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O tablet da Apple, a horas de ser lançado

  • 27 de janeiro de 2010|
  • 8h54|
  • Por

Às 16h do Brasil, começa no Vale do Silício o evento patrocinado pela Apple para anunciar sua nova linha de produtos. Entre eles estará um tablet – computador de mão, um celular avantajado. As editoras esperam um concorrente para o Kindle. TVs cogitam a possibilidade de ser um novo lugar no qual apresentar sua programação. Mas em nenhum canto o aparelho é aguardado com tanta avidez quanto cá na indústria jornalística. No final do ano passado, a editora Time publicou no YouTube o protótipo de como seria uma edição da revista Sports Illustrated no tablet:

Algo do tipo já daria para fazer no computador. Então por que tanta avidez? Ora pois, voltamos à questão da criação de escassez numa conversa que puxa, também, pela discussão a respeito de modelos abertos e fechados na rede de computadores, inclui a experiência do consumo de informação e flerta com a música.

O computador ligado à internet é um bicho aberto. É a natureza da rede. Não é à toa que cobrar por conteúdo online é difícil. A tecnologia foi desenvolvida por engenheiros e cientistas que queriam um meio fácil, rápido e eficaz de transmitir informação. Foi exatamente isto que construíram. A ficha na indústria da informação começou a cair quando vieram os primeiros sinais de banda larga e os modems começaram a ficar potentes o suficiente para a transferência de arquivos de música.

A história do Napster e das outras redes de troca é bem conhecida – mas vamos nos focar na do iPod.

Já existiam outros players de arquivos mp3 no mercado quando a Apple lançou o iPod. E o iPod ainda demorou um ou dois anos para pegar. Hoje, distantes que estamos daquele lançamento em outubro de 2001, talvez seja difícil reconhecer o quanto o aparelho alterou a maneira de experimentarmos música. É mais que um Walkman: é a possibilidade de carregar consigo uma discoteca inteira. De ter toda sua música à mão a qualquer instante. É a possibilidade de alterar o ambiente no qual estamos. Estar em Ipanema e buscar Tom Jobim para incrementar nossa percepção do momento, se isolar no metrô buscando o conforto de Sinatra ou atravessar a Paulista do Paraíso à Consolação ouvindo Bruce Springsteen. É a combinação que for desejada.

Mas o iPod não é apenas o iPod – é também, para a maioria de seus usuários no mundo, a iTunes Store. A legislação de direitos autorais no Brasil é complexa, as partes que arrecadam a comissão de músicos e compositores não se entendem e as grandes gravadoras são tacanhas. Por conta, não temos a versão nacional desta loja. Mas ligar o iPod ao computador e no tempo de dois cliques ter uma música por 2 reais é tão simples que funciona.

Sim: música continua sendo pirateada na internet. Mas ela é também vendida digitalmente por alguns motivos. A maior parte da música baixada via internet é consumida em iPods. Uma loja conectada diretamente ao aparelho é coisa tentadora. E, segredo de polichinelo, piratear música dá um trabalho desgraçado. Dez dólares pelo disco não é tão caro assim se vai poupar meia hora de trabalho.

O iPod alterou fundamente a experiência de ouvir música e, de presto, criou uma maneira simples e prática de consumir música. Que escassez está explorando? A de capacidade técnica e tempo. Piratear é sempre possível – mas para quem não tem tempo ou não sabe fazê-lo a iTunes Store está sempre ali.

Um aparelho, uma ferramenta tecnológica que altere profundamente a maneira de experimentarmos informação, é fundamental para que se crie uma nova escassez. Queremos informação daquele jeito, naquele formato – quanto custa? Ao criar esta tecnologia separada do modelo aberto da internet, cria-se também um modelo de negócios. Foi o que a Apple fez com música. E foi o modelo copiado pela Amazon para criar seu leitor de livros eletrônicos, o Kindle.

Tudo parece simples mas não é – basta comparar um iPod a um Kindle. O primeiro é de uma elegância em sua simplicidade, é obra de engenheiros enquanto artistas. O Kindle, coitado, é bom e prático, eficiente, mas não é lá um aparelho muito inspirado. A verdade é que a maioria dos apetrechos tecnológicos com os quais convivemos não são lá muito inspirados. Não conseguem mudar nossa experiência.

Este, ora pois, não é um objetivo trivial.

Assim, todos os olhos para o Vale do Silício, hoje à tarde. Afinal, é a Apple que vai anunciar um aparelho que talvez mude completamente a maneira de nos informarmos.

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52 Comentários Comente também
  • 27/01/2010 - 09:09
    Enviado por: Gloria P.

    Oi, Doria, há tempos não lia seus textos – desde o falecimento de seu antigo blog – e agora estou contente e surpresa de encontrá-lo novamente aqui, num assunto diverso, mas não menos interessante. :) Super curiosa para ver o tablet da Apple e seus próximos posts. Mas, confesso, com saudades das suas análises de conjuntura internacional…
    Não dá pra ter tudo, né? rs
    Abraços de BH!

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  • 27/01/2010 - 09:15
    Enviado por: Jåµë§

    :: Interessante a análise, gostei, mas vamos a algumas elucubrações

    –x–

    “E, segredo de polichinelo, piratear música dá um trabalho desgraçado. Dez dólares pelo disco não é tão caro assim se vai poupar meia hora de trabalho.” – repense isso.

    A maioria esmagadora da população que usa players (geralmente celular, não iPod) rala muito para fazer 10 dólares (eu mesmo preciso trabalhar aproximadamente 3 horas).

    Quando se baixa música, quem faz o trabalho é o micro. Eu só levo 2 minutos pra achar a música que quero, se tanto. E todo mundo sabe fazer isso, não requer técnica nem experiência maior do que usar o Google.

    Enquanto houver “mp3 de graça” X “2 dólares por música”, a pirataria será majestade.

    –x–

    Steve Jobs afirmou que esse lançamento vai ser o mais importante em toda a sua história. Não é um pouco exagerado? O iPod supriu uma necessidade humana. A Apple criou algo que se queria muito desde os tempos do Walkman. O Tablet é demanda de… quem? Digo, que massa enorme populacional é essa que necessita MAIS um meio de acessar informação que pode ser feita no lap ou (melhor) num smartphone. Muitos netbooks afundaram por isso: pareciam sensacionais até que você precise carregá-los pra todo lado, toda hora. Se for mulher, então, nem se fala.

    –x–

    Mas não se engane, eu prefiro estar errado. Revoluções tecnológicas mudam o jogo e abrem mercados que não existiam. Só não estou botando fé nesta. Ainda. Puxe minha orelha em dois anos, por favor.

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    • 27/01/2010 - 09:48
      Enviado por: Pedro Doria

      James, vamos lá: o preço e americano. Dez dólares não pesa lá tanto quanto ca.

      2. Vc não tem ideia de como e difícil achar a música que você quer pirata. Vc, como a maioria dos leitores ca do blog, tem uma facilidade fora do comum com a rede.

      3. Steve Jobs, justiça seja feita, não se manifestou a respeito de qq lançamento =)

      4. Escrever no celular e chato pacas…

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    • 27/01/2010 - 11:38
      Enviado por: Cláudia

      “Muitos netbooks afundaram por isso: pareciam sensacionais até que você precise carregá-los pra todo lado..”

      E não é exatamente neste espaço que se encaixa o Tablet, aparentemente muito mais versátil inclusive que o Smartphone com sua tela minúscula?

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    • 27/01/2010 - 12:49
      Enviado por: Rodrigo Santos

      Concordo com o PD no aspecto da pirataria. Pra mim é fácil de achar, estou acostumado. Inclusive baixo episódios de seriados que vão passar na minha tv a cabo, só pra não ter que esperar. Mas vejo que não é uma coisa assim tão trivial quando vou explicar como se faz pra uma pessoa que não está habituada com esse tipo de coisa.

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  • 27/01/2010 - 10:28
    Enviado por: Luiz Carlos Fernandes Dias

    Este monstro sagrado da Tecnologia de Informática deve continuar dando mostras do Gênio do Século e criar um aparelho que não necessite usar os trabalhos da ANATEL e seus parasitas TIM,UOL,CLARO, OI,etc, que só fazem é delapidar o patrimonio do POVO.
    UM APARELHO QUE CAPTE TUDO DIRETO DOS SATÉLITES.

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  • 27/01/2010 - 10:53
    Enviado por: Ane

    Eu estou muito ansiosa com o lançamento…acredito que a Apple nos transformou em “tecnofetichistas”…você não precisa necessariamente, mas você tem que ter…
    Só não entendi o se for mulher nem se fala do James..hehe

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  • 27/01/2010 - 11:43
    Enviado por: Cláudia

    Por outro lado leio que o Tablet irá custar inicialmente 1.000 dólares o que não é exatamente acessível.

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  • 27/01/2010 - 11:55
    Enviado por: Jåµë§

    :: Bom, vamos por partes também…

    PD, não sou eu que tenho facilidade com a rede, é a Geração Y e Z que está aí e que já está herdando e dominando a rede. Eu sou da X (35 anos completados ontem) mas meu trabalho me mantém antenado o máximo possível para acompanhar o fluxo. Talvez para nós seja uma habilidade a ser aprendida, para eles já é feijão com arroz.

    E, sim, o Steve falou sobre o lançamento do Tablet, mas vou ter que achar onde li – não esperava ter que guardar. Copio se reencontrar.

    Você tem Blackberry? O meu teclado virtual do HTC Touch é sensacional. Pessoalmente, detesto teclado físico.

    –x–

    Claudia e Ane … segundo análises de quem escreve sobre o assunto, como a Garota Sem Fio, qualquer coisa maior do que um iphone se torna um estorvo depois de um tempo dentro de bolsa de mulher, mesmo as grandes da moda. Fora os apetrechos extras. Bom, acreditei nela que é mulher e faz sentido com o modus faciendis feminino.

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    • 27/01/2010 - 12:41
      Enviado por: Cláudia

      Não entendi porque entrou a questão de ser mulher no meio da conversa – o Tablet é só para mulheres? De qualquer forma e só para esclarecer, eu também sou mulher.

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    • 27/01/2010 - 13:29
      Enviado por: Pedro Doria

      Jåµë§, escrevo num iPhone. E a falta de acentos às vezes atrapalha.

      No prob.

      Sei que a garotada não tem dificuldades. Mas continua sendo uma questão de custo, benefício. Para uma parcela grande do público consumidor, comprar música legal, com capa bonitinha para aparecer no iPod, apenas um clique após surgir a vontade, é bom negócio e não apresenta riscos.

      Seu perfil, na verdade, é mais raro do que você imagina.

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    • 27/01/2010 - 13:35
      Enviado por: Ane

      Eu, particularmente, não me incomodo de carregar meu note pra onde quer que eu vá. Não gosto de usar outros pc’s e não curto acessar a net a partir do iPhone.

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  • 27/01/2010 - 13:03
    Enviado por: HRP!

    Esse troço vai acabar com os jornais de papel?
    Tô fora!

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  • 27/01/2010 - 13:30
    Enviado por: Jåµë§

    :: Não, Claudia, era apenas mezzo piada/mezzo sério. Apenas uma avaliação que li sobre o problema de gadgets muito grandes para se carregar, por exemplo, em bolsas de mulheres com certa frequência. Aparentemente, é um estorvo para vocês depois de algum tempo. Era uma matéria sobre netbooks. Mas deixa para lá…

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  • 27/01/2010 - 13:37
    Enviado por: Jåµë§

    :: Realmente, PD, o iPhone peca por várias coisas e uma delas é a acentuação. Meu teclado virtual é maior e com acentuação apropriada. Muitas vezes, posto dele. Mas é curioso como o hype me faz desejar um. Vai entender…

    –x–

    Será mesmo que meu perfil é raro?

    A Campus Party, por exemplo, é lotada de pessoas que, na timeline do Twitter, passam o tempo comentando dos álbuns baixados e séries vistas pelo torrent.

    Bom, acho que no que se refere a isso vamos ter que esperar pra ver. Eu não sei bem onde este gadget se encaixaria na minha vida, na minha casa, e se ele realmente custar 1.000,00 contos de réis americanoswell… desconfio que ele vai demorar a pegar por aqui ainda.

    –x–

    * Acho que colocaria ele na parede da sala, como um quadro? :-j *

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    • 27/01/2010 - 16:46
      Enviado por: Rafael

      A Campus Party é um universo minúsculo, exceção da exceção. Nesse ponto concordo com o PD: nosso tipo é mais raro do que a gente pensa.

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  • 27/01/2010 - 13:49
    Enviado por: Felipe

    Espero que alguma coisa resolva meu problema com livros fora de estantes. Se o preço do tablet for igual ao de uma estante, ele já é barato e muda minha relação com meus livros.
    Agora vamos todos mudar de assunto e cantar: o PD voltou, o PD voltou, o PD voltooooooooooou…

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  • 27/01/2010 - 13:57
    Enviado por: Darwinista

    Revolução ou não, um fato concreto é que, por aqui, o tablet vai custar 3 vezes o que custa nos EUA. Isso é indecente, inacreditável e inaceitável.

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    • 27/01/2010 - 15:42
      Enviado por: Jåµë§

      :: Arrisco dizer que mais.
      Um iPhone de $199, pode chegar a $2000,00 fácil.
      Praticamente 10 vezes o valor.

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  • 27/01/2010 - 14:48
    Enviado por: Djalma Lima

    Bons comentários dos colegas. Mas existe outra face da música digital. O formato virtual desvinculado de um suporte material concede liberdade imprescidível às pessoas. Porém cobrar por músicas e travâ-las com drm vai contra quase todas as vantagens do formato digital. Para começar, o usuário já estava acostumado a emprestar e a revender seus cds, o que é combatido pelo formato comercial digital. Outro aspecto tem que com a segurança material do suporte. Um chip pode ser apagado e obrigar um usuário a pagar novamente pelo mesmo conteúdo.
    E se o back-up doméstico avançar, com home servers verdadeiros, então estão questões serão superadas, mas aí as produtoras vão entender como prejuízo vender um arquivo de execução perpétua. vão querer cobrar centavos adicionais por cada execução ou programar um tempo determinado de validade do donwload. Pois é, para o capitalismo o produto não pode ser durável, imperecível eternamente. A mercadoria não pode ser um bem eterno na lógica do capitalismo, com a possibilidade de o direito desta mercadoria (música virtual) ser hereditária, pois assim o direito de copyright perde sua lucratividade com o tempo; ideia que vai contra a postura das corporações que exploram o direito das músicas. Quando o suporte era material, esperava-se que as pessoas naturalmente desgastassem esse suporte (como arranhar um cd) e assim devessem comprar outro, assegurando a lógica da lucratividade destas empresas.
    São estas as questões mais complexas e reais que estas empresas então considerando.
    O novo tablet da Apple pode ser muito bom, permitir mídias, e-books, mp3′s, mas uma revolução de mercado nestas tecnologias se dará se as pessoas começarem a ter seus home-servers onde poderão “backupear” todos os arquivos. Mas sobre isso eu venho me perguntando depois de guardar milhares de arquivos de textos, pdfs, mp3s, etc; se eu preciso ter este acervo. Temos cada vez menos tempo e como uma biblioteca que não é usufruída, qual seria o sentido de guardar todos esses arquivos? O que adiante ter uma biblioteca imensa se eu não posso ler? Seria melhor o acesso livre a todos esses arquivos, assim ninguém se preocuparia em “comprar”.
    É preciso inventar uma nova forma de usos comerciais destas tecnologias e muito debate ainda para haver justiça aos artistas e produtores e viabilidade para os usuários.

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  • 27/01/2010 - 15:44
    Enviado por: Jåµë§

    Em tempo, achei o artigo onde Steve Jobs teria dito que o Tablet será “The Most Important Thing I’ve Ever Done”.

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  • 27/01/2010 - 15:46
    Enviado por: O anúncio da Apple ao vivo | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] pode entrar no clima lendo o post Apple pode mudar tudo hoje – de novo, de Alexandre Matias, ou O tablet da Apple, a horas de ser lançado, de Pedro [...]

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  • 27/01/2010 - 15:59
    Enviado por: Cesar Jr

    Doria, um problema que vejo para competir com o Kindle em relaÇão a leitura de jornais/livros é que a tela do Kindle é composta de TINTA ELTRÔNICA, que não cansa as vistas.

    Como ficaria isto com a tela do Apple? Ela é LCD, não?

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  • 27/01/2010 - 16:08
    Enviado por: gil lopes

    A legislação de direitos autorais no Brasil é complexa, as partes que arrecadam a comissão de músicos e compositores não se entendem e as grandes gravadoras são tacanhas. Por conta, não temos a versão nacional desta loja.
    NÃO É VERDADE.
    Não temos ITUNES porque não há mercado que compense o investimento em digitalizar a música, preparar as lojas virtuais para ela. Pergunte a Apple se tem interesse num mercado onde só se “baixa”, onde só se rouba música? O ITUNES funciona onde os procedimentos civilizados são minimamente acompanhados pelos cidadãos, é lá onde acontece o avanço e é lá onde se discute a legislação para impedir a pirataria, esse sim o VILÃO.
    Contribuir para difundir falsas questões não é o papel da Imprensa ou então está mal informada, o que é pior ainda.

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    • 28/01/2010 - 07:49
      Enviado por: Pedro Doria

      Gil Lopes: eu já perguntei à Apple. Eles querem, sim. Não conseguem.

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  • 27/01/2010 - 16:12
    Enviado por: gil lopes

    As gravadoras são tacanhas…francamente Sr. Dória…contribuir para o conto da carochinha…um negócio que movimenta mais de 40 bilhões pelo mundo com executivos tacanhos…os espertos estão escrevendo nos jornais…quem é que pode com uma coisa dessas? é a disseminação da mistificação…não tem tecnologia porq os índios não se entendem e as gravadoras são tacanhas…e agora?
    Isso não é verdade! é poeira nos olhos, é a manifestação da anti cultura, é o que nos atrasa. Francamente…

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    • 28/01/2010 - 08:17
      Enviado por: Pedro Doria

      Gil Lopes: eu não baixo música ilegal da internet. Não sou seu inimigo.

      Mas você está misturando as coisas. Está tratando como um problema moral o que é um problema econômico. É exatamente o erro cometido pelas gravadoras. Pula, pula, pula, se descabela, reclama que as pessoas não podem, não devem, que é um absurdo, e elas continuam fazendo porque compensa economicamente. É barato e relativamente fácil.

      Minha questão é pragmática: sequer entro no mérito se é certo ou se é errado. Pela via moral você talvez consiga botar algumas pessoas na cadeia, talvez leve outras à falência, mas seu problema continuará com rigorosamente o mesmo tamanho.

      A solução é econômica e passa pela tecnologia. Ofereça uma alternativa que faça compensar o gasto. As pessoas não compravam disco porque achavam certo. Compravam porque queriam música e aquela maneira compensava. Copiar em cassete dava muito trabalho que, fora adolescentes e uns outros, ninguém queria ter.

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  • 27/01/2010 - 16:14
    Enviado por: gil lopes

    E quanto aos que insistem em defender o roubo, a apropriação da propriedade privada alheia, seja onde for…deveriam esquecer a música e pensar na comida…um movimento pelo direito de todo mundo comer de graça…depois vestir de graça…depois casa de graça…depois de tudo de graça, música de graça também…mas como não é assim, então porq a insistência?

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  • 27/01/2010 - 16:39
    Enviado por: Ariolino

    Excelente artigo! Já vivemos num mundo de gerar valor com valor. Quem ainda não se deu conta, terá mais uns 2 ou 3 anos antes de sair do mercado! parabéns pela clara interpretação do momento.

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  • 27/01/2010 - 17:16
    Enviado por: Pablo Vilarnovo

    Cara, como assim?? Um blog do Pedro Dória e eu não estava sabendo???
    Falha gravíssima!!!
    De resto faço minha as palavras da Glória P.
    Mui grata surpresa.

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  • 27/01/2010 - 18:48
    Enviado por: Rodrigo Leandro

    PD, me desculpe, mas esse seu texto me parece mais expectativa de applemaníaco do que análise. Em uma de suas últimas colunas do Navegar Impreciso você dizia que esta seria a década do Twitter e já temos o Foursquare. O Twitter está deixando de ser hype muito rápido.
    Falar que um produto que mal foi lançado tem tudo para ser revolucionário é demais. Não estou dizendo que a Apple não seja capaz disso, mas este tipo de expectativa me parece aquela música dos Titãs, “a melhor banda de todos os tempos da última semana”.
    Dizer que tal produto tecnológico ou tal mídia social são o futuro significa no máximo que vão ser moda por, sei lá, dois, cinco ou, exagerando muito, dez anos! O próprio Ipod já era com essa nova onda de streaming. E não completou dez anos.

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    • 27/01/2010 - 23:07
      Enviado por: Pedro Doria

      Meu caro Rodrigo Leandro – Eu não disse que esta seria a década do Twitter. Disse que o tipo de serviço que o Twitter presta marcaria a década. Por enquanto, não vejo concorrente para ele. Mas, Friendster, Orkut, MySpace e etc. perderam para o Facebook mas redes sociais ainda são partes fundamentais da internet. Da mesma forma, alguém pode vir a ser melhor do que o Twitter no que ele faz, mas o tipo de serviço dominará o espaço por muitos anos.

      Agora, sugerir q o iPod está em crise porque há streaming, perdoe…. creio que vivemos em dois mundos fundamentalmente diferentes.

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    • 28/01/2010 - 00:18
      Enviado por: Rodrigo Santos

      Que o iPod não vende mais o que costumava vender é fato. Mas não é culpa do streaming e sim da canibalização que ele sofreu dos smartphones. E só tende a piorar, ninguém vai carregar um player de músicas dedicado, todos vão migrar seus telefones pra smartphones num futuro próximo.

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    • 28/01/2010 - 08:11
      Enviado por: Pedro Doria

      Rodrigo Santos, aí é outra questão.

      Os smartphones vão lentamente substituir aparelhos como iPods, sim. Mas é um processo lento que depende de tecnologia, ainda. Hoje continuo saindo de casa com celular e iPod, por um motivo simples: bateria. Se vc ouvir muita música, o telefone não aguenta até o fim do dia.

      Mas, perceba: o aparelho não importa. O que importa é o tipo de uso. O que o iPod mudou é a maneira como as pessoas ouvem música. Isto fica – não importa se com iPod ou não.

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  • 28/01/2010 - 01:49
    Enviado por: Com o iPad, o que acontece com os tablets? | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Vem aí outra forma de nos informarmos, por Pedro Doria [...]

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  • 28/01/2010 - 01:50
    Enviado por: O aparelho mais aguardado de 2010? | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Vem aí outra forma de nos informarmos, por Pedro Doria [...]

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  • 28/01/2010 - 01:51
    Enviado por: Conheça o iPad, o tablet da Apple | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Vem aí outra forma de nos informarmos, por Pedro Doria [...]

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  • 28/01/2010 - 01:52
    Enviado por: Apple pode mudar tudo hoje – de novo | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Vem aí outra forma de nos informarmos, por Pedro Doria [...]

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  • 28/01/2010 - 07:34
    Enviado por: Guia (in)completo do iPad ← Diário2

    [...] Pedro Doria faz, no Estadão, uma interessante análise e compara a relação iPod/música versus iPad/jornais. Mas esquece duas diferenças fundamentais, [...]

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  • 28/01/2010 - 09:36
    Enviado por: rene de paula jr

    Pedro, num iPod tipico quantas musicas sao compradas e quantas sao ripadas/pirateadas/copiadas? Pense num iPod lotado. Milhares de musicas. o cara gastou milhares de dolares pra ter tudo aquilo? nao.

    quanto ao Kindle: tente ler um livro numa tela de laptop ou smartphone… ao sol. um lixo. no Kindle é uma gloria.

    eu sei que design é hipnotico, mas cabe a nos sermos mais criticos, nao?

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    • 28/01/2010 - 14:28
      Enviado por: Pedro Doria

      Rene de Paula Jr, eu não tenho uma única faixa pirata no meu iPod. Ou no iPhone.

      E tenho milhares de músicas.

      Se custou uma grana? Sim, ao longo dos últimos 20 anos, desde que existem CDs.

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  • 28/01/2010 - 12:30
    Enviado por: Qual é a diferença entre o iPad e uma pedra? | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Vem aí outra forma de nos informarmos, por Pedro Doria [...]

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  • 28/01/2010 - 13:08
    Enviado por: Beni Borja

    PD ,

    Conheço o Gil Lopes de outros carnavais , argumentação lógica faz muito pouco sentido prá ele.

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  • 28/01/2010 - 14:01
    Enviado por: Leonardo Bernardes

    Pedro,

    Eu levo três minutos pra achar a maioria dos discos que alguém pode querer e no máximo 5 minutos pra baixá-lo — numa conexão de 10 mb da GVT. Trabalhoso é pagar 2 reais por faixa.

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  • 28/01/2010 - 14:05
    Enviado por: Beni Borja

    A minha primeira impressão do Ipad não foi grande coisa. Mas talvez isso se deva a falta de conteúdo específico prá ele. Será que estamos finalmente chegando na época do ¨content is king¨? Não custa nada ter esperança.

    Mas o certo é que no momento ¨context is king¨. Por isso todo esse alvoroço em torno da Apple. Conteúdo sem contexto não tem grande ,ou nenhum ,valor.

    O Ipod fez da música uma outra coisa, um fundo musical para a vida, um contexto que nós criadores de música , ainda estamos tentando entender.

    Prá músicos como eu , que querem fazer música que seja o centro da atenção , o mundo do Ipod é uma tristeza. Torço para que o Ipad nos forneça um instrumento de atenção concentrada… se for isso , é uma maravilha.

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  • 28/01/2010 - 14:05
    Enviado por: gil lopes

    a Apple evidentemente quer se instalar no Brasil, o fato concreto é já fazem muitos anos e ela aqui não veio. O Itunes mesmo chegando entre nós, já existem muitas lojas Apple pelo Brasil, não significa que a plataforma veio para ser usada pelo NOSSA MÚSICA. Que música circula mundialmente na plataforma ITUNES?
    É falso dizer que o problema são os artistas que não se entendem, é falso questionar a capacidade dos executivos das gravadoras. Mesmo que os artistas se entendessem e que os executivos fossem gênios, com a pirataria e falta de garantias na circulação de arquivos privados não haveria hipótese de desenvolvimentos e geração de riquezas . Esse é o ponto, o vilão é a anarquia, ela nos distancia do que nos interessa, comercializar música brasileira, continuar sustentando quem quer viver de música na Brasil…essa é a questão.
    Ontem no discurso de Obama ouvimos o que? Valorização da Moral. Populismo já se adiantam alguns oportunistas, a turma da contra política. A questão agora é moral sim, o sistema precisa recuperar decência, tem que proteger a propriedade caso contrário o que é? Se pode um arquivo, porque não outras coisas, tudo? Está tudo misturado e o assunto é sério.

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    • 28/01/2010 - 14:38
      Enviado por: Pedro Doria

      gil lopes, vou tentar repetir: o problema da Apple no Brasil não é porque os brasileiros são mais piratas que os americanos. É tudo igualzinho.

      O problema é que gravadoras, entidades que coletam direitos e a lei não se entendem.

      Mas se vc quer achar que o problema é outro, tudo bem. Vá na fé.

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  • 28/01/2010 - 23:27
    Enviado por: E você, o que achou do iPad? | Link Estadão - Cultura Digital

    [...] Vem aí outra forma de nos informarmos, por Pedro Doria [...]

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  • 29/01/2010 - 03:02
    Enviado por: Proftel

    Gil Lopes:

    Você quer um Mac?

    Tenho um DVD aqui legalzinho pacas, só precisa de tudo Intel na Placa-mãe kkkk.

    Tem dó….

    hehe

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  • 29/01/2010 - 18:21
    Enviado por: gil lopes

    Evidentemente os brasileiros são mais piratas, muito mais, cerca de 20% do mercado americano de música por exemplo já é feito legalmente pelo meio digital. E imagina a lucratividade se vc comparar a economia atual e a anterior. O que vc preferiria? Os 100% de antigamente ou os 20% atuais e a perspectiva de gradativamente avançar? E ainda, sobretudo, faturando exclusivamente com 100% repertório nacional ( no caso, anglo americano)?
    Alguém investiria em montar um negócio digital num ambiente inteiramente sem regras e totalmente pirateado? Vc acha que o esforço em educação lá é o mesmo que o daqui? Quando o Metallica ou o Bono ou a Lily Allen falam vc acha que ninguém ouve? Alguns esperneiam, mas ouvem. E aqui? Alguém diz alguma coisa a não ser que somos iguais a todo mundo? Somos mesmo? No seu ITUNES tem o que à venda? A novidade brasileira? Produzida onde? Por quem? Qual a grande revelação do ITUNES?
    Não é tudo igualzinho não, são muitas as diferenças e estamos muito atrazados, é preciso contribuir para modificar isso. A indústria da música já fatura 4 bilhões no meio digital, temos que olhar para isso, não participamos, estamos fora dessa feira e isso não é bom para nós. A Apple só vem pra abrir loja pra vender Mac, mas queremos é nossa música no ItuNES, também…
    mas se vc achar que não é nada disso, discutiremos.

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