Uma manhã com Arianna Huffington
- 22 de dezembro de 2010|
- 15h32|
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Foi um bom ano para Arianna Huffington. Pela primeira vez, seu site The Huffington Post fechará no azul. Galgou lugares no ranking dos principais sites de notícias do mundo. É o sétimo, segundo a Alexa. O único site que produz conteúdo exclusivamente para a internet no Top 10. Foi incluída pela Forbes em sua lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. (Posição: 28.) Em visita ao País a convite do governo federal, ela sentou-se para conversar com alguns poucos representantes do jornalismo online brasileiro.
“Nós apostamos em conversas”, ela conta sobre a fórmula por trás do HuffPost. “Quando convido alguém para ter um blog no site e trazer mais conteúdo para os leitores, me sinto como uma anfitriã. Quero que esta pessoa seja bem tratada.” O estímulo de conversas é um dos pilares da estratégia para manter a audiência. Mas permitir que os comentários nos blogs fluam e ao mesmo tempo mantenham o nível de respeito necessário para que nenhum dos blogueiros convidados seja ofendido não é trivial. No Huffington Post, um software filtra os comentários por uma lista negra de palavras e o trabalho é complementado por uma equipe de 30 moderadores.
Arianna, nome de solteira Stassinopoulos, tem 60 anos. Nascida em Atenas, mudou-se adolescente para Londres. É economista formada pela Universidade Cambridge. Teve uma vida agitada. Morou durante a década de 1970 com Bernard Levin, jornalista de esquerda, à época um dos principais comentaristas políticos do Reino Unido, 22 anos mais velho. Nos anos Reagan, já nos EUA, namorou o então governador democrata da Califórnia Jerry Brown. Tomou parte em uma seita Nova Era tipicamente californiana mas abandonou tudo pelo casamento com o conservador milionário texano Michael Huffington, industrial do petróleo, que conheceu em uma festa na casa da fotógrafa kitsch Anne Guedes.
Arianna passou boa parte dos anos 90 como comentarista de política à direita – o marido era amigo da família Bush. O primeiro site que criou pedia a renúncia do presidente Bill Clinton. Seu flerte com a direita, porém, durou pouco mais de uma década. Num escândalo tipicamente republicano, Huffington – o marido – perdeu uma eleição para o Senado, reconheceu em público ser bissexual e ela decidiu deixa-lo. Levou do divórcio um valor nunca revelado. Após o Onze de Setembro, partiu contra o negócio do pai de suas duas filhas, dizendo que o petróleo era responsável pelo terrorismo. Em 2003, foi candidata ao governo da Califórnia contra o ator Arnold Schwarzenegger. (Desistiu da corrida com traço nas pesquisas.)
O HuffPost veio ao ar em 2005.
“Politicamente, gosto de descrever nossa linha editorial como além da esquerda e da direita”, ela conta. Mas é visto como um site democrata, não? “Sim, mas temos blogueiros conservadores. Queremos estimular este diálogo para além da polarização política que ocorre hoje.” São, no total, 9.000 blogueiros. Escrevem de graça em troca de ter um veículo capaz de levar suas vozes a milhões. São, às vezes, gente anônima porém talentosa, jovens universitários com algo para dizer. E há colaboradores bastante conhecidos como a cantora irlandesa Sinead O’Connor, o cineasta Michael Moore, a secretária de Estado Hillary Clinton e o próprio presidente Barack Obama.
Obama só publicou dois posts, ambos em 2008, quando era candidato à presidência. Os blogueiros, anônimos ou conhecidos, ganham espaço apenas depois de uma avaliação dos editores do site. Aí, escrevem quando querem, não há obrigações. Quando um erro factual é descoberto, têm 24 horas para corrigir. O conteúdo do HuffPost é complementado por matérias escritas pelos jornalistas do site ou reportagens da agência de notícias AP. As fotos todas vêm de agências.
Nem todas as chamadas na home page são voltadas para dentro. “Botamos links para outros sites, também.” Até a manchete pode levar, por exemplo, ao New York Times se o furo for estupendo. “A internet não é um jogo de soma zero”, ela diz. “Somos generosos com links para fora porque eles sempre retornam.” À mesa com ela, o seleto grupo de jornalistas da web brasileira, representando os principais portais, riem um riso nervoso. Arianna sabe que a ideia é provocadora e sorri. “O HuffPost é um starter site, as pessoas começam sua navegação diária por ele. Se indicamos o que há de melhor na internet, elas retornam.” Aí completa: “ubiquidade é a nova exclusividade”. Para ser exclusivo, no tempo da internet, é preciso ser onipresente.
No início, as editorias do HuffPost lembravam as da imprensa tradicional: Política, Negócios, Entretenimento – não muito diferente das divisões de um jornal ou revista. Mas aí foi mudando. A escritora Nora Ephron sugeriu abrir uma editoria “Divórcio”. (Metade dos casais americanos se divorciam alguma vez na vida.) “Impacto” trata de uma das causas caras a Arianna – milionários que contribuem para causas, gente que ajuda de alguma forma sua comunidade. “College” serve à vida universitária, onde muito da criatividade americana está concentrada. É também uma maneira de se aproximar do público jovem.
“Na internet”, ela explica, “o que realmente conta é a paixão do editor.” Seus lugares-tenentes são os editores de cada um destes canais. O carinho e a dedicação de cada um destes jornalistas aos assuntos que cobrem fazem a diferença.
No conjunto, o mix do time de jornalistas do HuffPost faz parte da tática de sobrevivência do site. O editor de política, Thomas Edsall, tem um Prêmio Pulitzer, o mais prestigioso da imprensa americana. Tanto ele quanto Peter Goodman, o editor de negócios, trabalharam anos no Washington Post. Aos experientes jornalistas tarimbados no comando somam-se jovens recém-formados, que completam o time. Eles trazem seu conforto com a internet e recebem salários baixos. Em troca, ganham nos chefes mentores que os formam para uma carreira futura.
O jornalismo é feito da mesma forma que jornalismo na grande imprensa: repórteres apuram, checam, confirmam, editores filtram, corrigem, mandam de volta até que estejam satisfeitos, a notícia é publicada. O conjunto de assuntos, no entanto, aponta uma fórmula diferente da imprensa tradicional. O HuffPost é uma mistura de revista política sofisticada com noticiário de celebridades. Impressa em papel, na banca de jornais, o convívio em quantidade de nichos tão distintos dificilmente encontraria uma massa de leitores. “Não temos vergonha de atender aos interesses de nossos leitores”, Arianna explica. “É, de fato, uma mistura de jornalismo de qualidade com jornalismo popular. Na internet, funciona.”
A atenção dedicada a certos temas também distingue o HuffPost de jornais e revistas. Até por conta da falta de espaço imposta pelo papel, o assunto que ganha a manchete num dia já não aparece mais alguns meses, semanas, até mesmo dias depois. No site de Arianna, temas considerados importantes são tratados persistentemente por anos a fio – e com destaque. “A imprensa tradicional”, ela comenta sorrindo, “sofre do Transtorno do Déficit de Atenção enquanto nós sofremos de Transtorno Obsessivo Compulsivo.”
No ranking mundial da Alexa, o HuffPost figura, em ordem, atrás de Yahoo!, BBC, CNN, New York Times, WeatherChannel, especializado em clima, e do GoogleNews. Após, completando o Top 10, estão o britânico The Guardian, o índice colaborativo Reddit e a MSNBC, união de Microsoft com a rede de TV americana NBC.
Além cá deste blogueiro, foram convidados para a conversa Alexandre Matias, editor do Link e do blog Trabalho Sujo, Márcia Menezes (G1), Antônio Prada (Terra), Márion Strecker (UOL), Caíque Severo (iG), Marcelo Tas (Blog do Tas e CQC), Joyce Pascowitch (Glamourama) e Jorge Henrique Cordeiro (Blog do Planalto).
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22/12/2010 - 16:00 Enviado por: Danilo
Tenho uma dúvida: uma mulher de esquerda e politicamente correta que descobre que o marido é bissexual deve pedir o divórcio ou apoiá-lo, em nome da causa?
Arianna Huffington vazou e ainda ganhou alguns milhões.
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22/12/2010 - 16:11 Enviado por: Pedro Doria
Danilo, eu não sei o que aconteceu na vida do casal. Você sabe? Pois é… Divórcios acontecem.
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22/12/2010 - 16:33 Enviado por: Tweets that mention Link - Estadao.com.br -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by Pedro Doria, Alec Duarte, dias_silvia, João Ferreira and others. João Ferreira said: Uma manhã com Arianna Huffington http://goo.gl/4pD53 [...]
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22/12/2010 - 16:59 Enviado por: VICTOR PASIN
Que chato isso….informações difusas sobre Arianna Huffington e cases.Vamos pesquisar mais e melhor
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22/12/2010 - 19:22 Enviado por: Miguel Cavalcanti
Olá Pedro,
Excelente seu texto, um resumo do trabalho dela. Aprendi muito.
Pena que aqui no Brasil não tenha ninguém perto de fazer algo do genero.
Abs, Miguel
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@mcavalcanti -
22/12/2010 - 19:56 Enviado por: José Paulo Kupfer
Pedro,
Lamento, mas esse perfil da Arianna Huffington só comprova que você tem de voltar a escrever mais.
Abrs.
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22/12/2010 - 22:16 Enviado por: Pedro Doria
Elogio de amigo não vale, Zé Paulo. Mas obrigado =)
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22/12/2010 - 20:22 Enviado por: J. Spencer
Pedro,
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vamos ao que interessa:
A coroa ainda dá um caldo? -
22/12/2010 - 20:51 Enviado por: Uma manhã com Arianna Huffington | Finance Planet
[...] Uma manhã com Arianna Huffington [...]
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23/12/2010 - 05:15 Enviado por: Paulo Gaeta
Eu nao me esqueco da Ariana, quando eu morava na California em 2003, ela era candidata a governadora e entre outros la estava o Arnold Schwazenneger como candidato tambem. Ela tinha uma retorica totalmente contra ele, que ele seria a pior coisa do mundo, enfatizando o fato dele ser Republicano e por sem um
ex-ator sem grandes dotes intelectuais. Mas acho que deveriam ter perguntado a Ariana:- Como voce se sente em relacao ao surpreendente sucesso do Arnold como governador da California, tendo sido reeleito inclusive?
Essa foi a pergunta que nao foi feita!
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23/12/2010 - 06:40 Enviado por: Jeso Carneiro
Doria, bom dia! Há algo no Brasil – ou América Latina – que se aproxime do HuffPost?
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23/12/2010 - 09:11 Enviado por: Pedro Doria
Na América Latina, não sei. No Brasil, não tem. Não há dinheiro publicitário suficiente, na web brasileira, que sustente um site deste porte sem uma retaguarda, como nós temos aqui no Estadão, de um grande jornal rentável.
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23/12/2010 - 15:48 Enviado por: anarc999
“grande jornal rentável” ……… nem tanto quanto antigamente, sabe-se lá até quando … dizem as más linguas soltas que se não fosse por ajudas suspeitas, estaria em piores lençóis …
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23/12/2010 - 17:56 Enviado por: Pedro Doria
Grandes jornais, no Brasil, são negócios rentáveis, sim. Aliás, 2010 foi, de acordo com números de mercado, um ano excelente e não apenas para jornais. Também para TV aberta e revistas.
Se acho que isso continuará assim para sempre? Não. Mas o Brasil, por enquanto, ainda é uma exceção. O dinheiro publicitário não migrou para a internet.
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23/12/2010 - 12:36 Enviado por: jaderdavila the small shareholder
o brasil puxou o saco errado.
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essa ariana pede dinheiro no huffpost.
o negocio dela nao dá dinheiro.
puxa o saco do assange da wikileaks.
ele vem pro brasil e vai começar a publicar leaks sobre o governo brasileiro.
dilma, paga uma semana pro assange no copacabana palace,
ou teu governo vai ser o mais leakado de todos. -
23/12/2010 - 12:54 Enviado por: Substantivo Plural » Blog Archive » Uma manhã com Arianna Huffington
[...] aqui [...]
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23/12/2010 - 13:26 Enviado por: alex megaistar
oca!!!!!!!!!!!!
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23/12/2010 - 14:27 Enviado por: rueiowt86
Eu não entendo: a imprensa progressista brasileira, defensora da igualdade e contra discriminacao, em especial contra a mulher, bajula e beija o traseiro de uma pessoa como a Sra Huffington.
Os piores ataques, com insultos mais vis e crueis contra mulheres candidatas republicanas vêm da propria Sra Huffington.
Os piores insultos sao proferidos pela boca suja da Sra Huffington, que é celebrada como um ícone da imprensa “politicamente correta” dos EUA.
E bloggistas como esta do Estadao, vao lá celebrar e lamber o orifício digestivo daquela senhora.
Haja dó…
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23/12/2010 - 19:35 Enviado por: Passagem da Arianna Huffington pelo Brasil | Breno Barros Weblog
[...] artigos e entrevistas que a jornalista concedeu durante a passagem pelo país. As impressões dos jornalistas Pedro Dória e Marcelo Tas foram publicadas, cada uma, em seus respectivos blogs. Vale também ler uma [...]
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24/12/2010 - 01:12 Enviado por: Shlomo
Seu esquerdismo sutil é bem arrogante. Por que não diz logo que o HuffPost é a Carta Capital dos blogs dos EUA? Desonestidade intelectual é o que há nesse post (e em vários outros…).
Está preparando o futuro, caro Dória? Incrível, proselitismo político no num blog de tecnologia… E eu acabo tendo que ler por sempre ter acompanhado o Link.
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24/12/2010 - 17:15 Enviado por: Pedro Doria
Shlomo: eu disse. A senhora Huffington é que discorda.
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25/12/2010 - 23:49 Enviado por: Danilo
PD deve morder os dedos para não escrever sobre política. Mas, felizmente, o Estadão o colocou em seu lugar.
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26/12/2010 - 07:26 Enviado por: Pedro Doria
Danilo, meu cargo é o de editor-chefe. Sou responsável por tudo o que sai no site… inclusive política.
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05/01/2011 - 02:47 Enviado por: Danilo
PD, dar copy e paste e fazer a manchete caber no espaço não tem nada a ver com escrever e assinar um artigo. Tem dó.
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06/01/2011 - 08:57 Enviado por: Pedro Doria
Danilo, não sei qual seu objetivo – vou partir do princípio da boa fé.
Em toda minha equipe, do jornalista mais júnior ao meu braço direito, não há praticamente ninguém cujo trabalho pode ser descrito como um mero ‘copy & paste’ e fazer com que a manchete caiba. E são dezenas de jornalistas…
Até porque, aqui no Grupo Estado nós produzimos grande parte do conteúdo que publicamos.
Você está questionando o porquê de eu escrever menos. Porque eu não consigo ter tempo, cara. É uma pena. Eu sinto, pessoalmente, muita falta. Mas, quando não há um evento grande para coordenar – a cobertura de uma eleição, por exemplo –, há o desenvolvimento de novos produtos digitais. Tanto no braço de desenvolvimento quanto no editorial, trabalho é o que não falta.
Falei que sinto falta de escrever? É verdade. Mas gosto pra caramba deste outro lado do trabalho, também. É mais anônimo, porém tem outras qualidades talvez até, se você me permite, mais importantes.
Eu não acredito que um grupo de blogueiros com muitas opiniões possa substituir uma boa redação, como a nossa aqui, onde trabalham uns 600 jornalistas no total. Gente que apura fatos para publicá-los. A indústria do jornalismo precisa sobreviver porque é um dos pilares fundamentais da democracia. Mais do que isso: precisamos de uma indústria variada. É difícil sobreviver com qualidade porque isso tem custo e a internet nos impõe um desafio.
Passei a última década da minha carreira escrevendo sobre política internacional. É um assunto do qual gosto muito. Mas, hoje, estou mais preocupado com a sobrevivência da indústria. Não a curto prazo, mas a longo prazo. Reinventar como se faz jornalismo sem mexer na sua essência é um desafio, para mim, mais fascinante. E muito mais complexo, evidentemente.
É a chance de fazer alguma diferença. E é justamente nesse contexto que a conversa com miss Huffington fica fascinante.
Cubro tecnologia faz 16 anos, 17 em junho. É um tema sobre o qual sempre escrevi. E é minha âncora como repórter. Porque, no fim das contas, acompanhar a evolução da tecnologia é o que já tenho que fazer naturalmente, na direção do braço digital do Estado.
Copy & Paste? Bicho… quisera eu a vida fosse tão simples. (Só figura retórica, claro. Adoro um trabalho complicado.)
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24/12/2010 - 03:18 Enviado por: Volney Faustini
Impagável a explicação (que alguns comentaristas acima fizeram questão de não ler):
Imprensa Tradicional = TDA
Novas mídias = TOCInvejo a oportunidade desse encontro (mesmo que corresse o risco de ser chamado ‘ass kisser’ – injustamente é claro).
Essa mulher com um perfil pra lá de Marrakech é um ícone. E nos ajuda a entender a WEB. Ponto.
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24/12/2010 - 20:01 Enviado por: Rodrigo
A seção de Saúde do Huffington Post é qualquer coisa de nota. Voltada unicamente para modinhas “new age”, se furta completamente a escrever artigos cientificamente baseados, estimulando pseudo-ciências como: reflexologia, florais de bach, homeopatia, etc.
Durante um bom tempo, deu espaço e voz para representates do movimento chamado “AntiVaxers”: uns loucos, que defendem a teoria sem pé nem cabeça de que há alguma ligação entre vacinas e altismo. Hoje em dia inclusive, devido ao momento obtido, há casos cada vez mais frequentes de doenças perfeitamente preveníveis por vacinas nos EUA.
Aliás, de modo geral, qualquer assunto científico, é pobremente coberto.
Huffington Post não é jornalismo. É entreterimento e deveria ser tratado como tal.
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26/12/2010 - 07:31 Enviado por: Pedro Doria
É uma crítica habitual, Rodrigo. Com a qual concordo. Mas uma visão assim preto no branco pode impedi-lo de ver que a cobertura política não é má… e o HuffPost é conhecido pela sua cobertura política, não pela de ciência.
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25/12/2010 - 00:32 Enviado por: Gabriel Leão
Oi Pedro,
É interessante ver como a visão política dela muda conforme o momento, afinal a mudança é natural ao homem. Serão transições sinceras ou oportunistas?
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25/12/2010 - 15:11 Enviado por: Joaci Oliveira
“Seu flerte com a direita, porém, durou pouco mais de uma década” ….Pouco!!! Estamos falando de mais de dez anos, e diga-se de passagem dez anos do mais cruel e troglodita marcartismo republicano…vide tentativa de impeachemant contra Clinton…É, meu caro Dória, não é porque você foi ‘distinguido’ com tão nobre indicação para trocar uma conversinha com esta alpinista social e seu ar blasé e com cara de megera, não precisava tecer comentários tão bobinhos sobre o modelo de jornalismo medieval que está pobre mulher sustenta a custa de outros bocós que tentam navegar na sua fama transitória…Valha-me d….
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26/12/2010 - 07:23 Enviado por: Pedro Doria
Joaci, para você ver: o Shlomo, apenas alguns comentários acima, reclama que não destaquei o suficiente que o blog é de esquerda. Impossível agradar a todos, não?
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26/12/2010 - 22:50 Enviado por: Alba
PD,
Sem desejo de entrar na discussão, compareço apenas para lhe desejar felizes festas.
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27/12/2010 - 07:41 Enviado por: Lições de quem entende o jornalismo como um diálogo | Webmanario
[...] visita ao Brasil, Arianna falou com gente de internet e, na Folha, deu entrevista e se reuniu com a [...]
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27/12/2010 - 15:32 Enviado por: SLeo
Rapaz, tem um pessoal azedo comentando por aqui, hein, Dória? Excelente post, e ótima a oportundiade de conhecer essa figura. Quem dera vingasse algumad as tentativas de criar algo longinquamente parceido por aqui.
Grande abraço, e Feliz 2011, com mais sucesso!
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29/12/2010 - 13:49 Enviado por: Arnoud
Pedro, para um jornalista receber “acusações” de ambos os lados devem estar entre os maiores prêmios possíveis.
Parabéns!
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31/12/2010 - 10:49 Enviado por: homero
O Governo brasileiro custeou a vinda da senhora Huffington para ser entrevistada por um grupo de jornalistas chapa-branca. É para isso que o brasileiro paga impostos.
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06/01/2011 - 09:05 Enviado por: Pedro Doria
Homero, de chapa branca ninguém costuma me chamar. É seu direito, evidentemente.
Sou o primeiro a concordar que há gastos excessivos no governo. Neste caso, discordo. Convidar pessoas que tenham grande influência perante públicos diversos para apresentar o País numa boa luz é um dos pilares da boa diplomacia. Os EUA são craques nisso. Reino Unido, também. É uma ação barata perante o orçamento de um Governo e que, feita cotidianamente com várias pessoas assim, tem um impacto profundo na percepção externa do País.
E, bem… o governo não a convidou para conversar com jornalista. A convidou para apresentar o Brasil. Ela que pediu para organizarem uma conversa com quem faz jornalismo online por aqui. De minha parte, gostei um bocado de ouvi-la. Saí, aliás, com uma impressão melhor do HuffPost do que a que tinha quando entrei…
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04/01/2011 - 12:21 Enviado por: Ticão
Pedro, quando é que vocês vão “desligar” esse “inteligente” recurso da atualização automática das páginas ?
Sei que as intenções de quem optou por esse recurso “moderno” são as mais nobres. Certamente só está preocupado com o bem estar e a satisfação dos leitores. Antes de tudo, nosso leitor. Muito louvável essa postura empresarial.
Mas acho que, com a experiência já acumulada, essa nobre decisão poderia ser revista e/ou atualizada.
Que tal avaliarem a possibilidade de empacotar toda essa moderna tecnologia e deixar por uns tempos no latão de lixo dos fundos do prédio?
Claro, só a título de experimentação. Sempre será possível resgatar tão valiosa ferramenta.
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06/01/2011 - 09:09 Enviado por: Pedro Doria
Ticão: seu sarcasmo é justo. O refresh das páginas com matérias é insuportável. E é errado: atrapalha o leitor.
Temos um backlog grande de dívidas para com vocês que está sendo endreçado — tirar este refresh está na lista.
Desculpe.
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