Você sabe o que o WikiLeaks tem a ver com o Napster?
- 13 de dezembro de 2010|
- 13h13|
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O mundo todo está falando de Julian Assange e sua criatura, o site para recepção de informação vazada WikiLeaks. Do Departamento de Estado americano a empresas privadas, como a operadora de cartões de crédito Mastercard e o braço de serviços da Amazon.com, quem pode bater e se afastar do monstro criado por Assange o faz.
Estão errados.
Não é que estejam errados do ponto de vista da liberdade de fluxo da informação. Em alguns lugares, receber informação vazada é crime. Em outros, caso do Brasil, não é. Mesmo do ponto de vista ético, há bons argumentos para justificar os dois lados. Aqueles de tendência liberal sempre penderão pelo lado da liberdade, mesmo quando a liberdade incomoda. Assim como há quem, na direita e na esquerda, acredite com força que deve haver leis mais rígidas para proteger segredos.
Governos e corporações que bombardeiam o WikiLeaks estão errados por falta de pragmatismo. Estão cometendo o erro que as gravadoras cometeram com o Napster.
Porque a internet é assim: quem quer controlar o fluxo de informação, nela, terá dificuldades. Alguns, caso das gravadoras, querem controlar o fluxo de informação porque pretendem cobrar. Outros, governos certamente fazem parte deste grupo, precisam manter segredos. A internet é uma máquina de copiar e distribuir informação. No tempo do papel era mais fácil.
As gravadoras conseguiram, na virada do século, tirar o Napster do ar. O que ganharam foi uma penca de similares do Napster muito mais difíceis de conter. Depois que o público descobriu que podia trocar arquivos de música com facilidade, nunca mais foi possível conter o monstro. Se, no entanto, as gravadoras tivessem entrado em algum tipo de acordo com o Napster, a história poderia ter sido diferente. Era só um e sua arquitetura, centralizada, possibilitava maior controle.
O mesmo ocorre com WikiLeaks. É o pesadelo de corporações e diplomatas? Por certo. Mas, para o bem ou para o mal, WikiLeaks não publica tudo o que recebe. Faz a informação passar por uma série de jornais estrangeiros respeitáveis. Editores tarimbados, internacionalmente reconhecidos, analisam a informação antes de publicá-la.
O mais importante é que WikiLeaks é um só. É mais fácil conversar com um do que com muitos.
Se o WikiLeaks deixar de existir, bem, todos já vimos essa história. O povo da rede já aprendeu que uma de suas utilidades é facilitar a vida de quem quer vazar informação. Na ausência do único site do mundo que o permite, uma pletora de alternativas surgirá. E sabe-se lá que critérios seguirão.
Segundo a revista Forbes, um grupo de ex-companheiros de Assange já está criando o OpenLeaks. Neste, quem vaza a informação terá o direito de dizer que veículos de comunicação ou ONGs poderão receber o material. Ainda há algum controle.
O risco é que um grupo de anarquistas pode em algum momento criar um site assim sem qualquer controle editorial. Tudo é imediatamente tornado público. Vida de muita gente, nessas circunstâncias, pode ser realmente posta em risco. E empresas podem quebrar, inclusive por informação falsa plantada com facilidade.
É nessa hora que quem acha o WikiLeaks ruim sentirá saudades.
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• Link no papel – 13/12/2010
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13/12/2010 - 17:44 Enviado por: Celso
Eu vejo, no final deste túnel, o total descrédito da internet como um todo.
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É como, por exemplo, você saber que 25% da polícia é corrupta ou que 20% dos médicos são imcompetentes, etc… Isto bastaria para não confiarmos em ninguém, seja ele policial ou médico ou sei lá mais quem!
A internet é como se fosse um lixão! A pessoa precisa procurar algo que preste!-
13/12/2010 - 19:17 Enviado por: Marco A. A. Silva
Meu caro Celso, o erro em seu argumento está concentrado num ponto apenas: o critério de quem avalia a credibilidade de uma dada informação.
Já ouvi diversas vezes usarem esta mesma argumentação de que a Net é um grande lixão, portanto inútil. Um dado curioso é que geralmente se tratam das mesmas pessoas que criticam a Wikipedia, sem oferecerem alternativas para melhorá-la.
Ou seja, criticam por criticar, apenas pelo prazer mórbido de destruir.
Antes de encerrar meu comentário, faço-lhe uma pergunta: por acaso existe alguma fonte de informações que seja totalmente confiável, ao ponto de prescindir totalmente da análise do leitor?
Seja justo não só comigo, mas com todos leitores conscientes e admita que toda fonte de informação necessita de critério, de investigação.
Portanto discordo completamente de sua posição: a Internet não é o único lixão que existe.
Lixão é a atitude de aceitar qualquer informação sem avaliar bem a quem interessa que acreditemos nela.
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13/12/2010 - 17:46 Enviado por: Celso
Uppss, sorry
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incompentente (grafia correta) -
13/12/2010 - 17:50 Enviado por: Luiz Carioca
gostei do artigo. só não gostei da forma como utilizou o termo “anarquista”.
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abs -
13/12/2010 - 19:03 Enviado por: Link - Estadao.com.br
[...] Impreciso • Você sabe o que o WikiLeaks tem a ver com o Napster? Retrospectiva • O ano 10 – 2ª [...]
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13/12/2010 - 19:15 Enviado por: Paulo
Parabéns Pedro Doria. Finalmente alguém está enxergando a realidade. Não há maneira de calar a internet. Cada vez mais os países, empresas e instituições governamentais e particulares deverão tomar cuidado, não com o sigilo das informações, mas sim com a responsabilidade de suas atitudes, quando ética e moralmente condenáveis.
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A internet, apesar de alguns desvios, continuará a ser um dos únicos bastiões da liberdade. -
13/12/2010 - 19:19 Enviado por: VICTOR PASIN
É CLARO QUE OS INTERESSADOS DEVEM NEGOCIAR,JÁ,COM ASSANGE.QUANTO MAIS DEMORAR PIOR FICA.
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13/12/2010 - 19:41 Enviado por: milton f.gama
O nosso wikileaks começou com essa corja do PT. Antes de abandonar o barco . os ratos lullistas vão deixar a próxima quadrilha de Dilmão com pouco dinheiro para roubar. O PT só tem bandidos perigosos. O morro do alemão é aqui em Brasília.
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14/12/2010 - 21:20 Enviado por: LucianoP
Vou parodiar o excelente comentário do amigo Marco A. A. Silva em resposta ao Celso.
Já ouvi diversas vezes usarem esta mesma argumentação de que “Brasilia” é um grande lixão, portanto inútil. Um dado curioso é que geralmente se tratam das mesmas pessoas que criticam “o PT”, sem oferecerem alternativas para melhorá-la.
Ou seja, criticam por criticar, apenas pelo prazer mórbido de destruir.Um grande abraço.
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13/12/2010 - 21:07 Enviado por: Raphael
Realmente, esse é o risco verdadeiro: o jornalismo ser jogado p/ escanteio.
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No Napster, qualquer um fabricava MP3 em casa, mas vc sabia se era ou não a faixa de sua banda favorita, quando baixava.
Já se houver uma explosão de WikiLeaks, só fogo no circo…a maioria das pessoas já considera esses memorandos como jornalismo(no melhor sentido da palavra), então imagine isso daí…
Pensei nas ‘Bruxas de Salem’, na Escola Base…
Rapá… -
14/12/2010 - 01:08 Enviado por: Carlos
Assim como ocorre com a mídia impressa, o internauta sabe rejeitar as informações falsas. Se houvesse um site que não tivesse credibilidade publicando vazamentos sobre o governo dos EUA, vcs da imprensa seriam os primeiros a desmentir.
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14/12/2010 - 07:53 Enviado por: Mario
Bem precisa esta matéria.
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Já foi anunciada a criação do OpenLeaks, que promete ser mais independente e imparcial que o original WikiLeaks. A grande onda já começou… -
14/12/2010 - 07:59 Enviado por: Cláudio
Acho que nem o napster seria, nem o wikileaks será contido simplesmente porque se associaram. Logo que o Napster foi criado outros programadores já estavam desenvolvendo programas similares e sempre tem gente que empresta a música para ser copiada. No wikileaks mesma coisa, sempre terá gente que “empresta” a informação para ser copiada. É melhor que tomem cuidado com que escrevem e repassam aos seus governos.
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17/12/2010 - 10:49 Enviado por: Sergio
Exatamente, Cláudio. O melhor do Napster foi a herança que ele deixou. É o que vai acontecer com o Wikileaks.
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14/12/2010 - 12:18 Enviado por: Eduardo
Um ponto de vista inteligênte sobre a relação dos governos com o Wikileaks.
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So acrescentaria uma coisa, o próprio governo esta transformando o cara de um pequeno divulgador de fofocas que não se tem certeza da validade no cara que tem acesso as informaçãoes secretas.
Quando o governo se manisfesta e age atravéz das empresas obrigando realharem o site do Wikileaks ele não só esra validando as informações que la existem como gerando curiosidade, revolta e agindo exatamente de acordo com o que esta escrito nos documentos.
Isso só comprova o que circula nas cabeças das pessoas sobre a política externa americana.
Suja e escrita em sangue. -
14/12/2010 - 13:20 Enviado por: Microempresário
Do ponto de vista prático, claro que seria melhor existir apenas um wikileaks do que uma infinidade de sucessores.
Mas, IMHO, do ponto de vista ético, é um pouco como dizer que é melhor não combater o tráfico no Morro do Alemão, porque senão os traficantes sem fonte de receita passarão a assaltar.
A diferença entre o Napster e o Wikileaks ? O Napster causava prejuízo financeiro às gravadoras. Informações estratégicas podem colocar vidas em risco. Do ponto de vista do código penal, Napster é furto, Wikileaks é homicídio.
Outra questão é que a publicidade do wikileaks fortalece a tendência da desimportância da _credibilidade_, que sempre foi a base do bom jornalismo. O Carlos, logo acima, disse que “o internauta sabe rejeitar as opiniões falsas”. Eu discordo. O internauta, ou ao menos a maioria deles, cada vez mais usa a internet como uma ferramenta para achar não informações, mas argumentos que favoreçam suas próprias convicções.
Algo que me assusta muito é a quantidade de gente que argumenta com o seguinte tipo de raciocínio: “Todo mundo sabe que o Estadão, a Folha, a Veja, o NYT, o El País, o Le Monde, etc., só falam mentiras!!! A verdade incontestável está no Blog do Juquinha!!! Ele é o único que fala a verdade!!!” e por aí vai. E é interessante notar que o sujeito muitas vezes não tem a menor idéia de quem é o tal do Juquinha; tudo que ele sabe é que o que ele lê lá o deixa confortável, porque não ameaça nenhuma de suas convicções.
Então, voltando ao Wikileaks: a partir do momento em que os vazamentos divulgados são repetidos e divulgados sem contestação, e saudados como uma “vitória da livre expressão” ou coisa que o valha, quanto tempo levará até que alguém ache que a “verdade” é mais importante que a existência ou não de provas, e decida fabricar um vazamento para provar seu ponto. Quem vigia os vigilantes ?
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14/12/2010 - 21:29 Enviado por: LucianoP
Caro Microempresário, tenho que discordar com dois pontos do seu comentário. Primeiro a comparação do WikiLeaks com o Morro do Alemão foi infeliz, afinal já existe uma capilaridade descontrolada de micro e pequenos traficantes, diferente do caso de sites com o objetive de divulgar documentos secretos. Em segundo lugar, nem a velha mídia é tão boa assim e nem a nova é tão ruim. Passamos por um momento de transformação na forma como a informação é consumida, e não adianta lutar contra isso.
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17/12/2010 - 10:59 Enviado por: Sergio
É preciso ver essas relações como um sistema.
Ok, já tá todo mundo cansado de ouvir esse papo, mas vamos lá: há quantos anos que falam que os grandes jornais vão fechar, que os blogs vão substituir a “velha” mídia (o mesmo argumento é utilizado para falar de outros suportes). Quantos jornais fecharam? Poucos, e duvido que foi por causa da internet. Depois do período inicial de medo, resistência e angústia, estamos chegando na fase de entender os papéis de cada um.
Concordo com você: ninguém pode se pautar pelo blog do Juquinha (é o mesmo que confiar em informações que chegam pelas correntes de e-mail). Mas agora o blog do Juquinha faz parte de uma rede de informação.
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19/12/2010 - 19:02 Enviado por: Clever Mendes de Oliveira
Microempresário (14/12/2010 às 13:20),
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Concordo com o que disse o Luciano P no comentário de 14/12/2010 às 21:29; Não me pareceu muito lógico você dizer que:
“Mas, IMHO, do ponto de vista ético, é um pouco como dizer que é melhor não combater o tráfico no Morro do Alemão, porque senão os traficantes sem fonte de receita passarão a assaltar”.
A comparação mais lógica que me ocorre em relação ao combate ao narcotráfico no Morro do Alemão é dizer que não se deve combater o narcotráfico no Morro do Alemão, porque se o combater, o tráfico vai pulverizar.
E agora em relação ao consumidor que parece ser a sua preocupação e em relação a essa preocupação eu lhe dou razão, o problema que essa pulverização pode trazer é que a qualidade da droga não será tão boa quanto o é estando toda concentrada no Morro do Alemão (Se mesmo isso for verdade). Penso que a Wilileaks veio filtrada e talvez isso não ocorra com os links pulverizados, mas nesse caso separar o que é falso do que é verdadeiro é um trabalho de garimpeiro.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/12/2010
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14/12/2010 - 14:35 Enviado por: Bruno Sousa
Amanhã haverá uma palestra interessante no IESP, em Botagofo, às 14hs, com o Glenn Greenwald, do Salon.com. Ele tem publicado os artigos mais lúcidos a respeito na mídia americana, vale conferir.
http://www.salon.com/news/opinion/glenn_greenwald/index.html
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15/12/2010 - 11:44 Enviado por: ShibsTrocs
Tentar padronizar as coisas na internet é complicado. Não existe a pré-determinação imposta no post de que para sementes serem plantadas a arvore precisa morrer. Muito pelo contrario. Quando a arvore ainda está de pé, as sementes nascem da mesma forma, independentemente.
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15/12/2010 - 18:19 Enviado por: Demian
Ótima matéria e ponto de vista!
Obs: É O ANO DO CENTERNADA NO WIKILEAKS
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18/12/2010 - 12:17 Enviado por: Jose Mario HRP
O que realmente me preocupa é que o soldado Manning está para pegar perpétua por vazar dados para o Wiki.
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E ninguém pode fazer nada contra essa rama de loucos esquizofrenicos made in USA! -
18/12/2010 - 19:19 Enviado por: Proftel
Bom,
Se não me engano a última vez que estive aqui foi por conta da conexão “3-G” e subi alguns HpA na pressão interna do PD, isso aparentemente foi em fevereiro do corrente (achei no Google procurando meu nick, coisa que faço regularmente todo santo fim-de-ano assim como back-up das máquinas que utilizo no dia-a-dia (são três)).
Cheguei aqui nesse post sobre o WikiLeaks e creio, discordo novamente sobre o futuro das informações no que tange à opinião do PD.
Em primeiro lugar o WikiLeaks é mais antigo do que o pessoal imagina, começou a ganhar a mídia com aquele vídeo dos helicópteros dos EUA fuzilando várias pessoas dentre elas dois repórteres se não me engano da Reuters.
Daí pra frente é bem possível que os serviços de segurança dos EUA tenham grudado no Julian Assange e armado a arapuca na Suécia por “relações sexuais sem camisinha” (similar a traçar umas donas sem a Burca no Oriente Médio).
Graças à liberdade na Rede todo conteúdo do site foi “Psico-internéticamente” salvo e disponibilizado através de IP’s (acho que isso é o que mais doi nas partes baixas governamentais e da grande imprensa – disponibilizar essa informação para leigos através de números em qualquer navegador comum que nenhum proxy segura).
A saber, é só digitar: 213.251.145.96
Pior que esse IP não é o único, há vários outros.
O parágrafo acima dá uma dimensão do estrago que vai além das informações contidas no WikiLeaks, o que há de internautas querendo saber o que é isso é (acessar só com um IP) é interessante, muito interessante; obterão conhecimento de como uma Rede funciona (principalmente a garotada).
Quem, daqui pra frente souber se comunicar passando por cima das barreiras até hoje levantadas saberá onde buscar e/ou enviar informações sem rastreio nenhum.
Na Revista Forbes segundo o Post indica, há uma dissidência (talvez CIA que arrumou umas primas do dissidente praquela acusação na Suécia) a criar o OpenLeaks; gostaria de saber do PD se o Estadão (e aí subiria algumas hPa) está com a Forbes ou tem “insight information” junto ao WikiLeaks?
Um excelente Natal e Fim-de-ano à todos (as); um “féliz aniversário” atrazado para o PD que também é de escorpião.
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19/12/2010 - 01:48 Enviado por: Clever Mendes de Oliveira
Pedro Doria,
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Segundo você:
“Em alguns lugares, receber informação vazada é crime. Em outros, caso do Brasil, não é. Mesmo do ponto de vista ético, há bons argumentos para justificar os dois lados”.
O Alon Fewuerwerker externou opinião semelhante no post “Assange e Yoani” de 10/12/2010 encontrado no endereço
http://www.blogdoalon.com.br/2010/12/assange-e-yoani-1012.html
Disse ele lá:
“Na prática, e mesmo nos países mais democráticos, jornalistas que divulgam material sigiloso vazado ilegalmente costumam enfrentar dissabores”.
Achei os dois comentários desnecessários, principalmente porque são bastantes genéricos. Você retirou um pouco da generalidade ao excluir o Brasil. Uma exclusão, entretanto, que ficou um tanto corporativa, pois era como dizer, nós os jornalistas podemos fazer isso no Brasil porque aqui não é crime e ao mesmo tempo protegendo países tidos como democráticos se por acaso eles incriminassem alguém, uma vez que a incriminação dependeria da legislação de cada país, sem retirar o caráter democrático do país. Como se a incriminação não fosse uma forma de tolher a liberdade, isto é, de reduzir um campo importante da democracia, o campo da liberdade.
Bem, creio que o assunto do vazamento do wikileaks e das repercussões penais que vazamentos poderiam acarretar precisariam de uma discussão mais ampla, mas não foi esta a intenção sua nem a do Alon Feuerwerker. Do jeito que vocês abordaram o assunto, criou-se uma absolvição antecipada de qualquer ação mais drástica de qualquer governo contrário ao vazamento.
Só que os vazamentos do Wikileaks têm um paralelo com os “Documentos do Pentágono” (The Pentagnon Papers), revelados pelo jornal The New York Times. Paralelo que deve ser mais bem compreendido para evitar que comparações desajeitadas sejam apresentadas como fatos corriqueiros. Os Documentos do Pentágono trouxeram dissabores ao jornal The New York Times, mas nada que não tivesse resultado favorável ao New York Times. E que fique claro, Daniel Ellsberg é comparável com Bradley Manning, enquanto Julian Assange e a Wikileaks dele devem ser comparados ao jornal The New York Times. Insisto nisso, como um alerta anti proliferação de expressões como a sua quando você se refere a Wikileaks na frase:
“Do Departamento de Estado americano a empresas privadas, como a operadora de cartões de crédito Mastercard e o braço de serviços da Amazon.com, quem pode bater e se afastar do monstro criado por Assange o faz”
Não há monstro na Wikileaks. E é fundamental atentar para a grande vantagem que os vazamentos produziram: permitir que a população veja os governantes com mais transparência. Aliás é essa a opinião de Daniel Ellsberg como se pode ver da frase transcrita a seguir do verbete Daniel Ellsberg na Wikipedia e com base em comentários recentes de Daniel Ellsberg:
“On December 9, 2010, Ellsberg appeared on the Colbert Report where he condoned [perdoou] Bradley Manning’s leaks and the source of the Wikileaks Cable, asserting that it will ultimately build a better government for the future”.
O endereço do tópico é:
http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Ellsberg
Aliás, há quase quarenta anos, Daniel Ellsberg dissera algo semelhante como se pode ver no mesmo tópico no Wikipédia na seguinte frase dele:
“I felt that as an American citizen, as a responsible citizen, I could no longer cooperate in concealing this information from the American public. I did this clearly at my own jeopardy and I am prepared to answer to all the consequences of this decision”.
E no mais é até possível pensar que por ser mais democrático do que a maioria dos americanos, Barack Obama não tenha posto muitos obstáculos a esses vazamentos, desde é claro que eles fossem filtrados. Só assim se explica que os vazamentos, pelo que foi mostrado até agora, embora exponham as entranhas das embaixadas americanas não trazem divulgações que realmente prejudiquem os americanos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 18/12/2010 -
20/12/2010 - 17:00 Enviado por: WikiLeaks e Napster, um paralelo | Webmanario
[...] ATUALIZAÇÃO: Pedro Doria, em seu blog, também faz a mesma comparação. [...]
responder este comentáriodenunciar abuso -
23/12/2010 - 14:21 Enviado por: Você sabe o que o WikiLeaks tem a ver com o Napster? | Finance Planet
[...] Você sabe o que o WikiLeaks tem a ver com o Napster? [...]
responder este comentáriodenunciar abuso -
23/12/2010 - 17:59 Enviado por: A revolução informacional: como o Napster, Facebook e Wikileaks transformam nosso mundo « thalles.blog
[...] Dória é extremamente feliz em seu post ‘Você sabe o que o WikiLeaks tem a ver com o Napster?’ quando diz que o erro foi tentar barrar aquele fluxo. Diferente do que Dória pontua, não acredito [...]
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