A revolução no Egito depende necessariamente da internet
- 6 de fevereiro de 2011|
- 18h08|
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Na quarta-feira, os egípcios voltaram a ter acesso à internet. Foram cinco dias praticamente sem acesso à rede. A falta de Facebook, Twitter e outras redes sociais, no entanto, não impediu a população de ir às ruas. O uso dos meios digitais, portanto, foi supervalorizado?
Não.
É justamente o contrário: nenhum movimento político popular foi tão dependente da internet quanto a tentativa de revolução que corre no Egito.
(Até o fechamento desta coluna, na noite de sexta-feira dia 4, Hosni Mubarak seguia na presidência e o povo não arredava das ruas.)
Revoluções populares são complexas. Ainda mais quando surgem num repente sem líder determinado e objetivo claro por seguir. São também contagiosas. Quanto mais gente sai à rua num dia, maior será o número no dia seguinte. Todos comungam da impressão de que agora vai. O ditador pode descer com as forças de repressão – o Exército, a polícia secreta. Mas Mubarak não tem pleno controle destes. Tudo vira um teste de quem pisca primeiro.
Quando o movimento já estava nas ruas, não era preciso mais ter internet. O contágio social se dava pela televisão ou pela janela com vista para a multidão lá fora. Aí é fácil. O difícil, numa ditadura, é encontrar uma brecha para falar da insatisfação quando ainda não está claro se é seguro ou não conversar sobre o assunto.
É aí que entrou o Facebook.
Em 6 de abril de 2008, os trabalhadores egípcios ensaiaram uma greve geral reclamando dos aumentos excessivos dos preços dos alimentos. Greves são ilegais por lá. O movimento teve sucesso apenas parcial e a polícia foi em peso para as ruas. Os protestos foram parcos. Mas, provocados pelo tema, um grupo de jovens começou a debatê-lo no Facebook. É ali que tudo começou.
O diplomata Mohamed ElBaradei foi um dos primeiros a descobrir esse movimento incipiente. Gastou tempo para dominar as mídias sociais e ouvir o que seus jovens compatriotas diziam. E é por isso que terminou apontado como um dos líderes de consenso possíveis para a revolução.
Líderes mesmo, no entanto, são pessoas como a blogueira Nawara Negm, 37 anos. No dia a dia, ela trabalha como tradutora na TV estatal egípcia. Mas, na internet, onde é mais conhecida, o seu é um dos blogs mais lidos do país. E ela é uma das que mais se empenhou na revolta em curso.
Se parece improvisada, não foi. A jornalista Sawsan Al-Abtah, que escreve na imprensa árabe britânica, acompanhou o processo. Ela descreve como, na rede, a turma planejou. Traçaram cenários, discutiram mapas e caminhos pelas ruas, debateram abordagens, exigências. Havia um plano.
Os responsáveis pelo levante conheceram-se no Facebook, inspiraram-se por blogs, mas usaram meios mais discretos para seu projeto. E-mail, até encontros pessoais. A internet serviu para que as pessoas se encontrassem, mas não está escrito em nenhum lugar que, depois do encontro, o movimento precise continuar virtual.
Foi mais importante do que apenas o lugar do encontro. A rede inspirou. Conversando livremente, uma geração que jamais soube o que é liberdade plena criou na web um Egito paralelo, virtual. E encantou-se com essa ideia.
Nos primeiros dias da revolta, enquanto políticos e comentaristas debatiam o assunto na TV árabe, a blogueira Negm postou: “Eles não estão entendendo a gente.”
Não estavam mesmo.
A revolução egípcia começou na internet. Deve terminar com um acordo político, seja entre os grupos de oposição, seja com Mubarak encabeçando. Mas este tem dono. É o levante do Facebook.
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Leia mais:
• Link no papel – 07/02/2011
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06/02/2011 - 18:46 Enviado por: Rodrigo
Ê Pedro, tô doido pra ver até onde vai esse seu entusiasmo quando a Irmandade Muçulmana transformar o Egito, mas de uma ditadura laica pra uma ditadura islâmica!
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07/02/2011 - 08:58 Enviado por: Nox
Ditadura laica pode? O povo sofre com qualquer uma das duas. Acho que vc gosta é da DitaDura, desde que seja limpinha e benzida por um padre.
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06/02/2011 - 20:51 Enviado por: lucio
Sei não… compartilho a preocupação de alguns analistas dos levantes nos países árabes sobre a referência a “revolução das redes sociais” e coisas do tipo. Dá a entender (falsamente) que o Facebook, o Tweeter e similares foram os responsáveis por incutir a consciência da opressão que esses povos vinham sofrendo, quando na verdade a coisa é bem mais complexa. No caso do Egito, por exemplo, grupos de oposição já vêm protestando contra o governo desde as últimas eleições, quando os últimos membros da oposição foram varridos do parlamento. Estes protestos não tiveram a mesma escala dos atuais, evidente, mas ainda assim a evolução desta situação não foi estudada como deveria.
Concordo que a internet é uma ferramenta indispensável para a troca de informações, particularmente em situações como as apresentadas no texto, mas termos como “levante do Facebook” ou “revolução do Tweeter” deveriam ser repensados, ou pelo menos usados com mais cuidado.
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16/02/2011 - 14:30 Enviado por: Mario Porto
Excelentes pontos de vista, tbém concordo que o rabo não abana o cachorro e o novo se faz no mundo real não na net… http://bit.ly/g60IYq
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06/02/2011 - 21:13 Enviado por: lucio
*Correção: Twitter. Desculpe o erro tosco.
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07/02/2011 - 09:21 Enviado por: Catarina
Oi Pedro. A internet foi a ferramente dos jovens para se organizar contra a ditadura. Mas se nao continuasse tao importante, nesta fase, do caos revolucionário, para o mundo saber o que se passa no Egito, o regime deixaria aberto. A estratégia para freiar o movimento é apagao nela.
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07/02/2011 - 09:45 Enviado por: nilton josé dos reis rocha
Pedro,
parabéns pela leitura que faz do movimento popular no egito, algo que, me parece também, vai além de apenas derrubar Mubarak, que se sustenta com apoio dos EUA e União Européia, sobretudo.Tem elementos mais complexos no caso como em todo Chifre da África, mas , para resumir, seria isto.
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Esse falso temor da Irmandade Muçulmana cheira aos golpismos que se organiza para preservar os interesses do chamados patrões do mundo. As ditaduras laicas que garantem estes interesses e têm , historicamente, torturado, matado, roubado. Talvez o debate fosse outro, como diz a bloqueira Negm, ou não entendemos nada do mundo árabe.
E, para finalizar, não concordo que seja a revolução do facebook, mas uma rebelição popular. Internet, rádio, tv, jornais são ferramentas desta disputa simbólica, por isto mesmo, nunca são democratizadas em pais algum. Com o ciberespaço, esta questão ficou tão clara.
atenciosamente -
07/02/2011 - 10:08 Enviado por: Rodrigo Leme
Pedro, continuo discordando. Estamos confundindo meio com objetivo. estamos atribuindo às mídias sociais um papel central quando elas só foram facilitadoras, como muitos outros meios em outras revoluções, de pombo correio a radioamador.
Não existisse a internet, as pessoas procurariam outra forma de organização, pois revoluções se fazem com pessoas. Por isso, é incorreto dizer que a revolução no Egito (ou em qualquer lugar) depende necessariamente de internet.
É queremos valorizar demais nossas posições e atividades (também trabalho com isso, e me empolgo com a internet igual a você) em detrimento das pessoas.
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07/02/2011 - 10:15 Enviado por: Walter Lopes Filho
Tal lá como aqui acontece o mesmo os salários e aposentadorias estão desvalorizados como o real em 2/3 (75%).
Prova disso é que para se ganhar hoje em dia R$50,00 tem que se trabalhar para ganhar R$ 150,00.
Porque quando se vai gastar o dinheiro para comprar algo, vê-se que a nota de R$ 50,00 hoje vale R$15,00.Só nos falta o banda larga para todos como o governo do pt prometeu e ainda passados 8 anos não conseguiu com que todos tivessem acesso a ela.
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07/02/2011 - 10:23 Enviado por: Fernando Lima
A revolução está no coração das pessoas, a internet é só mais um meio com o qual essas pessoas se articulam. A revolução viria com ou sem internet, como todas as anteriores aconteceram.
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07/02/2011 - 11:02 Enviado por: Carla Levon
Este momento histórico deixou claro que a internet (blogs, facebook, twitter) é um poderoso instrumento de articulação e comunicação, que poderia nos garantir, em princípio, a liberdade de expressão. Mas, como tudo nessa vida é uma faca de dois legumes, a internet também apresenta seu lado “ditador”: rastrear a vida de cada pessoa, e “barrar” as indesejáveis, imobilizando-as.
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O perigo não está na tecnologia em si; mas como ela é aplicada.
Assim foi com a primeira pedra lascada: usada para cortar um fruto ou para matar um inimigo.
Já passou da hora de aprendermos a usar a tecnologia de maneira salutar, sustentável, ética…..
O presidente egípcio ainda vive no paleolítico….
Torço para que pessoas mais “evoluídas” assumam o comando…rs -
07/02/2011 - 11:46 Enviado por: Ademir
Interessante que tentaram fazer o mesmo na Síria, e o resultado foi… nenhum. Certamente superestimaram o efeito das redes sociais, este levante foi organizado na surdina pela Irmandade Muçulmana, que aliás já começa a colocar as garrinhas de fora, a princípio moderadamente.
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07/02/2011 - 12:19 Enviado por: Luiz Antonio Resende
Concordo com o articulista.Realmente essa é a revolução do FaceBook- O “Face” é o da Irmandade Muçulmana e o “Book” é o Alcorão,e a “democracia” que virá será ditada pela Sharia,em mais uma teocracia fundamentalista islâmica,ou seja,uma ditadura após outra.
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07/02/2011 - 14:16 Enviado por: Walter
É importante que todos tomem consciencia de seu real estado economico e questionem a si e a seus vizinhos iguais, perguntando porque as coisas não podem ser melhores para todos.
Para isso todos os meios de comunicação entre pessoas são válidos, desde o homem pré-histórico que lascava paredes, para que outros lessem o que poderia acrescentar para o bem comum de todos.
Salve a comunicação democrática !
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07/02/2011 - 14:18 Enviado por: Walter
Como alguém disse : ” FALE QUE EU TE ESCUTO” aproveito o que presta e melhoro !
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07/02/2011 - 17:10 Enviado por: Zeca Martins
Meu caro articulista,
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quantas vezes você já esteve no Egito?
Abs. -
07/02/2011 - 18:40 Enviado por: Fernando Lima
Apenas 20% da população do Egito possui acesso a internet. (http://www.nytimes.com/2011/02/06/opinion/06rich.html?partner=rssnyt&emc=rss)
Claro que Facebook e Twitter tiveram sua importância, mas de que essa influência está sendo supervalorizada, não tenho a menor dúvida.
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08/02/2011 - 15:44 Enviado por: Mario Porto
Fico mais com a linha, de que a consistência e a legitimidade do movimento, se deram exatamente pela ausência da mídia digital.
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O que estamos vendo é um movimento “a moda antiga”, são pessoas reais, brigando por causas reais.E, como bem colocou o colega acima, correndo seus riscos reais.
Não nego que tudo teve seu berço na liberdade da net, mas o que estamos vendo é algo além disto. Veja este artigo -> http://bit.ly/g60IYq -
11/02/2011 - 20:41 Enviado por: Diego
Caro Pedro Doria,
Fiz um post sobre um site que tem um serviço interessante: o Quem Liga. Você busca e cadastra telefones incômodos, trote, por exemplo.
http://pensamentos2010.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=1504&action=edit
Se puder divulgar, obrigado.
Abraços!
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20/02/2011 - 18:29 Enviado por: Raul Cruz Lima
EGITO: ESTAMOS FORMANDO NOSSO CONSCIENTE COLETIVO DIGITAL?
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As pessoas têm discutido muito o papel da internet na revolução do Egito, em todos os jornais do mundo inteiro. É uma discussão que não acaba nunca porque, no fundo, todo mundo tem razão.
Tem a turma que acha que a internet foi só um meio de comunicação, que revolução se faz é com gente. Com ou sem internet. E eles estão certos. Afinal, já aconteceram movimentos parecidos sem internet -em 1968, na França, só para dar um exemplo.
Outros dizem que nada teria acontecido sem as redes sociais – que foi onde as pessoas se conheceram e onde começaram a discutir e planejar as ações que depois aconteceram no mundo real. Estes também têm razão. Quem pode afirmar que tudo aquilo aconteceria sem uma forma de contato digital, num país onde era complicado fazer manifestações ou até mesmo se reunir?
A gente não consegue mais imaginar a nossa vida, hoje, sem alguma influência do mundo digital. Mas quero dar outro passo à frente e botar mais lenha nessa fogueira. Mostrar a internet como um agente mais ativo ainda: quem disse que a nossa vida digital não pode influenciar a nossa forma de pensar -e assim influir na nossa vida chamada real?
Então vamos lá. A internet aproxima as pessoas e seus valores, independente de todas as fronteiras (geográficas, culturais, religiosas, etc). Ali você lê revistas e jornais, livros, vê TVs de todo o mundo, sem censura. Pode visitar museus por toda parte, fazer cursos a distância nas melhores universidades. Participa de grupos de discussão, com amigos de todo o mundo. Resumindo: você vive experiências reais, independentes de tempo e espaço. Você pode estar aqui e lá, ao mesmo tempo. E isso é real, faz parte da sua vida.
De repente sua vida digital entra em choque com o que a gente considera sua vida real. Como é que fica? Você vive toda essa sensação de liberdade na internet e depois sai na rua e esbarra numa realidade dura e crua. Como é que você se sente? Pelo que parece, no Egito deu 1 X 0 para a liberdade digital.
Vocês não acham que isso é possível? Que estamos formando, na internet, uma espécie de consciência coletiva digital -que está mudando a cabeça das pessoas mundo afora e influindo nos acontecimentos cada vez mais?
Aí está uma boa bola levantada para quem se dedica a estudar estes assuntos a fundo. E uma preocupação para todos os ditadores que ainda existem, em pleno século das redes sociais. -
23/02/2011 - 15:07 Enviado por: Raul Cruz Lima
EGITO: INTERNET É O HERÓI. E A TV E A IMPRENSA?
Ninguém duvida que a internet teve e está tendo um papel muito importante nos movimentos no Oriente Médio/Norte da África. Foi através dela que as pessoas se comunicaram, até planejaram o que aconteceu no Egito. E a influência pode ter sido maior ainda, para quem aceitar que a vida digital pode influir na forma de pensar e sentir das pessoas e influenciar, assim, sua vida chamada real.
Mas acho que o retrato da influência dos meios de comunicação, no que acontece ali, não fica completo sem outras mídias. O celular -para falar, fotografar, filmar, enviar, também teve um papel fundamental. E as mídias tradicionais como a imprensa e a TV?
Lembremos que a Guerra do Vietnã começou a acabar quando os americanos começaram a ver, no seu Jornal Nacional, reportagens mostrando americanos morrendo de verdade. Parentes, amigos, ou mesmo desconhecidos –mas americanos. Matérias mostravam grupos saindo para uma missão e acompanhavam o que acontecia com eles –um leva um tiro, outro pisa numa mina. A guerra entrando dentro de casa foi uma sobremesa indigesta para o jantar de todo dia. E apressou o fim da guerra, não foi? Foi uma guerra pré-internet.
Nas ditaduras de hoje, o governo controla a TV e a imprensa. Mas qual o papel da imprensa e TV mundial? Gente no mundo inteiro fascinada com aquele movimento espontâneo, pacífico e inesperado -que aparece todo dia no jornal e telejornal. Governos tendo que tomar uma posição contra qualquer violência, sendo levados pela opinião pública mundial a apoiar o povo nas ruas. Qual o peso da opinião pública mundial?
Desde a guerra do Iraque, a gente passou a assistir batalhas e tiros ao vivo na TV. Lembra daqueles raios coloridos cruzando os céus e explodindo lá na frente? Parecia um videogame, não parecia guerra de verdade. A mira de um avião, o míssil descendo, o alvo explodindo lá embaixo. A TV transformou a guerra num espetáculo para quem quiser assistir.
E acabou com a guerra privada, onde o ditador podia fazer de tudo. Agora ele tem os olhos do mundo assistindo cada lance. Se não deixa a TV estrangeira entrar, alguém filma com o celular e logo está nas TVs do mundo. O impacto de assistir cenas como estas numa grande tela, no sofá da sala junto com a família, é muito maior que a visão solitária num monitor de computador. Não é verdade?
Então vamos dividir com a internet o brilho das outras mídias, que continuam fortes e atuantes. Como tudo na vida da gente, as revoluções estão sofrendo o efeito da multimídia, do transmídia, ou como as pessoas queiram chamar. É uma soma colaborativa e interativa de mídias, cada uma fazendo o que pode, para acabarmos de vez com essas ditaduras fora de tempo, mundo afora.
Tomara que acabemos com todas. E passe a reinar a liberdade, que está no fundo de cada um de nós, na internet, na imprensa e na TV.
http://raulcruzlima.blogspot.com
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24/02/2011 - 13:56 Enviado por: fujiwara koji
acredito que o ponto de vista do raul seja o mesmo ponto de vista que eu tenho, acho que o celular com o poder de mandar imagens em pequenas filmagens e o que levou o novo modus de transferir noticias ao mundo sem esquecer que YouTube e uma ferramenta que realmente fizeram o mundo ficar on-line.
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23/02/2011 - 20:10 Enviado por: Marco A. S. Silcro
O egito utiliza principalmente como em são paulo, para acessos do dia a dia, a pagina de home page
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web1net.com.br
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- @roccoinrio Vc se refere à vitória do Chávez? Muita gente achava que daria nisso... in reply to roccoinrio 2012-10-10
- Que bom! =) @ClaudiaCostin: @pedrodoria Bom dia! Adorando seu livro! Muito bom! 2012-10-10
- Gente: de Caracas, desligo. Há que escrever e depois tomar um trago. Boa noite. 2012-10-08
- Chavistas celebram com fogos sua vitória http://t.co/LyE9nJvl 2012-10-08
- Centro de Caracas está explodindo em fogos de artifício. 2012-10-08
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