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Ponto Edu

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – O paulistano Pedro Bernardinelli, de 17 anos, e a goianiense Rafaella Esteves, de 16, não se conhecem, mas ambos trazem uma boa notícia a quem aguarda as próximas chamadas da Unicamp. É que, apesar de aprovados hoje – ela em Engenharia de Alimentos, ele em Física/Matemática Aplicada e Computacional – os dois preferem estudar em outro lugar. Rafaella passou também na UnB, na UFJF e na Federal de São Carlos (UFSCar), onde vai cursar Engenharia de Produção, no câmpus de Sorocaba. Pedro passou em Física na Fuvest e vai ficar por aqui mesmo, na USP.

“O curso da USP tem mais ênfase no que eu quero mesmo, que é Física”, resume o ex-aluno do Colégio Exatus, que gosta de astronomia e física teórica e recomenda o livro Ten Questions Science Can’t Answer (Yet!), de Michael Hanlon. “Mostra bastante coisa e as questões são bem interessantes”.

Em Sorocaba, Rafaella vai morar numa república com três veteranas de Administração. “Vou ficar meio longe da família, e os veteranos já me avisaram para me preparar para o trote”, conta ela, que estudou no Colégio Olimpo. “Nem tentei as federais de Goiás. Preferi o interior de São Paulo”. A estudante, que quase sempre foi a mais nova de sua turma, completa 17 anos no próximo dia 13. Como parte da despedida, passará o carnaval em Goiânia, mas segue no fim do mês para a vida universitária.

* Corrigido às 15h12. O câmpus de Rafaella é o de Sorocaba.

Leia mais: 45% dos aprovados na Unicamp desistem de vaga

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A Unicamp divulgou nesta segunda-feira o ‘gabarito’ da 2ª fase do vestibular, composta por questões discursivas. Por enquanto, estão disponíveis as respostas esperadas apenas das provas de português e de matemática. As outras serão divulgadas ”ao longo da semana”, segundo a comissão organizadora do processo seletivo.

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Confira a correção comentada da prova de Ciências da Natureza da segunda fase do vestibular da Unicamp feita por professores do Objetivo, Anglo, Etapa, Cursinho da Poli e Oficina do Estudante.

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Estudantes reclamaram e o professor de física do Etapa Alexandre Lopes Moreno reconhece: sua disciplina motivou algumas das questões mais difíceis de toda a segunda fase da Unicamp. “Erraram um pouco a mão com uma prova de nível médio para alto se você considerar que o candidato ainda tinha de fazer a parte de química e biologia nesta terça-feira”, afirmou o docente.

Segundo Alexandre, a banca não deixa de merecer elogios pela formulação dos enunciados. “Fizeram uma prova trabalhosa, mas de muita qualidade.” Em conteúdo, o exame tinha metade das questões sobre mecânica e a outra parte dividida entre eletricidade, óptica, termologia e física moderna.

Para o professor de química Edison de Barros Camargo, o exame de Ciências da Natureza não cobrou “decoreba nem coisas periféricas à ciência”. “Com enunciados bem elaborados, a Unicamp seguiu a tendência de exigir os principais conceitos da química.”

Edison também gostou da contextualização das questões – que falavam desde o vazamento de gás metano em um shopping de São Paulo até casos de doping na natação. “Para mim, que sou professor, foi uma prova divertida de resolver.”

Em biologia, o vestibular privilegiou zoofisiologia e citologia, de acordo com o professor Roberto Fioravante Biasoli. “O grande problema foi o tempo para responder às questões, que exigiam do candidato análise cuidadosa dos enunciados e das ilustrações.”

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

O Objetivo avaliou positivamente o 3.º dia da segunda fase da Unicamp. A banca só esqueceu de um detalhe, segundo o cursinho: em 8 questões de biologia, não caiu nada sobre botânica.

Fora isso, o professor Constantino Carnelos considerou os enunciados bem-elaborados, exigindo interpretação, e o nível “de médio para difícil”. Carnelos não viu problemas com o heredograma da questão 14, sobre anemia falciforme, porque o enunciado informa que a doença  é “genética  autossômica recessiva”, e, portanto, alguém com anemia poderia sim ter pais saudáveis.

Alessandro Neri, de química, achou a prova “de média para difícil”. As questões foram abrangentes, cobrindo todas as áreas da química, e nem todas exigiram contas.

Ronaldo Fogo, professor de física, achou a prova trabalhosa – “com excesso de cálculos” – mas de nível médio. “E os cálculos não eram triviais, o que pode ter comprometido o tempo”, calcula.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

A prova desta terça-feira da Unicamp foi elogiada pelo Cursinho da Poli. Para José Roberto, professor de física, as questões não foram difíceis, mas demandaram leitura cuidadosa. Temas do cotidiano como carro desalinhado, óleo de motor, antena de TV e raio-X inspiraram algumas questões. “A questão 5 foi típica da Unicamp, usar modelos matemáticos para descrever certos fenômenos – no caso, o número de células mortas a cada tragada de cigarro.” Já a questão 8, diz José Roberto, mostrou a habilidade da Unicamp de apresentar conceitos da física moderna por meio de aplicações práticas, como o raio-X. O exame, porém, poderia ganhar um pouquinho mais de precisão.

“A questão 2 não esclarece se a colisão é frontal ou lateral”, afirma José Roberto. “Quem está acostumado a fazer esse tipo de teste assume que é frontal, mas isso poderia estar claro”. No item B da mesma pergunta, o aluno deveria considerar que o motorista deixa o volante solto, porque, do contrário, o carro seguiria em frente normalmente.

Para Eduardo Leão, a prova de biologia foi “bonita”, com dificuldade de “média para difícil, direcionada aos estudiosos”. A questão 16, sobre íntrons, por exemplo, foi de exigência bastante elevada. A questão 14 apresenta, na avaliação dele, uma simplificação da herança genética estudada – anemia falciforme – que não se manifestaria da forma ilustrada no heredrograma, com pais saudáveis tendo um filho anêmico.

Rubens Faria achou a prova de química “bem contextualizada”. Quase todas as questões eram sobre pautas do dia – panela quente, diabetes, plástico – e o “aluno tinha que ser bom leitor e bom redator, sem escrever demais”.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu



O terceiro dia da 2ª fase da Unicamp teve questões difíceis nas três provas. “O que é adequado à finalidade de selecionar entre alunos que já passaram por uma fase inicial e se candidatam a uma das principais universidades”, afirma Luís Ricardo Arruda, coordenador do Anglo. A prova foi também bem abrangente. Só teve um errinho numa questão de física, o item B da questão 2. Ela é sobre um carro com uma roda desalinhada.

“A gente que é experiente entende o que o examinador pediu: quer que a gente diga que a aceleração lateral é nula”, diz Arruda. “Só que ela não leva em conta que as outras três rodas impedem essa aceleração da desalinhada”. Se existisse esse tipo de aceleração lateral, não seria preciso fazer baliza para estacionar: bastaria aproximar o carro da vaga e fazer com que ele acelerasse lateralmente em direção ao meio-fio.

A Unicamp divulgou uma errata, informada aos candidatos no começo da prova de hoje, mas sobre a questão 10, de biologia.

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* Por Tatiana Fávaro

CAMPINAS – Física foi a vilã da prova de Ciências da Natureza do vestibular da Unicamp, segundo candidatos que deixaram o Colégio Sagrado Coração de Jesus, no bairro Nova Campinas, após as 15h30 desta terça-feira, último dia da segunda fase do processo seletivo. Atordoados, alguns nem conseguiam lembrar o que o exame pedia.

“Hoje chutaram o balde”, afirmou o estudante de Amparo Daniel Constantini, de 25 anos, candidato de Letras. “Até a prova de matemática estava mais fácil.”

Maximiliam Fernando Gasparini, de 17, também reclamou do exame de hoje. “Foi o dia em que deixei mais coisa em branco”, disse ele, que disputa uma vaga no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Para Victor Miranda Castelani, de 18, as questões de física foram o maior obstáculo do vestibular. “A prova de hoje foi muito complicada, a mais difícil dos três dias. Exigia muita transformação de unidades”, avaliou o candidato a uma vaga em Tecnologia Ambiental.

Segundo os estudantes, biologia motivou as questões mais fáceis da prova de hoje. Eles dizem que caíram perguntas sobre malária, DNA e células.

“Ontem foi tão fácil que antes das 15h30 eu já tinha até revisado a prova. Hoje, química dava para responder pelos enunciados e biologia foi bem tranquila. Mas física estava complicada demais”, afirmou a treineira Bárbara Lulli, de 17.

“Física foi a mais difícil e biologia, a mais fácil. Química estava trabalhosa, mas deu para fazer”, disse o candidato ao curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Moab de Souza Melo Neto, de 20.

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* Por Tatiana Fávaro

CAMPINAS –  Confiantes, estudantes entram no Colégio Sagrado Coração de Jesus para o último dia de provas da 2ª fase da Unicamp. “Para mim, hoje é tranqulo porque física, química e biologia são meu forte”, disse João Paulo Milani, de 19 anos, enquanto estava acompanhado da mãe, Lucimara e da irmã Giovana, que vai prestar o vestibular 2013. João Paulo concorre a uma vaga em Engenharia Mecânica. A família veio de Indaiatuba, e como boa parte das mães que deixaram os filhos à porta do colégio, Lucimara incentivou o filho. “Meu coração já esta cheio de orgulho”.

Para Giovanni Dalle Vedove, de 18 anos, candidato ao curso de Química, esta terça-feira é decisiva. “É o dia mais importante dos três de vestibular e estou seguro”, disse o garoto, antes da prova. “Seguro, mas nervoso”, completou a mãe, Cristiane Ceroni. “Ele não come direito desde a 1ª fase”.

Letícia Falasqui Rocha, de 17 anos, candidata ao curso de Arquiteuta, tem facilildade nas disciplinas de Humanas e para se diferenciar investiu no studo das áreas nas quais tinha maior dificuldade, o que inclui até uma participaco em olimpíada de física durante o ensino médio. “Espero que o meu máximo seja o suficiente para passar”, disse ela à mãe, Cristina, sobre a prova de hoje. Letícia disse espera que a preparação em física compense na prova.

Veja também: FOTOS: Último dia da 2.ª fase da Unicamp

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