Não-ficção científica: Bailenson e os avatares na vida real
- 8 de março de 2010|
- 13h58|
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Os professores Grace Augustine e Jeremy Bailenson têm dois pontos em comum e um, radical, que os distingue. Ambos tocam sua vida acadêmica na Universidade Stanford, de onde saem as melhores mentes do Vale do Silício. Ambos se dedicam ao estudo de avatares e de como mudamos quando imergimos em outros corpos. A professora Augustine, no entanto, é fictícia. Trata-se da personagem da atriz Sigourney Weaver no filme Avatar, de James Cameron.
Passar uma hora no Laboratório de Realidade Virtual de Stanford, dirigido por Bailenson, é uma experiência e tanto. Com óculos que simulam outro ambiente, outro corpo, numa salinha minúscula, qualquer um pode vagar por outras realidades.
Jeremy, um sujeito forte e baixo, sorriso fácil, boa companhia numa mesa de bar, é provavelmente o maior especialista do mundo na psicologia da realidade virtual. E Avatar – o filme – é incrivelmente fiel à ciência que já existe. Hoje, a coluna vai um quê diferente. É uma conversa sobre o que acontece quando vivemos, cada vez mais, “em avatar”.
Como mudamos a percepção que temos de nós mesmos quando incorporamos avatares em videogames ou outros ambientes?
O que as nossas pesquisas mostram é que, quando incorporamos avatares com aspectos diferentes de nossos corpos reais, passamos inconscientemente a nos comportar de forma diferente. Um exemplo: não importa a altura real de uma pessoa, ela vai se mostrar mais confiante quando incorporar um avatar alto. Vista um avatar atraente e você se torna mais sociável do que se estivesse num avatar padrão. Fica mais extrovertido, age de forma mais calorosa. O interessante é que estes efeitos continuam mesmo após deixarmos os avatares no mundo virtual. O sujeito que passou algum tempo num avatar atraente se torna mais confiante horas depois, quando vai passar uma cantada. É um efeito de ligação com o avatar que perdura.
Essas descobertas já têm impacto ou ficarão mais para o futuro?
Aqui nos EUA, a garotada passa mais tempo jogando videogames – ou seja, num mundo virtual e usando avatares – do que assistindo TV. Mesmo adultos que passam por jogos da rede como World of Warcraft e Everquest gastam um bom tempo incorporando avatares. Uma de nossas pesquisas mostra que o adulto que joga games padrão passa 20 horas por semana em avatar. Além disso, no Ocidente, já estamos nos habituando com a representação digital dos outros. Pode ser a voz pelo celular, o perfil nas redes sociais, ou o cotidiano em mundos como o Second Life. Quanto mais imersivos ficam estes ambientes, permitindo até a simulação de gestos como no Nintendo Wii, a fronteira entre nossa vida real e a virtual se torna cada vez mais difusa.
Do perfil numa rede social ao personagem num game Wii, tudo é avatar? Os efeitos são sempre os mesmos?
São avatares. Mas a ligação que formamos com eles depende de alguns fatores. Quanto mais um avatar se parece com a pessoa real, por exemplo, maior a ligação. Muitos gamers preferem uma imagem bem diferente de si. Mas quando avatar e jogador se parecem mesmo que só um pouco, a tendência de formar um elo comportamental é grande.
Outro fator é a possibilidade de controlar os movimentos do personagem. O terceiro é escolha. Ao escolhermos uma representação virtual de nós mesmos, já formamos algum elo. As ligações mais fortes se dão quando os três fatores estão presentes, mas basta um deles para que algo já mude dentro de nós. Várias pesquisas demonstram a ligação com nossos avatares mesmo quando se trata apenas de uma fotografia num perfil ou mesmo um ícone. Alguns dos efeitos de ligação já estão lá.
Os ambientes em seu laboratório são fascinantes, porém ainda um tanto simples. Estamos muito longe de termos ambientes virtuais como o holodeck realista da série Jornada nas Estrelas?
Tanto o ritmo do avanço tecnológico quanto o interesse do público por ambientes virtuais sugerem que não. Apenas dez anos atrás, fora fãs de ficção científica, ninguém havia sequer ouvido falar de ambientes virtuais e avatares. Estamos chegando lá.
Coluna publicada no Link em 8 de março, 2010
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08/03/2010 - 16:46 Enviado por: Alba
O texto me lembra um romance de Isaac Asimov, “A Cidade e as Estrelas” em que no futuro, a maior parte da humanidade (porque há um grupo menor de gente que vive quase no século 19 em termos de tecnologias e ferramentas) se distrai VIVENDO as sagas – histórias em que cada um pode ser herói, mais forte, mais inteligente, bem parecido com o avatar, acho. O que só mostra o talento de Asimov como visionário, mas no livro, ele faz os dois grupos entrarem em contato depois de um longo período de separação. E a mensagem é que os primitivos, digamos assim, são os guardiães dos valores fundamentais, incluindo a coragem de arriscar mudanças no mundo real, ao contrário dos outros.
Não me acho lá muito qualificada pra falar de RPG ou jogos, pq nunca os usei. Mas, deixando de lado os contrastes extremos do Asimov, essa discussão me parece que caminha um pouco por hábitos um tanto adolescentes e assumo que posso estar sendo preconceituosa, mas à exceção de Avatar, o filme, e da indústria de games, como essas novas ferramentas podem mesmo ser aplicadas no cotidiano?
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08/03/2010 - 21:23 Enviado por: Max
Telemedicina. Um cirurgião na Europa poderá operar um paciente em São Paulo, ou vice-versa, através de um robô. Hoje é possível fazer isso, mas o médico precisa de treinamento para operar o robô. Usando realidade virtual o robô simplesmente repetiria os movimentos do médico.
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09/03/2010 - 07:55 Enviado por: Pedro Doria
Max, o prof. Bailenson estuda esse cenário e ele está bastante próximo de se tornar real. Dá uns dez anos…
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12/03/2010 - 08:34 Enviado por: Cláudia
Nicolelis não estaria mais adiantado nessa área de movimento à distância?
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08/03/2010 - 20:57 Enviado por: HRP SOFT!
Tudo banalidade……….
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08/03/2010 - 21:59 Enviado por: Rodrigo
PD, você está cada mais mais parecendo uma mistura de nerd e hippie. Isso é jornalismo sério? Você realmente tem mais de 20 anos de idade?
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08/03/2010 - 22:09 Enviado por: Pedro Doria
Meu caro Rodrigo: mais e mais gente vive parte de sua vida fora do ‘mundo real’, numa ‘realidade virtual’ como esta nossa aqui, onde se dá esta conversa. Quanto mais horas dedicamos a esta realidade no ciberespaço e quanto mais profundas são as relações que estabelecemos nele, maior o impacto em nós. Isto é ciência feita na segunda melhor universidade do mundo de uma disciplina ainda um bocado nova.
Se os seus preconceitos o fazem descartar esse tipo de estudo, bem… a vida tem disso.
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09/03/2010 - 00:38 Enviado por: Alba
Obrigada, Max!
Isso é pra lá de interessante.
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09/03/2010 - 00:58 Enviado por: Rodrigo
“Isto é ciência feita na segunda melhor universidade do mundo”
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A não PD, você precisa mesmo apelar pro discurso da autoridade pra acabar com a discussão?
E outra, agora tudo é avatar? Aí ninguém ganha do seu argumento. Um ato tão velho na internet como o postar textos ou comentários em um blog de repente entra no conceito de avatar.
Até algumas horas atrás eu estava apenas respondendo a um post em um blog, agora eu estou assumindo uma identidade “avatar”? Deste jeito até o ato antigo de mandar ou receber cartas ou o telefone versão Graham Bell entram neste conceito.-
09/03/2010 - 07:54 Enviado por: Pedro Doria
Meu caro Rodrigo, desculpe.
O problema não é que que eu ‘apelo para o discurso da autoridade’.
O problema é que vc não apresenta qualquer argumento que invalide cientificamente.
Nem poderia.
Sim, aqui vc está assumindo uma identidade avatar que inclui um padrão de comportamento que não é necessariamente o mesmo que assumiria no mundo real. Se não sabia disso, que bom, aprendeu uma coisa nova.
No seu caso é muito fácil demonstrar. Duvido que, se estivesse assistindo uma palestra minha, vc se levantaria na frente de todo mundo e diria que ‘não sou um jornalista sério’ e que ‘não devo ter mais que vinte anos’. Não teria coragem para tanto. O que te enche de coragem para demonstrar essa agressividade, o que faz vc mudar seu comportamento e traços padrões de personalidade é estar ‘em avatar’.
Por que o seu comportamento na vida virtual é diferente do da vida real? O quanto que um afeta o outro? Pois existe gente estudando isso e Jeremy Bailenson é um dos mais respeitados.
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09/03/2010 - 01:42 Enviado por: Davi Kikuchi
A personagem Grace Augustine… não seria um avatar da atriz Sigourney Weaver?
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09/03/2010 - 18:13 Enviado por: Rodrigo
Boa PD. Somos todos avatar. Quando mandamos um ofício, um email, pessoal ou corporativo, quando minha vó mandava uma carta pro meu avô nos anos 50, quando um romancista cria um alter ego.
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Quem consegue argumentar com um conceito tão amplo não é mesmo? -
10/03/2010 - 14:55 Enviado por: Andre Boavistta
Prezado Pedro, achei muito válida a entrevista afinal uma autoridade no assunto e que dirige o Laboratório de Realidade Virtual de Stanford tem respaldo científico e moral para poder falar sobre o assunto que pesquisa.
Achei muito interessante – confesso que nunca tinha lido ou escutado algo do tipo, quando o professor Jeremy Bailenson informa (com base nas observações e pesquisas) que as pessoas se comportam de maneira diferente após incorporarem um avatar e mesmo depois de deixar o avatar no mundo virtual o comportamento ainda é influenciado pela experiência.
Muito boa a entrevista – parabéns!
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10/03/2010 - 15:33 Enviado por: Darwinista
Esse Rodrigo é aquele mesmo mala que frequentava o finado Weblog e que tinha como propósito de vida encher o saco do Doria?
Ô Pedro, conta aí pra gente, ele tentou alguma coisa com você e levou um fora, né não?
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10/03/2010 - 19:13 Enviado por: Rodrigo
Primeiro, mala é você! Agora quem não concorda com a sua opinião é mala?
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Segundo, devo ter comentado no máximo umas duas ou três vezes no antigo Weblog. Rodrigo, caso vossa suprema inteligência não saiba é um nome comum.
Agora, o melhor é essa: “Ô Pedro, conta aí pra gente, ele tentou alguma coisa com você e levou um fora, né não?”
O que é isso meu caro? Projeção? Olha que psicologia explica!
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10/03/2010 - 20:54 Enviado por: Darwinista
Hahahahaha… caramba Rodrigo, como você é esperto! Matou a pau! Mas claro que é projeção! Eu tenho uma baita fixação pelo Pedro Doria, e por isso fico atazanando a vida dele. Fiquei frustrado comigo mesmo, porque minha suprema inteligência não me ajudou a perceber isso antes. Valeu cara, valeu mesmo!
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11/03/2010 - 00:02 Enviado por: surfando na jaca
Caramba, esse darwin anda muito pandorâmico… Sei lá…
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Pedroca, vc. tem razão. Seria uma grosseria falar nesse tom com vc., ainda que fosse fora de uma palestra. Mas aqui é como se nos conhecessemos. O anonimato também ajuda a sermos mais autênticos (francos?)do que nos permitem as conveniências. Escrevi isso a poucos minutos para a Alba, amiga virtual, pois jamais nos conhecemos na real. ë bem interessante, mas acho que não sou tão diferente do que escrevo pela blogosfera. Mas, é claro, não uso nem metade da franqueza que despejo virtualmente. Fico pensando, quem serei verdadeiramente? O ser contido pelas regras sociais ou o meu nick? Bom, aí já é Matrix, que podia ser um filme inteligente ao invés da farofa de efeitos visuais. -
11/03/2010 - 00:02 Enviado por: surfando na jaca
há poucos.
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11/03/2010 - 13:47 Enviado por: Jåµë§
:: Boa tarde, ladies and gentlemen…
Ao contrário de muitos aqui eu convivo com amigos próximos à minha idade (35) muito envolvidos com jogos de avatar, em especial, para ficar no tema, o World of Warcraft. Gente que passa todas as horas livres do dia imerso no universo de orcas e fadas que caem na porrada e exploram mundo novos. Really not my style…
–x–
Não importa a idade ou quem cunhou o termo pirmeiro: é o novo interesse da mídia há uns poucos anos. A prova irrefutável não é “Avatar” de Cameron. Aprova está nas produções anteriores. “Gamer”, “Surrogates”, “Wall-E”, etc… até mesmo a nova e excelente série baseada em BattleStar Galactica, “Caprica”, mostra um universo de humanos divididos em 12 tribos (Capricans, Virgos, Taurons, Sagitarions, etc…) onde os avatares virtuais serão as portas para a criação do Cylons (só quem assistiu BG entende). Avatares aliviando a frustração juvenil com o mundo que já conhecem e não gostam.
Como veem, as implicaçõe sociais já estão sendo discutidas.
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12/03/2010 - 09:04 Enviado por: Cláudia
“O que as nossas pesquisas mostram é que, quando incorporamos avatares com aspectos diferentes de nossos corpos reais, passamos inconscientemente a nos comportar de forma diferente.”
Pois é, ele falou de aspectos positivos mas o mesmo não valeria para os negativos? Se a pessoa participar de uma interação agressiva não poderá igualmente levar essa agressividade ao mundo real?
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12/03/2010 - 12:19 Enviado por: surfando na jaca
Cláudia, acho que depende da pessoa. Tem gente se escondendo no mundo cirtual faz tempo. Por exemplo, os telespectadores de novelas, que vivem a vida dos artistas, dos BBBs etc. No mundo virtual pode-se ser aquilo que gostaríamos que fóssemos. Tem gente que até fica inteligente e culta na internet, à custa de wikipédia e colagens, como o Chesterton, o Pax…
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Mas acho que seria insustentável uma sociedade em que as conveniências socias fossem abolidas, como no mundo virtual.
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12/03/2010 - 18:56 Enviado por: Alba
Surf,
Aí é que está. Eu não acho que as conveniencias sociais foram abolidas no mundo virtual. Senão, que necessidade haveria de publicar regras para comentários num blog, por exemplo? O que se pretende é assegurar um mínimo de convivência civilizada, de forma que os extremamente agressivos, que desqualificam pessoalmente o interlocutor, sejam coibidos. E isso porque não argumentam, não porque falte democracia.
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Eu sempre achei isso cristalino, mas realmente desde o weblog venho tocando neste assunto e dou, pelo menos por enquanto, por encerrado.
Agora, sobre o post propriamente dito, aprendi (quem sabe eu não sofra de falta de imaginação ?)
Obrigada Max e Obrigada James. Eu gostei de Wall-E
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13/03/2010 - 00:10 Enviado por: surfando na jaca
Ora, Albita mia! Vc. e uma socióloga de canudo de papel e beca. Toda lei é um repressão a prática que existe. Se colocam limites nos blogs é porque as pessoas escrevem sem esses limites. É o que acontece comigo. Circulo num meio em que expressar posição política nunca é coisa bem vista, atrapalha os negócios. Portanto, ainda que educadamente, sou reprimido pelas circunstâncias em vários assuntos. Mas incógnito posso escrever sobre qualquer coisa e de qualquer modo. Além de abandonar blogs que me imponham regras rígidas e chatas, como no caso pandorâmico. Isso é cada vez mais comum, a intenção dos blogueiros de controlar seus comentaristas. Discordo de vc., que o tratamento mais “rude” ou desrespeitoso seja sempre sem fundamento, mera agressão. Ora, bolotinhas, pode-se humilhar uma pessoa sem usar palavras de baixo calão, calado e escalão. E é claro que tenho um certo prazer em chatear meus oponentes políticos, em especial. Só a falsidade inglesa toleraria e estaria apta a frequentar um ambiente tão controlado e cheio de regras para o tratamento entre pessoas que venham a discutir um assunto sobre o qual não são de opiniões convergentes. Na vida virtual, sou capaz de responder a um Schurupinga, mas na real jamais me disporia sequer a tomar conta da existência de tal figura reacionária.
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Sem uma certa licenciosidade não é possível diálogo.
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12/03/2010 - 22:05 Enviado por: Andre Fucs
pra mim esses posts do PD em tecnologia são apenas uma bomba de fumaça para escapar do vexame que foi sua cobertura do IPCC e aquecimento global…
http://www.theregister.co.uk/2010/03/12/ipcc_rainforest_rubbish_coup_de_grace/
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13/03/2010 - 13:28 Enviado por: Rodrigo
Caro André Fucs, concordo com você. É uma pena não existir mais o Weblog. Queria ver como o PD ia se virar pra amenizar não só o climagate, mas as posteriores denúncias envolvendo o dr. Phil Jones e a Universidade de East Anglia, como uma das mais recentes que mostram que a tese de que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035 não eram ciência, mas especulação, e foi publicado como se artigo científico fosse.
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13/03/2010 - 17:45 Enviado por: surfando na jaca
Pronto, agora só falta entrar Palestina x Israel na parada.
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Tem gente que acha bobagem aquecimento global. Fazer o que… Exageros não invalidam uma tese.
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13/03/2010 - 00:12 Enviado por: surfando na jaca
Puxa vida, faltaram os acentos e crase.
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13/03/2010 - 15:05 Enviado por: Proftel
Bom, trabalhando manhã/tarde/noite de segunda a sexta com manutenção de computadores converso melhor com máquinas do que com gente.
Isso me trouxe muitos problemas funcionais, o relacionamento com “chefes” é uma merda, converso com eles como converso com as máquinas e esse papo direto e ríspido do tipo “2+2 são 4″ deixa muita gente melindrada.
Pior que não sou o único, converso com vários Técnicos espalhados pelo Estado de Goiás, todos apresentam a mesma síndrome.
Já assumi que sou um Avatar, não lembro direito de como é a vida real… .
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