A CES dos tablets inaugura uma briga de formatos
- 9 de janeiro de 2011|
- 20h00|
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A CES transformou-se, ao longo dos anos, na mais importante feira para anúncio de produtos eletrônicos do mundo. Este ano, como qualquer reportagem sobre a feira logo dirá, é o ano dos tablets. De fato, há uma penca deles sendo apresentados. O que poucos estão lembrando é que, em 2010, na mesma CES, os destaques também foram os tablets. A diferença é que, de todos os produtos anunciados há um ano, quase nenhum chegou ao mercado.
O que ocorreu, evidentemente, foi o iPad. Quando a Apple o apresentou, seu tablet era muito melhor e mais barato do que o dos concorrentes. Todos tiveram que voltar às pranchetas e calculadoras para refazer o trabalho.
No final do ano passado, a Samsung adiantou-se às rivais lançando seu Galaxy Tab. É um produto bacana. Mas, perante alguns dos novos modelos apresentados esta semana, caso do elegante Motorola Xoom, ela pode ter problemas.
O que faz a diferença é HoneyComb, a versão 3.0 do sistema operacional Android. Apressada, a Samsung usou o Android para celulares. Lançou o produto primeiro. Mas não vai conseguir aproveitar das benesses que vêm com a nova versão. Os rivais se deram bem.
Se dá para acreditar no vídeo divulgado pelo Google, o novo Android para tablets faz bonito mesmo perante o iPad. As páginas dos livros eletrônicos viram como se fossem de papel, Gmail e YouTube foram otimizados para o aparelho, ele permite chats em vídeo e o Google Maps vem com opção 3D.
Outra diferença é o formato da tela. O Galaxy Tab tem uma tela com proporção 16 x 9. É a mesma do cinema widescreen. A tela do iPad é mais próxima do quadrado, 4 x 3. Fotografia usa muito. A maioria dos tablets anunciados na CES seguem o padrão Apple.
Isso faz toda a diferença para os desenvolvedores. Eles terão alguns sistemas operacionais com os quais lidar. O da Apple e o Android, por certo, mas também Blackberry, Windows e WebOS, da HP, que alimenta os antigos Palms e virá para o mundo dos tablets. Para o consumidor, tablet útil é tablet que tem muito aplicativo e muito conteúdo. Para ter muito aplicativo e conteúdo, é preciso que revistas, jornais e programadores adaptem seu material.
Adaptar uma revista ou um aplicativo a formatos diferentes de tela dá trabalho. Se quase todo o mercado vai de 4 x 3, este será o padrão. A Samsung apostou no cinema mas pode terminar perdendo mais esta.
O que nos traz de volta à questão dos sistemas diversos. O iPad é tão bom, já abocanhou um pedaço tão grande do mercado e já tem tantos programas feitos para ele que a Apple pode se sentir tranquila de que é uma eleita. O Android é aberto, foi escolhido por muitos fabricantes importantes – Samsung, Motorola, Sony etc. – e, nos EUA, já é líder nos smartphones. Apple e Google são as forças dominantes deste mundo.
Há espaço para um terceiro sistema? Haverá programas para tablets Windows, HP-WebOS e Blackberry?
A RIM, fabricante do Blackberry, aposta que quem já usa seus telefones preferirá seu próprio tablet. (A crítica diz que a bateria dele, o PlayBook, tem vida curta.) O novo sistema para celulares da Microsoft, Windows Phone 7 é bonito que só – o Surface, apresentado na CES, é só um protótipo. E o WebOS ainda é uma incógnita. Será o último a sair, antecipa-se um fracasso…
Ambas, RIM e Microsoft, têm um desafio e tanto: cavar espaço neste terreno que Apple e Google querem dominar. Para isso, precisarão convencer muita gente que vale desenvolver para seus sistemas. Nos anos 1980, foi justamente esta guerra que Bill Gates venceu contra Steve Jobs, transformando primeiro o MS-DOS, depois o Windows, em padrão dos PCs. E agora?
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10/01/2011 - 21:28 Enviado por: Link - 10 de janeiro de 2011 - Trabalho Sujo - OESQUEMA
[...] CES 2011: O que muda com os tablets • Os novos computadores • A CES dos tablets inaugura uma briga de formatos • 10 anos de Wikipédia: Uma década colaborativa • Na mira: Brasil, África e Índia • [...]
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11/01/2011 - 00:47 Enviado por: Tweets that mention Link - Estadao.com.br -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by pd_weblog. pd_weblog said: Agora, no Weblog: A CES dos tablets inaugura uma briga de formatos http://bit.ly/dIDnSl [...]
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13/01/2011 - 16:11 Enviado por: Danilo
PD, já que você é manda-chuva do site do Estadão, gostaria de saber o que acha da matéria abaixo:
Pergunto: o que leva um jornalista a desqualificar sumariamente o grupo anti-aborto? Vocês acham que essa matéria é honesta? Como vocês conseguem fazer esse papelão e conviver com a própria consciência? O jornalismo perdeu todo sendo de dignidade? A mentira é um método para vocês?
É sério, gostaria muito de saber como uma matéria como essa é apurada, escrita e publicada.
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13/01/2011 - 16:19 Enviado por: Pedro Doria
Danilo, fico muito confortável em defender o texto. Roldão Arruda é um dos mais experientes jornalistas do Brasil, veterano de incontáveis coberturas, décadas de carreira. Justamente o tipo de jornalista que faz diferença num jornal como o Estado.
E… ele não desqualifica o grupo. Em que ponto você vê esta ‘desqualificação’? É descritivo. Aponta imprecisões, cita aspas. Caracteriza como radical, porém ‘radical’ tem o sentido de raiz, de mais rígido na interpretação das doutrinas da Igreja.
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13/01/2011 - 16:40 Enviado por: Danilo
PD, ninguém aqui é ingênuo e você conhece o peso das palavras. Chamar de “radical” um grupo que simplesmente defende o mesmo que a maioria da população e quer que a legislação sobre o assunto continue como está é tentativa de desqualificação barata – das piores que vi nos últimos tempos.
Por acaso você chamaria Iriny Lopes e Maria do Rosário de radicais? Não existem defensores do aborto radicais? Então por que seu jornal NUNCA os chama de radicais? Quem é mais radical: a maioria da população contrária aos aborto ou uma minoria favorável incrustada no Estado e na imprensa?
Está claro que o jornalista embute uma opinião no texto, ainda que sutil. Não sei muito o que fazer contra isso, mas reclamar já é um bom começo.
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13/01/2011 - 17:02 Enviado por: Pedro Doria
Danilo, minha recomendação é que você inclua este comentário abaixo do texto e abra esta discussão com os outros leitores. É possível que alguns concordem com você.
Discordo de sua avaliação. Radical é, também, o grupo que sequer aceita colocar o tema em discussão. Mas sua avaliação é legítima.
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