ir para o conteúdo
 • 

Ponto Edu

Recém chegada ao Brasil, a Cerego English, que oferece cursos online de inglês, oferece seis meses de aulas grátis para quem se cadastrar até 31 de maio.  A empresa quer chegar a 1 milhão de adesões no seu primeiro ano no País.

De acordo com informações da empresa, a Cerego tem mais de 1 milhão de usuários no Japão. Seu método científico de fixação de vocabulário, desenvolvido com base em estudos da neurociência e investimento de US$ 28 milhões, é patenteado nos Estados Unidos, Japão e Taiwan. Um dos destaques da plataforma é o BrainSpeed, um jogo que trabalha o vocabulário do inglês.

Mais informações: http://ceregoenglish.com.br.

sem comentários | comente

* Do Portal Porvir

A Fundação Lemann firmou parceria com o Coursera para traduzir para o português o conteúdo da plataforma de cursos online e gratuitos. Por enquanto, serão adaptados 12 cursos:

- Pense Novamente: como Raciocinar e Argumentar
- Introdução à Filosofia
- Desenvolvimento de Ideias Inovadoras para Novas Empresas
- Psicologia Social
- Guia do Comportamente Irracional para Iniciantes
- Pensamento Crítico em Desafios Globais
- Fundamentos de Estratégia de Negócios
- Fundamentos para Planejamento de Finanças Pessoais
- Introdução a Finanças
- Introdução à Fisiologia Humana
- A Escrita nas Ciências
- Teoria do Jogos

A fundação está convidando pessoas que dominam a língua inglesa para colaborar na tradução do conteúdo. Esses tradutores voluntários vão receber certificado emitido pela Fundação Lemann e Coursera, e terão a contribuição mencionada nos créditos finais do vídeo. Para se inscrever, basta preencher um formulário até o dia 15 de junho e aguardar a resposta.

sem comentários | comente

A primeira fase do 10.º Exame de Ordem Unificado ocorre neste domingo, 28, com duas novidades: a prova começa às 13h (horário de Brasília), mais cedo que nas edições anteriores, e terá perguntas sobre Filosofia do Direito entre as 80 questões de múltipla escolha. O gabarito preliminar deve ser divulgado após a prova.

A avaliação abrange as disciplinas profissionalizantes obrigatórias e integrantes do currículo mínimo do curso de Direito. Também cobre o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8.906/94) e seu Regulamento Geral, Código de Ética e Disciplina. Outros tópicos abordados são Direitos Humanos, Código do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Direito Ambiental e Direito Internacional.

Ao todo, 124.887 candidatos estão inscritos em todo o País. Para avançar à segunda fase, é preciso acertar pelo menos 40 testes. Na próxima etapa os participantes classificados deverão redigir uma peça processual e responder a quatro questões sob a forma de situações-problema. A prova discursiva está marcada para 16 de junho.

O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, desde que pendente apenas a sua colação de grau. Também podem se inscrever os estudantes do último ano ou do 9.º e 10.º semestres dos cursos de graduação em Direito. A aprovação no exame garante a inscrição como advogado nos quadros da OAB. Na última edição, apenas 10,3% dos candidatos que fizeram as provas passaram.

A prova de primeira fase terá cinco horas de duração (termina às 18h). Os candidatos deverão levar documento de identidade original com foto e caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente, para preencher a folha de respostas. Os locais de prova podem ser conferidos no site http://oab.fgv.br.

O resultado preliminar da 1.ª fase sai em 8 de maio e a lista definitiva, após recursos, em 28 de maio.

sem comentários | comente

Terminou no sábado o Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri). O evento reuniu embaixadores, profissionais de áreas diversas e até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir o tema “Brasil Global Player”. A convite do Estadão.edu, alunos de quatro universidades de São Paulo relataram aqui no blog suas impressões sobre as palestras. Confira o texto enviado por Beatriz Kahwage e Patrícia Leomil de Paula, da PUC-SP.

LEIA TAMBÉM:
FHC faz palestra em evento de estudantes RI
Dos Brics a como bacharéis em RI podem atuar em empresas
Eneri: protecionismo econômico e o Brasil na OMC

“O Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri), que terminou neste sábado, promoveu discussões sobre temas atuais e relevantes no cenário de estudo e atuação do curso de RI. Neste ano a organização coube à ESPM.

Mais de 1.500 pessoas participaram diariamente do evento. Sobretudo estudantes, mas também profissionais renomados no meio politico e acadêmico. Entre eles estavam Fernando Henrique Cardoso, o embaixador Rubens Barbosa, o professor Nicholas Cull e o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

De forma geral, o evento buscou apresentar a trajetória vitoriosa do Brasil em busca de maior confiabilidade e credibilidade na tomada de decisões com o tema “Brasil Global Player”. Atualmente, o País vem aumentando sua atuação em órgãos internacionais de grande credibilidade como a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Seria quase impossível imaginar a política doméstica totalmente desatrelada das suas ações externa. Entretanto (e infelizmente) a sociedade brasileiro se contenta com o nosso posicionamento de 6.ª maior economia do mundo,” comentou o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi uma das presenças ilustres.

Entretanto, a posição diplomática brasileira foi constantemente questionada em algumas apresentações quanto ao tema de integração. A questão da exclusão do Paraguai do bloco Mercosul foi um dos principais pontos de preocupação quanto ao papel do Brasil como líder do grupo e chamou a atenção dos estudantes.

Desde a ruptura com o Paraguai em junho de 2012 e a inserção, em paralelo, da Venezuela na aliança comercial, o Brasil se colocou em uma posição delicada como intermediador das relações regionais.

“Não adianta nada realizar alianças políticas através da amizade. O que foi realizado nos últimos tempos foi um erro do Ministério das Relações Exteriores quanto a pouca (senão nenhuma) prioridade política em temas internacionais regionais. O que nós vamos fazer quando não houver mais essas amizades?” afirmou o jornalista e reportes William Waack durante palestra.

“Estamos trabalhando para que a o Mercosul se transforme em um bloco com 5 países e buscamos resolver a questão do Paraguai em breve”, disse o ministro Patriota, que foi fortemente criticado em editorial de um jornal paraguaio na sexta-feira.”

sem comentários | comente

O Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri) terminou no último sábado. Leia abaixo o relato dos alunos da Faap Victor Dias Grinberg e Leticia Astolfi Santana sobre as palestras da sexta-feira. O tema do evento foi “Brasil Global Player”.

LEIA TAMBÉM:
FHC faz palestra em evento de estudantes RI
Dos Brics a como bacharéis em RI podem atuar em empresas

“O terceiro dia do Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri) teve seis palestras ministradas por grandes nomes. Para não nos estendermos muito, afinal foram cerca de 11 horas de atividades, escolhemos quatro mesas que mais chamaram a nossa atenção.

O embaixador Rubens Barbosa falou sobre “Desafios Internos e Externos do Comércio Exterior Brasileiro”. Ele abordou os problemas da atual política protecionista adotada pelo governo, sobretudo no que se refere à manipulação do câmbio e à imposição de taxas externas, e as implicações disso para a imagem do País no comércio internacional. Segundo ele, tais atitudes estão prejudicando e restringindo a participação brasileira em organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Falou ainda dos impactos em acordos bilaterais e multilaterais. Ele propôs que o Brasil deveria rever suas políticas em relação ao Mercosul. “A América do Sul é o maior problema da política externa brasileira.”

Depois de um intervalo ocorreu a palestra “O País das Armas: Até que Ponto a Abordagem é Pacífica”. Robert Muggah, Melina Risso e Heni Ozi Cukier comentaram sobre a produção de armas e como elas acabam se tornando ilegais. Traçaram o panorama da violência no mundo e conjecturaram sobre como os Estados deveriam agir em resposta aos índice de violência. Em uma breve apresentação de dados, Muggah mostrou que se estima a existência de 875 milhões de armas no mundo, sendo que 25% dessas estão apenas nos Estados Unidos. Ainda em relação a esse total, 74% estão com civis, menos de 1% com grupos armados, 23% com militares e 3% com a polícia e agências de seguranças. Melina levantou um ponto interessante: o Brasil, que constantemente busca uma posição de destaque no cenário mundial, é omisso tanto nacionalmente quanto internacionalmente em relação ao controle de armas. Em resposta ao posicionamento dos seus colegas palestrantes que culpam as armas pela violência, Heni disse que o porte de arma tanto pode ser um fator que aumenta a violência como pode ser um fator que transparece segurança. Apesar de sua posição polêmica, Heni utilizou-se de aspectos da teoria realista para confrontar a posição de Melina, o que animou o debate.

Com o tema “Entre Global Player e Regional Leader: Integração é a Chave para Liderança”, o embaixador Clemente Baena Soares, Dante Sica e Rubén Aguillar expuseram suas ricas experiências e perspectivas sobre o tema. Baena Soares lembrou os blocos de integração regional em que os países da América Latina estão envolvidos como o Mercosul, a Aliança do Pacífico, a Unasul e a Alba. Ele disse que o Mercosul é “prioridade absoluta para o governo brasileiro, pois os ganhos absolutos são impressionantes”. Já Sica focou sua exposição no atual ordenamento mundial, nos desafios da integração regional e na importância de o Brasil emergir como uma liderança. Por fim, Aguillar focou sua fala nos benefícios que as relações Brasil-México trariam para a economia latino-americana.

Continuando um tema que foi abordado rapidamente pelo embaixador Barbosa, os embaixadores Rubens Ricupero, Luiz Felipe Lampreia e José Botafogo aprofundaram o tema “Protecionismo Brasileiro: Impasse para um Destaque na Organização Mundial do Comércio (OMC)”. Partindo da palavra-chave “competitividade”, Ricupero comentou sobre as falhas na infraestrutura brasileira e principalmente como isso afeta os custos dos produtos e a oferta. Botafogo levantou um ponto de comum acordo: a necessidade de retomar as negociações da Rodada de Doha e Uruguai sobre tópicos agrícolas e industriais. Na sessão de perguntas, questionaram os embaixadores sobre a tentativa do Brasil de ocupar a diretoria-geral da OMC com a candidatura do diplomata Roberto Azevêdo mesmo sendo um país protecionista.

Com respostas parecidas, os embaixadores disseram que os líderes das agências especializadas têm de se “distanciar” de sua nacionalidade. Em outra pergunta, sobre protecionismo e o impacto sobre a indústria, os embaixadores foram categóricos em explicar o papel nocivo das proteções e a necessidade de investimentos e de buscar exportações de produtos com valor agregados e não apenas commodities.

Sem desmerecer as outras duas palestras, a razão pela qual essas quatro palestras nos interessaram foi pela possibilidade de transferirmos os conhecimentos teóricos de matérias como História das Relações Internacionais e Teoria das Relações Internacionais, além do que simulamos em Modelos das Nações Unidas para uma visão contemporânea e condizente com o tema geral do Eneri.”

sem comentários | comente

A aluna das Faculdades Integradas Rio Branco Jenny Lai acompanhou ontem o segundo dia do Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais (Eneri) 2013. O evento aborda o tema “Brasil Global Player”. O blog do Estadão.edu está publicando as impressões de alunos de diferentes universidades. Confira o relato de Jenny:

LEIA TAMBÉM: FHC faz palestra em evento de estudantes RI

“O cronograma do segundo dia do Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri) foi marcado por palestras enriquecedoras, que abordaram temas diversificados, voltados para as relações internacionais no âmbito público e privado. As explanações dos profissionais proporcionaram um maior entendimento das diversas áreas de atuação no mercado de trabalho. Concomitantemente a esse evento, houve a segunda reunião anual do Conselho Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Coneri), onde os conselhos institucionais (Cieris), das faculdades de todo o Brasil, discutiram assuntos pertinentes para a conduta e crescimento do curso.

Pela manhã, o primeiro tema foi “O profissional de RI e a diplomacia corporativa”, com a presença dos internacionalistas Rodrigo Cintra, Sérgio Pereira e Fabio Rua, que contaram sobre as suas experiências profissionais, aconselhando os jovens estudantes que estão se inserindo no mercado sobre a relevância de fazer estágios e atividades extracurriculares durante a universidade. Eles também responderam a perguntas sobre o campo de trabalho no setor privado.

Depois o ex-ministro das Finanças da Argélia Abdellatif Benachenhou falou de Primavera Árabe e crescimento do nacionalismo nos países árabes, o que impulsionou o desenvolvimento social e a diversificação da economia. Ele destacou acontecimentos importantes, como a queda do Muro de Berlim e o fim da guerra entre ocidente e oriente. O ex-ministro também abordou alguns fatores que levaram à instabilidade política no mundo árabe, mas disse que, apesar disso, o panorama é otimista com a demanda democrática em alta, a mudança da mentalidade da população, o potencial para realocação dos recursos e a reintegração árabe. Benachenhou finalizou com questionamentos sobre o que o Brasil poderia fazer para ajudar os outros países emergentes, se os progressos sociais brasileiros atingissem o país como um todo, além das capitais, e se o país tivesse consciência sobre seus concorrentes no cenário internacional.
Houve ainda uma aula sobre as teorias das relações internacionais com o professor Daniel Jatobá, que comentou sobre as produções acadêmicas, a crescente abertura para as outras disciplinas e a essência das teorias para entender o que acontece no mundo, bem como as respostas práticas dos agentes sociais para com essas questões atuais.

A explicação dos efeitos da economia mundial sobre o Brasil foi dada pelo professor Roberto Macedo, que expôs as crises recentes e como elas atingem o nosso País, através de gráficos, para uma análise mais conceituada que pode justificar melhor os seus argumentos de viés econômico.

No período da tarde, a palestra inicial “As vantagens de ser um Brics” teve a participação do embaixador do Brasil na África do Sul e do presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), José Vicente de Sá Pimentel; do embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hughueney, e do professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Oliver Stuenkel, na qual foi abordado o pensamento da política externa dos países que compõem o Brics, o posicionamento da China nesse bloco, os instrumentos para o desenvolvido do Brasil. Eles disseram que é preciso reaver o nosso posicionamento estratégico. Também falaram da importância do Brasil sediar a 6.ª cúpula dos Brics, em 2014, da cooperação entre esses países para o cenário internacional, do impacto de uma possível criação de um banco central para o bloco e se os países irão se sobressair na fase inicial para a consolidação como atores relevantes na redefinição da ordem mundial.

Em seguida, o debate foi “Multinacionais: o jeito brasileiro de fazer negócio”, moderado por Júlio Moreira, professor da ESPM, e que contou  com a discussão entre o consultor especialista em internacionalização de negócios Fernando Dourado, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e do vice-presidente da BR Foods, Wilson Mello Neto, que falaram sobre experiências empresariais e a expansão internacional das empresas brasileiras, finalizando com um recado para os estudantes que almejam trabalhar fora do País.

Para finalizar mais um dia de encontro, tivemos a presença ilustre do jornalista e apresentador do Jornal da Globo, William Waack, na palestra magna da noite, que nos proporcionou uma aula de excelência sobre a política internacional e uma motivação para a nova geração fazer a diferença pelo País. Ele instigou o público a pensar sobre os elementos que o Brasil precisa para uma maior inserção internacional em meio as transformações atuais e as crises, e finalizou com uma solução para a crítica sobre a falta de ambição brasileira em prol do crescimento internacional, sugerindo assim, uma reforma do sistema político.

É de suma importância para o desenvolvimento do curso de Relações Internacionais no Brasil e para os acadêmicos terem a oportunidade de participar de um grandioso evento como esse, onde são discutidos assuntos relevantes para essa área, que promove a integração dos estudantes de todos os Estados. Através dessa experiência, é possível adquirir mais conhecimento, elemento fundamental para a formação acadêmica, além de agregar perspectivas de profissionais relevantes, para as relações internacionais no País.”

sem comentários | comente

A USP já recebe inscrições para seu primeiro curso de especialização, na modalidade semipresencial, em Inovação e Gestão em Educação a Distância. A pós-graduação tem como público-alvo profissionais de educação de empresas e universidades. A seleção será composta por análise de currículo, resolução de um estudo de caso e entrevista individual online. O prazo para inscrições termina no dia 3 de maio, no site www.poseadusp.org.br.

Com 637 horas, o curso terá duração de 18 meses. Ele abrange todas as fases da concepção de um curso a distância: projeto, produção de conteúdo e entrega e avaliação.

Entre os professores estão Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), João Augusto Mattar Neto, do programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP, e Jose Manuel Moran Costas, titular aposentado da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

Mais informações pelo telefone (16) 2111-0250. O edital pode ser acessado neste endereço: http://www.poseadusp.org.br/pdf/edital-processo-seletivo-esp-igead-t1-v0008mar2013.pdf.

sem comentários | comente

O Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) marcou uma paralisação das atividades nesta sexta-feira, 19. A entidade também convocou uma assembleia às 14 horas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

Entre as reivindicações estão reajuste salarial de 36,74%, mudanças no sistema de contratação de uma categoria de docentes temporários (chamada de categoria ‘O’), e respeito ao cumprimento de no mínimo 33% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas, como consta na Lei do Piso.

O governo estadual entende que já respeita a jornada e ressalta que o salário de São Paulo é superior ao que determina a lei.

Nesta semana, o Estado anunciou a ampliação do reajuste deste ano, de 6% para 8,1%. O incremento da política salarial implementada em 2011 vai levar o aumento escalonado até 2014 de 42,2% para 45,1%. Os sindicatos reclamam que a política levou em conta porcentuais de bonificação que já eram pagos pelo governo, além de ignorar a inflação do período.

A Secretaria Estadual de Educação divulgou nota desmentindo informações de que não haverá aulas nesta sexta. Leia a íntegra da nota do governo e, em seguida, mensagem divulgada pela Apeoesp.

“Nota de esclarecimento: Secretaria da Educação contesta desinformações propagadas pela Apeoesp

Em relação a questionamentos de veículos de imprensa que receberam a informação de que sindicalistas, em diversas escolas da rede estadual de ensino, estariam abordando alunos e seus familiares com a enganosa alegação de que não haverá aulas amanhã, 19 de abril, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo esclarece que tais atitudes não passam de tentativas de manipulação de estudantes para promover uma agenda político-partidária completamente alheia ao compromisso centrado no aprendizado dos jovens, que é renovado diariamente pelos profissionais do magistério paulista. O calendário escolar permanece inalterado.

Quanto às inverdades que têm sido divulgadas pela Apeoesp, a pasta reitera que o Governo de São Paulo cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público. Atualmente, o salário inicial dos professores de educação básica II da rede estadual de ensino, com jornada de 40 horas semanais, é de R$ 2.088,27, ou seja, ultrapassa em 33,3% o valor mínimo de R$ 1.567,00 fixado para 2013 em decorrência dessa lei. Além disso, o governador Geraldo Alckmin encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de lei complementar que propõe elevar para 8,1% o aumento salarial previsto para julho a 415 mil servidores da Educação. A ampliação da Política Salarial implementada em 2011 vai possibilitar que o aumento escalonado até 2014 passe de 42,2% para 45,1%.

Por meio da Resolução SE 8, de 19 de janeiro de 2012, o Estado obedece também ao limite máximo de dois terços da carga horária total estabelecido pela Lei do Piso para a jornada de trabalho docente em classe. Na verdade, a Apeoesp ataca o mesmo sistema de contagem de horas de trabalho extraclasse que comemorou em 2006 após tê-lo reivindicado à Secretaria da Educação, e hoje tenta esconder essa bandeira de seu passado.

A Política Salarial estabelecida em 2011 também ampliou de cinco para oito não só as faixas de promoção salarial, mas também os níveis de progressão funcional. Com isso, ao manter os profissionais do magistério permanentemente estimulados a evoluir em sua formação continuada e em seu aperfeiçoamento profissional, o Governo está promovendo justamente a valorização da carreira docente, e não a precarização falsamente alegada pela entidade.

Ainda com o objetivo de oferecer melhores condições de trabalho aos professores, a Secretaria da Educação elabora atualmente, com a colaboração de representantes de associações e sindicatos de profissionais da rede estadual de ensino, os Planos de Carreiras do magistério, que devem ser concluídos ainda neste semestre.

A atual gestão está permanentemente à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino.”

“Professores estaduais paralisam atividades nesta sexta-feira, 19 de abril

O Governo do Estado está encaminhando à Assembleia Legislativa proposta de reajuste para os professores de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, perfazendo 8,1% de reajuste total. Reafirmamos: o reajuste anunciado na quarta-feira é de 2%.

Estima-se que com estes 2% fique contemplada a inflação de junho de 2011 (data de vigência da Lei Complementar 1143/11) a junho de 2013. Entretanto, a reivindicação dos professores é de um reajuste salarial de 36,74%, para reposição das perdas acumuladas desde fevereiro de 1998. Portanto, a proposta é insuficiente e não atende a reivindicação salarial. Além disso, não houve qualquer negociação com as entidades representativas, como prevê o artigo 5º da Lei Complementar 1143/11, uma conquista da APEOESP.

O governo deveria, no mínimo, conceder além dos 2% mais 5% referentes à recomposição do reajuste prometido para 2012, já que os 10% de reajuste para julho de 2012 embutiu o porcentual referente à incorporação da Gratificação por Atividade do Magistério, objeto de outra lei. Na prática, o reajuste de 2012 foi de 5%.

Diante desta quadro, os professores reafirmam a luta pelas reivindicações, entre elas a instituição de 33% da jornada para atividades extraclasse.

E nesta sexta-feira, paralisam as atividades e realizam assembleia às 14 horas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.”

sem comentários | comente

* Por Heloisa Aruth Sturm, de O Estado de S. Paulo

RIO – A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro vai pedir ao Ministério da Educação a intervenção em duas faculdades particulares do Estado. Entre as irregularidades cometidas pelas instituições estariam crimes de sonegação fiscal, suspeita de fraude em relatórios financeiros, demissão em massa de professores, ausência de pagamento de encargos trabalhistas, indícios de crime na fusão das instituições, aumento abusivo de mensalidades e abertura de câmpus no interior sem estrutura adequada para a ampliação.

O pedido recai sobre a Universidade Gama Filho e a UniverCidade, que foram adquiridas em 2011 pelo Grupo Galileo Educacional, também alvo de investigações. Também são apontadas irregularidades na gestão da Universidade Cândido Mendes, por suspeita de ausência de repasse de INSS, ilegalidades em convênios com prefeituras fluminenses e terceirização da marca da universidade a outras instituições.

Será ainda requerido ao Ministério Público Estadual um pedido de investigação sobre crimes supostamente cometidos pelo empresário Marcio André Mendes Costa, do Grupo Galileo, e pelo advogado Alexandre Gazé e o reitor Candido Mendes, ambos da Universidade Candido Mendes.

Os pedidos constam do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que foi instaurada em agosto do ano passado para investigar denúncias contra faculdades particulares do Rio. Outras instituições de ensino superior também são apontadas no relatório. Os trabalhos da CPI foram encerrados nesta quinta-feira, 18, constituindo um documento com mais de 70 recomendações que serão encaminhadas ainda ao Congresso Nacional, à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior e ao Ministério Público do Trabalho.

“Nós vamos encaminhar também ao presidente da Câmara dos Deputados um requerimento para instauração de uma CPI em nível federal. É fundamental aprofundar um trabalho que se iniciou na Assembleia Legislativa de São Paulo e que nós aqui no Rio levamos adiante. Isso já é sintomático de que há um problema grave na questão do ensino superior privado no Brasil”, afirmou o relator da CPI, deputado estadual Robson Leite (PT-RJ).

sem comentários | comente

* Por Ricardo Brandt, de O Estado de S. Paulo

CAMPINAS – O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira, 18, o engenheiro de alimentos José Tadeu Jorge, de 60 anos, o novo reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das mais importantes da América Latina, responsável por 15% da pesquisa acadêmica no Brasil.

Jorge, que foi reitor de 2005 a 2009, sucederá Fernando Costa no cargo nos próximos quatro anos. Ele herda um orçamento de R$ 1,9 bilhão e tem como principais responsabilidades a tarefa de reduzir as distâncias que existem entre a pesquisa e o mercado, aumentar o número de docentes e promover maior inclusão social na graduação da universidade.

A indicação de Jorge como reitor confirma o resultado da consulta à comunidade acadêmica em março, que o elegeu entre os 36 mil votantes com 53% dos votos, no segundo turno. O resultado foi corroborado pela lista tríplice encaminhada no início do mês pelo Conselho Universitário (Consu) ao governador, que o colocava como primeiro nome dos três a serem analisados.

Durante a semana, a demora na nomeação do novo reitor fez com que professores da Unicamp divulgassem manifestos alertando o Palácio dos Bandeirantes de que a indicação de um nome que não respeitasse o resultado da consulta acadêmica seria considerado uma “intervenção” na autonomia da universidade.

Além de Jorge, faziam parte da lista os nomes do médico José Abdalla Saad, mais próximo do atual reitor, e do engenheiro eletricista José Claudio Geromel – segundo e terceiro colocados na votação indireta.

O nome do novo reitor é citado no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo, na lista de funcionários da Unicamp que receberam salários acima do limite permitido por lei, segundo auditoria de 2011 (o teto é o salário do governador). Quando a lista foi divulgada, ele afirmou que acredita que a Unicamp age dentro dos princípios legais. O processo segue em tramitação e não tem data prevista para o julgamento.

Jorge também foi secretário municipal de Educação no governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), cassado no ano passado no maior escândalo de corrupção da prefeitura de Campinas, conhecido como Caso Sanasa, que tem a ex-primeira-dama, Rosely Santos, processada como chefe de uma quadrilha de fraudava contratos e teria desviado R$ 200 milhões dos cofres públicos. Na ocasião, quando o escândalo foi descoberto, Jorge pediu demissão do cargo. Seu nome nunca foi citado no caso.

sem comentários | comente

Arquivo

Blogs do Estadão
Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.