Filmes sob demanda assombram as telecoms
- 20 de setembro de 2010|
- 11h03|
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O mês de setembro está sendo bom para a Netflix. A empresa, uma inovadora locadora de vídeos, está se mostrando como a primeira vencedora na briga pela televisão via internet.
No início de setembro, quando o presidente da Apple, Steve Jobs, anunciou sua nova lista de produtos, Netflix estava em vários deles: no iPhone, no iPad, na Apple TV. Das boas notícias para a empresa, é a menor.
Na semana passada, o banco Credit Suisse soltou um relatório sobre o mercado de locação de filmes. Recomendava a seus clientes que comprassem ações da Netflix e que vendessem as das empresas de telecomunicações.
Para entender o motivo é preciso, antes, perceber a guerra secreta sendo travada neste momento.
Netflix começou como uma empresa que alugava filmes por correio. O cliente paga uma taxa fixa por mês, escolhe pela internet a quais títulos quer assistir e os recebe em casa. Não há multa por atraso na devolução. Mas, para receber um filme novo, é preciso antes jogar o DVD que está em casa num envelope pré-pago e depositá-lo numa caixa de recolhimento dos correios.
Desde 2008, Netflix também envia filmes direto para os aparelhos de televisão sob demanda, via streaming, pela internet. Os aparelhos da Apple são apenas os mais recentes a carregar o serviço. Desde o ano passado, nos EUA, TVs Sony, Vizio e LG conectam-se à rede para baixar os vídeos. O sistema também é compatível com players Blu-Ray Panasonic, Philips, Samsung. Com os consoles de games Wii e X-Box.
O streaming não funciona diferente de um vídeo no YouTube. O cliente escolhe num menu de opções qual filme quer ver, clica e em parcos minutos ele começa a passar.
Segundo o estudo do Credit Suisse, 17% dos mais de 10 milhões de assinantes do serviço cancelaram suas assinaturas de TV a cabo por conta. Parece ser um número razoável, mas não gigantesco. O risco está no grupo demográfico em que ocorreu a queda. Dentre os clientes com até 34 anos, 37% abandonaram sua TV por assinatura.
Os números apontam um padrão que as telecoms temem.
As grandes empresas de telecomunicações têm dois negócios. Um é o de prover acesso ao cabo físico, um tubo por onde passa informação que vai de telefonia a banda larga com internet dentro. Outro serviço completamente distinto é o de vender assinaturas para conteúdo dentro desses cabos.
Há mais dinheiro para ser feito no segundo do que no primeiro negócio. É que os consumidores percebem nele mais valor. Conteúdo comprado no atacado é mais barato e com um punhado a mais de canais na grade dá para aumentar um bocado o preço. A infraestrutura de cabos, por outro lado, é cara de fazer e de manter, embora o consumidor não a valorize tanto.
Neste período de mudanças extremas, o maior pesadelo dessa indústria é um cenário no qual ela é transformada em um mero provedor de acesso. Numa coleção de cabos burros que serve apenas para transportar as informações sobre a qual ela não tem mais qualquer tipo de controle.
É isso que o relatório do Credit Suisse está dizendo. Que a garotada, no futuro, não terá TV por assinatura. Comprará direto da internet os filmes e programas que deseja ver.
Não é à toa que, também na semana passada, foi anunciada a mudança de endereço de um dos principais executivos da Netflix. Robert Kyncl, o homem da locadora responsável pelos seus principais contratos com os grandes estúdios, em Hollywood, está indo para o Google.
Kyncl terá trabalho em função da Google TV, sua missão é trazer conteúdo para dentro dela. Há de ajudar um tanto no YouTube, também.
Não precisará sequer mudar de casa com a família. Netflix fica em Los Gatos, o Google em Mountain View. Não dá 20 quilômetros a distância entre uma cidadezinha e a outra, no coração do Vale do Silício.
A corrida pelos smartphones já estava aquecida há tempos. Neste ano, acirrou a corrida pelos tablets. Agora, se alguém ainda tinha dúvidas, todos estão batalhando pelo domínio da televisão ligada à internet.
É justamente a ideia que as telecoms estão querendo evitar.
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20/09/2010 - 12:21 Enviado por: Link - Estadao.com.br
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20/09/2010 - 16:05 Enviado por: Filmes sob demanda assombram as telecoms – Link – Estadao.com.br | Mercado de Comunicações
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21/09/2010 - 21:21 Enviado por: Henry
Com esses noticiários a gente percebe que realmente existe uma verdadeira corrida ao ouro.E que claro só nos beneficiará.
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21/09/2010 - 23:30 Enviado por: Mario
Demorou, mas a afronta chegou, esses caras das TVs passaram anos fazendo povo engolir o que eles queriam, mudam conceitos, interferem na politica, mudam costumes.
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Agora com esse começo de todos largarem as TVs, e partirem para conteúdos escolhidos, a “cultura” do povo vai melhorar.
Porque ninguem merece as porcarias que passa nas TVs, principalmente as abertas. -
22/09/2010 - 18:40 Enviado por: lao
Eu estou montando minha central multimídia (http://elan.plexapp.com/2010/09/02/plex-and-the-future-of-television/) utilizando o Plex (software livre (http://www.plexapp.com/)..e há outras alternativas) com o MacBook (O ideal seria um MacMini…). Organizo meus filmes, seriados, músicas e ainda acesso Youtube, Picasa, Flicker, etc…e navegando com a ajuda do controle remoto da Apple. É muito legal!
Abraços!
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