ir para o conteúdo
 • 

Ponto Edu

Um cientista que parece maluco, mas fala coisas sensatas. Esta é a impressão que se tem ao assistir a uma aula do professor de Química Martyn Poliakoff, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. Famoso por estrelar vídeos sobre os elementos da tabela periódica que somam mais de 15 milhões de visualizações no Youtube, Poliakoff deu uma palestra sobre química verde e fluidos supercríticos a alunos do Instituto de Química da USP na tarde desta terça-feira.

Há 25 anos, o britânico estuda como produzir materiais com o menor impacto ambiental possível. Ele faz isso usando os fluidos supercríticos, como água e dióxido de carbono, os quais, quando aquecidos acima de certa temperatura, têm comportamentos peculiares e podem ser utilizados como solventes em reações químicas industriais.

Para o professor, as tecnologias que visam a tornar os processos químicos mais limpos não devem concorrer entre si. Nesse cenário, o Brasil pode contribuir ampliando as pesquisas sobre o uso de biomassa para geração de energia. “Vocês têm grandes áreas produzindo biomassa. É uma oportunidade de pesquisa para os químicos brasileiros.”

Cabelos desgrenhados e óculos de aro grosso, Poliakoff é o estereótipo do cientista que se esconde no laboratório para fazer suas pesquisas. Mas deixe esta imagem de lado e assista a um dos vídeos apresentados pelo professor. Extremamente didático e bem humorado, o britânico mostra porque é considerado um dos maiores divulgadores de ciência do mundo.

A tabela periódica que fez a fama do professor sempre o acompanha. Hoje à tarde, ele usava uma gravata estampada com os símbolos dos elementos químicos. Ao fim da palestra, deu uma peça igual de presente a um professor do IQ-USP.

Celebridade. A aula de Poliakoff mobilizou alunos do IQ fãs do estilo do britânico. “Química estava entre minhas opções no vestibular e os vídeos do professor me ajudaram a escolher o curso”, disse o calouro Marcos Petri, de 21 anos. “Ele tem o cuidado de ser acessível.”

Para Vitor Chamma, de 18, também aluno do 1.º ano de Química, as pesquisas sobre química verde deveriam receber mais investimentos. “É preciso estimular a produção de moléculas sem o gasto excessivo de reagentes e geração de substâncias tóxicas.”

Embora não estude fluidos supercríticos, o mestrando Daniel Alcobia, de 25, pretende aplicar em sua pesquisa sobre polímeros alguns conceitos apresentados por Poliakoff. Ele foi à palestra para conhecer o “professor que desmistifica a química”. “O assunto é meio indigesto, por isso o trabalho dele é louvável.”

Outro admirador do britânico, o aluno do 4.º ano Allan Maple Oliveira, de 22, aproveitou para apresentar suas credenciais. No ano passado, ele recebeu bolsa da Fapesp para estudar polímeros verde durante dez semanas na Universidade da Flórida, nos EUA. Allan também integra o grupo Química em Ação, equipe teatral formada por estudantes do IQ cujo objetivo é despertar o interesse pela química. Quer fazer doutorado fora do País, de preferência com a orientação de Poliakoff. “Já vi todos os vídeos. Uma palestra como essa estimula os alunos”, afirmou.

Visite o canal de vídeos do professor Poliakoff no Youtube

sem comentários | comente

Estão abertas as inscrições para o programa de trainee da Dotz. Candidatos de todo o país podem participar da seleção em diferentes áreas e negócios da empresa. As inscrições podem ser feitas pelo site da empresa até 15 de junho deste ano.

É necessário que o candidato tenha concluído a graduação entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 nos cursos de administração de empresas; análise de sistemas; ciência da computação; ciências contábeis; economia; engenharia; estatística; marketing; matemática e publicidade e propaganda. Colaboradores e estagiários da Dotz que atendam aos critérios também podem participar. Todas as vagas são para trabalhar no escritório da Dotz em São Paulo.

sem comentários | comente

Felipe Mortara, especial para o Estadão.edu

Conforme o Estadão.edu informou ontem,  a reforma que será realizada no prédio da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes (Faficla) da PUC-SP ainda causa bastante polêmica e dúvidas entre os alunos, que marcaram duas assembleias para esta terça-feira.

Na tarde da última segunda-feira, o reitor Dirceu de Mello recebeu cinco alunos, representantes dos Centros Acadêmicos Benevides Paixão e Clarice Lispector, para responder perguntas sobre as obras no campus Perdizes. A reunião foi solicitada pelos próprios estudantes.

A PUC -SP publicou nota ressaltando que neste momento ‘os esforços estão concentrados em realocar professores, alunos e funcionários, de modo a não prejudicar atividades acadêmicas e administrativas’.

O informativo reitera que ‘está sendo verificada a possibilidade de utilizar imóveis no entorno do campus Perdizes’ para evitar maiores transtornos. Porém, não deixa claro onde ficarão alocados os alunos dos cursos afetados.

Segundo a reitoria da PUC-SP, a modernização prevê a demolição do que hoje existe no espaço e a construção de três novos prédios, de oito andares cada, com garagem subterrânea. A universidade deu dois anos de prazo para a conclusão dos trabalhos e garantiu que os recursos já estão captados.

Leia a nota na íntegra:

Nos próximos dias, a PUC-SP inicia a total modernização de uma área do seu campus em Perdizes, entre as ruas Monte Alegre e Cardoso de Almeida, com saída para a rua João Ramalho.

O espaço que passará pelas obras é sede, atualmente, da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes (Faficla). No local, funcionam nove cursos de graduação e um de pós-graduação, além de setores administrativos.

A modernização prevê a demolição do que hoje existe no espaço e a construção de três novos prédios, de oito andares cada, com garagem subterrânea. A obra será efetuada em etapas e levará dois anos no total. Para a primeira fase, de demolição completa e início das obras, os recursos financeiros já estão encaminhados.

Segundo a Reitoria da PUC-SP, neste momento os esforços estão concentrados em realocar professores, alunos e funcionários, de modo a não prejudicar atividades acadêmicas e administrativas. Com o intuito de minimizar os impactos da mudança, está sendo verificada a possibilidade de utilizar imóveis no entorno do campus Perdizes.

O primeiro novo prédio a ser construído é o que estará voltado para a rua Cardoso de Almeida, onde há previsão de existir uma estação de Metrô.

sem comentários | comente

A pedido do Estadão.edu, professores de redação do Anglo, Etapa, Objetivo e Vértice analisaram o texto Altruísmo na Essência Humana, considerado bom pela banca examinadora do último vestibular da Fuvest.

Confira nos links abaixo:

linkProfessores do Anglo, EtapaObjetivo e Vértice comentam redação de candidato da Fuvest

sem comentários | comente

Por Felipe Mortara, especial para o Estadão.edu

Na semana após a divulgação no site da PUC-SP de que será realizada uma obra no chamado “Corredor da Cardoso”, o clima na Faficla – como é chamada a área que compreende as faculdades de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes – é de desinformação. A universidade cujo câmpus principal é em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, diz que a obra será boa para todas. Do outro lado estão os alunos, que não sabem para onde irão ao certo, pois sequer foram oficialmente comunicados da decisão.

Julia Matos, de 19, no 2º ano de Jornalismo e tesoureira da Atlética de seu curso, resume o problema: “A gente ficou sabendo da reforma pela mídia e a reitoria não nos dá retorno”. A estudante conta que ultimamente rumores sobre a reforma dos prédios circulam pelo câmpus, mas nada é dado como certo. O mais certo é que os estudantes fiquem no próprio câmpus, espalhados pelos outros prédios da Rua Monte Alegre, espalhados pelos prédios apelidados de “novo” e “velho”.

“Estamos na base de especulações”, diz Julia, que ainda citou que há a possibilidade de os alunos dos cursos irem para câmpus fora de Perdizes – no Ipiranga, por exemplo. ”Não gosto da ideia de ir para o Ipiranga. A PUC tem um contrato com todos os alunos de que o câmpus é aqui, em Perdizes. Se isso não acontecer, acho que haverá problemas”, diz Fernanda Landgraf, de 20 anos, no 3º ano de Multimeios. Além de gostar do câmpus da PUC, ela mora a quatro quadras do local.

Veja também:

linkPUC-SP vai demolir prédios que abrigam cursos de Jornalismo, Letras e Filosofia

Luis Demartini, de 21, cursa o  2º ano de Publicidade e também está receoso. “Não confio no que falam. Não dá para acreditar. A PUC não passou comunicado nenhum. Nem mesmo a Coordenadoria do curso sabe para onde vamos”, diz. Luis ainda especula sobre as reais intenções de abrigar cursos como Letras, Jornalismo e Filosofia. Para ele, a reforma servirá a outros propósitos. “Quando os prédios ficarem prontos, vão querer colocar o povo de Direito e Administração, pois são cursos que movimentam mais dinheiro e têm mais reconhecimento no mercado. Provavelmente, seremos transferidos para os prédios mais antigos.”

O aluno de Publicidade Lucas Mathias, de 20, teme que, com a dispersão dos cursos de Comunicação, a sociabilidade ficará complicada. “Vamos deixar de conhecer muita gente que conheceríamos se tivéssemos esse espaço de convivência.” Já Stella Violla, de 20, no 3º ano de Publicidade, é cética sobre a reforma: “Do jeito que a PUC é, a obra vai terminar em 2020″.

Positiva. Jessica Tauane, de 20, do 3º ano de Multimeios, vai na contramão dos colegas. Acha que a reforma será boa para todos – no futuro. “Se conseguirem nos realocar, vai melhorar muito. Eu adoro esse lugar. Mas é necessário mais espaço. É algo que acontece em São Paulo toda, não só na PUC.”

sem comentários | comente

Estão abertas até o dia 16 de junho as inscrições para a São Paulo Advanced School on Natural Products, Medicinal Chemistry and Organic Synthesis Integrated Solutions for Tomorrow’s World (ESPCA-Chemistry). O evento será realizado entre 14 e 18 de agosto deste ano no campus da Unicamp. Cem estudantes do mundo inteiro serão contemplados com suporte de transporte, alimentação e hospedagem.

A ESPCA é um programa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O objetivo é financiar propostas de eventos que tragam para São Paulo grandes nomes da ciência, além de estudantes e profissionais do mundo inteiro, interessados em dar continuidade aos seus estudos em instituições paulistas.

Entre os palestrantes convidados e já confirmados, estão os prêmios Nobel Ei-ichi Negishi
(2010), Ada Yonath (2009), Richard R. Schrock (2005) e Kurt Wuthrich (2002).

A ESPCA em Química foi aprovada pela qualidade da proposta e por ser este também o Ano Internacional da Química (IYC, na sigla em inglês). Ao todo, serão 200 alunos selecionados para participar da Escola, sendo que 100 receberão auxílios transporte, alimentação e hospedagem.
 
O evento é coordenado pela professora Vanderlan Bolzani, da Unesp. Além da Fapesp, Unesp e Unicamp, também participam da coordenação do evento a Sociedade Brasileira de Química (SBQ), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Inscrições e mais informações no site do evento.

comentários (2) | comente

Gaúcha de Rio Grande, Camila Costa Feijó, de 19 anos, cursa o 1.º semestre de Jornalismo Federal de Pelotas. Junto com outros estudantes de sua universidade, a caloura invadiu a reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ontem. As reinvidicações do grupo eram muitas: falta de acessibilidade para pessoas com deficiência nos prédios, falta de laboratórios no curso de Jornalismo e até falta de água em algumas unidades. A reitoria foi desocupada no final da tarde.

Por que vocês invadiram a reitoria?
Semana passada, discutimos problemas da faculdade em assembleia. Tinham mais de 40 cursos presentes. A situação da universidade já vem se arrastando faz tempo e decidimos fazer um ato público que saiu do centro da cidade e foi até o câmpus onde fica a reitoria, o câmpus Anglo.

Na internet, li uma lista extensa de reclamações.
São muitos problemas. Falta até água em alguns prédios, porque a cidade é antiga e a faculdade alugou prédios, muitos prédios pela cidade. Falta água nas torneiras. No meu curso, de Jornalismo, não tem computador com acesso a internet. Não tem câmera fotográfica, não tem laboratório de TV nem rádio. O curso começou no ano passado. Tem falta de professor também. Sabemos que em alguns cursos não tem nem professor e tem curso que não tem sala fixa.

À que vocês creditam essa infraestrutura problemática?
Com o Reune, (a universidade) passou de 42 para 93 cursos. Só que aconteceu um problema: aumentou e não tem estrutura para isso. As obras estão completamente atrasadas e ninguém entende  o porquê. Os prédios são antigos. Pelo que me lembre não têm rampa para deficientes.

Mas vocês já tinham tentado avisar ao reitor dos problemas? Ou decidiram logo invadir?
A passeata que fizemos era só para entregar um documento a ele. A gente queria que o reitor convocasse assembleia geral, com professores, funcionários, alunos, todo mundo. No início, ele não quis conversar. Aí, depois, ele foi tentar conversar. Mas, segundo ele, não o deixaram falar. Ele virou costas e foi embora. Aí vários alunos passaram a noite lá. Eu, não. Cheguei lá hoje às 8 da manhã.

Vocês avisaram a mídia pelo Twitter.
É verdade, e foi difícil fazer isso. Não temos internet em sala de aula para os alunos. Tem uma biblioteca, para os alunos. A gente foi até o prédio e, de lá, mandamos o nosso número de telefone para alguns jornalistas.

Vocês foram obrigados a sair hoje à tarde. Houve confronto com a polícia?
Não. A reitoria ainda estava ocupada. Tinha umas cem pessoas. Eu estava num grupo com umas quatro pessoas do lado de fora. A gente ouviu o barulho da polícia umas 18h30. Todo mundo saiu da reitoria. Nosso intuito foi pacífico, não fizemos nenhuma bagunça, não quebramos nada. A gente cedeu para avançar muito mais. Se o reitor pensa que a gente vai parar de reclamar, a gente não vai.

sem comentários | comente

Alunos da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) estão ocupando a reitoria desde ontem. Eles fazem uma lista extensa de reivindicações, que vão de iluminação no câmpus à melhor proporção na relação número de professores e de estudantes.

Eles se comunicam com meios de comunicação de todo o País pelo Twitter. Segundo os alunos, o espaço da universidade não tem acessibilidade para pessoas com deficiência e falta, no curso de Jornalismo, laboratório para atividades práticas.

Segundo a reitoria, as reivindicações são genéricas e o documento entregue ontem pelos estudantes veio sem assinatura. Ainda assim, o reitor, Cesar Borges, por meio de sua assessoria, se propõe a dialogar publicamente sobre todos os pontos reclamados pelos alunos da Ufpel.

A reitoria também afirou que até as 16 horas os estudantes têm que sair do prédio da reitoria, pois houve decisão judicial para a desocupação.

sem comentários | comente

Familiares e amigos de Felipe Ramos de Paiva realizaram no início da noite desta quarta-feira um ato em memória dos sete dias da morte do estudante. A homenagem, com velas e balões, aconteceu na Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP, e contou com a presença da família de Felipe.

Os organizadores da homenagem estenderam o convite não só aos alunos da FEA, mas de toda a USP e pediram que todos comparecessem vestindo a cor branca. Foram lidos textos escritos pelo jovem, seguidos por um minuto de silêncio.

“Teremos uma história de amor sem fim, pois se a vida é um cubo de gelo ao Sol, quando se evaporar minha última gota, me juntarei a ela em seu ciclo infinito. Para ela, o agora é sempre.”, diz o trecho de um texto escrito recentemente pelo estudante.

Aluno de Ciências Atuariais na FEA, Felipe, de 24 anos, foi assassinado na noite da última quarta-feira em um estacionamento da faculdade.

ATO__USP1_evelsondefreitas.jpg

ATO__USP2_evelsondefreitas.jpg

ATO__USP3_evelsondefreitas.jpg

comentários (17) | comente

Anualmente a POLI Jr, empresa júnior da Escola Politécnica da USP, realiza a Semana de Cultura Empresarial. O evento acontece de 30 de maio a 3 de junho no Auditório da Administração da Escola Politécnica e é composto por um ciclo de palestras e mini-cursos voltados para estudantes de graduação.

Tendo como missão “oferecer uma visão global do mundo empresarial, através da exposição de experiências e valores organizacionais contextualizados à realidade dos alunos”, a Semana de Cultura Empresarial já teve importantes palestrantes do cenário empresarial do Brasil como Michel Levy, presidente da Microsoft do Brasil, e André Dias, presidente da Monsanto.

Neste ano, a 20ª edição do evento irá contar com a participação de 9 palestrantes entre eles: Ozires Silva, fundador da Embraer, e Renato Freitas, fundador do site EBah. Ocorrendo em paralelo, o evento oferece 9 Mini-Cursos, dentre os quais “Introdução ao Mercado de Ações e Opções” pela APREGOA, corretora do Banco Cruzeiro do Sul e “Gestão do tempo” com Eurico Gushi.  Para maiores informações sobre o evento, visite o site da Poli Júnior.

sem comentários | comente

Arquivo

Blogs do Estadão