º salário e parte do 14º (bonificação paga pela empresa) para bancar minhas aulas.” Assim como muitos brasileiros, Solange pretende usar o que aprende nas aulas de inglês durante a Copa do Mundo, em 2014. “Quero estar preparada para receber os estrangeiros. Ano que vem, se conseguir, começo um curso de espanhol.”
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Depois de uma temporada de oito meses em Nova York em 2010, a estudante de Design de Produtos da Faap Kyra Altmann, de 22 anos, se prepara para morar outra vez no exterior. Vai fazer mestrado na Inglaterra. “Fui para Nova York meio por acaso. Uma amiga ia morar lá e acabei indo também, para estudar artes.” Kyra se forma agora no meio do ano. Pretende começar o Master of Fine Arts (MFA) ainda em 2012. Ela quer estudar no Chelsea College of Arts and Design, em Londres, que tem entre seus ex-alunos a cineasta Jane Campion, diretora de O Piano, e os atores Ralph Fiennes e Alan Rickman (respectivamente, lorde Voldemort e Severo Snape na série Harry Potter). “Gosto de ter metas. Antes de me candidatar já comecei a estudar para os exames de inglês”, diz. Há um ano, Kyra voltou a ter aulas do idioma pensando em seu mestrado. “É importante ter um bom nível de inglês para poder participar das aulas, se colocar e expor suas ideias”, afirma. “Pode parecer que não, mas no MFA tem que escrever muito texto.” Enquanto não viaja, Kyra treina escrevendo em inglês em seu blog kyraaltmann.blogspot.com. “Escrevo sobre assuntos que me interessam, sempre voltados para a arte”, diz. O canal também serve para a estudante divulgar seu trabalho. “O portfólio é muito importante. Não só os trabalhos, mas a apresentação também.”
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Para o estudante de Administração Alex Revollo Fernandes, de 20 anos, intercâmbio não é algo que se faz de uma hora para outra. “Acredito que é preciso ter planejamento. Intercâmbio requer dedicação, tempo e dinheiro.” Por conta disso, Alex já começou a cotar o melhor pacote para que possa estudar inglês nos EUA no ano que vem. “Quero passar 7 meses na Flórida.” Este ano, Alex se matriculou em um curso de inglês na Wizard para se preparar melhor. “Só tinha estudado inglês no colégio.” Alex estuda em média meia hora por dia, em casa, fazendo lições propostas pelos professores e treinando na rede social wespeak.com . “Fiquei sabendo desse site pelo Facebook. Lá consigo fazer lições e sei que é possível conversar com outros estudantes, mas ainda não tive tempo para isso.” Alex, que trabalha com marketing, termina sua graduação no fim do ano e pretende viajar logo em seguida. “Talvez também busque um trabalho, mas meu principal objetivo lá é falar inglês fluentemente.”
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