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Ponto Edu

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* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – Para a chapa 27 de Outubro, o resultado das eleições para o DCE da USP foi “previsível”. “Ainda mais com essa política de voto útil na qual a chapa Não Vou Me Adaptar se apoiou para derrotar a Reação”, disse o aluno de Letras João Silva, de 32 anos, ligado à 27.

Segundo ele, a NVMA pressionou os estudantes a votar no grupo com mais condições de vencer “a direita” – isto é, a Reação, que se identifica como “apartidária”. “E a força toda que se falava que a direita tinha se mostrou uma farsa”, completou.

O estudante afirmou ainda que a nova gestão do DCE será “uma repetição” da que comandava o diretório no ano passado, pois tem os mesmos integrantes e propostas.

João disse também que a 27 usou as eleições como trampolim para fazer propaganda de suas ideias. A chapa terminou a corrida em 4º lugar, com 503 votos.

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* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – Última colocada nas eleições para o DCE da USP, a chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa diz que faz planos a “médio prazo” para se “reinserir” na vida estudantil. O grupo já comandou o diretório em 2006 – na época, com o nome Camarão que Dorme a Onda Leva.

Segundo o representante da chapa Pedro Martinez, de 20 anos e aluno de Direito, o grupo está se reorganizando. Neste ano eles só receberam 254 votos (110 no Largo São Francisco).

Para Pedro, a Não Vou Me Adaptar ganhou porque fez “política de medo” contra a Reação, tinha militantes espalhados por diversos cursos e forjou uma “união eleitoral”. “Mas eles devem rachar em pouco tempo”, aposta.

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* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – A chapa Reação considerou “justo” o resultado das eleições para o DCE da USP, divulgado na madrugada deste sábado. “Pelo menos o processo, este ano, foi limpo”, disse a estudante de História Pilar Gomez, de 24 anos, que coordenava a campanha do grupo no câmpus do Butantã. Ela referiu-se à suspeita de que houve fraude nas eleições de 2009, nas quais a chapa Reconquista, que tinha integrantes e ideias semelhantes aos da Reação, perdeu por uma pequena diferença de votos.

“Apesar de alguns acharem que foi uma derrota, penso que foi uma vitória. Conseguimos mostrar nossa cara e dizer para os estudantes que existem pessoas que contestam a atual conjuntura do DCE”, afirmou Pilar.

A Reação era a única das cinco chapas que defendia a presença da Polícia Militar no câmpus. Recebeu 2.660 votos e terminou em segundo lugar, muito distante do grupo vencedor, Não Vou Me Adaptar (6.964 votos).

Para Pilar, se as eleições tivessem sido no fim do ano passado – como era previsto pelo regulamento do DCE – “o quadro seria muito diferente”. Ela acredita que o adiamento da votação prejudicou a chapa. “No ano passado as pessoas estavam mais indignadas. Agora as coisas estão mais calmas, não há mais greve, e assim os alunos se acomodam.” O voto não é obrigatório, mas este ano o quórum foi recorde: 13.134 participantes.

Segundo a estudante, o novo DCE precisa “tomar posições”. “Esta é pelo menos a terceira gestão consecutiva do mesmo grupo. No ano passado, primeiro eles foram contra a invasão da reitoria e, depois da reintegração de posse, se uniram aos movimentos mais radicais, aos invasores.”

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* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – A chapa de situação Não Vou Me Adaptar foi reeleita para comandar o DCE da USP. A apuração das urnas está chegando ao fim no Centro Acadêmico da Escola de Comunicação e Artes, na Cidade Universitária. Até o momento, a NVMA teve 6.554 votos e todas as outras quatro chapas, somadas, receberam 5.523 votos.

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A Reação, chapa que se diz apartidária e era a única a defender a presença da Polícia Militar no câmpus, disputa o segundo lugar com a Universidade em Movimento. A primeira teve 2.344 votos e a segunda, 2.478.

Em quarto lugar vem a 27 de Outubro, composta sobretudo pelos estudantes que invadiram o prédio da reitoria no fim do ano passado. O grupo teve 470 votos.

A última colocada até o momento é a chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa: 241 votos.

A apuração deve terminar em aproximadamente 30 minutos, segundo uma integrante da Comissão Eleitoral.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

A eleição para o DCE-USP ultrapassou 12 mil votos, um número que não se vê “há pelo menos dez anos”, disse hoje Pedro Serrano, da chapa Não Vou Me Adaptar.

Tradicionalmente realizadas em novembro, as eleições foram adiadas por uma assembleia de alunos sem competência para tanto, o que fez deste período eleitoral um dos mais longos na história da universidade. O Conselho de Centros Acadêmicos votou por agendar as eleições para 27 a 29 de março.

Números recentes comprovam o ineditismo. A eleição de 2006, vencida pela chapa Camarão que Dorme a Onda Leva, teve um total de 8.568 votos. Na eleição seguinte foram 7.645 votos, com vitória da Vez e Voz: O Grito Só Não Basta!. E em 2009, foram cerca de 9 mil votos.

Também por tradição, as urnas foram levadas à ECA, onde a apuração atravessa a madrugada. O resultado deve sair no começo deste sábado. A situacionista Não Vou Me Adaptar e a “apartidária” Reação são as favoritas. Universidade em Movimento, 27 de Outubro e Quem Vem Com Tudo não Cansa também estão na disputa.

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No terceiro e último dia de eleições do DCE-USP, na FFLCH, representantes de três chapas faziam panfletagem: Não Vou Me Adaptar, Universidade Em Movimento e 27 de Outubro. Veja o que os eleitores têm a dizer.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Fila e muita movimentação marcam a manhã de quinta-feira na Faculdade de Letras da USP. No último dia das eleições para o DCE, a participação dos eleitores promete ser recorde.

De acordo com militante da chapa Não Vou Me Adaptar, a expectativa é de quórum bastante elevado. Geralmente, as eleições para o DCE têm uma média de 8 mil votos. Até quarta-feira, no entanto, penúltimo dia de votação, já haviam sido contabilizados mais de 7.500 votos. Como muita gente deixa para votar no último dia, são esperados mais de 10 mil votos nessa eleição.

Além situacionista Não Vou Me Adaptar, mais quatro chapas concorrem à diretoria da entidade: a Reação, que se identifica como “apartidária”, e as esquerdistas Quem Vem Com Tudo Não Cansa, Universidade em Movimento e 27 de Outubro.

O resultado deve sair na madrugada de sexta para sábado.

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* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Das cinco chapas que concorrem às eleições para o DCE-USP (as urnas fecham amanhã, quinta-feira), duas têm nomes inspirados em canções brasileiras.

A situacionista Não Vou Me Adaptar, chapa com maior número de inscritos, tem nome de canção dos Titãs. A frase está no refrão: “Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia / Eu não encho mais a casa de alegria (…) Não vou! Me adaptar! / Me adaptar / Não vou me adaptar”.

Para o mestrando Thiago Aguiar, candidato pela chapa, o nome é “auto-explicativo” para quem acompanha a situação política da universidade. “A gente vem de um cenário de constrangimento à organização política”, afirma, “com a presença da tropa de choque na USP. Existe uma reitoria ilegítima e o gasto irresponsável de dinheiro público”. Para o estudante de 22 anos, o eleitor pode escolher entre a chapa que fará frente a esse projeto ou aquela “subordinada aos interesses da reitoria” (uma referência à Reação, única que não pede a deposição do reitor).

Já a chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa tirou o verso da música Bete Balanço, que é também um filme de 1984: “Quem vem com tudo não cansa / Bete, balança meu amor / Me avise quando for a hora”.

O estudante de Direito Pedro Martinez, de 20 anos, diz que a música simboliza o espírito de lutas da juventude, marcada por essa música na época. “O nome é no sentido de uma mobilização para conseguir o que buscamos, é uma coisa de ir pra cima”, disse. “Queremos uma USP mais democrática, uma estrutura de poder com mais participação de funcionários e estudantes, e um acesso mais popular, inclusive com cotas sociais”.

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No primeiro dia de eleições do DCE-USP, na FEA, representantes de três chapas faziam panfletagem: Não Vou Me Adaptar, Reação e Universidade Em Movimento. Veja o que eles têm a dizer e o que os eleitores acharam.

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