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‘Movimento não nos representa’, dizem alunos

Redação

sexta-feira 28/10/11

* Por Carlos Lordelo Foto: Hélvio Romero/AE SÃO PAULO – Um grupo de alunos de outras unidades, reunidos na Cidade Universitária antes de irem ao câmpus de São Carlos para um conselho de centros acadêmicos, esteve em frente ao prédio da diretoria da FFLCH, ocupado por estudantes, e criticou o movimento. Eles dizem que a [...]

* Por Carlos Lordelo

Foto: Hélvio Romero/AE

SÃO PAULO – Um grupo de alunos de outras unidades, reunidos na Cidade Universitária antes de irem ao câmpus de São Carlos para um conselho de centros acadêmicos, esteve em frente ao prédio da diretoria da FFLCH, ocupado por estudantes, e criticou o movimento. Eles dizem que a presença da PM no câmpus é aprovada pela maioria dos alunos.

Segundo Rodrigo Souza Neves, de 24 anos, bacharel em História pela USP e graduando em Gestão de Políticas Públicas, o confronto de ontem entre alunos e PMs foi “lamentável”. Ele diz que a presença da PM no câmpus é um tabu apenas para “setores ostracizados” da universidade. “Setores radicalizados,  que não consultam nem dialogam com os estudantes, estão depredando o patrimônio”, reclamou.  Rodrigo é representante dos alunos na comissão de seu curso.

Para o estudante, ontem “estudantes profissionais” acuaram a polícia. “Foi algo incitado para provocar uma mobilização política”, disse. “Isso aqui é uma farsa”.

Lucas Sorrillo, aluno de Engenharia de Materiais na USP, ficou sabendo da confusão ontem pela internet. “A manifestação desses estudantes não representa a vontade dos alunos de outras unidades” disse. “Pelo que soube, não houve abuso por parte da PM.” Para ele, a ocupação da FFLCH nâo tem motivo e atende a interesses políticos-partidários. “Inclusive, peço desculpas aos PMs em nome dos alunos, porque vieram trabalhar e apanharam”.  Lucas é colaborador do Grêmio Politécnico, instituição que representa alunos da Poli.