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Ponto Edu

A coordenadora do Curso e do Colégio Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, afirma que a prova de fim de ano da Unesp teve um nível mediano e exigiu essencialmente leitura, interpretação e conclusão de textos. “Quem tem hábito de leitura compreende bem, e tem facilidade, e é isso o que a Unesp quer. Com boa formação e sem decoração, ela consegue selecionar o aluno melhor preparado”, diz. Para Vera, a Unesp tem a preocupação de contextualizar ao máximo as questões, principalmente em biologia, química, física e matemática, e pede que o aluno saiba aplicar os conhecimentos em questões bem elaboradas.

Inglês – Das dez questões de inglês, apenas uma exigia conhecimentos de gramática, segundo a professora Cristina Armaganijan. Ela avalia que, na questão mais difícil, de número 27 (versão 1), os alunos precisavam ter um vocabulário apurado e conhecer o significado das palavras “seamy” (sórdido) e “seedy” (no contexto da prova, o significado era de destruição). “Se eu ouvi essas palavras duas vezes, foi muito”, conta Cristina.

Matemática - O professor Gregorio Krikorian explica que a prova de matemática focou em assuntos clássicos, como progressão aritmética, notação científica, equação de 3º grau e geometria. Ele diz que a pergunta 65 (versão 1) apresentava intertextualidade com conteúdos de biologia e que, nesta questão, o aluno precisava saber que aracnídeos possuem oito patas e insetos, seis.

A questão 85 (versão 1) apresentava uma pegadinha, de acordo com Krikorian: o aluno precisava reconhecer visualmente que, no sexto tubo, a válvula tinha apenas 3 dm de líquido no reservatório, enquanto as cinco primeiras apresentavam uma média total de 6 dm. “Tinha que olhar e reconhecer esse pequeno detalhe. Caso contrário, a resposta seria outra”, afirma.

Já na questão 88,  o professorconta que as emissões deveriam ser medidas por marégrafos e  radares altímetros. Pelo primeiro sistema, a cada década, o nível dos mares e oceanos subiria 1,7 cm, enquanto pelo segundo subiria 3,2 cm. Os valores deveriam ser multiplicados por cinco, para se obter o intervalo correto: 8,5 e 15,5. “A apresentação gera confusão e tinha que ler com muita calma para calcular os dois extremos”, explica.

Física – A prova foi bem elaborada, com conteúdos adequados ao programa do ensino médio, afirma o professor Ricardo Helou Doca. Ele destaca que uma das melhores questões foi a 80 (versão 1), que apontou o processo de liofilização, segundo o qual se retira água dos alimentos sem que eles percam as suas qualidades. Doca mostra ainda um erro na questão 77, que classifica o fenômeno do trânsito de Vênus como rotação em torno da Terra. “Não compromete a resposta, mas pode gerar confusão, porque o termo correto é translação”, explica. Ele afirma também que a questão 78 não apresenta um referencial para a variação mecânica. “Qualquer variação precisa de um referencial e presume-se que é a água do lago”. Embora não comprometa a resposta, ele diz que a prova de física precisava desse “requinte de linguagem” para exigir corretamente a resposta do aluno.

Biologia – O professor Constantino Carnelos afirma que a prova de biologia foi bem elaborada, com testes sem erros e muitas questões interdisciplinares. Na questão 63 (versão 1), o livro “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, serviu como pano de fundo para a questão. A dúvida sobre a traição de Capitu e a paternidade de seu filho, Ezequiel, foi levada à análise de tipagem sanguínea.

Mesmo comparando o tipo sanguíneo do filho com Bentinho e com a a filha de Ezequiel (suposto amante), não era possível determinar quem era o verdadeiro pai. “Na biologia e na língua portuguesa, a dúvida continua”, conta o professor.

Geografia - Para Vera Lúcia, a prova de geografia foi extremamente bem feita, exigente, cuidadosa e preocupada em pedir geografia atualizada. “A parte gráfica colorida ajuda muito o entendimento do aluno, que precisa aprender a ler tiras, tabelas gráficas e mapas. O que o Enem não teve de mapa a Unesp teve”. A professora destaca temáticas que contestam o dia a dia, tais como conservação das florestas, terras raras, controle social e marketing religioso.

Português – De acordo com o professor Nelson Dutra, a prova de português seguiu o mesmo padrão de anos anteriores: perguntas que exigiam interpretação de texto e que demandavam leitura atenta. Para Dutra, a questão 11 (versão 1) foi mal formulada. Ele contesta a utilização do termo “sugerir” para a resposta correta. “No texto, há a citação clara de que o eu lírico ‘afirma’ e não ‘sugere’. A própria comissão da prova se contradiz, pois aponta, na questão 15, que o poema ‘nega explicitamente’”, explica.

História – O professor Daily de Matos Oliveira afirma que a prova de história distribuiu bem os conteúdos do programa do ensino médio, mas faz uma ressalva à questão 35 (versão 1). Ele explica que a resposta correta, que apontava a comercialização de matérias-primas como algodão e óleo vegetal na primeira revolução industrial, tinha um pequeno detalhe que passaria despercebido pelos alunos: o óleo vegetal, na época, era utilizado para lubrificação das máquinas. “Isso poderia gerar um desconforto no aluno, que não era obrigado a saber disso, e o faria chutar qualquer questão”, explica.

Química – O professor Sergio Teixeira Bignardi conta que a prova de química continha sete questões relativamente fáceis e com poucos cálculos. Era preciso, contudo, aplicar os conceitos da cinética química e da química orgânica. A prova focou questões como diluição, volatilidade, odores, decomposição, calorização, entre outras. “Foi uma prova elaborada, sem erros, e que trabalhou com aquilo que é visto no programa do ensino médio”, afirma Bignardi.

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Segundo o coordenador pedagógico do cursinho Etapa, Marcelo Dias Carvalho, a prova de fim de ano da Unesp foi simples e bem elaborada. Para ele, o destaque foi a grande quantidade de questões que incluem conteúdos de linguagens. Foram aplicadas 20 questões de português e 10 de inglês, enquanto para as disciplinas de matemática, química e física havia, no total, apenas 21 perguntas.

Nas questões de português, Carvalho destaca a ausência total de literatura. “Também não apareceu artes, como vinha aparecendo em anos anteriores”, explica.

Diferentemente do Enem, as provas de filosofia e sociologia exigiram apenas leitura e interpretação de textos e não entraram no conteúdo específico de cada disciplina. “A resposta aparecia facilmente por exclusão de alternativas”, afirma Carvalho.

Ele também diz que a pergunta de matemática de número 88, da versão 1 do caderno de questões, tinha duas possibilidades de respostas. As alternativas corretas para o aumento do nível dos mares e oceanos, em cm, poderiam ser “(A) 8,5 e 15,5″ e “(E) 5,5 e 15,5″.  “Não foi erro do enunciado, mas é uma questão de lógica.”

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A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou na tarde deste domingo, 18, seu vestibular de fim de ano. Nesta edição, são oferecidas 7.014 vagas em 165 cursos. Segundo a Fundação Vunesp, foi registrado 8,7% de índice de abstenção na prova de hoje. Dos 94.359 inscritos, 8.236 não compareceram ao exame, que foi aplicado das 14h às 18h30. Confira abaixo o gabarito e os cadernos de questões.

Gabarito Unesp 1ª fase

Cadernos de provas:

Prova de Conhecimentos Gerais – Versão 1
Prova de Conhecimentos Gerais – Versão 2
Prova de Conhecimentos Gerais – Versão 3
Prova de Conhecimentos Gerais – Versão 4


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O Programa de pós-graduação em Ciência da Informação (PPCGI) da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, Câmpus de Marília, está com inscrições para o processo seletivo de 2013 abertas até 13 de julho para o mestrado acadêmico (12 vagas) e doutorado (6 vagas).

As inscrições deverão ser efetuadas até a data limite, impreterivelmente. Os documentos necessários para envio estão especificados no Edital e deverão ser enviados por Sedex ou entregues pessoalmente na FUNDEPE (Av. Vicente Ferreira nº 1346, Bairro Cascata, Marília/SP – das 8h às 12 h e das 14h às 18h) durante o período de inscrição, junto com o comprovante do depósito bancário referente a taxa de inscrição no valor de R$ 19.

O PPGCI tem como linha mestra o estudo crítico das metodologias utilizadas para tornar a informação disponível e acessível, mormente com o uso das tecnologias que propiciem a construção do conhecimento científico, tecnológico e social na atualidade, com especial ênfase ao papel da gestão, organização, produção, representação, mediação e uso da informação como matéria-prima para o desenvolvimento do conhecimento.

Para mais informações pelo site www.narilia.unesp.br/posci

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Mais de 8 mil estudantes participaram, neste fim de semana, da 2ª fase do vestibular de inverno da Unesp. As provas, todas de conhecimentos específicos e com questões dissertativas, foram elogiadas pelos docentes ouvidos pelo Estadão.edu.

“As prova foram muito bem feitas”, comenta Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do cursinho Objetivo. “Já há algum tempo, a Unesp tem tido provas bem elaboradas e com questões criativas, que geralmente exigem o domínio de conceitos e fundamentos das matérias”, diz.

No sábado, 23, o candidatos tiveram de resolver questões de ciências humanas e de ciências da natureza e matemática. Neste domingo, 24, a prova de linguagens e código foi aplicada junto a uma redação.

“A principal característica que notei nas provas deste vestibular da Unesp foi um aumento da dificuldade das questões”, diz Edmilson Motta, coordenador do cursinho Etapa. “Em geral, as provas apresentaram uma dificuldade semelhante às de fim de ano, que tendem a ser mais rigorosas, já que precisam selecionar mais pessoas, para um número maior de cursos”.

Ciências humanas

A maior dificuldade da prova, na opinião dos professores, foram as questões de filosofia, disciplina recentemente reincluída na grade curricular do ensino médio. Segundo Motta, a abordagem da matéria está mais clara e direta, “provavelmente porque o vestibular atinge agora quem teve a disciplina durante todo o ensino médio”. A seu ver, ao contrário das edições anteriores, desta vez não bastava apenas interpretação de texto para responder às questões de filosofia.

Ciências da natureza e matemática

“A prova cobrou conteúdos fundamentais de maneira bastante direta, sem grandes contextualizações”, diz Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante.  Para a coordenadora do Objetivo, a prova de biologia foi a mais criativa dentre as demais. “Conteúdos importantes foram cobrados por meio de situações completamente inusitadas”, comenta.

No caso, Vera referia-se à questão de número 13, na qual se dizia que um besouro estava com a cabeça submersa na água e que, mesmo depois de 30 minutos, continuava vivo. Um garoto, que acompanhou a cena, tentou repeti-la e não conseguiu. O candidato deveria explicar os motivos do ocorrido, considerando os distintos aparelhos respiratórios. De acordo com a coordenadora, a prova teve um grau de dificuldade um pouco maior do que a de humanas.

Códigos e linguagens

Maria Aparecida Custódio, professora do Objetivo, acredita que a prova de português pôde avaliar bem os candidatos. “As questões tinham como intuito medir a capacidade de leitura e de expressão dos estudantes”, afirma. Célio Tasinafo acrescenta que, tal como na 1ª fase, as proposições não apresentaram grandes cobranças relativas à literatura e à gramática normativa, mas privelegiaram a interpretação de textos e o significado contextualizado de palavras.

O professor Francisco Platão Savioli, do Anglo, apesar de ter gostado da prova e tê-la avaliado com um grau de dificuldade média, acredita que as questões poderiam ter sido um pouco melhor elaboradas. “Os textos foram bem escolhidos, mas as perguntas não exigiam praticamente nenhum conteúdo sobre o funcionamento da própria linguagem”, afirma. “Ao invés de questionar o que o texto diz, seria mais interessante perguntar quais os mecanismos utilizados para produzir este ou aquele sentido.”

A redação desta edição do vestibular teve como tema “A questão das queimadas no Brasil”. Aos canditados foram oferecidos dois textos de apoio: um trecho de Urupês, de Monteiro Lobato, e outro, mais técnico, publicado pela Embrapa. Segundo os docentes, o assunto foi bem escolhido por se tratar de algo atual, que tem sido comentado pelos jornais em meio às reportagens sobre a Rio+20.

“O estudante conseguiria fazer a redação mesmo não estando tão bem informado sobre o assunto, bastaria a ele ser um bom leitor”, comenta Maria Aparecida. Para o professor Savioli, os alunos tinha apenas de fugir do senso comum, e não se limitar aos malefícios óbvios que as queimadas trazem para o meio ambiente. “Era preciso desenvolver o tema de modo mais técnico, utilizando conhecimentos de geografia e biologia, por exemplo.”

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A Unesp divulgou há pouco o caderno de provas do segundo dia do vestibular de inverno.

Neste domingo, 24, os estudantes fizeram a prova de Linguagem e Códigos e a redação. No sábado, tiveram de resolver as questões de Ciências Humanas e Ciências da Natureza e Matemática.

Aqui no Estadão.edu, logo mais você confere a opinião dos professores de cursinhos sobre o vestibular de inverno da Unesp.

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A taxa de abstenção do segundo dia de provas da 2ª fase do vestibular de inverno da Unesp chegou a 15,7%. Dentre os 10.019 candidatos convocados para a etapa, 1.576 não compareceram para resolver as questões da prova de códigos e linguagem e fazer a redação.

No sábado, 23, a abstensão chegou a 14,1%, segundo informações da Fundação Vunesp, responsável pela realização do vestibular.

 

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O cursinho Objetivo divulgou na tarde deste domingo, 24, a resolução comentada das primeiras provas da 2ª fase do vestibular de inverno da Unesp, aplicadas neste sábado, 23, em dez cidades paulistas.

Para conferir a resolução, deve-se acessar o site http://www.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao_comentada/unesp/unesp2012_2.asp?img=01.

Durante a tarde de hoje, 24, os candidatos têm de resolver as questões do núcleo linguagens e códigos e devem também fazer uma redação.

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A Vunesp divulgou nesta semana a lista dos locais onde serão realizadas as provas da primeira fase de seu vestibular de inverno, que acontece no dia 3 de junho.

Neste ano, 16.039 candidatos disputarão 465 vagas. Como já aconteceu em anos anteriores, a carreira de Engenharia foi a mais procurada pelos candidatos: os cursos de Engenharia Civil, do campus de Ilha Solteira, e de Engenharia de Produção, de Bauru, registraram 48,2 e 48 candidatos por vaga. Ano passado, a relação era de 35,5 e 36,9, respectivamente.

Em 2011, mesmo diante de um número recorde de inscritos para o vestibular de inverno, a Unesp teve dificuldades para preencher as vagas disponíveis. Apenas 10% dos aprovados realizaram a matrícula após a primeira chamada. Na terceira convocação, 295 das 510 vagas ainda não haviam sido preenchidas.

Para driblar a baixa adesão dos estudantes e agilizar o processo de matrículas,  a Vunesp divulgará dessa vez uma lista geral de classificação por curso, com o posicionamento de cada um dos candidatos chamados para a segunda fase. Em um segundo momento, os alunos deverão manifestar interesse pela vaga por meio do site da instituição e, só então, serão convocados para a realização das matrículas.

As provas da primeira fase serão aplicadas nos municípios onde há oferta de vagas e também em Campinas, Guaratinguetá, São José do Rio Preto e São Paulo. A segunda etapa está prevista para os dias 23 e 24 de junho.

Os locais onde serão realizadas as provas podem ser conferidos no site da instituição: http://www.vunesp.com.br/

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A Unesp deve divulgar na manhã desta sexta-feira, 27, a partir das 10h, a lista de aprovados na 1.ª chamada do vestibular 2012.

Serão classificados 6.629 estudantes para ocupar cadeiras em 156 opções de cursos de graduação.

O processo seletivo deste ano recebeu 91.852 inscrições. Foram chamados para a segunda etapa 38.765 alunos.

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