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Primeiras impressões sobre o Google Buzz

  • 10 de fevereiro de 2010|
  • 22h15|
  • Por

Assunto da semana na internet, o Google Buzz apareceu de surpresa em uma coletiva virtual realizada através do YouTube nesta terça-feira, 9. Integrando rede social e microblogging ao e-mail, o serviço já estreou causando polêmica entre usuários. “Ninguém quer mais uma rede social” tem sido a resposta-padrão sobre o Buzz. Mas será que é verdade?

O Google Buzz nasce com uma larga vantagem sobre todas as outras redes sociais: ele já conta com toda a base de usuários do Gmail. Teoricamente, a mesma lógica se aplicaria ao Orkut. No entanto, para acessar seu Buzz, você sequer precisa sair da página do e-mail.

Mesmo de funcionamento ainda confuso, o Google Buzz reside em um ambiente mais que familiar ao usuário. Sua lógica interna deve ser desbravada logo, à medida em que a opção é liberada às contas de Gmail e mais usuários adotam a ferramenta.

Uma de suas características mais claras é a presença da tecnologia criada no Google Wave. Enquanto o Wave gerou muito burburinho e pouca utilidade, o Buzz parece seguir o caminho inverso, com comentários pouco animados, mas funcionalidades que podem modificar até mesmo nossos hábitos de troca de correspondência eletrônica. O Google Wave era “mais uma Caixa de Entrada”; já o Buzz, apenas um ícone colorido no Gmail.

Entre os primeiros destaques do serviço estão a facilidade para publicação de fotos, e duas funcionalidades que ajudaram a construir o sucesso do Facebook: comentários por post, e o botão Gostei. Aliás, é curioso perceber que o Google Buzz contém integração nativa com Flickr e Twitter, mas nada foi dito sobre Facebook. E isso, apenas algums dias após o vazamento da informação de que o Facebook estaria desenvolvendo um serviço de webmail para concorrer com o Gmail.

Mobilidade e geolocalização também são peças-chave no Google Buzz, e talvez a função mais alardeada pela empresa. O Buzz seria ideal para pequenos comentários locais, como opiniões sobre bares e restaurantes ou troca de informações sobre o trânsito. A geolocalização também está presente no Twitter, mas exige uma confirmação de configuração do usuário.

Um dos principais problemas do Buzz é a poluição de usuários – se você tem muitos contatos no seu catálogo, prepare-se para reencontrar diversos desconhecidos com quem você teve que trocar e-mails em algum momento da sua vida. Mas o maior empecilho para o seu sucesso, até agora, é o egoísmo: interface e sistema ainda não foram suficiente aprimorados para que o Buzz substitua, por exemplo, softwares clientes de Twitter e Facebook, como o Tweetdeck ou o Tweetie.

Continuaremos testando o Google Buzz, e dicas e novidades devem aparecer aqui no blog pelos próximos dias. Fiquem ligados!

Leia também:

- Gmail muda; Google social a caminho?

- Toma essa, Google Buzz

- Google Buzz é o Wave com os pés no chão

5 Comentários
  • 11/02/2010 - 11:42
    Enviado por: Senoux

    Até agora a integração do Buzz com o Twitter é só promessa. E quanto ao Wave, feliz comentário feito no texto, o Wave não passou de uma segunda opção de caixa de entrada, e quer saber: o Wave é muito confuso quando o assunto é utilidade.

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  • 11/02/2010 - 11:53
    Enviado por: Buzz: só se fala nisso | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Ao lançar o seu rascunho de Google Wave, um serviço de mensagens instantâneas integrado ao Gmail chamado Buzz, nesta semana, o Google conseguiu o que queria e transformou-se no grande assunto da vez. Mas mesmo com críticas do tipo “quem precisa de mais uma rede social?” e comentários atravessados de seus concorrentes, o alarido criado pelo Buzz e sua forma de lançamento (dentro de outro produto, o Gmail) foi o suficiente para que o novo serviço se tornasse rapidamente usado e comentado pela população online. Aqui no Link, Rafael Cabral deu uma geral na repercussão causada por ele, o repórter Filipe Serrano fala de sua versão lançada para o celular e Fred Leal faz uma análise mais aprofundada no blog Personal Nerd. [...]

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  • 15/02/2010 - 16:45
    Enviado por: Renato

    Já bloqueei todas as pessoas que marcaram que me seguiam no buzz. Não gosto de mensagens instantâneas, nem do google nem de qualquer provedor que venha. Aliás, não é que não goste: ODEIO.

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  • 03/11/2010 - 12:13
    Enviado por: Link - Estadao.com.br

    [...] deve se lembrar. Em fevereiro a empresa anunciou o serviço para seus milhões de usuários do Gmail, que então descobriram uma rede de [...]

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