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Novo round entre Apple e Google definirá o futuro da TV

  • 10 de outubro de 2010|
  • 17h29|
  • Por

Não é sempre que isso acontece, mas tem um produto novo na praça que dá um banho em seu equivalente da Apple.
É a GoogleTV.
GoogleTV é um software que qualquer empresa pode instalar em uma caixa que se conecta à televisão. A primeira, que saiu na semana passada, é da Logitech. Ainda neste mês deve sair outra, fabricada pela Sony.
A caixa se liga a todo o sistema audiovisual da casa. DVD, Blu-ray, cabo, som e internet, seja com fio ou Wi-Fi. Daí, gerencia a conversa entre o maquinário. Assim como um smartphone, tem apps, aplicativos. O da CNBC, um canal pago de noticiário econômico popular nos EUA, abre numa tela a imagem da TV enquanto permite ao usuário que navegue pelos indicadores, dê uma checada em quanto anda a Bolsa.
GoogleTV deixa pesquisar na programação televisiva através de uma caixa de busca igualzinha à do site. Ela grava no HD a programação que o usuário indicar. Se os sites dos canais forem adaptados – o da HBO, por exemplo, já foi – é possível clicar em um link e assistir ao programa em questão.
Para esportes, é estupendo. Um bom aplicativo permite que se assista ao jogo enquanto os números de toda a rodada podem ser analisados minuciosamente. O da NBA, Associação Americana de Basquete, já é assim.
E logo, logo, dá para imaginar o site de um jornal incluindo na matéria um link que já dispara a gravação de um programa. Ou apenas para fazer a caixa alertar o espectador no momento em que ele iniciar. De quebra, ao menos lá no hemisfério norte, ainda é possível alugar filmes pela Netflix, a mais popular locadora dos Estados Unidos. Ou comprar música via Amazon.
E, posto que é coisa do Google, o celular que roda o sistema operacional Android serve de controle remoto para todas essas funções.
A AppleTV poderia ter sido assim. Aliás, a expectativa era de que seria. Ela permite aluguel de filmes, se integra ao iTunes e iPod Touch, iPhone ou iPad podem servir de controle remoto. Mas não se integra ao DVD, nem ao tocador de Blu-ray, quanto mais ao cabo. E, principalmente, não tem aplicativos.
Apps são chave. E apps seriam possíveis. A AppleTV roda o mesmo sistema do iPhone e do iPad. A decisão de excluir os apps é artificial e visa proteger as operadoras de TV paga e empresas de telecomunicações.
Com um aplicativo, qualquer um pode produzir vídeo com qualidade e colocar direto na sua TV. Os estúdios de cinema podem dispensar o atravessador – uma HBO da vida – e levar seus filmes direto ao consumidor. E a própria HBO tem liberdade de vender seu conteúdo próprio sem precisar dar um tostão para a operadora de TV a cabo.
Quem produz conteúdo sai ganhando. Quem repassa, o distribuidor, ganha um problema.
Ainda não há notícia de quando a GoogleTV estará disponível no Brasil. Já já começa a entrar por Cumbica ou pelo Galeão loucamente, nas malas de quem vai e vem de Nova York, Miami ou Texas. Funcionará mais ou menos, já que para muita coisa um cartão de crédito americano será necessário. Mas, assim como acontece com a loja iTunes da Apple, o brasileiro sempre arranja um jeito de se integrar ao mundo altamente tecnológico lá de fora.
Temos, no entanto, um mercado fechado a este tipo de novidade. De legal, no Brasil, persistirá apenas o CD e o Blu-ray, além de umas poucas gravadoras pequenas e ousadas que vendem por download. Nosso conteúdo audiovisual persiste amarrado ao século 20 enquanto o mundo segue em movimento.
Tecnologia funciona assim: se bloqueia demais, encontra-se um atalho. Sempre. E assim será.

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10 Comentários Comente também
  • 10/10/2010 - 18:27
    Enviado por: Diego Souza

    É Muito Cedo ainda afirmamos algo sobre a tv, pois na minha opinião, este tipo de pratica não é tão acessivel ainda para uma boa parte da população, agora com o plano da telebrás de banda larga de 512kpbs, por preços populares, e com a popularização dos computadores aqui no Brasil, este tipo de serviço será bem popular, pois convenhamos que hoje em dia, a programação de nossa tv aberta, deixa e muito a desejar…

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  • 10/10/2010 - 19:29
    Enviado por: Link - Estadao.com.br

    [...] Navegar Impreciso Novo round entre Apple e Google definirá o futuro da TV [...]

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  • 10/10/2010 - 22:36
    Enviado por: Novo round entre Apple e Google definirá o – Link – Estadao.com.br | Vivo Media Group

    [...] Read the original post: Novo round entre Apple e Google definirá o – Link – Estadao.com.br [...]

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  • 11/10/2010 - 10:29
    Enviado por: Omar Chalita

    GoogleTV já é realidade, a Aplle nesse caso perdeu a corrida, pois não tem a abrangência mundial com seus milhões de servidores, o futuro da TV é isso, podem espernear os monopólios tupiniquins, mas não existe saída, cedo ou tarde aqui chega em profusão as caixas mágicas Google, seja mar, ar ou Paraguay..essa é nosssa sina de terceiro mundo sempre chegar atrasado na festa e pagar mais caro pela entrada.
    Quem pode e quer ter o futuro sem intemediário ou proprina deve trocar de país, garanto que sai mais barato.

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  • 11/10/2010 - 11:21
    Enviado por: Pedro

    Estou desde a semana passada esperando sair no site do link a (ótima) coluna da semana passada, e ela não saiu. Por que?

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  • 11/10/2010 - 11:42
    Enviado por: Ademir

    Mas vc acha que as redes de TV vão deixar isso pegar no Brasil ???
    Nós não coseguimos nem nos livrar da tal taxa que as operadoras de TV por assinatura cobram pelos pontos na nossa casa. Fizeram lei e tal, mas a cobrança tá lá disfarçada de aluguel de aparelho e software.
    Sorte de quem tem computador e acesso a internet, porque quem depende só da televisão está perdido…

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  • 11/10/2010 - 21:21
    Enviado por: guilhermekami

    Grande Pedro Doria, sempre com novidades!!!

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  • 12/10/2010 - 11:19
    Enviado por: Ronald Dumani

    Mais uma vez a Microsoft está atrasada!

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  • 15/10/2010 - 18:34
    Enviado por: Odracir Silva

    Bom, haa uma duvida sobre a capacidade das prestadores de telefonia celular suportar o trafico dos celulares ou tablets. Haa varios relatos nos EUA q a ATT nao consegue manter a velocidade de transmissao devido ao alto uso dos I-phones ou dos celulares Droids (muito consumo, alem do fato de q o Iphone ee um “hog”). Se usarem isso p/ televisao entao o problema aumentaria. Uma solucao viavel destas web TV domesticas seria o uso de uma rede local domiciliar q estaria conectada pela intenet de banda larga via cabo, telefonia, ou cabo optico.

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  • 22/10/2010 - 22:52
    Enviado por: Mudando de assunto… « 20.30.40

    [...] Tô sumidaça aqui do blog por vários motivos. Um deles é o meu envolvimento, eu diria, emocional, com as eleições. Eu vivo em Brasília e atualmente respiro política, tomo café da manhã, almoço e janto com o assunto. Tá fogo! Não vejo a hora do 2º turno chegar e ter logo um resultado. E tô com saudade de escrever no blog, algo que já tinha se tornado parte da minha rotina. Pois bem, pra mudar um pouco do assunto que tem sido o mais corrente na minha vida no momento, resolvi postar aqui um post do Pedro Dória, do Link (Estadão), sobre um produto do Google que eu achei fantástico: o GoogleTV. Acho que muita gente que visita o blog vai curtir também! Segue o texto, publicado originalmente no dia 10 de outubro no blog Navegar Impreciso: [...]

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