A neutralidade da rede está sob ameaça nos EUA – e no mundo
- 15 de agosto de 2010|
- 20h00|
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Não foi uma semana boa para a internet. Nela, Google e uma das maiores provedoras de banda larga dos EUA, a Verizon, anunciaram um acordo que põe em risco a neutralidade da rede.
Neutralidade da rede é um conceito simples, fácil de entender. Significa que o fornecedor da conexão à internet não pode decidir que um site tem preferência sobre o outro. O Google ou um grande portal não pode pagar a um provedor de acesso para ser mais rápido para o usuário.
A rede foi desenvolvida para ser neutra. Nos EUA, a questão é política. Manter essa característica foi promessa de campanha do presidente Barack Obama. E, no discurso oficial, sempre foi um compromisso do Google.
Neutralidade é o que mantem a internet surpreendente. Um jovem estudante universitário pôde criar o Facebook porque seu pequeno site carregava tão rápido quanto o site da empresa mais rica. Num tempo em que já havia uma dezena de sites de busca na web, todos muito populares, o projeto de dois doutorandos se destacou e cresceu e transformou-se no Google porque a rede era igual para todos.
O Google sempre teve um compromisso com essa ideia. Só que, agora, parece ter mudado de opinião.
O acordo entre Google e Verizon é longo e complexo, cheio de um palavreado técnico que deixa até especialistas confusos. É uma proposta de lei a ser entregue no Congresso norte-americano para votação.
Propõe, por exemplo, que a FCC, a Anatel americana, não teria poder de regulamentar a rede. Cria uma distinção entre a “internet pública” e “serviços online adicionais”. A primeira continuaria neutra, para os outros, não é tão claro. Os provedores poderiam “priorizar tipos de tráfego da internet com base em sua latência”. E todas essas regras só valem para banda que vem por cabo, o que for sem fio não conta.
Latência? Tempo de demora. Há dados mais sensíveis a falhas no sinal se os bits começam a demorar muito entre um e outro. Vídeo, por exemplo. O sinal tem de vir rápido e contínuo, em caso contrário engasga. Os provedores não fariam distinção entre o site grande e o pequeno, mas poderiam dar prioridade a vídeo contra texto. Parece razoável. Mas, como é uma regra genérica, poderiam também argumentar que o download de uma rede de trocas como BitTorrent é de latência baixa. O arquivo que demora um dia para baixar passa a demorar três semanas.
Não só “piratas” sofreriam. O que, afinal, é a “internet pública” e o que são “serviços online adicionais”? Internet tem definição técnica específica: é a grande rede que funciona baseada no protocolo TCP/IP.
Um esperto pode sugerir que a “internet pública” é essa de e-mails e web e pouco mais. Serviços de aluguel de filmes online, como aqueles que já se popularizam no exterior, estariam entre os “serviços adicionais”. É a internet de amanhã. E o truque é velho. Começa a chamar por outro nome até que todos comecem a achar que se trata de outra coisa. A internet continua neutra. Os outros serviços é que não.
George Orwell e seu Grande Irmão iam adorar.
É tudo leitura. O texto da proposta de lei não é claro. Fica, portanto, ambíguo. Em um post em seu blog, o Google nega que esteja virando as costas para a questão da neutralidade. Garante que se trata de uma de suas causas. Seu lema, afinal, é “don’t be evil”. Não seja mau. Muita gente na internet começa a desconfiar que aquele Google não existe mais.
Há uma outra leitura possível. Nos EUA, a briga está armada. De um lado, as teles, correndo para ampliar sua infraestrutura, pesadamente reguladas. Impopulares. Acusadas de prestar serviços cada vez piores. Do outro, empresas como Google, Apple e Netflix que começam a encher a rede de serviços que requerem banda larga e fazem uso intenso dos cabos.
Dentre executivos das teles, a reclamação habitual é de que os outros estão abusando de sua infraestrutura enquanto colhem os louros e os lucros. Eles, por sua vez, não ganham com propaganda, com venda de conteúdo pesado, com nada. Querem entrar na festa.
Segundo esse ponto de vista, defendido pelo analista Rob Cox, da Reuters, o Google está apenas enfrentando agora uma negociação que se mostra inevitável no futuro.
Se a neutralidade da rede cair nos EUA, fica a perigo no resto do mundo. Quem perde somos nós.
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15/08/2010 - 20:33 Enviado por: Tweets that mention Link - Estadao.com.br -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by pd_weblog, Rodrigo Leme. Rodrigo Leme said: A neutralidade da rede está sob ameaça nos EUA – e no mundo http://j.mp/c4I8hF [...]
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15/08/2010 - 23:15 Enviado por: Resumo Semanal - A neutralidade da rede está sob ameaça nos EUA – e no mundo – Link
[...] A neutralidade da rede está sob ameaça nos EUA – e no mundoLinkNão foi uma semana boa para a internet. Nela, Google e uma das maiores provedoras de banda larga dos EUA, a Verizon, anunciaram um acordo que põe em risco a …AT&T Apoia Posição do Google e Verizon sobre Neutralidade na RedeUnder-Linux.OrgQuerem cobrar pedágio na internetRevista ÉpocaGoogle faz campanha pelo fim do bloqueio a conteúdo na redeO Globotodos os 5 artigos » [...]
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16/08/2010 - 06:30 Enviado por: faconti: A neutralidade da rede está sob ameaça nos EUA – e no mundo – http://www.ur1.ca/15i3k #google #neutralidade | bollywood.mn
[...] neutralidade da rede está sob ameaça nos EUA – e no mundo – http://www.ur1.ca/15i3k #google #neutralidade This entry was posted in Tollywood. Bookmark the permalink. ← [...]
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16/08/2010 - 09:50 Enviado por: Paulo Rená
Recomedo a leitura desse texto, de 2007, por Carlos Alberto Afonso: “Todos os datagramas são iguais perante a Rede!“
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16/08/2010 - 11:04 Enviado por: Google e a neutralidade na internet | Breno Barros Weblog
[...] a leitura do artigo do jornalista Pedro Doria, do Estadão, sobre a proposta do Google para a neutralidade da rede. O mesmo artigo foi publicado na versão impressa do caderno Link do Estadão de hoje. [...]
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16/08/2010 - 11:07 Enviado por: MBSantiagoJr.
:: Bom dia, ladies and gentlemen… o espião menos secreto da internet retorna ao tabuleiro. O mundo ficando cada vez mais perigoso e vigiado a cada semana.
–xx–
PD, já foi dito recentemente que muita coisa mudou quando se vê que o Google é o malvado, a Apple é o monopólio e a Microsoft é o azarão.
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17/08/2010 - 08:37 Enviado por: Emerson
Internet com privilégios, não é internet.
Ela só cresceu porque é livre, se ela passar a ser controlada, mesmo que comercialmente, transforma-se em uma espécie de censura, limitando o acesso dos serviços considerados menos importantes.
O comércio tem que existir mas, sem privilégios, que nunca são bons à ninguém.
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17/08/2010 - 13:45 Enviado por: Rafael
Caro Pedro, peço licença para um comentário off-topic: seria difícil disponibilizar a versão digital do Estado também em forma de texto, como faz a Folha, por exemplo, e não somente a versão tipo ‘flip’?
Obrigado e abraço
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19/08/2010 - 07:48 Enviado por: Pedro Doria
Rafael – Talvez no futuro. E, se o fizermos, será um serviço pago, como a edição digital.
Muito do conteúdo do jornal impresso, porém, está já publicado no site.
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19/08/2010 - 14:37 Enviado por: Rafael
Pedro, obrigado pela resposta.
Assino o Estadão e meu sonho é poder ler na interface do site todo o conteúdo disponível – ou seja, o conteúdo impresso mais o conteúdo digital, numa mesma interface amigável como a do site, não como a da versão digital ‘flip’.
Espero que o façam! abraços
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17/08/2010 - 19:22 Enviado por: Lenin Araujo
Basta fazer uma pesquisa no Google e repetí-la, Ipsis litteris, no Alta Vista, por exemplo, ou qualquer outro buscador. Você terá na sua face, preto no branco, a neutralidade dos buscadores.
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18/08/2010 - 00:16 Enviado por: Marcelo Castro
http://www.seanoc.com/blog/2010/8/17/chill-the-f-out-over-the-googleverizon-proposal.html
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18/08/2010 - 08:36 Enviado por: Daniel - Furnas (DF/RJ)
Boa matéria! Faltou citar aquele software LanEmpresa que faz gerenciamento e monitoramento remoto de sites acessados, bate-papos, msn, orkut, teclas digitadas, telas, conteúdo inapropriado, fotos, emails trocados, programas usados, impressões, imagens, inventário de tudo conversado, páginas na internet, filtra e controla as redes sociais, evita vazamento de informações patrimoniais e gera relatórios de produtividade, programas e sites em uso e o administrador observa tudo na rede de sua própria máquina.
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24/08/2010 - 00:50 Enviado por: Márcio Nogueira
Você é aquele mesmo trool que fica fazendo propaganda deste maltido software em todo comentário que vê pela frente,então pegue este lanempresa e enfia no seu**
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18/08/2010 - 10:24 Enviado por: Paulo
Caros, apenas um esclarecimento: nunca houve, nunca, neutralidade dessa absurdamente utopica que alguns cyber-ativistas querem pregar. A rede sempre gerenciou trafego e além de tudo isso ainda vale salientar que esse trafego deve ser legal/legitimo! nossas disucssões sobre regulação na internet precisam de mais equilibrio e bom senso.
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19/08/2010 - 17:42 Enviado por: Confetti*
concordando com paulo
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