Problemas da zona do euro
2 de fevereiro de 2012 | 8h36
Paul Krugman
Abaixo estão alguns gráficos de uma palestra que dei em Paris na terça-feira. Eles não serão chocantes para os que leem esta coluna regularmente, mas pode ser útil examiná-los todos de uma só vez.
Em primeiro lugar, defendo que a crise econômica, no geral, é impelida pela dÃvida privada e não pela dÃvida pública.
Em seguida, aponto para a enorme movimento do setor privado no sentido do superávit financeiro, o que exigiu enormes déficits públicos para impedir um colapso ainda mais profundo.
E depois eu me volto para a Europa que tem um problema adicional, que é uma bolha de fluxo de capital do norte para o sul, induzida pelo euro, que precisa ser revertida.
A contraparte desses desequilÃbrios de conta corrente foi uma enorme divergência em nÃveis de preço relativos.
Implicitamente, a Europa está dependendo de uma “desvalorização interna”, para reverter essa divergência. Mas a realidade é que isto é muito difÃcil devido à rigidez nominal, mesmo na Irlanda, que erroneamente é considerada um exemplo de ajuste bem sucedido.
Além disso, a Europa acreditou na ideia de que a irresponsabilidade fiscal está no coração da crise, o que é verdade somente no caso da Grécia, mas não dos paÃses em dificuldade como um grupo.
E mesmo o FMI avalia que nenhum dos paÃses mais austeros está na direção de uma situação fiscal tolerável.
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