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Paul Krugman
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Comendo os irlandeses

27 de novembro de 2010 | 8h00

Paul Krugman

Estamos precisando de um novo Jonathan Swift. A maioria das pessoas conhece Swift como o autor de As viagens de Gulliver. Mas os acontecimentos recentes me fizeram pensar em seu ensaio de 1729, “Uma proposta modesta”, no qual ele observou a pobreza estarrecedora dos irlandeses e ofereceu uma solução: vender as crianças como alimento.

“Asseguro que essa comida será um pouco cara”, ele admitiu, mas isso a tornaria muito apropriada para proprietários de terras , que, como já haviam devorado a maioria dos pais, pareciam ser os mais indicados para os filhos. Tudo bem que desta vez não são os proprietários de terras, mas os banqueiros – e eles estão apenas empobrecendo o população, não a comendo. Mas somente um satírico para fazer jus ao que está se passando hoje na Irlanda.

A história irlandesa começou com um verdadeiro milagre econômico.

Esse, porém, acabou dando lugar a uma orgia especulativa provocada por bancos e incorporadoras imobiliárias fora de controle, numa relação promíscua com políticos de peso. A orgia foi financiado com empréstimos enormes captados por bancos irlandeses, em geral de bancos de outros países europeus.

Aí a bolha estourou, e esses bancos enfrentaram prejuízos imensos.

Seria de esperar que os que emprestaram dinheiro aos bancos dividiriam os prejuízos. Afinal, eles eram adultos responsáveis por seus atos, e se não conseguiram compreender os riscos que estavam assumindo isso não foi por culpa de ninguém além deles. Mas, não, o governo entrou em cena para garantir a dívida dos bancos, transformando prejuízos privados em obrigações públicas.

Antes do estouro da bolha, a Irlanda tinha uma pequena dívida pública.

Mas, com os contribuintes subitamente ameaçados por prejuízos imensos dos bancos, enquanto a arrecadação despencava, a credibilidade do país foi colocada em xeque. Assim, a Irlanda tentou tranquilizar os mercados com um programa austero de corte de gastos.

Parem por um minuto e pensem nisso. Essas dívidas foram contraídas, não para pagar programas públicos, mas por espertalhões privados que buscavam apenas seu lucro pessoal. Agora, cidadãos comuns irlandeses pagam a conta.

Ou, para ser mais preciso, eles estão arcando com um ônus muito maior que a dívida – porque aqueles cortes de gastos causaram uma severa recessão, de modo que além de assumir as dívidas dos bancos, os irlandeses sofrem com a queda das rendas e o alto desemprego.

Agora o quê? Na semana passada, a Irlanda e seus vizinhos montaram o que foi amplamente descrito como um “salvamento”. O que realmente se passou, porém, foi que o governo irlandês prometeu impor sofrimentos ainda maiores à população em troca de uma linha de crédito que, presumivelmente, daria mais tempo para a Irlanda, bem, recuperar a confiança. Os mercados, compreensivelmente, não se impressionaram quando as taxas de juros dos bônus irlandeses subiram ainda mais.

As coisas precisariam mesmo ser dessa maneira? No início de 2009, circulava uma piada: “Qual a diferença entre a Islândia (em inglês, Iceland) e a Irlanda (em inglês, Ireland)? Resposta: “Uma letra e cerca de seis meses.” Isso era para ser uma piada de humor negro. Por pior que fosse a situação da Irlanda, ela não poderia se comparar ao completo desastre que era a Islândia.

Neste ponto, porém, a Islândia parece estar se saindo melhor que sua quase homônima. Sua recessão econômica não foi mais profunda que a da Irlanda, suas perdas de empregos foram menos graves e ela parece melhor posicionada para a recuperação. Os investidores, aliás, agora parecem estar considerando a dívida islandesa mais segura que a irlandesa. Como isso é possível? Parte da resposta é que a Islândia deixou que os emprestadores estrangeiros a seus bancos descontrolados pagassem o prelo de seu mau julgamento, em vez de colocar seus próprios contribuintes na linha para garantir as dívidas privadas ruins. Enquanto isso, a Islândia ajudou a evitar um pânico financeiro em parte impondo controles temporários ao capital – isto é, limitando a capacidade de os locais tirarem fundos do país.

A Islândia também se beneficiou do fato de que, diferentemente da Irlanda, ela ainda tem sua própria moeda: a desvalorização da coroa, que deixou as exportações islandesas mais competitivas, foi um importante fator para limitar a recessão na Islândia, Para os sabichões, nenhuma dessas opções heterodoxas está à disposição da Irlanda. A Irlanda, dizem eles, precisa continuar infligindo sofrimento a seus cidadãos – porque fazer qualquer outra coisa fatalmente solaparia a confiança.

Mas, a Irlanda já está em seu terceiro ano de austeridade, e a confiança continua se exaurindo. É o caso se perguntar o que será preciso para as pessoas sérias perceberem que punir a população pelos pecados dos banqueiros é pior que um crime; é um erro. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

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16 Comentários Comente também
  1. Enviado por: helena freire

    Equidade é um tema que se delinea, no momento apenas e nada mais que isso, pois na prática só o esporte responde. É por aí que falar em sustentabilidade que não se sustenta.

  2. Enviado por: Paulo Batista

    Análise estupidamente maniqueísta.

    Enquanto a bolha de crédito cresce toda a população se beneficia e acha bonito – não só os banqueiros.

    Quando a bolha estoura, os endividados (que escolheramse endividar) vem culpar os malvados banqueiros.

    • Enviado por: Ferruccio

      Paulo Batista,
      Você está certo quando diz que parte da população inicialmente se beneficiou. Foram induzidos por pessoal mais experto.
      Penso que grande parte da culpa cabe à desregulamentação e falta de controles das atividades bancárias por parte do Estado, seguindo os preceitos do neoliberalismo. Foi a idéia do Estado não interventor, a idéia de que, deixados livres, os mercados se auto-regulariam. Foi a idéia de que a liberdade estimula a criatividade. E os bancos foram realmente criativos. Inventaram a engenharia financeira, que permitia diluir os riscos e emprestar muito mais do que suas reservas recomendavam.
      Acima de tudo, foi a certeza de que o Estado não os deixaria falir. A certeza de que eventuais prejuízos seriam socializados.
      Foi isso, e o caso da Irlanda comprova isso.
      Abs

    • Enviado por: jeanbize

      sr. paulo batista, me perdoe, krugman tem razão, banqueiros irresponsaveis tem de ser punidos, com perda de seu banco, de seus bens particulares e por ai vai, e não é o que esta acontecendo na irlanda, e não foi o que aconteceu nos EUA, ora, por operarem bancos, estes cidadãos têm de estar acima da lei, pelo contrário, a punição deveria ser exemplar, banco gere poupança pública, e cria moeda, os abusos tem sido tantos, que a impunidade chega a revoltar, isto no mundo todo, não falo do brasil.

    • Enviado por: Rodrigo

      Acho que ele culpa os “malvados” banqueiros porque estes tinham plena consciência das cagadas, com perdão da palavra, que estavam cometendo. A população por sua vez não tem nem as ferramentas necessárias para saber se o que está se formando é uma bolha ou não.

      A separação que ele faz é mais entre o privado (bancos) e o público. Os cortes no setor público afetam à população, que nada tem com os problemas do privado.

      Achar que toda a população se endividou ou escolheu se endividar é uma análise estupidamente maniqueista. Ora bolas, pq a pessoa que nao se endividou teria que pagar pelas que se endividaram?

    • Enviado por: Ticão

      Você está afirmando que a população que se beneficiou da “bolha”, comprando casa financiada, não está sendo penalizada com o estouro da bolha?

      Estou achando muito estranha essa sua afirmação. Quem financiou uma casa por 200, que hoje vale 100, se continuar pagando vai fazer um mal negócio. Se devolver vai morar na rua. Não consigo muito ver onde está o “beneficio” desse negócio.

      Alias o único ator desse espetáculo que certamente será prejudicado é quem comprou uma casa financiada.

      Já os bancos, se conseguirem a “ajudinha” do governo pode se livrar do mico com prejuízo reduzido. Mas nesse caso a conta vai ser paga pelo resto da população. Tanto pelos que fizeram empréstimos quanto por quem não fez e não tem nada com essa bolha. Só os bancos saem ganhando com a “ajudinha”.

  3. Enviado por: CORREGEDOR

    ” punir a população pelos pecados dos banqueiros é pior que um crime”

    E se os bancos quebrarem com força e fecharem as portas? Não vai ser pior ainda pro povão? É claro que as coisas ficarão mais difíceis pra todo mundo se os bancos se forem. Talvez o Paul queira que os bancos sejam estatizados.

  4. Enviado por: CORREGEDOR

    “Talvez o Paul queira que os bancos sejam estatizados.”

    Desse jeito o estado vai gastar muito também.

  5. Enviado por: Tadeu F.

    Prezado Sr. Krugman, (solução sempre existe)
    A emissão de títulos para expansão ou rolagem de dívidas causa a elevação da taxa de juros. essa taxa de juros é uma inflação dolorosa, porque não é indexada a todos os agentes econômicos. Os credores dos títulos, em geral, não são os donos dos bancos (esses sempre salvam a sua parte e a sua pele). são pequenos credores, os correntistas superavitários, em geral pequenos investidores, que fazem sua poupança e pequenos investimentos por meio dos bancos. Portanto, de um lado temos POUPADORES ECONOMIZADORES, e, do outro, GASTADOPRES E, principalmente, CEOs irresponsáveis. Agora, alguém tem que pagar a conta, e, em geral, são os justos. O governo, de todo modo, deve fazer intervenção nos bancos – um tipo temporário de estatização – para tomar as rédeas da situação. Angela Merkel, quem detém a primazia do controle da maior economia do bloco europeu, deverá, a meu ver, concluir que a emissão de títulos é uma das saídas mais amargas (pela não indexação generalizada). a SOLUÇÃO? me parece que é a EMISSÃO DE DINHEIRO, na medida do déficit de cada mês, além do controle orçamentário de cada país deficitário por meio de um “Comitê da Crise”, formado por funcionários altamente qualificados, do próprio Bloco Europeu. Se o déficit (diferença entre obrigações e receitas) mensal vai ser indexado (por meio da inflação resultante da expansão da base monetária) vai ser uma solução menos pior, me parece, do que a dissolução do Bloco em termos de sua Unidade Monetária (o Euro),o que é um cálculo a mais a ser colocado na complexa demografia européia e suas diferenças econômicas e sociais. Talvez, para alguns países, não reste outra opção a não ser quebrar, e voltar a imprimir seu próprio dinheiro, se, de fato, vierem a ser abandonados pelo restante do Bloco Europeu ao tentar arranjar uma solução. A “bolha” estourou, e o sabão respingou nos olhos de todo mundo, numa mistura de sabão com pimenta. Mas eu ainda penso que a emissão do Euro, em volume compatível com as necessidades de financiamento, pode ser uma das alternativas a considerar, sem desprezar a estatização da administração dos bancos privados, a Euromonetização da Dívida de todos os países do Bloco (um Orçamento Específico, só para tratar da dívida e dos déficits), e tudo que for para diminuir a pressão sobre o déficit e os juros, com medidas gerais e outras pontuais, diárias.
    ENFIM, UM BOM GESTOR DE ORÇAMENTO SABERÁ FAZER O SEGUINTE:
    UM PLANO TRIENAL ORÇAMENTÁRIO, QUE CONTENHA AS DÍVIDAS E OS DÉFICITS DOS PAÍSES PROBLEMÁTICOS (para os quais, a receita financeira será a artificialização de receitas por meio de emissão de títulos E PRINCIPALMENTE DE DINHEIRO, e, talvez, se o mercado absorver, a venda de títulos para sete anos de vencimento. outras receitas poderão surgir, tais como as provenientes de vendas de ativos ou outros direitos que possam ser identificados ou artificializados pelo governo para gerar RECEITA NÃO VINCULADA AO PAGAMENTO DE JUROS OU À EXPANSÃO DA DÍVIDA).
    Então, o ORÇAMENTO DE CADA PAÍS FICARÁ RESTRITO AO EQUILÍBRIO RECEITA/DESPESA.
    É por aí? . Penso que sim. É como se o Bloco Europeu se tornasse DOIS PAÍSES. Um, onde está o equilíbrio pleno entre receitas e despesas (cada país terá um orçamento assim). o OUTRO, UM ORÇAMENTO ESPECÍFICO PARA AS DÍVIDAS E DÉFICITS. Serão dois orçamentos distintos, sendo que somente um deles precisa de um financiamento com base em emissão de dinheiro, e talvez de títulos e venda de ativos reais ou artificializados, TUDO ISSO acompanhado de controles diários da Autoridade Monetária Européia e do “Comitê de Crise”).
    Tadeu F.

  6. Enviado por: Davi

    paul voce falou da poupança que a reponsabilidade e do povo pelo dinhero colocado na poupaça na verdade o a porpança foi criada para evitar roubos uma forma de segurança a obrigação do banco e proteger o dinheiro ablicado na poupança porque poupança não e investimento
    agora se o banco colocou o dinheiro em risco e arcaque com os prejuisso

  7. Enviado por: Tadeu F.

    Prezado Sr. Krugman, (solução sempre existe)
    A emissão de títulos para expansão ou rolagem de dívidas causa a elevação da taxa de juros. Essa taxa de juros é uma inflação dolorosa, porque não é indexada a todos os agentes econômicos. Os credores dos títulos, em geral, não são os donos dos bancos (esses sempre salvam a sua parte e a sua pele). São pequenos credores, os correntistas superavitários, em geral pequenos investidores, que fazem sua poupança e pequenos investimentos por meio dos bancos. Portanto, de um lado temos POUPADORES ECONOMIZADORES, e, do outro, GASTADOPRES E, principalmente, CEOs irresponsáveis. Agora, alguém tem que pagar a conta, e, em geral, são os justos. O governo, de todo modo, deve fazer intervenção nos bancos – um tipo temporário de estatização – para tomar as rédeas da situação. Angela Merkel, quem detém a primazia do controle da maior economia do bloco europeu, deverá, a meu ver, concluir que a emissão de títulos é uma das saídas mais amargas (pela não indexação generalizada). a SOLUÇÃO? me parece que é a EMISSÃO DE DINHEIRO, na medida do déficit de cada mês, além do controle orçamentário de cada país deficitário por meio de um “Comitê da Crise”, formado por funcionários altamente qualificados, do próprio Bloco Europeu. Se o déficit (diferença entre obrigações e receitas) mensal vai ser indexado (por meio da inflação resultante da expansão da base monetária) vai ser uma solução menos pior, me parece, do que a dissolução do Bloco em termos de sua Unidade Monetária (o Euro),o que é um cálculo a mais a ser colocado na complexa demografia européia e suas diferenças econômicas e sociais. Talvez, para alguns países, não reste outra opção a não ser quebrar, e voltar a imprimir seu próprio dinheiro, se, de fato, vierem a ser abandonados pelo restante do Bloco Europeu ao tentar arranjar uma solução. A “bolha” estourou, e o sabão respingou nos olhos de todo mundo, numa mistura de sabão com pimenta. Mas eu ainda penso que a emissão do Euro, em volume compatível com as necessidades de financiamento, pode ser uma das alternativas a considerar, sem desprezar a estatização da administração dos bancos privados, – intervenção -, a Euromonetização da Dívida de todos os países do Bloco (um Orçamento Específico e consolidado por Unidade só para tratar das dívidas e dos déficits dos países sem liquidez), e tudo que for para diminuir a pressão sobre o déficit e os juros, com medidas gerais e outras pontuais, diárias.
    ENFIM, UM BOM GESTOR DE ORÇAMENTO SABERÁ FAZER O SEGUINTE:
    UM PLANO TRIENAL ORÇAMENTÁRIO, QUE CONTENHA AS DÍVIDAS E OS DÉFICITS DOS PAÍSES PROBLEMÁTICOS (para os quais a receita financeira será composta pela artificialização de receitas por meio de emissão PRINCIPALMENTE DE DINHEIRO, e, talvez, se o mercado absorver, a venda de títulos para sete anos de vencimento. outras receitas poderão surgir, tais como as provenientes de vendas de ativos governamentais ou outros direitos que possam ser identificados ou artificializados pelo governo para gerar RECEITA NÃO VINCULADA AO PAGAMENTO DE JUROS OU À EXPANSÃO DA DÍVIDA).
    Então, o ORÇAMENTO DE CADA PAÍS FICARÁ RESTRITO AO EQUILÍBRIO RECEITA/DESPESA. ENQUANTO UM ORÇAMENTO ESPECÍFICO DO DÉFICIT E DAS DÍVIDAS CUIDARÁ DIARIAMENTE DESSA QUESTÃO.
    É por aí? . Penso que sim. É como se o Bloco Europeu se tornasse DOIS PAÍSES. Um, onde está o equilíbrio pleno entre receitas e despesas (cada país terá um orçamento assim). o OUTRO, UM ORÇAMENTO ESPECÍFICO PARA AS DÍVIDAS E DÉFICITS. Serão dois orçamentos distintos, sendo que somente um deles precisa de um financiamento com base em emissão de dinheiro, e talvez de títulos e venda de ativos reais ou artificializados, TUDO ISSO acompanhado de controles diários da Autoridade Monetária Européia e do “Comitê de Crise”).
    Tadeu F.

  8. Enviado por: claudio mota de faria

    Prezado (a) Moderador (a),

    No artigo A instabilidade da moderação, nosso comentario datado de 27/11/2010 – 09:04 está aguardando moderação.
    Favor moderar!

  9. Enviado por: Márcio Aguiar

    Krugman, neste post, propõe à Europa/Irlanda aquilo que não propôs aos EUA: nos EUA também o governo se tornou sócio dos grandes bancos deficitários para impedir que os grandes bancos quebrassem e a coisa ficasse ainda pior . . . e Krugman apoiou a medida e continua apoiando todas as demais medidas, pois sabe que deixar os bancos quebrar seria muito, mas muito pior . . . então, por que propõe à Europa deixar os bancos quebrarem (ou seja, não pagar suas obrigações com o mercado)? Será que ele quer mesmo é varrer o euro do mapa (e, portanto, a única moeda capaz de fazer frente ao dólar no longo prazo)?

  10. Enviado por: Marco Pereira

    O Sr. Krugman não é coerente consigo mesmo, para países estrangeiros avalia muito bem a situação, em respeito a bolhas imobiliárias, bancos que deveriam falir ao invés de o governo interferir passando os custos para o povo etc. Surpreende que esta opinião mude quando se trata dos EUA, onde ele apóia a intervenção do estado nos bancos e que o custo seja passado para o contribuinte de lá. Uma falta de coerência total! Dois pesos, duas medidas…

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