* Por Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu
“Provavelmente sou o único doutorando do Departamento de Física da PUC do Rio que não tem inglês fluente.” Por esse motivo, o professor universitário Jefferson Ferraz Damasceno Felix Araujo, de 31 anos, decidiu se matricular em janeiro em um curso de inglês na Wise Up. Na verdade, não só por isso. “Estou no último ano do doutorado e penso em fazer o pós-doutorado no exterior.” Formado pela Universidade Federal do Piauí, Jefferson diz que na graduação teve de ler textos científicos em inglês, mas não encarava o domínio do idioma como prioridade. “Só quando vim fazer meu mestrado aqui na PUC percebi que precisava correr atrás”, diz. “Quando você trabalha com física em nível de doutorado, tentando virar pesquisador, o inglês é muito importante na interação com outros pesquisadores. Às vezes temos palestras de professores estrangeiros aqui na faculdade e preciso sentar ao lado de algum aluno para ele me ajudar a entender.” Jefferson encaixa o curso de inglês, de 1 hora e meia, duas vezes por semana, entre as aulas que dá na PUC-Rio e o doutorado. “Não é fácil, precisa de disciplina, mas é necessário.”
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