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Planeta

A Mata Atlântica, dizimada durante séculos, foi o bioma brasileiro proporcionalmente menos desmatado entre 2002 e 2008, de acordo com monitoramento por satélite feito pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), num projeto apoiado pelo PNUD.

Entre 2002 e 2008, a área coberta por florestas encolheu 0,25% em relação à formação original — menos do que qualquer outro bioma brasileiro. Até 2002, haviam sido elimnados 75,62% da área original. Em 2008, já eram 75,88%. Em números absolutos, os 2.742 km² derrubados (457 km²/ano) a colocam na segunda posição entre as regiões que menos foram desmatadas, superando apenas os dados registrados no Pampa (2.197 km² no período).O monitoramento via satélite é apenas um registro, não incluiu um diagnóstico das causas do desmate entre 2002 e 2008. Porém, sabe-se que os fatores de pressão estão principalmente ligados a agropecuária e exploração de carvão vegetal.

Os estados em que houve mais desmatamento entre 2002 e 2008 foram Minas Gerais (909 km²), Paraná (542 km²), Bahia (426 km²), Santa Catarina (329 km²) e Rio Grande do Sul (169 km²). Em termos relativos, quem fica na frente é Sergipe, que derrubou 0,5% dos 10.531 km² de Mata Atlântica em seu território.

Por se estender ao longo do litoral brasileiro, abrangendo 15 estados, a Mata Atlântica foi o primeiro bioma a sofrer com a ação humana após o descobrimento. No início, o principal alvo era o pau-brasil, hoje praticamente extinto. Em seguida, vieram as plantações de cana-de-açúcar, no Nordeste, e de café, no Sudeste, que contribuíram para a destruição de 75,88% da vegetação nativa. Hoje, só restam 22,25% de mata original e 1,87% de corpos d’água. Apesar da destruição, a Mata Atlântica tem mais de 20 mil espécies de plantas catalogadas, 261 de mamíferos, 688 de pássaros, e seus recursos hídricos abastecem cerca de 123 milhões de brasileiros.

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22.dezembro.2010 20:17:43

O anti-espítito natalino

As renas são animais dos quais os moradores das regiões tropicais só ouvem falar em uma época do ano: esta em que estamos. São as simpáticas e obedientes condutoras do trenó do bom velhinho.

Mas, nos países nórdicos, as renas fazem parte do cardápio da população, como importante fonte de proteína: cerca de 140 mil animais são consumidos por ano na Escandinávia. Acontece que o abate nem sempre é feito como manda o figurino. Imagens colhidas por pesquisadores da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) na Suécia e na Finlândia mostram a crueldade e a falta total de padrões higiene do abate clandestino dos animais.

“Um dos ‘métodos’ consiste em colocar uma faca na medula óssea e deixar o animal tetraplégico antes que ele morra. Ele fica consciente, mas não consegue se mexer. O outro é dar uma porretada na cabeça do animal, que se debate freneticamente para tentar fugir. Isso vai contra todos os padrões de abate humanitário reconhecidos por leis existentes nos próprios países nórdicos”, afirma a gerente de animais de produção da WSPA Brasil, Charli Ludtke.

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De acordo com a legislação em vigor na Suécia e na Finlândia, nenhum tipo de dor ou de sofrimento indevido deve ser imputado a animais em matadouros.

Neste mês em que o mundo todo cultua símbolos natalinos, a WSPA lançou um manifesto on-line (www.wspabrasil.org) apelando aos membros do Conselho Nórdico de Ministros (um fórum interparlamentar para a cooperação entre países nórdicos) para que garantam o cumprimento das leis de proteção animal existentes em ambos os países.

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Por Gustavo Bonfiglioli – Especial para o Planeta

O Sesc Belenzinho, na zona Leste de São Paulo, é o primeiro do país a utilizar coletores solares para o aquecimento de piscinas. O sistema foi inaugurado no início de dezembro. São 1.515m² de paineis, capazes de gerar cerca de 551.600 kWh por ano, energia necessária para aquecer a água de duas piscinas, que possuem capacidade total de 1,3 milhões de litros.

SESC_Belezinho_1_int.jpg

“Acredito que seja um dos maiores sistemas de aquecimento solar para piscinas da América Latina”, afirma Rafael Littieri da Silva, diretor comercial da E2Solar, empresa que instalou os equipamentos. A escolha pela energia limpa pode fazer com que as piscinas evitem a emissão de 46,6 toneladas de CO2 em um ano, que seriam decorrentes da demanda por energia elétrica. As outras quatro piscinas do Sesc Belenzinho são aquecidas a gás.

SESC_Belezinho_3_int.jpg

Littieri explica que os paineis de aquecimento de piscinas são diferentes dos que são utilizados para chuveiros. “Os coletores para piscinas precisam manter uma temperatura de conforto entre 27 e 29ºC, bem menor do que a da água do banho, que chega a 40ºC. Eles também são mais eficientes na captação de radiação. Dessa forma, garante-se mais o aquecimento e não se faz necessário um backup”, explica, se referindo às situações em que se precisa utilizar a energia elétrica para garantir o aquecimento em dias nublados, sem incidência solar.

O custo é alto, mas, segundo Littieri, a economia de energia pode trazer retorno sobre o investimento em até quatro anos.

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15.dezembro.2010 17:09:48

Cerrado em alta

Ultimamente o brasileiro tem ouvido falar mais sobre dois biomas que historicamente foram
meio relegados a segundo plano: o Cerrado a e Caatinga. Na tentativa de divulgar ainda mais
a relevância do primeiro no mosaico de cenários do País, a Embrapa Cerrados acaba de inaugurar
uma “trilha interpretativa” de 1,8 km em sua sede em Planaltina, cidade satélite de Brasília:
a Trilha da Coruja.

trilha_dez_019_blog.jpg

“Interpretativa porque nela é possível interpretar conhecimentos os científicos adquiridos. A
trilha é parte de um conjunto de esforços que estamos iniciando agora para a criação de um
espaço de educação ambiental aqui na Embrapa Cerrados. Ainda queremos montar um museu, um
auditório, uma mini biblioteca, enfim, a ideia é um espaço científico-cultural”, explica a pesquisadora Araci Alonso.

Entre as espécies de fauna que o visitante poderá observar durante a caminhada estão araras, tucanos,
corujas, maritacas e tucanos. Há cachoeiras e nascentes, e também dois mirantes.

“É possível trabalhar várias questões aqui, desde as nascentes até a ocupação urbana, que os
visitantes poderão avistar dos mirantes por conta da proximidade da área urbana. Temos várias
paisagens na trilha: cerrado, matas de galeria, campos úmidos e veredas”, enumera a pesquisadora.

A trilha deve abrir para visitação no início de 2011, quando a época de chuvas passar. A Embrapa Cerrados agora busca parcerias privadas e públicas para executar o projeto na íntegra.

“Dentro de dois anos imagino que estejamos com a estrutura que desejamos”, diz Araci.

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Decreto assinado pelo governador Alberto Goldman e publicado nesta sexta (10) cria o Parque Estadual da Restinga de Bertioga, com 9,3 mil hectares. Ele formará um “corredor ecológico” interligando regiões litorâneas à Serra do Mar, ajudando a conservar a biodiversidade local e seus serviços ambientais. O estabelecimento parque havia sido aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Consema) no fim de outubro.

“A criação do parque representa uma vitória de um processo que contou com amplos estudos técnicos e ajuda a completar uma lacuna importante na conservação da Mata Atlântica, pois não havia nenhuma amostra suficientemente protegida das restingas no centro do estado. Áreas como o parque de Bertioga valorizam ainda mais o turismo nessa região magnífica do litoral brasileiro”, ressaltou Claudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.

Bertioga_chamada.jpg

A Mata Atlântica é hoje o mais degradado dos biomas brasileiros. Menos de 8% de sua vegetação estão bem conservados. Mesmo assim, seus remanescentes ainda prestam “serviços ambientais” (como proteger e manter rios, lagos, evitar a queda de encostas, regular o clima e a qualidade do ar) indispensáveis a 123 milhões de brasileiros que vivem na região.

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Será lançado nesta quinta-feira (9) o primeiro software brasileiro de gerenciamento de emissões via plataforma web. O produto, chamado de EcoCarbonO, permite administrar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) relacionadas às atividades industriais, comerciais e do setor de serviços.

“A ferramenta foi criada para que as empresas consigam administrar seus projetos de redução de emissões e cobre as etapas de coleta, análise e reporte das emissões corporativas de carbono. Ela pode ser customizada, adequando-se às necessidades de cada cliente. Possibilita, por exemplo, o gerenciamento das emissões por unidade de negócio, por operação, por equipamento, ou mesmo por tipo de gás de efeito estufa”, esclarece Fátima Pinto, da Ecouniverso Projetos Ambientais, co-responsável pelo desenvolvimento do produto, em conjunto com a Winsys.

A grande novidade é a utilização da plataforma web, já que a maioria das calculadoras de emissões hoje existentes é realizada por meio de planilhas do software Excel.

“As empresas brasileiras ainda estão na fase do inventário de emissões. Por isso, criamos uma ferramenta focada nessa etapa. No exterior, já existem similares que, além de permitir o gerenciamento de emissões, administram também parâmetros de sustentabilidade. Isso é mais para frente”, diz Fátima. Ela salienta que o EcoCarbonO possibilita que o cliente tenha uma série histórica de suas emissões. “A empresa também consegue atualizar metodologias, fatores de emissão e afins”, diz ela.  

 

 

 

 

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07.dezembro.2010 12:29:05

Mapa do PET

O Estado de S. Paulo

Um novo serviço pela internet vai permitir aos consumidores localizar os pontos mais próximos para entrega de garrafas de plástico PET.

O LevPet é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), entidade quer reúne os fabricantes da resina. O serviço fornece a localização exata dos quase mil pontos de coleta do material em todo o País.

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03.dezembro.2010 22:19:40

Prêmio da água

Por Gustavo Bonfiglioli, especial para o Planeta

Iniciativas para promover o uso sustentável da água foram premiadas nesta semana pela Agência Nacional das Águas (ANA), em Brasília. Dentre os 21 finalistas, de um total de 286 inscrições, o prêmio “Água: o Desafio do Desenvolvimento Sustentável” selecionou um trabalho vencedor para cada uma das sete categorias: Empresa, Ensino, Governo, ONG, Imprensa, Organismos de Bacia e Pesquisa e Inovação Tecnológica.Os ganhadores receberam o Troféu Prêmio ANA, obra do mestre vidreiro italiano Mario Seguso.

Três instituições do estado de São Paulo levaram o prêmio. Na categoria Organismos de Bacia o Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê, de Araçatuba, ganhou com um projeto de educação para o meio ambiente baseado em uma peça musical, chamada “As Aventuras do Rio Tietê”. A peça personifica o Tietê em um menino, cuja trajetória de vida metaforiza os problemas do rio.

Para o prêmio da categoria Pesquisa e Inovação Tecnológica, o ganhador foi o Laboratório de Sistemas de Suporte a Decisões Aplicadas à Engenharia, de São Paulo (SP), pelo desenvolvimento do AcquaNet, software que controla a gestão e uso sustentável dos recursos hídricos do estado, utilizado em larga escala por companhias de abastecimento de águas públicas e privadas, órgãos gestores de recursos hídricos e companhias de geração de energia. O vencedor da Imprensa foi a TV Globo, por uma série de reportagens sobre as bacias dos rios Pinheiros e Tietê. Outros quatro estados venceram nas demais categorias: Mato Grosso do Sul (ONG), Minas Gerais (Governo), Paraná (Empresa) e Rio Grande do Sul (Ensino). Está é a terceira edição do prêmio, que teve recorde de inscrições.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Prêmio ANA “É uma demonstração efetiva de que temos como inserir o meio ambiente como um condicionante do desenvolvimento econômico e não como restrição”. A ministra também enfatizou o papel de liderança que o Brasil tem desempenhado no setor de meio ambiente.

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Por Gustavo Bonfiglioli – Especial para o Planeta

O Biomapas é um projeto online de mapeamento interativo da biodiversidade brasileira pelo Google Maps, parceria da Petrobrás com o Google. Na sexta-feira, será inaugurada a segunda etapa do site, que inclui um mapa da fauna marinha na costa brasileira, com 16 espécies de golfinhos, baleias, botos e tartarugas, distribuídas em 100 pontos que marcam expedições marinhas onde as espécies foram identificadas. Os marcadores linkam a fotos, vídeos e textos explicativos.

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Com proposta educativa, o Biomapas foi ideia do Centro de Pesquisa da Petrobrás, que procurava uma maneira de aproveitar a base de dados resultante das expedições florestais e marinhas realizadas pela companhia para monitoramento ambiental.

“O Google nos procurou perguntando se havia algo que poderia render uma parceria. O Centro de Pesquisa avaliou que seria uma boa oportunidade para aproveitar os dados”, explica Rodrigo Freire, do Núcleo de Comunicação Digital da Petrobrás.

Em abril de 2010, foi inaugurado o primeiro mapa interativo, com espécies da fauna e flora da região petrolífera de Urucu, no município de Coari (AM), na floresta amazônica. Na região foi construído um gasoduto para escoar a produção de gás natural para Manaus, inaugurado em 2009 e que custou R$ 4,5 bilhões, considerado uma obra de alto passivo ambiental. Com base no monitoramento de impactos ao meio ambiente do empreendimento, é levantada a base de dados.

Da mesma forma, o mapeamento da biodiversidade marinha de toda a costa brasileira foi colocado nas imagens de satélite públicas do Google Maps. A perspectiva para as próximas ampliações do projeto a curto-prazo, segundo Freire, é colocar novas espécies da fauna marinha, já que só foram contemplados golfinhos, baleias, botos e tartarugas. “Ficou faltando falar dos peixes mais recorrentes na costa brasileira, além de outros animais”, explica.

Para essa nova etapa do projeto, também envolveram-se instituições parceiras como a Fiocruz, a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC), a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – ENSP, o projeto Tamare o Instituto Baleia Jubarte.

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02.dezembro.2010 21:24:22

As cidades que queremos

Comunidades de todo o Brasil expõem neste final de semana - 4 e 5 de dezembro – maquetes feitas com tijolinhos lego e material reciclável no Colégio Santa Cruz, em São Paulo. O evento é a mostra anual do projeto Bloco a Bloco, promovido pelo instituto de mesmo nome, criado pela Lego Education – um braço da fabricante de brinquedos.

São 38 maquetes feitas com material reciclável e kits lego – não apenas os tijolinhos, mas motores, interfaces programáveis e elementos de robótica – que representam as soluções criativas pensadas durante o ano por crianças de 40 comunidades, com base no tema  “As cidades que queremos utilizando racionalmente os recursos energéticos”. 

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Além dos kits lego, as comunidades receberam também câmeras de filmagem e capacitação para executar animações com a técnica stop motion. O resultado será mostrado junto com as maquetes e os melhores filmes receberão premiações.

Uma ideia que aparece em um dos trabalhos é a do “fogão solar”. O conceito veio do Nordeste, onde o fogão solar já existe e é feito com uma caixa de papelão e uma chapa de metal coberta por uma placa de vidro  forrado com alumínio. A chapa de metal ajuda a reter o calor e o vidro, a passá-lo para a caixa de papelão. Dentro da caixa, é possível colocar qualquer alimento e cozinhá-lo normalmente.

Outro trabalho destaca a chamada “passagem iluminada”, que já existe nos metrôs do Japão.  Uma placa de cerâmica  é colocada sob o chão nas ruas, sendo estimulada pela pressão dos carros e das pessoas que passam pelo trecho. Através de ferramentas de nanotecnologia, essa pressão é convertida em energia que alimenta a iluminação da publicidade, das placas e dos semáforos das ruas.

“Esse projeto acontece desde 2008 e funcionou como um projeto piloto para a Lego Education. As crianças são estimuladas a pensar soluções para os problemas de suas comunidades: a ver o local onde moram com os olhos do futuro, mas de um futuro melhor”, afirma  Mary Anne Ribeiro, CEO da ZOOM, a distribuidora da empresa no Brasil. “Esta ano, foram doados 320 mil itens entre tijolinhos, motores, ferramentas de robótica e câmeras.”

Bom programa para fazer com as crianças. Confira horário e local:

II Encontro Bloco a Bloco
4 e 5 de dezembro de 2010
Colégio Santa Cruz – Rua Arruda Botelho, Portaria 5 – Alto de Pinheiros – São Paulo/SP
Das 10h às 16h
Grátis

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