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Pedro Doria
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A campanha está na rede, agora só falta a população

  • 11 de julho de 2010|
  • 20h00|
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Há uma grande expectativa em torno da campanha eleitoral que teve início na semana passada. Será a primeira campanha realmente online do Brasil? Teremos uma espécie de efeito Obama?

Os candidatos já têm suas estruturas de mídias sociais. Não é isso, no entanto, que fez das eleições americanas de 2008 um evento particularmente digital. Não eram apenas os políticos que estavam na internet. Nem eram só eles mais os jornalistas. Era também grande parte da população.

O que havia era uma imensa quantidade de pessoas, anônimos em seus pijamas, escrevendo de casa sobre a campanha. Em blogs, no Twitter, no Facebook. A maioria nem tinha muitos leitores, mas punha a alma no que escrevia.

Isso existe no Brasil. Há gente escrevendo nas mídias sociais sobre suas torcidas. O que praticamente não há é gente informando. Muita torcida, uns argumentos meio repetitivos pró, outros tantos contra, e pouca informação.

Nos EUA havia – como há – grandes blogs políticos. Talking Points Memo, DailyKos, Instapundit, Five Thirty Eight.

São, como é natural da internet, muito diferentes da imprensa tradicional. Seus textos são rápidos e informais. Há opinião e comentário misturados meio displicentemente à notícia. Um põe link para o outro a toda hora. Discutem publicamente. Às vezes são malcriados.

Cumprem, no entanto, um papel fundamental em eleições: informam. É um estilo diferente, não são feitos por jornalistas profissionais, mas esses blogueiros trazem mais do que paixão para a mesa. Pegam o telefone e ligam para quem sabe, fazem perguntas. Metem-se no Google e fazem buscas atrás de buscas. Rastreiam o noticiário que sai apenas na pequena imprensa regional, que muitas vezes passa despercebido pelos grandes jornais e redes de TV.

Isso não existe no Brasil. Há blogs, tais blogs às vezes até fazem a típica mistura de comentário com informação, mas no geral são assinados por jornalistas profissionais.

Ainda falta, aqui no Brasil, esse engajamento da população. Quando ele vier, será muito saudável para a democracia. Afinal, é pela pluralidade de vozes que enriquecemos.

Se não importamos dos Estados Unidos a grande virtude da blogosfera política, importamos seu pior vício: a polarização desenfreada.

Lá, faz sentido. Os partidos Democrata e Republicano têm ideias muito diferentes a respeito do que são os EUA ideal. O belicismo republicano é engajado, o democrata é culpado. Democratas desejam ampliar serviços sociais, republicanos querem distância. Democratas não são conhecidos por cortar impostos e essa é uma típica causa republicana. É a diferença entre Reagan e Clinton, Bush e Obama. Estão, literalmente, em pontos opostos da matriz ideológica. Um é direita, o outro esquerda.

Ainda que, nos EUA, a polarização seja natural, ela não é vista como saudável. Há alguns anos, a CNN exibia um programa chamado Crossfire, em que um engajado comentarista democrata e outro engajado analista republicano recebiam semanalmente um entrevistado. Dava sempre bate-boca até que, um dia, calharam de trazer à mesa o comediante Jon Stewart.

“Vocês fazem mal ao país”, disse Stewart. O comediante não queria discutir política. Queria falar sobre como aqueles dois discutiam política.

Ou seja: ressaltando as diferenças, buscando a ofensa perfeita, ignorando os argumentos adversários, fazendo pouco de quem discorda. Quando discutimos política desse jeito, a qualidade da conversa piora.

As duas principais forças políticas brasileiras não são, entre si, tão diferentes quanto são republicanos e democratas. Ainda assim, quem acompanha a conversa de um e do outro lado na blogosfera brasileira percebe o mesmo padrão: não há conversa ou mesmo debate. Um não ouve o outro. Fingem discutir política quando na verdade fazem algo diferente: campanha.

A polarização artificial inflama ânimos, faz surgir nas caixas de comentários um tipo de calor que cala as vozes mais moderadas. Ela inibe a boa conversa política. Nos EUA é assim há algum tempo. O resultado tem sido que para presidentes de um lado ou do outro é mais difícil governar pois qualquer tipo de acordo com a oposição é praticamente impossível.

Sem acordo entre forças políticas separadas, não há governo ou progresso. O país não melhora. Na internet, esse processo é exacerbado. É fácil criar o hábito de só ler aqueles com quem concordamos. E isso afeta a qualidade da democracia.

Uma nova campanha eleitoral está começando e a rede será uma excepcional fonte de informação. Para receber informação, para oferecer informação. Não custa ter a esperança de que a conversa política na internet brasileira melhorará de qualidade nos próximos meses.

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45 Comentários Comente também
  • 12/07/2010 - 18:53
    Enviado por: Link - Estadao.com.br

    [...] A campanha está na rede, agora só falta a população [...]

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  • 12/07/2010 - 19:01
    Enviado por: Link - 12 de julho de 2010 - Trabalho Sujo - OESQUEMA

    [...] dá entrevista • A rede ronrona • A união faz a compra • Personal Nerd: compra coletiva • A campanha está na rede, agora só falta a população • A copa dos Tumblrs • Golias x Golias • Leitura digital, Justin Bieber x Hackers, Microsoft [...]

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  • 12/07/2010 - 19:14
    Enviado por: Luiz

    PD,

    Só uma pergunta: não seria Five Thirty Eight?

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    • 14/07/2010 - 11:52
      Enviado por: Pedro Doria

      É claro que sim. Corrigi, obrigado.

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  • 12/07/2010 - 21:11
    Enviado por: Tweets that mention Link - Estadao.com.br -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Micael Silva, FredNavarro, pd_weblog, Ernesto Diniz , Mariana Oliveira and others. Mariana Oliveira said: finalmente um bom texto sobre política 2.0 http://bit.ly/czYEQs [...]

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  • 12/07/2010 - 21:37
    Enviado por: Rodrigo

    “Sem acordo entre forças políticas separadas, não há governo ou progresso.”
    Era o que faltava, a oposição, independente de quem seja, ter que fechar com o governo. Isso não é democracia. É ditadura!

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    • 12/07/2010 - 21:44
      Enviado por: Amílcar Tavares

      Olhe que não. Quando há duas atitudes responsáveis e lúcidas, há pactos de regime para desbloquear uma situação periclitante para o país.

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    • 14/07/2010 - 11:54
      Enviado por: Pedro Doria

      De forma alguma, Rodrigo.

      Não estou dizendo que oposição tem que ceder ao governo sempre.

      Estou dizendo que tem que negociar. Por certo haverá pontos nos quais ambos concordem. E por certo haverá momentos em que o governo quer aprovar algo e no qual a oposição pode ceder em troca do apoio do governo em outro assunto.

      É como democracias funcionam: negociando.

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    • 14/07/2010 - 12:51
      Enviado por: Jaime Pimenta

      Pedro,

      No seu argumento está implícita a ideia de que falta nobreza à oposição ao adotar uma intrasigência que, na minha modesta opinião. só os áulicos governistas sustentam.

      Por um acaso houve alguma mudança nas ideias e no modus operandi do petismo e seus seus comensais?

      Cite ao mesno uma só medida efetiva ou posição por parte da oposição nesses quase oito anos que tenha inviabilizado a agenda governamental.

      Sinceramente não vejo nos ocupantes atuais do governo a mesma grandeza que você cobra da oposição.

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  • 12/07/2010 - 21:41
    Enviado por: Amílcar Tavares

    Um excelente post! Essa irresponsável bipolarização também a temos em Cabo Verde e prova-se, de facto, que assim o país não anda. Lamentavelmente.

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  • 12/07/2010 - 22:16
    Enviado por: Guilherme Becker

    “…não há conversa ou mesmo debate. Um não ouve o outro. Fingem discutir política quando na verdade fazem algo diferente: campanha.”

    O grande problema do Brasil sempre foi e, infelizmente, ainda por muito tempo será a politicagem. Esse mesmo exemplo crítico acima também define o rumo que a política toma após as eleições. Ninguém ouve ninguém. É troca de favores e nenhum consenso ou mesmo senso de justiça. Ninguém se pauta, não há comunicação, não há bem comum.

    No caso: “A polarização artificial inflama ânimos, faz surgir nas caixas de comentários um tipo de calor que cala as vozes mais moderadas. Ela inibe a boa conversa política.”

    Ótimo texto.

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  • 13/07/2010 - 12:15
    Enviado por: Ricardo Di Blazi

    Excelente post!!! A questão é que o governo permitiu que a educação do brasileiro nesses 8 anos de mandato do senhor presidente caísse ao ponto de faltar professor em sala de aula. É uma discrepancia dizer que o Brasil cresce com uma educação tão barata e podre, infelizmente. Quero dizer que isso reflete muito ao fazer questionamento de campanhas, onde a maioria do Brasileiro tem na cabeça Futebol. Temos números que dizem que o Brasileiro é o que mais consome as redes sociais estando mais tempo conectado. Será que esses estão jogando conversa fora ou melhorando seu aprendizado? Temos quantidade mas infelizmente não temos qualidade para melhorar um país, jovens que sabem discutir, brigar e ir além.
    Ainda reflito sobre o poder judiciário que coloca em risco tudo que falamos e coibindo o nosso direito de expressão através do Código Penal que priva a moralidade.
    Esse é o nosso Brasil! Expressão? Aonde? Como?

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  • 13/07/2010 - 12:54
    Enviado por: Manuel

    Eu sempre achei que fosse o contrário. Nos EUA a esquerda (do jeito que entendemos no Brasil ou na Europa, partidos socialistas, trabalhistas ou social-democratas) não existe eleitoralmente. O Clinton, por exemplo, foi o cara que aprovou o Don’t Ask, don’t Tell, o Defense of Marriage Act e a welfare reform. Claro que o Bush radicalizou tanto que não tinha como diferenças não ficarem ressaltadas. Aqui, é bem verdade que todo mundo tem de compor com um “centrão” fisiológico, mas eu achava que existia um PT de esquerda (pelo menos partes dele) e a direita remanescente da ditadura militar, PFL e PP, principalmente. Agora, nessa campanha, estou achando os dois lados muito parecidos (mas o Serra, provavelmente, está à esquerda do resto do PSDB). Mas que o DEM ainda é pior que os republicanos (páreo duro, né?), isso é.

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  • 13/07/2010 - 16:10
    Enviado por: @jota66

    Uma coisa que não entendo é a dificuldade de a esquerda nacional aceitar que os democratas americanos sejam uma forma de esquerda.
    O pstu, psol e afins não toleram nem mesmo outras formas de esquerda, que não se fiem unicamente na Bíblia, digo, em “O Capital”. Esse radicalismo é fruto um grande empecilho para o avanço do debate político, tanto quanto a lenda da imparcialidade.

    Aliás, quando será que vão colocar blogueiros nos jornais defendendo as bandeiras dos partidos, como fazem com os times de futebol? dificilmente acrescentaria alguma coisa para o debate, mas seria bastante engraçado…

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  • 13/07/2010 - 17:50
    Enviado por: Mateus Potumati

    Matias,

    Acho que o seu texto levanta alguns pontos interessantes sobre participação política, mas discordo da sua premissa quanto a direita e esquerda no Brasil. Você enumera bem algumas diferenças entre republicanos e democratas nos EUA, mas é igualmente possível fazer o mesmo entre PT e PSDB/DEM aqui, com resultados semelhantes. No campo econômico, acho realmente que as diferenças lá sejam maiores do que aqui. Nos EUA, as visões econômicas de democratas e republicanos são praticamente antagônicas em tudo. Também é claro que Serra e Dilma têm ambos um background desenvolvimentista. Da mesma forma, acredito que o governo Lula tenha feito um movimento mais para o centro, especialmente no 2º mandato. Ao mesmo tempo, porém, me parece claro que o PSDB tenha se postado muito mais à direita, especialmente nesta década.

    Em termos de política externa, ainda, democratas e republicanos americanos são muito mais próximos entre si, o mundo emergente que o diga. O Obama pareceu que radicalizaria um pouco esse comportamento, mas os últimos capítulos da participação dos EUA na geopolítica não comprovaram isso.

    Acredito que, se há alguma dúvida na divisão entre esquerda e direita aqui, é porque hoje a direita brasileira enfrenta uma crise de identidade e composição política, e tenta a qualquer custo evitar o caráter plebiscitário inevitável que essa eleição vai ter.

    Por mais que o Serra pessoalmente defenda obras de cunho social (e que isso provavelmente seja uma intenção real dele), ele representa uma parcela da população, da mídia, dos partidos políticos. Essa parcela tem demonstrado sistematicamente um alinhamento inegável à direita, inclusive em termos americanos: defendem menos impostos a qualquer custo, condenam iniciativas como o Bolsa-Família como assistencialismo e compra de votos, atacam grupos sociais como o MST, se postam contra iniciativas que apontam para a construção de uma sociedade de classe média no Brasil (mote desenvolvimentista que é objetivo assumido da proposta da Dilma). Sem falar nas parcelas mais radicais do eleitorado (os “trolls”), que ainda atacam a origem nordestina do Lula, se referem a ele com termos como “analfabeto”, “vagabundo” e atacam Dilma como “terrorista”. Da mesma forma, órgãos de imprensa, como este próprio jornal e outros, tentam a qualquer custo impingir um viés “stalinista” ao governo Dilma (algo risível a qualquer pessoa razoavelmente bem informada), em uma tentativa clara de se aproveitar de temores superados para atender a interesses de grupos políticos.

    Em suma: o Serra, antes de representar a si mesmo, representa um projeto de país. E esse projeto, sem sombra de dúvidas, é de direita.

    Tirando isso, o texto tem um caráter propositivo ao diferenciar “campanha” de propostas sólidas. Não é segredo para ninguém que as campanhas políticas, no Brasil e no mundo, foram dominadas pela publicidade. Mas creio que, para quem acompanha política, essas informações estão à disposição e serão cada vez mais detalhadas no decorrer do processo eleitoral. É inegável que a maioria da população será muito mais atingida pela “campanha” do que por um detalhamento de propostas. Isso, obviamente, não é o ideal, mas também não é exclusividade brasileira.

    Abraço,

    Mateus Potumati.

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    • 14/07/2010 - 13:09
      Enviado por: Pedro Doria

      Mateus, o Matias não é culpado pelo texto. Sou o único culpado ;-)

      Eu bem gostaria que houvesse diferença maior entre as duas principais forças políticas mas, infelizmente, não as vejo. No que trata dos programas sociais, por exemplo, o projeto atual começou em Campinas (governo Toninho, PT) e São Paulo (governo Franco Montoro, PSDB). Foi marca de inúmeros governos tucanos e petistas. E, embora mais audacioso no governo Lula, teve embrião no governo FH. Podemos falar de diferença de grau? Talvez. Mas não de diferença de política.

      E, sejamos justos com as siglas. É, sim, PSDB/DEM. Mas, no outro lado, é PT/PMDB.

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  • 13/07/2010 - 20:02
    Enviado por: Bruno Rosik

    No Brasil eu ainda acredito que a grande maioria da população não se mobilizar pela internet, infelizmente. Muita gente não tema cesso a toda a informação e com certeza vão continuar com suas próprias fontes.

    Uma pena.

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  • 13/07/2010 - 21:41
    Enviado por: Adilson Gonçalves

    O debate acontecerá quando for de interesse dos interenautas. Não dá para comparar Brasil com EUA. De minha parte, faço meus comentários políticos e ambientais no blog: http://priadi.blog.uol.com.br

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  • 13/07/2010 - 23:33
    Enviado por: Daniel

    O que falta no Brasil é gente que não joga pra torcida.

    Lá o universo dos blogs, aliás, mostra o que é a realidade política: tome o exemplo do Instapundit, considerado um blog Republicano. O dono se diz libertário, sinal do abandono do partido do elefantinho.

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  • 14/07/2010 - 08:09
    Enviado por: Luisinho

    O pior é que esta bipolarização, apesar de tudo, não tem respeito com o eleitor.
    Imaginem, o eleitor ter que cumprir as leis, enquanto as autoridades não as respeita. E ainda porcima, debocham da mesma.
    O IPEA fez uma pesquisa que todos (ou quase todos) conhecem. Descobriram mil maravilhas.Só que eu vejo de outro modo, basta que qualquer pessoa vá a uma favela e nela encontrará de computadores,celulares, notebooks, motos.Tudo bem! Mas eles não procuraram pela Nota Fiscal. As mesmas estão com os verdadeiros donos e anexo a elas um BO.

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  • 14/07/2010 - 08:58
    Enviado por: Tetsuo Shimura

    “Isso não existe no Brasil. Há blogs, tais blogs às vezes até fazem a típica mistura de comentário com informação, mas no geral são assinados por jornalistas profissionais.”

    Faço uso diário da internet e raramente acesso os blogs; quando o faço, seguramente são aos assinados por jornalistas profissionais, esperando algumas pequenas, mas importantes informações. Raridades.

    Se a grande maioria nos EUA discute se votarão nos democratas ou republicanos, aqui os eleitores estão mais para torcedores de futebol, tamanha a pulverização de ideários ou a falta delas. Tanto isto é verdade que muitas pessoas já devem ter ouvido às vesperas de eleições, um pesquisado afirmar que votará em A ou B para não “perder seu voto”. Isto se assemelha a dois torcedores de diferentes times com falas como: “nós jogamos melhor que voces”.

    Dado que a população já se encontra calejada pelas corrupções nos meios dos governos (executivo + legislativo + judiciário), pela ausência de uma Justiça célere, ela banaliza a moral, costumes e demais valores e, não raro, incentivados por aqueles que teoricamente deveriam ser seus guardiões.

    Ao emitirem suas opiniões, educados como somos saimos dando marteladas apenas porque as idéias são diferentes, então, para que colocar na web nossas idéias?

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  • 14/07/2010 - 11:48
    Enviado por: Jonathan Ferreira

    Grande post heim Pedro! Concordo com tudo o que falou aqui. Mas tem um outro problema cara, o país apesar de ser obrigatório o voto, não entende de política, até nossos representantes conseguem mudar de partidos que ideologicamente são o oposto um do outro, e ai fica a pergunta “qual a ideologia do sujeito?”, no caso dos USA o pais inteiro vive com a internet ao lado é bem mais eficaz, seriamos só nós como o de costume Sul e Sudeste participando eficazmente, não desemerecendo os outros estados com certeza eles tambem participariam mas a informação não seria repercutida como é nos estados mais informatizados. A iniciativa mais legal até agora acho que foi o Museu da Corrupção (http://www.muco.com.br) não muito popular mas com um Dossie bem legal de muitos dos nossos representantes.

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  • 14/07/2010 - 12:23
    Enviado por: João Torres

    Muito opotuno esse artigo, entretanto acho que temos outros aspectos não abordados que implicam com a falta de engajamento das pessoas à política. Se não há engajamento no mundo real como pode haver no virtual? Embora a internet reuna todas as condições para criar esse engajamento o que falta na verdade é uma mudança de atitude dos políticos. Obama reuniu em sua campanha sonho + realização. Sonho da mudança, da renovação etc…Alinhou esse mote ao seu discurso. Sua atitude o diferenciou. Certamente não teremos nenhum case a la Obama porque simplesmente os candidatos e seus marketeiros não entendem de comunicação digital. Todos os sites dos candidatos estão integrados à blogs e redes sociais, mas isso não é tudo. Para criar engajamento é necessário que o candidato mude sua atitude em relação aos meios. Não dá mais para ter um discurso para os pobres, para os ricos, para os estudantes, para os empresários, para comunidade internacional. E isso todos os candidatos perdem muito tempo querendo fazer longos discursos. Preferem o corpo a corpo da multidão e os programas de TV a entrar no Twitter ou Blog para escrever de próprio punho (dedos) o que ele pensa sobre o futuro do país e como ele poderá ajudar o país não só no crescimento economico, mas sim no desenvolvimento social. Seremos um país rico, sem dúvida. Em 2020 muita coisa pode ser feita e a internet deve ser o meio principal desse desenvolvimento social, caso contrário seremos o rico que ganhou na loteria e continuaremos carregando os problemas sociais eternos.

    Qual candidato que consegue falar sobre isso?

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  • 14/07/2010 - 12:45
    Enviado por: Bruno

    Se tomarmos como base os comentaristas das reportagens dos principais sites de notícias, estamos fritos! Paranóicos, sem reflexão, vomitam termos inventados por jornalistas de caráter questionável e utilizam até seções de culinária para escrever seus textos analfabetos e conspiratórios.

    O mais engraçado é ver que são muitos na internet, mas na vida real não existem. Talvez porque sejam envergonhados com as próprias convicções, ou porque chegaram a um nível altíssimo de recalque.

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    • 14/07/2010 - 16:30
      Enviado por: Jaime Pimenta

      Bruno,

      Poderia ser mais objetivo, factual?

      Questionável por questionável o seu, bem como o meu, também o é e não saimos do lugar.

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    • 15/07/2010 - 12:36
      Enviado por: Bruno

      Jaime,

      Não fui objetivo nem factual porque não quero cometer injustiças nem ser acusado por alguém de ser “isto” ou “aquilo”. O que quero dizer é que tanto blogueiros/jornalistas quanto comentaristas, seja da direita ou da esquerda, estão com seus circos armados levando a discussão ao nível inferior ao da baixaria e da leviandade. Dê uma navegada que você vai entender o que estou falando.

      Quem perde com isso é o país e a sociedade, pois estas pessoas que se dizem politizadas estão esvaziando a discussão política e a proposta de cada candidato (inclusive daqueles que defendem).

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    • 15/07/2010 - 12:39
      Enviado por: Bruno

      …ainda em tempo: há exemplos do que me refiro neste mesmo espaço de comentários.

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  • 14/07/2010 - 17:44
    Enviado por: Luiz

    Entendo o ponto do articulista, mas discordo. A tal polarização artificial existe mesmo, mas é fruto da ação de um lado só: o petismo. O petismo investe alto nela, porque ela joga uma nuvem de fumaça sobre aquilo que é o seu principal objetivo: sabotar a democracia por dentro e torná-la irrelevante. O PT aspira ser o PRI brasileiro, se perpetuando no poder por meio da tomada completa do Estado e a infiltração da militância em todos os aspectos da vida social. Os tucanos, coitados, são bocós demais para perceber isso e se contrapor às avalanche petista. Aí fica a polarização artificial no que efetivamente não é diferente (economia, políticas sociais, etc), mas o que efetivamente diferencia os dois lados fica obscuro (a aceitação ou não das regras da democracia liberal, a aceitação da democracia como um valor civilizatório e não como mero instrumento de tomada do poder).

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    • 14/07/2010 - 17:58
      Enviado por: Pedro Doria

      Aí é que está, Luiz: quem está no PT diz exatamente a mesma coisa.

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    • 14/07/2010 - 20:23
      Enviado por: Jaime Pimenta

      Luiz,

      você foi no ponto certo.

      Pedro, me desculpe a insistência, mas de onde você tirou que o PT faz a mesma avaliação que a exposta no comentário do Luiz?

      Se tem uma coisa que o PT e seus comensais não discute abertamente é exatamente a questão da democracia representativa e das liberdades democráticas.

      Digamos que como se diz popularmente eles preferem comer pelas beiradas.

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  • 14/07/2010 - 19:02
    Enviado por: Alba

    Desculpe, PD, seu texto como sempre é bom, mas acho que escorrega em algumas coisas. Algumas são menores, como a mudança de perfil dos partidos Democrata e Republicano, ao longo da história. Mas está certa a descrição que você traça das diferenças programáticas entre eles atualmente.

    No entanto, os dois partidos sempre REPRESENTARAM uma parcela importante da população, que identifica-se com as bandeiras de um ou do outro. Não é o que acontece no Brasil, que desde o Império foi governado por um revezamento entre latifundiários dos Partidos Conservador e Liberal. Onde o povo, num regime escravocrata até o último suspiro?

    Depois, a República Velha e o jogo de cartas marcadas da “política do café com leite”, interrompida pela Era Vargas, incluindo a ditadura do Estado Novo. O breve período da república populista (18 anos) não me parece capaz de consolidar partidos realmente representativos. Tanto que o PTB do Vargas acabou no colo da Ivete. E, bem, o PDT do Brizola do meu ponto de vista, está longe de poder ser comparado aos partidos americanos. Tsc, tsc.

    Aliás, a exceção era justamente o PT, com representação organizada, via sindicatos de toda forma, mas organizada. Deu-se a desfiguração que conhecemos. 

    E, bem, o PSDB é o partido onde os caciques superam os seguidores, como se tornou comum afirmar.

    Pois bem, temos uma excrescência de 27 partidos, a maioria de aluguel e isso continua, se perpetua. Além do mais, falar em programas, quando a Dilma apresenta um, volta atrás por propostas “menos radicais” e o Serra entrega dois discursos, afirmando que resumem seu pensamento. Isso já foi bastante observado, mas onde está o respeito ao eleitor?

    Acho que a questão vai mais longe do que uma simples “campanha plebiscitária”, que convém ao Lula e acabou sendo incorporada pelo Serra. Faltam-nos partidos com enraizamento real na população. E aí, como alguém disse com muita propriedade, as novas mídias são mesmo largamente usadas no Brasil. O problema é que isso não se reflete em padrões educacionais melhores, por exemplo.

    Daí, e isso pra mim é central, faltam os partidos que levam pessoas à rua, que mobilizam. A propósito, não esqueço as belas imagens da posse de Obama, quando uma multidão negra, sob um frio cortante, foi homenagear um dos seus que chegava lá. Fruto de anos de políticas afirmativas, decerto, mas a questão é mobilizar, levar às ruas. Imagino que Obama não teria o mesmo sucesso no uso da internet sem este pré-requisito, sabe?

    E vive le 14 juillet! :-)

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    • 14/07/2010 - 19:59
      Enviado por: Pedro Doria

      Alba, temos de fato uma história partidária confusa.

      Eu arriscaria dizer que no tempo de PTB, UDN e PSD tínhamos partidos que de fato representavam ‘visões’ e classes distintas e coerentes. Enfim… se tivemos, a ditadura interrompeu.

      Mas, veja: o que vc diz mais reforça do que derruba meu argumento. Se não temos duas forças com visões tão opostas que forçam uma polarização exacerbada, sobre o que mesmo estamos discutindo com tanta verve?

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  • 14/07/2010 - 19:29
    Enviado por: Dorival Greggio

    Nunca antes na historia deste país tivemos um presidente que trabalha das 8hrs as 18hrs este é o horário que ele disse que vai dar expediente de segunda a sexta o restante do tempo ele ira cuidar da campanha eleitoral de sua candidata.
    Pergunta, quem vai ser presidente enquanto ele cuida dos interesses de sua candidata?
    No caso de uma emergência o país estará por conta de quem?
    Depois de fazer o maior governo itinerante jamais visto antes neste país agora teremos um presidente que vai bater o ponto, as 8 horas até as 18 horas tudo isto para não pagar as multas do tribunal eleitoral por propaganda ilegal. O imbecil deve achar que ele inventou a esperteza e que este país é composto de idiotas funcionais e imbecis de plantão. Assim caminha a mediocridade na Ilha da Fantasia.

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  • 14/07/2010 - 21:15
    Enviado por: Alba

    Perfeito, PD!

    Escorreguei na palavrosidade,perfeitamente dispensável para o seu público, que você elegantemente, chamou de “verve”. Cacoetes profissionais, quem sabe? :-)

    Porém, não sei onde estão as similaridades entre as campanhas dos dois partidos, aqui e nos EUA. Só que aqui, tudo tem sido movido a campanhas marqueteiras, nomás. E, sim, um outro grupo mais mobilizado. É a mesma coisa dos EUA? Duvido muito.

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  • 14/07/2010 - 21:16
    Enviado por: Alba

    E, bravo, conterrâneo. Foi direto à jugular!

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  • 14/07/2010 - 22:59
    Enviado por: eduardo gomes furtado

    Pergunto aos candidatos quando farão a reforma das policias: civil, militar, federal e exercito, pagamos impostos e não vejo trabalho condizente destes. O jogo do bicho ta aí é contravenção penal mas os delegados e detetives da policias civil e federal só recebem as propinas(estes andam nas ruas e o jogo-do-bicho esta lá e os delegados da Federal e Civil não fazem nada-tem pernas veem o problema e só recebem a propina, lamentavelmente) e nós que pagamos impostos ficamos ao relento. Nem aposentado tem mais sossego neste país com o salário de fome que estão pagando há diferença de 60 % é uma tremenda covardia- Pergunto qual presidenciavel ira resolver isto, quero ver a reforma eleitoral e tributária e não estas tentativas de tabar o sol com a peneira.

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  • 14/07/2010 - 23:10
    Enviado por: Leila

    Pedro, gostei do artigo, mas eu moro no país dos aloprados, aonde a maioria das pessoas não tem acesso a internet ainda, tem muitos analfabetos funcionais e educação política…. praticamente nenhuma.
    Vejo o Collor e o Sarney companheiros do Lula, vejo erros em todos os partidos. Tenho blog e twitter, nunca fui agressiva, mas fui agredida inúmeras vezes. Na internet é mão única. Posso concordar com um petista, mas ele não assumirá nada que deponha contra seu político ou partido. Li que os petistas alegam o mesmo, eles mentem, mentem e mentem, parece patológico. Afirmo isso, pois estou lá e sinto como é de fato. Tente convencer o Fernando Sarney que o Estadão está correto e não precisa ficar sob censura, argumente, envie cartas, e-mails, não adiantará! Vocês da imprensa precisam acordar, estamos seguindo a rota da Venezuela. Aqui não é os EUA, infelizmente.

    Abraços fraternos

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  • 14/07/2010 - 23:33
    Enviado por: eduardo gomes furtado

    Amigos internautas comparar o Brasil com os Eua é a mesma coisa de querer comparar a Africa com a Europa, falar de Pardido Democrata e Republicano comparando com PSDB,DEM,PT,PMDB é querer dar diploma de otário para o povo que não engole mais estes politicos. Vejam as denuncias da Deputada Cidinha Campos na assembleia, lamentávelmente ladroes roubam o Povo e ele denuncia isto muito bem, denunciou dois ladrões pai e filho sendo que o filho queria ser indicado membro do TCE. Estamos como a moral toda enterrada na lama com todos estes escandalos e esta discursão aqui em ideologias partidaria que não existe mais, pois os próprios politicos mudam de partido a todo momento, na verdade querem o cargo para continuarem mamando como denuncia Cidinha Campos se conseguirem é uma boa ver o discurso vi no blog do Pascoal de Raul Soares(procurem via GOOGLE chequem e depois chorem após dela relatar sobre a assembleia do Rio de Janeiro.

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  • 15/07/2010 - 01:16
    Enviado por: jes

    Não há blog deste tipo no país simplesmente porque não há blog que critique o próprio povo, a própria população, seus costumes e nossa “cultura”. Se ninguém critica o povo, como vão escrever sobre quem os representa?

    Quando o único blog que faz isso no país é um blog de humor escrito por um gordo revoltado  morroida.com.br) você percebe mesmo que estamos num país sem futuro.

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  • 15/07/2010 - 10:28
    Enviado por: Pirro

    Não há solução para o sistema político brasileiro enquanto não nos livrarmos dos “ão” que formaram e dominam a nossa cultura política: colonização, exploração, escravidão e corrupção. O primeiro “ão” nos legou a noção de horror ao trabalho (o colonizador/explorador não trabalhava, só se aproveitava, ergo, quem trabalha é otário, malandro não trabalha, “se vira”); o segundo, a idéia de que “eu sou senhor de engenho” e os demais são escravos, que devem trabalhar, produzir, ser explorados, mantidos na ignorância e discriminados; e o terceiro, a abjeta noção de que o que é bem publico é para ser roubado ou utilizado para proveito próprio. E a coisa piora quando a corrupção se junta à incompetência, como é frequente. A única saida é outro “ão”: educação, que, infelizmente, como única força capaz de vencer os “ão” anteriores, demanda tempo, dedicação,esforço e recursos, que os governantes não querem, por razões óbvias, despender e povo em geral não valoriza. Afinal, o sucesso imediato via marginalidade e até mesmo criminalidade é,convenhamos, muito mais atraente…
    O primeiro passo talvez seja uma reforma política, que crie um ambiente em que os eleitos não se comportem como donos, mas sim representantes do povo, portanto sujeitos à vontade e necessidades coletivas, com prestação de contas sobre seu desempenho como representantes e sanção por cassação, em caso de não cumprimento de seus deveres.Por enquanto, isso é só um sonho…

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  • 15/07/2010 - 12:07
    Enviado por: Ana Gouvêa

    O problema é cultural mesmo. Ou por falta de, ou por preguiça de… A gente se une pra trazer de volta o Youtube (lembra do caso Cicareli?), torce pela Seleção, xinga o Dunga e discute final de novela, mas não se vê pessoas sentadas em uma mesa de bar conversando sobre as propostas de quem vai governar o país, o estado, a cidade… nem mesmo elegemos vereadores do nosso bairro.
    Isso, espero eu, tende a mudar com o tempo. Muitas mentes pensantes começam a se engajar, principalmente no Twitter, e convocam seus “seguidores” a, no mínimo, pensar.
    Projeto Formiguinha, mas se é o jeito, então vamos nessa!

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  • 15/07/2010 - 17:00
    Enviado por: Olimpio Alves de Menezes

    Há pouco li a notícia de que o Presidente da Conferência Nacional dos Pastores Evangélicos, Sr. Manoel Ferreira, fechou acordo
    de facilitar o trânsito da candidata Dilma Rousseff entre evangélicos em troca da promessa de que se eleita a futura presidenta não adotar medidas que contrariem doutrina e dogmas protestantes. Citou como exigência a não liberação de casamento de pessoas do mesmo sexo, a não proibição de simbolos religiosos em repartições públicas, a não aprovação da Lei do Aborto e mais alguma coisa que consideram importantes. A questão é, se cada vez que candidatos a Presidência se reunir com segmentos sociais forem feitos compromissos assim, na base do NÃO, onde estará o Estado de Direito, numa eventual Governo desse candidatos ?

    Há de se compreender que a Democracia pressupõe também direitos de minorias não representadas.

    Por que não colocar em discussão temas afirmativos como a idéia de construção de presídios-fábricas, para ocupação da mão de obra dos detentos em todo o Brasil, a troca da Bolsa Familia pela Bolsa Emprego em Canteiros de Obras em todo o País; a diminuição da idade para imputação de penas, de 18 para 14 anos, por exemplo; a criação de um sistema de cotas educacionais para pessoas de baixa renda; o envio ao Congresso Nacional de Projeto de Lei que considera como Crime de Extorsão as mentiras sobre sua real condição financeira, tanto nas candidaturas quanto para aquisição de benefícios governamentais ? A proibição de propagação desenfreado de Igrejas de todos os credos sem a contrapartida social,como creches 24 horas para os filhos desses fiéis, com a fiscalização do Ministério Público ?

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  • 16/07/2010 - 05:39
    Enviado por: Roberto F

    Pedro Doria,
    eu acho que existem pelo menos duas variaveis que afetam o engajamento da populacao em uma campanha eleitoral na internet. Ambas tendem a distanciar o brasileiro dela.
    Primeiro, o brasileiro pode ate acessar muito a rede mas ainda nao possui pratica com as ferramentas oferecidas.
    Segundo, o brasileiro eh mais reservado em alguns aspectos. Basta comparar as diferencas de comportamento no orkut e facebook. Parecem dois universos completamente distintos, sendo o ultimo bem mais agitado. O brasileiro nao discute tanto politica, mesmo fora da rede.

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  • 20/07/2010 - 18:57
    Enviado por: Portais realizam debate com presidenciáveis dia 26. – Simulações

    [...] Leia o post “A campanha está na rede, agora sói falta a população”. [...]

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